quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Da preservação digital ao acesso à informação: uma breve revisão


Páginas a&b: arquivos e bibliotecas S.3, nº 7 (2017) 16-30

Henrique Machado dos Santos, Daniel Flores

O constante aumento de documentos digitais vem impulsionando as práticas de preservação em longo prazo. No entanto, a literatura técnica concentra-se em preservar a autenticidade dos registros, e por vezes, há pouco aprofundamento no que se refere a proporcionar condições de acesso aos usuários. Assim, realiza-se uma análise sobre as estratégias de preservação digital com ênfase na perspectiva de acesso aos usuários. O método utilizado consiste no levantamento bibliográfico de materiais previamente publicados, dentre estes: livros, teses, dissertações e artigos científicos recuperados pela ferramenta de pesquisa Google Scholar. Desta forma, obtém-se uma revisão dos métodos de preservação digital que realça sua aplicabilidade e aponta as dificuldades de acesso pertinentes ao usuário.


Clique aqui para o texto completo [pdf/15p.]
Imagem: Internet

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Biblioteca da CIA


A CIA lança milhões de páginas de documentos a cada ano e freqüentemente publica itens de interesse público. A Biblioteca contém uma riqueza de informações, desde publicações atuais não classificadas até referências básicas, relatórios e mapas.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

HQ questiona o mundo oco e sem sentido das redes sociais


Quadrinhos: Unfollow, de Rob Williams e Michael Dowling

Collectors Room

Para que servem as redes sociais? Entre as várias respostas possíveis, a integração e aproximação entre as pessoas certamente está cada vez mais distante. Já a criação de personagens (ou máscaras) virtuais que contrastam com o verdadeiro eu de cada indivíduo surge como uma tendência (ou seria uma espécia de sociopatia?) que cresce mais e mais a cada dia.

Este e outros pontos são explorados com brilhantismo pelo roteirista Rob Williams (A Realeza: Os Mestres da Guerra) em Unfollow, série da Vertigo que a Panini está iniciando a publicação aqui no Brasil. Lá fora, Unfollow já tem 18 edições reunidas em três encadernados. 140 Tipos, o primeiro a sair no Brasil, vem com as seis primeiras em uma edição com 148 páginas, capa cartão, papel LWC e formato 17x26.

A trama imaginada por Williams soa como uma espécie de experimento de Stanford desses tempos estranhos onde a internet parece resumida a apenas uma ferramente para acessar redes sociais. Larry Ferrell é um jovem brilhante e bilionário, com apenas 24 anos, e que sofre de um câncer terminal. Ele é o criador de uma rede social gigantesca, e resolve dividir a sua fortuna entre 140 usuários desta rede escolhidos aleatoriamente através de um aplicativo. Só que tem um detalhe: os mais de 18 bilhões de dólares de Ferrell serão divididos igualmente entre os selecionados. Mas, se um morrer, a divisão passa a ser entre 139 pessoas, 138, 137 ... e assim por diante. Ou seja: é um teste não apenas para a ambição de cada indivíduo, mas sobretudo uma gigantesca prova de caráter coletiva.





E os personagens criados por Williams exploram os estereótipos tão comuns presentes nos Facebooks e Twitters da vida. Temos o garoto deslumbrado, a patricinha maluquinha, o profeta salvador e assim por diante. A arte de Dowling é primorosa, com um traço meio sujo e que casa como uma luva com o texto de Williams. 

A leitura de Unfollow faz surgir várias perguntas. E ela possui várias camadas, é preciso admitir. Enquanto referências mais óbvias como o perfil dos participantes estão escancaradas, outras mais sutis como as máscaras que vão ruindo pela convivência interpessoal dos perfis virtuais podem passar batido pelos mais desatentos.

Unfollow é excelente, e bebe na fonte das questões abordadas pelo seriado Black Mirror, por exemplo, levantando dúvidas e perguntas sobre o que a tecnologia anda fazendo com essa imensa massa de manobra chamada humanidade.

Leia, pois é incrível.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Linha do Tempo da Música Brasileira


Por iniciativa de Carla Camurati (quando no Comitê Rio 2016), foi desenvolvido um site com um panorama sobre mais de cinco séculos de práticas musicais no Brasil. Trabalho hercúleo, como pesquisas lideradas pela Funarte e apoio o BNDES. O projeto tem parceria  com o Música Brasilis, criado em 2009, que resgata repertórios brasileiros de todos os gêneros e de todos os tempos, com mais de quinhentos compositores. 

http://timelinemusicabrasileira.org.br


via Le Monde Diplomatique Brasil

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Unfollow – 140 Tipos




“Os autores criam uma saga que mistura A Rede Social e Battle Royale, e que merece muito a sua atenção.” – IGN

“Provocativa, linda e atual.” – Brian Azzarello, cocriador e roteirista de 100 BALAS

“Choca, causa arrepios e vicia. UNFOLLOW é sua nova série favorita, mesmo que você ainda não saiba disso.” – Big Comic Page

“Williams, Dowling e Winter criaram algo acessível que é intrigante e prende o leitor.” – Comic Vine

140 PESSOAS. 18 BILHÕES DE DÓLARES. NENHUMA REGRA.

Larry Ferrell inventou uma rede social revolucionária que conecta a vida de milhões de pessoas – e que o tornou um dos homens mais ricos do mundo. Mas o recluso fundador da Headspace está morrendo e decidiu doar a fortuna que acumulou para 140 usuários aleatórios.

Saídos dos mais diversos recantos do globo, os vencedores da maior loteria da história foram levados até a ilha privativa de Ferrel para conhecer os perturbadores termos de sua nova riqueza: os 18 bilhões foram divididos igualmente entre todos, mas, se qualquer um deles morrer, o dinheiro será redistribuído entre os sobreviventes.

E assim começa o último e mais ambicioso projeto de engenharia social de Ferrel, um vasto experimento feito para revelar a verdadeira natureza da humanidade.

E com ele também começa a contagem regressiva da vida de 140 pessoas.

UNFOLLOW, a aclamada nova série Vertigo do escritor ROB WILLIAMS (A REALEZA) e do artista MIKE DOWLING (Death Sentence), com arte também do desenhista convidado R.M. GUÉRA (ESCALPO), penetra na criptografia acumulada da civilização para hackear a sociedade até o seu cerne em UNFOLLOW: 140 TIPOS. Tradução: Érico Assis.

#NasBancas

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Censo do Livro Digital chega ao mercado editorial para mapear a produção do setor


Estudo foi realizado pela FIPE, a pedido de CBL (Câmara Brasil do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros)

 Realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido da CBL e do SNEL, o estudo mapeia pela primeira vez o mercado do conteúdo digital no país; os dados são referentes ao exercício de 2016.

Ao todo, das 794 editoras brasileiras investigadas, 294 produzem e comercializam conteúdo digital, o que representa 37% do setor editorial. A pesquisa aponta, ainda, que a atividade no país está concentrada nas editoras de Obras Gerais e de Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP), que respondem, respectivamente, por uma fatia de 55% e 23% no mercado de livros digitais.

O diagnóstico oferece pela primeira vez um panorama comparativo sólido para nortear a análise do conteúdo digital no Brasil pelos próximos anos. Desde 2014, os dados referentes ao mercado digital no país estiveram integrados à Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro – fruto de uma parceria que existe há mais de dez anos entre a Fipe, CBL e o SNEL.

Na última edição da pesquisa, de ano-base 2016, os números não apareceram em razão deste diagnóstico exclusivo voltado para o conteúdo digital do Brasil.

Principais descobertas da pesquisa:

37% das editoras brasileiras produzem e comercializam livros digitais

No ano de 2016, foram vendidas 2.751.630 unidades de ebooks

Obras gerais, que incluem livros de literatura, contos, romances ou poesias é o subsetor que mais movimenta esse mercado com 88% de unidades vendidas, seguido dos livros Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP). Os livros religiosos aparecem em terceiro lugar dos mais vendidos.

O mercado de livros digitais movimentou R$ 42.543.916,96 nesse período, o que corresponde a 1,09% do mercado editorial.

Essa fatia cresce 2,38% do faturamento do mercado quando se observa o subsetor de Obras Gerais e sobre para 4,51%, levando em consideração apenas as editoras com maior faturamento (acima de R$50 milhões com livros físicos e R$1 milhão com digitais). Já os livros Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP) equivalem a 1,68% do mercado total, crescendo para 2,28% nas editoras de maior faturamento.

O acervo total de e-books comercializados no país chegou a 49.622 títulos até 31 de dezembro de 2016. Sendo que foram publicados e comercializados 9.483 novos números de ISBNs*

 O Censo do Livro Digital passa agora a ser uma pesquisa periódica mantida pelas três entidades, com o intuito de dar continuar a análise da produção e comercialização de e-books pelas editoras brasileiras.

Para ter acesso a pesquisa completa, clique aqui.

via Panorama Editorial


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A biblioteca do futuro? É digital

As bibliotecas estão cada vez mais a pensar no espaço digital e não físico

As universidades que procuram fornecer o melhor serviço de biblioteca aos alunos devem priorizar a inovação digital


O National Student Survey e o quadro de excelência em ensino estão colocando uma crescente ênfase no ambiente de aprendizagem e na experiência dos alunos. Mas as discussões passaram a refletir nos espaços físicos. Em vez disso, as bibliotecas estão colocando a inovação digital no topo de suas listas.

Qualquer abordagem digital  para as bibliotecas precisa considerar a forma como as expectativas dos alunos variam. Embora as cópias impressas dos textos principais provavelmente tenham um lugar nas prateleiras da biblioteca nos próximos anos, a forma como os alunos consomem e digerem informações está mudando.

Leia a matéria completa publicada no The Guardian, aqui.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Biblioteca de SP cria clube de leitura com apoio das redes sociais


A Biblioteca de São Paulo (Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 – São Paulo / SP) vai realizar uma atividade inédita a partir deste mês. Trata-se do Clube de leitura para jovens, que contará com o auxílio de blogs e redes sociais para incentivar o hábito de ler e aproximar o público teen da literatura. Serão realizados quatro encontros presenciais de agosto a novembro. No primeiro, que acontece no dia 26, das 14h30 às 16h30, será apresentado o livro Os meninos da biblioteca, do escritor João Luiz Marques, que também será o mediador das oficinas na biblioteca. Após cada encontro, a oficina continua na internet, porém, com mediação do personagem fictício Heitor, que acaba de completar 14 anos e de tanto gostar de ler recebeu o apelido de Le (de leitor). O bate-papo é pelo blog do Le-Heitor. Lá, será possível tirar dúvidas e pegar dicas de livros. O trabalho inédito realizado na Biblioteca de São Paulo é uma atividade de fomento à leitura e formação de novos leitores juvenis que demonstra o crescimento desse nicho. As inscrições para o clube devem ser feitas até 11 de agosto pelo e-mail agenda@bsp.org.br ou pessoalmente no balcão de atendimento da instituição.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

The Buenos Aires Herald, um dos últimos jornais de língua inglesa na América Latina, fecha após 140 anos



The Buenos Aires Herald, o jornal de língua inglesa da capital da Argentina, está fechando após 140 anos de impressão.

O jornal fez o anúncio no Twitter no dia 31 de julho, pouco menos de um ano após a publicação, a mais antiga de língua inglesa da América Latina, passar a ser semanal e a maioria dos funcionários perderem seus empregos.

Herald's staff have been informed that the newspaper is closing.
Our front page when we turned 140 on September 15, 2016. pic.twitter.com/5or01KqDy6
— Buenos Aires Herald (@BAHeraldcom) July 31, 2017

O editor de notícias James Grainger escreveu no Twitter: "Não há muito a dizer agora, para ser honesto. Nos disseram que a última edição foi nesta sexta-feira. Não há mais para adicionar neste momento."

Quando o jornal passou a ser semanal, foi publicado um editorial que dizia: "O Herald tem enfrentado dificuldades há algum tempo e, embora nossa encarnação futura tenha sido pintada como um novo desafio e uma oferta emocionante para o mercado, seria tolice negar que uma mudança tão dramática não chegue com custos enormes, ou que também não reflita uma indústria de mídia em crise".

O texto também destacou que "modificações na publicidade paga pelo governo, sua distribuição e a recessão estão exacerbando as mudanças em um ritmo acelerado" na Argentina.​

O Herald começou como um jornal de apenas uma folha, de publicação semanal, quando foi fundado pelo imigrante escocês William Cathcart em 1876, de acordo com o site. Ao longo dos anos, o jornal começou a ter uma agenda de publicação mais diária, e também mudou seus proprietários e editores, que desempenharam papéis em negociações políticas e foram alvo de repressão governamental, explicou o site.

O jornalista britânico Robert Cox foi editor do Herald durante os anos da "Guerra Suja" do país (1976-1983), e agora é reconhecido por suas críticas ao regime e trabalha para revelar abusos de direitos humanos, incluindo desaparecimentos forçados. Cox, que recebeu o prestigiado Prêmio Maria Moors Cabot em 1978, foi forçado ao exílio nos EUA devido a essa cobertura.​

"Muitas vezes eu fui perguntado na Argentina sobre como o Buenos Aires Herald, um pequeno jornal de língua estrangeira, conseguiu denunciar em inglês e comentar em espanhol temas que nunca foram mencionados na imprensa argentina. Os jornalistas argentinos tinham duas teorias: que éramos apoiados pela Embaixada dos EUA ou que, como um jornal de língua estrangeira, tínhamos imunidade", escreveu Cox na introdução de sua biografia "Dirty Secrets, Dirty War" (Segredos Sujos, Guerra Suja). "Nenhuma das duas era verdade. O que tivemos foi o respeito à independência tradicional do Herald e o apoio incondicional de Peter Manigault, presidente e editor da Evening Post Publishing Company, com sede em Charleston, SC, que era dono do jornal. Ele simplesmente queria que fizéssemos o nosso trabalho e denunciássemos a verdade. Essa foi a diferença entre o Herald e a imprensa argentina principal. Eles foram cúmplices da ditadura. O Herald não foi".

Após o anúncio de que o Herald fecharia para sempre, Carlos Cué, correspondente do El País em Buenos Aires, escreveu: "Para os jornalistas e os defensores dos direitos humanos argentinos, o Buenos Aires Herald era um mito. Por isso, seu encerramento definitivo, anunciado na segunda-feira, após 140 anos saindo às ruas sem interrupção, foi um duro golpe".

Como ele observou, foi o único jornal que denunciou, diariamente, o terrorismo de Estado que fez desaparecer milhares durante a ditadura militar.​

"O Herald mostrou a importância do jornalismo em tempos difíceis. Agora, nos EUA, com Trump, vemos que ele é a chave. Na Argentina, há jornalistas muito bons, mas o problema são os proprietários. O Herald fez um bom jornalismo até o fim, mas teve proprietários ruins", disse Cox, de acordo com Cué.​

Cué argumentou que o "início do fim" da publicação ocorreu quando já não estava em mãos estrangeiras que lhe proporcionassem independência. Ele explicou como o jornal foi comprado por proprietários próximos aos Kirchners, os ex-presidentes da Argentina.

O jornal Clarín observou que o atual proprietário e acionista majoritário do Grupo Indalo, o empresário Cristóbal López, fechou o jornal "em concordância com a redução e o ajuste de todas as mídias que fazem parte do Grupo Indalo".

Por Teresa Mioli | Jornalismo nas Américas

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O fim da era digital já começou!


Cena original do filme à esquerda e a reproduzida a partir da gravação no DNA das bactérias à direita. 

Por Alberto Consolaro
via JCNET

O novo assusta, mas precisamos acolhê-lo. Disse o poeta: o novo sempre vem! Há mais de 50 anos atrás Hugo Gernsback, escritor de ficção científica, mostrava o que seria a "realidade virtual" como na internet, computadores e celulares. Pessoas e imprensa consideraram que era uma visão "engraçadinha" e não valorizaram!

Ford quando apresentou a fabricação em série de automóveis foi ridicularizado! O novo sempre vem e não resista, acolha, procure entender e compreender, use-o e valorize! Se resistir, impedir, cercear e evitar o novo, ele vai passar por cima te ignorando! O presidente George Peck disse à Ford: - o cavalo está aqui para ficar, o automóvel é apenas uma novidade, uma moda! Carros a 18km/h foram apedrejados, pois ameaçavam a segurança pública.

Com a invenção do rádio não foi diferente, era o novo! O brasileiro Landell de Moura disputa a descoberta de 1894 com Nikola Tesla e Guglielmo Marconi. Moura, que era padre, ao fazer demonstrações da radiodifusão em 1900 foi acusado de bruxaria por seus fiéis que invadiram e destruíram seu laboratório, acusando-o de ter um pacto com o demônio.

Uma das cenas mais ridículas da negação ao novo foi oferecida pelo presidente da poderosa IBM, Thomas Watson em 1943, quando lhe foi apresentado para a empresa fabricar o computador. Soberbamente ele disse: não nos interessa, eu acho que no mercado mundial, há lugar, talvez, para cinco computadores! A IBM quase faliu e passou por várias crises pela falta de visão "futurista" de seus dirigentes, uma habilidade que não é para todos.

O computador por muito tempo foi um objeto sem apelo comercial! Imaginem! O computador resultou de uma criação coletiva que foi se acumulando no tempo, tornando-se a máquina maravilhosa e multifuncional. Eram muito grandes e mesmo assim cartões de memórias e chips foram desprezados, inclusive pela própria IBM.

O primeiro computador doméstico foi um fracasso e era oferecido para guardar receitas e fazer contas. Em 1977 o presidente da empresa Digital Equipment Corp opinou que: - não haveria razão para alguém ter computador em casa! Até ser uma janela disponível para viajar no mundo virtual o computador teve que passar por várias etapas evolutivas.

O computador transforma tudo em dois números ou dígitos: zero e um. Não existe letra "A" no computador, mas sim um código tipo 10011 e da combinação se codifica tudo ou se "digitaliza"! Na era digital tudo registra-se em dois dígitos: 0 e 1. Antes de aparecer na tela, esses códigos numéricos são convertidos em sua aparência original em texto ou imagem.

O DNA não é binário e nem usa dígitos. Para codificar informações em sua fita espiralada em escada e para cada degrau a célula usa aleatoriamente duas das 4 letras ou bases nitrogenadas adenina (A), citosina (C), guanina (G) e timina (T), gerando combinações infinitas na molécula. As barras laterais da escada são feitas de fosfato e açúcar. Se o computador usa 2 dígitos e faz o que faz, imagine se usarmos 4 elementos de combinação! Haverá uma amplificação incalculável para armazenar informações. Os computadores serão muito mais poderosos! Adeus sistema digital e binário!

George Church e equipe em Harvard anunciou na "Nature" que gravou no DNA de uma célula um filme inserido no DNA de uma bactéria E. coli. Ao proliferar em várias gerações o filme ficou intacto nas bactérias, preservadíssimo! Antes desse experimento já haviam gravado em DNA todos os sonetos de Shakespeare e também um de seus livros. Fizeram 90 bilhões de livros via bactérias: um recorde de publicação! Agora os autores estão ensinando bactérias a filmar células humanas funcionando, um Big Brother, para assistir quando o corpo apresentar problemas e detectar-se o que está acontecendo!

Em pouco tempo os grandes centros de armazenagem de dados, bibliotecas e outras coisas como "guardar dados nas nuvens" estarão em pequeninas bactérias e células. Para que HDs, computadores e memórias enormes, se o DNA pode guardar milhões de vezes mais dados em espaços reduzidíssimos e facilmente replicáveis? O tempo médio de vida e duplicação de cada bactéria é 20 minutos!

Incrível, não é ficção, já está acontecendo! Agora é a era da informação genômica.

Alberto Consolaro é professor titular da USP - Bauru. Escreve todas as segundas-feiras no JC. 



domingo, 23 de julho de 2017

A sociedade do cansaço na era digital


Com tantas informações e multitarefas, vivemos em uma corrida que parece não ter fim

Antonio Ozorio | Meon

Estamos conectados na internet e redes sociais, a trabalho ou lazer, grande parte do nosso tempo. As 24 horas do dia têm sido insuficientes para dar conta de tantas informações, mensagens e discussões nas redes. É a era da velocidade trazida pela revolução digital. E com ela surgem alguns dilemas e perigos. 

A rapidez e a amplitude da revolução digital permitiram benefícios jamais imaginados pela humanidade, com os relacionamentos em rede, a simplificação da vida através dos softwares e o acesso ilimitado à informação e ao conhecimento.

Apesar desses múltiplos benefícios, cada vez mais nos tornamos escravos da hiperconexão. O trabalho continua depois do expediente e se mistura com o lazer. Os dias nem terminam, nem começam e lá estão as pendências digitais. Os meses e anos passam mais rápidos e o tempo flui ligeiro.

Desta forma, seguimos cansados pelo excesso de informações e multitarefas do mundo digital, que surgem simultaneamente, de todos os lados. A nossa mente não acompanha e nem processa tantos dados na velocidade das máquinas.

Com mais tarefas e menos tempo, desejosos em acompanhar tudo, alguns ficam irritados, ansiosos, sem foco, impacientes e depressivos; outros não dormem bem, pois não param de pensar. É o adoecimento psíquico da sociedade digital.

A sobrecarga da vida digital também leva à desconexão com o mundo real. Muitos se desconectam física e sentimentalmente das pessoas, formando um universo de seres humanos quase sem alma.

O filósofo Byung-Chul Han, no livro "Sociedade do cansaço" (Ed. Vozes), observa que vivemos a era das doenças neuronais, com os transtornos de atenção, as crises de ansiedade e depressões. Ele lembra as advertências de Nietzsche: "por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie. Em nenhuma outra época os ativos, isto é, os inquietos, valeram tanto..." e conclui que a nossa sociedade precisa fortalecer mais a contemplação.

A filosofia tradicional nos leva a refletir sobre duas formas de vida: a ativa, que consiste em atuar, mover-se e fazer as coisas; a contemplativa que nos motiva a contemplar a realidade e a vida, a relacionar-se, a entregar-se e admirar as coisas do mundo. É preciso equilibrar mais essas formas de vida; no caso, dosar melhor o mundo real e o virtual, o uso e o abuso.

Na era da hiperatenção, com o desaparecimento do descanso, estamos sentindo a falta da contemplação, de mais convívio off-line, da calmaria, do olho no olho e até do silêncio.

Para a boa saúde física e mental, necessitamos deletar o excesso digital e ter uma vida mais contemplativa, pois, como diria Fernando Pessoa, "a vida é breve e a alma é vasta".

sábado, 22 de julho de 2017

Cinco museus do Ibram podem ser visitados pela internet

São mais de 1300 itens e 18 exposições  disponíveis.

Em ambiente virtual, as instituições disponibilizam pinturas, esculturas, vestimentas, gravuras, vídeos e áudios  

Visitar um museu e conhecer obras clássicas contemporâneas agora é uma oportunidade que está à distância de um clique. A história do Brasil pelos olhos de grandes artistas, tanto nacionais quanto internacionais, está disponível virtualmente em cinco museus administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). 

Além de obras de arte, outros itens históricos podem ser contemplados pelas telas de celulares, tablets ou computadores. 

O Ibram e a empresa Google firmaram a parceria em fevereiro para a realização do passeio virtual. Veja uma amostra do que pode ser conferido nas vitrines do site.


Museu Nacional de Belas Artes 


Conheça a coleção da Missão Artística Francesa, que trouxe ao Brasil artistas como Jean Baptiste Debret e Nicolas Antoine Taunay no início do século XIX, com o objetivo de criar uma escola de arte e ofícios na então capital. A missão instituiu o estilo neoclássico com pinturas como o "Retrato de D. João VI" e o "Estudo para desembarque de Dona Leopoldina no Brasil", ambos de Debret, datados de 1817.

Museu Histórico Nacional


Entre as principais atrações do projeto está conferir os pormenores de algumas obras, que foram capturadas por câmera capaz de digitalizar com super-resolução e revelar detalhes que poderiam passar despercebidos a olho a nu. A pintura "[Ex-Voto] Batalha dos Guararapes", de 1758, é uma das 450 obras disponíveis a partir dessa tecnologia, retratando uma das maiores batalhas ocorridas na época colonial.

Museu Imperial


No projeto “Nós Vestimos Cultura”, o visitante é transportado ao fascínio do traje e insígnias usados por d. Pedro II em sua coroação, em 1841. O traje real, segundo os coordenadores da exposição, mostrava a riqueza das terras governadas pelo imperador-menino. 

Museu Castro Maya


Aqui o visitante se depara com o retrato de Castro Maya feito pelo amigo Candido Portinari, com quem desenvolveu muitos projetos, desde a década de 1940 até a morte do artista. Deste relacionamento de vinte anos resultou a acumulação de 168 originais, entre pinturas, desenhos, gravuras e ilustrações de livros. O museu é um dos maiores acervos públicos do pintor e artista plástico brasileiro.

Museu Lasar Segall


O processo do abrasileiramento do lituano Lasar Segall é apresentado numa temática audiovisual: suas obras mais representativas e áudios explicativos de cada fase de sua produção artística perpassam desde o impressionismo europeu do começo do século XX até a "revelação do milagre da cor e da luz" com o movimento modernista após conhecer o Brasil, na década de 1920.

 Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O fim do fim do livro


Rui Campos, finalmente, já está 'à vontade para comemorar a certeza do fim do fim do livro'

Rui Campos | Publishnews

Quantos psicólogos são necessários para se trocar uma lâmpada? Basta um! Mas a lâmpada precisará “desejar” ser trocada!

Pois é. O desejo move montanhas. Com a leitura também é assim.
A pessoa pode passar a vida sem leitura. Certamente uma vida menos ilustrada. Mas não morrerá de inanição ou sede como se abstivesse de comida ou água.

Cultura, cultivo... a leitura precisa ser cultivada. Precisamos cultivar o desejo de conhecimento, o desejo de leitura.
A grande ferramenta que possibilita a leitura é o livro, seja em que suporte for.

Durante séculos, o impresso veio sendo cultuado, reverenciado, aprimorado, adornado com design espetacular, belas capas, papel leve e de tom confortável, orelhas inteligentes, rosto encantador. Um produto multissensorial.

Seus autores tratados como estrelas, seus editores reverenciados. E seus locais de encontro com o leitor, as livrarias (físicas ou virtuais), locais frequentados e amados por toda gente. Verdadeiros pontos de encontro, praças, bibliotecas! Pois afinal, ali é possível manusear os livros, lê-los e até mesmo leva-los para casa por módicas quantias.

O livro impresso, como o garfo e a faca, disse Umberto Eco, são objetos definitivos.

Algumas poucas inovações surgiram através dos tempos.

Recentemente, surgiu o aparelho eletrônico para leitura. Trouxe uma série de alternativas e de facilidades para os leitores: capacidade de armazenamento, acesso rápido e remoto, entre outras. Bem-vindas novidades.

Mas os donos do negócio tinham pressa. Uma pressa que se mostrou um tanto desconectada. Seria mais rápido destruir o que já havia. Varrer o concorrente do mapa. Acabar com o livro impresso.

Esses donos do negócio são poderosos. Nada menos do que algumas das maiores corporações mundiais.

Logo toda uma campanha contra o livro impresso se iniciou. Segundo essa distopia, ele seguiria moribundo. Discutia-se a data final. O avanço do e-book seria exponencial. Nesse ano de 2017, já só restariam cinzas de livros e livrarias. Saudosas livrarias. Morreriam em 2015!

Claro que sempre restaria um nicho: gente saudosista e antiquada, a cultivar fósseis e colecionar relíquias. Ludistas.

As editoras também: essas faleceriam por volta de 2014. Por absoluta obsolescência.

Os editores? Dispensáveis. Cada autor se autopublicaria. Uma nova “Geração Mimeografo” high tech!

Para atingir rapidamente o objetivo dos novos poderosos, muita gente embarcou nessa canoa: tantas previsões, estatísticas, artigos jornalísticos visionários dos “Evangelizadores Tecnológicos”!

Muito espaço na mídia escrita, falada e principalmente eletrônica foi utilizado na blitz iconoclasta visando limpar rapidamente o espaço para a chegada triunfal do livro eletrônico. Muito dinheiro, público inclusive, foi investido e perdido.

Uma busca por tudo o que foi escrito sobre o tema pode render um interessante retrato desses tempos insensatos.

O fato é que as coisas foram se acomodando. A sociedade se manifestou. O livro eletrônico vai ocupando seu lugar.  Modesto, embora ainda com perspectivas de crescimento.

O livro impresso, livrarias e editores sofreram.

Hoje as notícias são de retomada no crescimento de vendas, surgimento de novas livrarias pelo mundo afora.

Evidencias da manifestação da sociedade e do seu desejo pelo sagrado objeto multissensorial, o livro!

Dos formuladores e divulgadores das previsões atrevidas e catastróficas que causaram prejuízos e mal-estar ao mercado livreiro não adianta esperar reparação ou pedido de desculpas pelo estrago.

Um editor estrangeiro me confidenciou recentemente: “Concedi hoje uma entrevista para a Revista Wired que foi muito desagradável. Eles queriam saber sobre nossos planos para edições eletrônicas de livros de arte. Mas eu não tinha o que dizer pois abandonamos completamente esses projetos. Mas tive que dissimular e enrolar pois não poderia admiti-lo!”.

Lembro-me especificamente da capa de uma das nossas principais revistas semanais onde Paulo Coelho, nosso maior best-seller, uma verdadeira lenda do mercado livreiro mundial, segurava um tablete com a seguinte manchete: “O último livro que você vai comprar!”

Forte, não é?  E muitos números, power points, gráficos divulgados sobre o fim do nosso nobre objeto de leitura.

Do meu ponto de vista, o ponto de vista dos livreiros, contamos perdas, mas agora já estamos à vontade para comemorar a certeza do fim do fim do livro!


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Os livros raros do acervo da Brasiliana já estão no ar

Biblioteca da USP adota nova plataforma para facilitar acesso gratuito – até por celular e tablet – a 3 mil obras

Por Leila Kiyomura | Jornal da USP




Hans Staden. Warhaftig Historia und beschreibung eyner Landtschafft der Wilden, detalhe


São 3 mil livros raros da coleção do casal Guita e José Mindlin à disposição dos leitores. Podem ser acessados pelo celular ou tablet a qualquer hora e lugar, gratuitamente, por estudantes, pesquisadores e interessados de todo o mundo. E o mais importante: as obras já estão disponíveis para download.



José Mindlin iniciou a sua coleção as 15 anos de idade. Junto com a esposa, Guita, formou a Coleção Brasiliana. Foto: J. Freitas/ABr – Agência Brasil

Folhear de um dispositivo móvel as páginas amarelecidas da obra editada no século 16 de Hans Staden – viajante alemão que esteve no Brasil por duas vezes combatendo nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente – é uma aventura que, até há pouco tempo, era inimaginável. Pois bem. Esse livro e outras 2.999 obras que José Mindlin colecionou dos 15 aos 95 anos de idade podem ser apreciados graças à nova plataforma criada pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP.

O coordenador responsável é o bibliotecário Rodrigo Moreira Garcia, que tem como meta buscar uma interface cada vez mais atualizada, facilitando ainda mais o acesso ao acervo da BBM Digital. “A nova plataforma está sendo desenvolvida totalmente em DSpace, ou seja, software de código fonte aberto que fornece facilidades para o gerenciamento de acervos digitais”, explica Garcia. “A plataforma possui design responsivo, ou seja, o layout da página se adapta de acordo com a resolução da tela em que está sendo visualizada, garantindo o acesso em dispositivos móveis como tablets e smartphones.” O projeto conta com a colaboração da Superintendência de Tecnologia da Informação e do Centro de Tecnologia da Informação da USP de São Carlos.




João do Rio. Fados, canções e danças de Portugal


Hans Staden. Warhaftig Historia und beschreibung eyner Landtschafft der Wilden

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Para uma visualização mais clean, o leitor/usuário terá a opção de visualizar as obras diretamente em seu browser em uma nova aba, ou ainda realizar o download da versão em PDF. Além disso, permite uma navegação e busca mais dinâmicas.


Garcia orienta os leitores sobre esse novo acesso, que, semanalmente, disponibilizará novas digitalizações. “Para uma visualização mais clean, o leitor/usuário terá a opção de visualizar as obras diretamente em seu browser em uma nova aba, ou ainda realizar o download da versão em PDF. Além disso, permite uma navegação e busca mais dinâmicas. Para torná-la mais atrativa ao usuário/leitor, os Thumbnails, ou seja, miniaturas usadas para tornar mais fácil o processo de procurar e reconhecer, remetem às capas originais das obras. Não mais às encadernações de capas de couro ou a uma folha de rosto, página ou figura significativa e representativa das obras.”



Hans Staden. Warhaftig Historia und beschreibung eyner Landtschafft der Wilden […], 1557.

As novas digitalizações disponibilizadas são realizadas, segundo Rodrigo Garcia, de acordo com diretrizes internacionais de preservação digital, como as da International Federation of Library Associations and Institutions (Ifla). “A proposta é recriar, tanto quanto possível, as características materiais da obra original.”

Na avaliação de Garcia, mestre em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), que atua no Desenvolvimento, Gestão e Coordenação de Projetos de Tecnologia da Informação e Comunicação, a digitalização é a melhor estratégia que se conhece no momento para fins de preservação do objeto original. “Entretanto, o próprio objeto físico a ser digitalizado precisa estar em boas condições para passar pelo procedimento, pois a digitalização, em maior ou menor grau, expõe a obra a um certo nível de estresse”, ressalta. “É preciso manusear folha a folha, que fica exposta na máquina de escâner sob a luz direta. Por isso, antes é fundamental o trabalho de conservação, que prepara, higieniza, faz pequenos reparos nas obras. Assim temos o objeto físico preservado e acessível para leitores de todo o mundo.”

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A biblioteca possui em seu acervo bibliográfico cerca de 60 mil volumes doados por José Mindlin. Dentre estes, muitos já estão em domínio público e poderão ser digitalizados.


As primeiras digitalizações do acervo foram iniciadas em 2008. Hoje são mais de 3 mil obras, que incluem livros, folhetos, periódicos, manuscritos, mapas e imagens, entre outros. “Estamos nos programando para que, semanalmente, novas obras digitalizadas sejam disponibilizadas. Dentre os 60 mil volumes da biblioteca doados por José Mindlin, muitos já estão em domínio público, livres de direitos autorais, e poderão ser digitalizados”, esclarece Garcia.


José de Anchieta. Arte de grammatica da lingoa mais usada na costa do Brasil, 1595 (página de rosto)

Entre os livros raros que já estão disponíveis, Rodrigo Garcia destaca a obra primorosa de Hans Staden. “Na primeira edição, publicada em 1557, ele descreve suas experiências no Brasil e como escapou de ser devorado por índios tupinambás em um ritual antropofágico. O texto teve um papel importante na construção de um imaginário sobre o Brasil e influencia até hoje produções na literatura, cinema e artes plásticas que se debruçam sobre a formação e a identidade nacional. A BBM também possui uma edição em português de 1900.”


Pedro I, Dom Imperador do Brasil. Pedro aos fluminenses. 1821

Outra obra é a primeira edição, de 1595, de Arte da gramática da lingoa mais usada na costa do Brasil, escrita pelo padre José de Anchieta, da Companhia de Jesus. “Anchieta escreve a gramática ao perceber a grande semelhança da língua falada pelos indígenas do litoral: os tupis. Os jesuítas, desde cedo, determinaram que a catequese seria mais facilmente realizada se usassem a linguagem dos nativos. Assim, essa obra surge como um instrumento da conversão do indígena”, lembra Garcia. “Entre as novas digitalizações, destacam-se ainda os livros de João do Rio, pseudônimo de Paulo Barreto, jornalista, cronista, contista e teatrólogo brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras. São 23 obras já disponíveis.”

A nova plataforma dispõe de 3 mil obras, entre livros, folhetos, periódicos e manuscritos, entre outros. A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin tem cerca de 60 mil volumes - Imagem: Reprodução
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Para acessar o acervo da Biblioteca Digital BBM basta digitar o endereço: https://digital.bbm.usp.br/

sexta-feira, 14 de julho de 2017

IMS divulga portal em homenagem a Pixinguinha


Página possibilita um mergulho na vida e na obra do autor de "Carinhoso"

O Instituto Moreira Salles disponibilizou nessa quinta o site pixinguinha.com.br, em homenagem aos 120 anos de nascimento do músico.Após contratempos técnicos que adiaram a estreia, a página já está aberta à visitação. 

 O portal possibilita um mergulho na vida e na obra do autor de "Carinhoso". Além das partituras manuscritas de suas composições e arranjos, estão disponibilizadas farta discografia (para audição online) e uma hemeroteca com cerca de três mil recortes de jornais e revistas de época.

Gênio incontestável da música brasileira, o compositor, instrumentista, arranjador e maestro tem seu arquivo pessoal sob a guarda do IMS desde 2000. 

via Notícias ao Minuto