sábado, 23 de abril de 2011

Enciclopédia de DNA auxilia cientistas a utilizar dados de projeto


Jornal do Brasil
* Agência FAPESP

O projeto “Encyclopedia of DNA Elements” (Encode) acaba de publicar um guia para auxiliar os cientistas a como utilizar os dados e recursos produzidos pelo projeto.

O Encode é um projeto internacional lançado em 2003 pelo National Human Genome Research Institute (NHGRI), dos Estados Unidos, com o objetivo de encontrar todos os elementos funcionais do genoma humano. Todos os dados gerados pelo projeto são publicados rapidamente em bancos de dados públicos.

O guia foi publicado nesta terça-feira (19/4) na revista PLoS Biology e, da mesma forma que os dados e softwares usados no projeto, estará disponível no site encodeproject.org.

“O projeto Enconde exige a colaboração de muitas pessoas espalhadas pelo mundo que estão na vanguarda de suas áreas de pesquisa, para trabalhar de forma coordenada de modo a desvendar as funções do genoma humano”, disse Richard Myers, presidente do Instituto de Biotecnologia HudsonAlpha, um dos membros do projeto.

O guia explica como os dados podem ser úteis na interpretação de associações entre nucleotídeos únicos e doenças, usando exemplos como o da relação entre o gene c-Myc e o câncer.

Os dados permitem que pesquisas sejam feitas em milhares de variantes identificadas em estudos de associação genômica ampla, enfocando questões relacionadas aos mecanismos por trás das suscetibilidades a determinadas doenças.

Cientistas que integram o projeto Encode estão aplicando 20 testes diferentes a 108 linhas celulares usadas comumente. O guia explica como encontrar os dados resultantes desses testes e também a aplicá-los em interpretações do genoma humano.

O guia mostra onde o RNA é produzido a partir do DNA, onde as proteínas se grudam ao DNA e onde partes do código genético humano são modificadas por marcadores químicos adicionais. Essas adições, na forma de proteínas ou outras substâncias químicas, são fundamentais para compreender como as diferentes células no corpo humano interpretam a linguagem do DNA, destacam os autores.

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