quinta-feira, 30 de outubro de 2014

BNDES lança biblioteca digital

Estão sendo disponibilizadas inicialmente cerca de 500 arquivos, como os documentos do BNDES Setorial, Informes setoriais, revista BNDES, sinopses internacionais e o relatório anual do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está lançando nesta quarta-feira (29) sua biblioteca digital. Através do site, qualquer pessoa terá acesso aos livros, revistas, estudos, apresentações, teses e dissertações, relatórios, boletins e demais publicações relacionadas ao Banco e sua atuação.

Estão sendo disponibilizadas inicialmente cerca de 500 arquivos, como os documentos do BNDES Setorial, informes setoriais, revista BNDES, sinopses internacionais e o relatório anual do BNDES, publicações estas presentes no ranking de mais acessadas no site da empresa.

Os documentos terão o texto recuperável através da tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR), ampliando assim a abrangência da pesquisa e as possibilidades de uso. O objetivo do BNDES é preservar o conhecimento do Banco, disseminando tornar mais visível a produção intelectual da instituição e construir mais um canal de relacionamento com o público externo.

via Administradores

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Trens de Moscou ganharão bibliotecas virtuais gratuitas


Preferência será pelos gêneros de leitura de curta duração

Em 2015 as composições de todas as 10 linhas de trem da grande Moscou serão equipadas com materiais gráficos exibindo códigos QR (tipo de código de barras que pode ser facilmente esncaneado usando telefones celulares e equipamentos dotados de câmeras digitais) pelos dos quais os passageiros poderão ter acesso gratuito a livros de uma biblioteca virtual.

Segundo revelou à agência M24 o diretor do departamento de comunicações da empresa central de trens da grande Moscou, as primeiras obras disponibilizadas pelo projeto serão os clássicos das literaturas russa e mundial, gratuitos por já terem seus direitos autorais esgotados.

A preferência será igualmente dada a gêneros mais curtos, como contos e novelas, capazes de serem lidos pelos passageiros em 30 a 40 minutos. A seleção de livros disponibilizados pela biblioteca virtual dos trens moscovitas será renovada trimestralmente.

via Diário da Rússia
Imagem: Internet

Empresa japonesa divulga manuscritos do Vaticano na internet


A companhia japonesa NTT Data, filial de serviços de informática do grupo de telecomunicações japonês NTT, anunciou nesta segunda-feira a publicação via internet dos oito primeiros manuscritos da biblioteca vaticana, como parte do projeto de digitalização de três mil livros até 2018.

"É empolgante ver que esses manuscritos antigos podem ser agora acessados em formato digital de alta definição por um amplo público no mundo inteiro", declarou o diretor geral do grupo, Toshio Iwamoto.

No momento, oito manuscritos podem ser consultados na página da Biblioteca Apostólica Vaticana (www.vaticanlibrary.va), afirmou à AFP um porta-voz da empresa.

O Vaticano iniciou há alguns anos um ambicioso projeto de digitalização dos livros de sua biblioteca. Em 2018, poderão ser consultados online dezoito mil manuscritos.

O acordo com o grupo japonês, fechado em dezoito milhões de euros, inclui três mil livros manuscritos, isto é, "cerca de oitenta mil volumes e quarenta e um milhões de páginas que podem ser considerados bens históricos da Humanidade, escritos entre os séculos II e XX", explicou Iwamoto em março.

"Continuamos com a nossa missão de aumentar a conscientização sobre esses tesouros, com um forte desejo de universalidade", destacou o prefeito da biblioteca, o italiano Cesare Pasini.

A Biblioteca Vaticana se destaca pela variedade geográfica de suas obras, da América Pré-Colombiana até a China e o Japão, além da antiguidade de seus arquivos.

Da AFP | Exame

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Museu de Astronomia e Ciências Afins lança base de dados


O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), do Rio de Janeiro, lançou nesta sexta-feira (17) a Zenith, nova base de dados do Arquivo de História da Ciência (AHC) da instituição.

O AHC é guardião de importantes arquivos pessoais de cientistas e de instituições da área de astronomia e suas ciências afins, como matemática, física, química e outras. Ao longo dos anos, ele especializou-se na guarda, organização e disponibilização de arquivos pessoais de cientistas com relevantes contribuições para a história da ciência no Brasil.

A Base de Dados Zenith permite que os interessados em tais arquivos promovam buscas sobre a documentação sob guarda do Arquivo de História da Ciência. Além disso, por meio da Zenith é possível visualizar a documentação já digitalizada pelo Mast, em um processo que pretende disponibilizar grande parte de seu acervo arquivístico para consulta remota.

com informações da Agência Espacial Brasileira

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Biblioteca Virtual da FAPESP é apresentada como exemplo de acesso aberto

Em conferência luso-brasileira, BV foi citada como modelo de democratização do acesso público à informação científica no Brasil (foto: Paula Hashimoto)

Por Diego Freire | Agência Fapesp

A experiência da Biblioteca Virtual (BV) da FAPESP foi apresentada como modelo de disponibilização pública da informação científica na 5ª edição da Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto (Confoa), realizada em Portugal, de 6 a 8 de outubro, pela Universidade de Coimbra em parceria com o Ministério da Ciência e Educação de Portugal e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

O objetivo da conferência, resultado de um memorando de entendimento assinado entre os governos de Portugal e do Brasil em 2009, é promover e discutir práticas e pesquisas sobre o acesso aberto, servindo ao desenvolvimento de políticas e investigações da área.

Representando a Biblioteca Virtual, as bibliotecárias Fabiana Andrade Pereira e Paula Hashimoto apresentaram o trabalho “BV-FAPESP: um modelo de biblioteca virtual para democratização do acesso à informação pública no Brasil”, que tratou da Lei de Acesso à Informação (LAI) e das contribuições da FAPESP ao seu cumprimento.

Em vigor desde 2011, a Lei de Acesso à Informação garante aos cidadãos brasileiros o direito de acessar informações sob a guarda das instituições públicas e determina como deve ocorrer a difusão dos dados disponíveis. De acordo com a LAI, o acesso deve ser garantido por meio de mecanismos e ferramentas de pesquisa de conteúdo, para facilitar a localização da informação de “forma objetiva, transparente, clara, atualizada e em linguagem de fácil compreensão”.

De acordo com Pereira, em razão de suas características técnicas, a BV contribui para o atendimento da LAI, tornando acessível à sociedade civil a informação referencial sobre os auxílios e bolsas apoiados pela FAPESP. “A normalização técnica, o uso de tecnologias apropriadas e as informações com valor agregado à BV-FAPESP reforçam a visibilidade dos conteúdos disponíveis em suas interfaces públicas de acesso aberto, atendendo às exigências da lei e indo além ao oferecer facilidades ao usuário. Sem a Biblioteca Virtual, toda essa informação ficaria restrita aos sistemas informacionais internos da Fundação”, disse à Agência FAPESP.

Para a bibliotecária, a BV, como fonte primária de divulgação da pesquisa científica, pode servir como modelo de gestão da informação no armazenamento, organização, tratamento, disseminação e acesso aberto à informação pública. “Isso porque a biblioteca apresenta soluções eficientes no cumprimento das determinações da LAI e não possui barreiras físicas ou geográficas”, explicou.

Hashimoto destacou que a importância da BV, como canal de divulgação da informação pública, é enfatizada pela quantidade de acessos à plataforma – mais de 4 milhões em 2013. “Esses resultados se referem a visitas diretas à BV e também por meio do portal da FAPESP e de buscadores na Web, com usuários de mais de 200 países, destacando-se Portugal, Estados Unidos e Índia.”

Essa relevância também foi destacada por participantes do Confoa, contou Pereira. “A BV foi citada em outra apresentação como bom exemplo de sistematização do acesso à informação, principalmente quando comparada às outras agências de fomento federais e estaduais brasileiras, o que coloca o Brasil em uma boa posição diante da comunidade científica internacional.”

A bibliotecária acredita, no entanto, que ainda é preciso valorizar mais o acesso aberto no país. “Podemos observar que, na Europa, muitos países buscam seguir os princípios do Programa Horizon 2020. Com isso, as publicações com acesso aberto são importantes inclusive para a obtenção de financiamento e há um movimento natural dos pesquisadores para publicar nesse formato”, afirmou. “No Brasil, a disponibilização de informações ainda está muito atrelada à obrigação formal, sobretudo à necessidade de publicar em determinadas revistas para se obter méritos, mas cujo conteúdo permanece fechado para assinantes. É preciso uma mudança de cultura nesse sentido.”

Pereira e Hashimoto apresentaram no trabalho os demais canais de divulgação científica, como a Agência FAPESP, a revista Pesquisa FAPESP e o boletim interno FAPESP na Mídia. O desenvolvimento da apresentação também contou com a participação de Rosaly Fávero Krzyzanowski, coordenadora da BV, Thais Fernandes de Morais, supervisora do Centro de Documentação e Informação da FAPESP, e Inês Maria de Morais Imperatriz, bibliotecária. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Feira de livros de Frankfurt celebra o digital, mas segmento impresso dá sinais de vigor Editores mudam foco de tecnologia para o enredo das histórias

Bloomberg News| O Globo

O livro do futuro poderá ser financiado por crowdfunding, ser publicado pelo próprio autor ou estar vinculado a um videogame — o leitor poderá inclusive votar numa virada do enredo. Seja como for, há uma grande chance de que ele será lido em sua versão impressa.

A tônica da versão deste ano da Feira de Livros de Frankfurt, a maior feira editorial do mundo, foi a busca por novos modelos de negócios para um setor que vem sendo confrontado pela digitalização de livros e pelo aumento da supremacia da Amazon.com. À proporção que os hábitos de leitura mudam e os e-books tomam o lugar central do palco, o apetite por boas narrativas ficcionais está mais forte do que nunca.


O controverso serviço de assinatura de e-books da Amazon, em que o cliente paga uma mensalidade para ter direito a acessar livros - ANDY CHEN / NYT

A Verlag Friedrich Oetinger GmbH, uma editora de livros infantis que vende a série “Hunger Games” na Alemanha, é um exemplo. Ao mesmo tempo em que investe pesadamente em produtos digitais, chegando mesmo a criar sua própria unidade de codificação, o diretor-executivo Till Weitendorf não está dando as costas ao setor impresso.

— Não importa se você tem um livro ou um iPad nas mãos — disse ele em entrevista no estande de sua editora na feira, encerrada no último domingo. — Você precisa de uma grande história. Isso não mudou; foi o mundo em volta que mudou.

À medida que a leitura das pessoas evolui, também evolui a forma como as histórias são contadas. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, 45% dos leitores já leram pelo menos parte de um e-book em seus smartphones, segundo uma pesquisa realizada pela Publishing Technology.

PROJETOS PROMISSORES

Novas tecnologias são apenas parte do quadro geral. Kladde Buchverlag, uma startup com sede Freiburg, na Alemanha, recorre ao crowdfunding para financiar a publicação de seus livros, oferecendo designs de alta qualidade, papéis de luxo e assessoria profissional para autores que querem editar seus próprios livros.

Ela pré-seleciona projetos promissores e usuários de internet decidem quais livros serão publicados por meio de suas doações. Os doadores generosos podem até ganhar o direito de opinar na forma como a trama se desenrola ou sobre o destino de uma personagem, disse Lea Nowak, uma das fundadoras da companhia.

Britta Friedrich, diretora de eventos e programas da Feira de Frankfurt, afirmou que após anos correndo atrás da mais recente novidade tecnológica — de CDs a e-readers e tablets — o setor agora está focando em como explorar essas inovações.

— Os editores veem que não é preciso pular em cada novo vagão — disse ela. — Editores precisam pensar não apenas em novos equipamentos, mas igualmente em novas formas de contar histórias.

Pela primeira vez, disse ela, representantes de companhias de game, tais como Ubisoft Entertainment, estiveram presentes na feira em busca de parceiros. E a tendência já está decolando. “Endgame”, um livro do escritor americano James Frey, está sendo transformado em um game de realidade aumentada pelo Niantic Labs, do Google.

PLATAFORMA DE E-BOOKS

Enquanto publica a tradução alemã de “Endgame”, Oetinger está também tentando aliviar a passagem da leitura offline para on-line com o Tigercreate, uma plataforma para transformar livros ilustrados para crianças em e-books animados e interativos. O processo usado exige uma programação cara para cada novo livro e dispositivo, segundo Weitendorf. Cerca de 40 editores já se alinharam para usar a plataforma, disse ele.

O próximo passo é um serviço de assinatura mediante o qual as crianças poderão acessar os livros, disse Weitendorf, em meio à tentativa da Oetinger de criar um nicho de produto num mercado dominado pela Amazon.

A varejista on-line americana, qua ajudou a criar o mercado de e-book com o lançamento do seu leitor Kindle em 2007, lançou seu serviço de assinatura de e-book, o Kindle Unlimited, na Alemanha um dia antes da abertura da Feira de Frankfurt. Nos Estados Unidos, ela oferece acesso a mais de 700 mil títulos por US$ 9,99 por mês.

MODELOS DE ASSINATURA


A investida da Amazon no mercado de assinatura tornou-a alvo de críticas na feira deste ano, à medida que os autores questionaram o poder da companhia americana sobre lançamentos e preços, ao passo que os editores mostraram uma visão mais otimista.

Harper Collins, da News Corp., é uma das editoras que já colocou parte de seu catálogo disponível para assinatura digital.

— Cerca de 80% dos editores com quem falamos foram positivos — disse Len Vlahos, diretor-executivo do Book Industry Study Group. — Eles dizem que as assinaturas abriram novos mercados para eles, deram a eles nova alavancagem para seus conteúdos e acima de tudo, deram a eles dados muitos valiosos.

AMAZON DIVIDE SETOR


O domínio da Amazon foi demonstrado mais cedo este anos, em meio à disputa com a Hachette Book Group sobre os preços de e-book. Isso levou a Amazon a vetar livros e impedir pré-encomendas, atrasando a entrega e reduzindo descontos. Escritores nos Estados Unidos e na Alemanha fizeram cartas públicas protestando contra a companhia americana.

— A um risco nisso para a Amazon, à medida que as pessoas começaram a pensar: “qual é o meu valor como consumidor?” — disse Michael Norris, um consultor do setor. — Isto pode abrir um ângulo de oportunidade de concorrência.

Por outro lado, a tendência de oferecer acesso do tipo Nerflix a centenas de milhares de livros por um preço baixo cai muito bem com a publicação pelo próprio autor. A maioria dos títulos disponíveis do tipo Amazon Unlimited são do gênero ficção, de histórias policiais a romances de ficção científica.

E, embora analistas estejam descrentes com milhares de livros sendo lançados on-line a cada dia, os autores que estão publicando seus próprios livros discordam.

Nika Lubitsch, cujo romance policial “The 7th Day” (“O sétimo dia”) superou “Cinquenta tons de cinza” do topo da lista dos mais vendidos da Amazon alemã, afirmou que vender on-line permitiu a ela ganhar mais e se conectar melhor com seus leitores.

Ela vendou 470 mil exemplares de seu e-book desde que começou a usar a plataforma on-line da Amazon há dois anos. A companhia americana paga aos autores de 35% a 70% do preço de venda, consideravelmente mais do que os autores recebem tradicionalmente das editoras.

Canal de televisão na internet quer divulgar cultura em português

O ‘Mundus21′, um canal de televisão na Internet que será lançado na quinta-feira, vai reunir vídeos de produção cultural em língua portuguesa e pretende ser a maior base de dados mundial nesta área, disse à Lusa a diretora-geral.

O canal de ‘web tv’ é “direcionado para a divulgação da cultura em língua portuguesa”, disse a sua responsável, Analisa Costa Reis.

O ‘Mundus21′, que funcionará na internet através do endereço www.mundus21.com, vai funcionar com base em produção própria e em conteúdos que podem ser enviados por qualquer pessoa.

“Qualquer pessoa pode enviar conteúdos, nós iremos divulgá-los. Têm de ser vídeos culturais em língua portuguesa”, afirmou Analisa Costa Reis, que referiu que o único critério de seleção é a qualidade dos vídeos.

O projeto pretende ser “uma oportunidade para os agentes culturais poderem divulgar o seu trabalho”, indicou, acrescentando: “Há artistas que são extremamente conceituados no seu país, mas noutra parte do mundo ninguém ouviu falar deles. Isto é uma oportunidade para se mostrarem”.

Os usos e costumes, as regiões, a gastronomia, o património material e imaterial, as conferências são exemplos de conteúdos que poderão figurar no canal, que assim pretende também “potenciar o turismo e consequentemente os agentes económicos”, referiu a diretora-geral.

“Há muita coisa maravilhosa que se tem perdido porque não se faz memórias, e o gravar é criar memória”, sublinhou a responsável, assumindo a ambição de, no prazo de cinco anos, este canal de televisão na internet ser “a maior base de dados mundial de vídeos culturais em português”.

O canal vai também exibir conteúdos produzidos em eventos organizados ou co-organizados pelo ‘Mundus21′, nomeadamente a gala de lançamento do projeto, que decorrerá na quarta-feira à noite no Casino Estoril.

Os conteúdos podem ter também origem em parcerias estabelecidas com instituições públicas e privadas.

“Queremos abranger o mundo todo. Isto só funciona com parcerias com a imprensa, com televisões, com produtoras”, disse Analisa Costa Reis.

Outra componente deste canal será a educação, disponibilizando cerca de 100 cursos de ‘e-learning’, numa parceria com a Universidade da Beira Interior.

via Observador - Portugal

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Biblioteca Livre da UFF comemora 50 mil downloads de livros

Inciativa da editora da universidade busca compartilhar obras acadêmicas pela internet

por Mayara Mendes | O Globo


O diretor da Editora UFF, Mauro Romero Leal, com a página da Biblioteca Livre. - Angelo Antônio Duarte / Agência O Globo

O cenário cultural da UFF está em plena expansão. Depois da reinauguração do Centro de Artes, em setembro, é a vez de outra iniciativa da Universidade ganhar destaque. A Biblioteca Livre, da Editora UFF, acaba de ultrapassar os 50 mil downloads. O espaço virtual abriga um acervo gratuito de livros da editora, que são disponibilizados nos formatos PDF, e-book e Epub.

A biblioteca surgiu em 2007 e hoje conta com mais de cem obras acadêmicas. O diretor da Editora UFF, Mauro Romero Leal, conta que o objetivo desde o início foi compartilhar o saber.

— Já que nós somos uma editora de uma instituição pública, várias de nossas obras podem e devem ser abertas. Precisamos buscar formas para que as pessoas tenham acesso a mais conteúdo. O nosso lucro é a distribuição do conhecimento — conta.

PODER DA INTERNET

Romero Leal afirma que a editora tem tentado botar os livros em várias prateleiras por meio da internet, a qual considera um meio potencial de aprendizagem:

— Houve um tempo em que a universidade se bastava em si; você só tinha acesso ao que ela oferecia se estivesse dentro. Hoje o conceito é outro, há o ensino à distância. Nós levamos muito isso em conta na hora de criar esse espaço.

O diretor ressalta que compartilhar on-line ajuda a socializar as obras, que passam a ser mais divulgadas e procuradas após serem abertas ao público.

— Se todo autor pusesse o seu conteúdo na internet, o conhecimento se espalharia mais — diz.

Outra vantagem, segundo Romero Leal, é manter na sociedade um livro que não está sendo mais vendido.

— Muitas vezes, o livro tem um tempo estipulado para vender; e para tirar uma nova edição é um custo alto. Já uma edição e-book não tem gastos. Então, é uma forma de continuar dando vida ao livro que se esgotou, mas que não tem poder forte de continuar vendendo — avalia.

Romero Leal aponta que a UFF foi pioneira ao criar a Biblioteca Livre.

— Quando nossa gestão procurou desenvolver esse projeto, nenhuma universidade pública tinha esse quadro — lembra ele.

CONTEÚDO DIFERENCIADO

A Biblioteca Livre funciona no site da Editora UFF (www.editora.uff.br). Os conteúdos são os mais variados dentro da temática acadêmica.

O mais baixado até hoje foi o Programa de Apoio Acadêmico — Português, com 4.513 downloads. A publicação oferece um nivelamento de língua portuguesa para alunos ingressantes.

— Esse livro foi feito só pra isso e para os alunos baixarem. Tanto alunos de outros países, pois recebemos muitos estrangeiros, quanto para alunos brasileiros que enfrentam dificuldades com o a língua portuguesa — conta o diretor.


Ele também destaca o periódico científico “Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis” e ressalta que a maioria dos periódicos científicos é paga. O jornal, com todas as edições, está em segundo lugar nos downloads, com 2.361 acessos.

Outro periódico de sucesso é a “Revista Gragoatá”, voltada para a área de Letras e Literatura. As obras da Biblioteca Livre estão disponíveis para qualquer pessoa; basta se cadastrar no site.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

"Não acredito no fim do livro em papel", diz Paulo Coelho em Frankfurt

Ubiratan Brasil - O Estado de S. Paulo

O escritor Paulo Coelho foi o grande nome do primeiro dia da Feira do Livro de Frankfurt, na tarde desta quarta-feira, 8. Não pelos pedidos de fotos e autógrafos, aos quais já está acostumado, mas pelo seu discurso explosivo: diante de 200 pessoas, entre jornalistas, escritores e editores de várias artes do mundo, ele criticou o mercado editorial justamente no maior evento da indústria do livro do planeta. "Cutuquei o leão em sua jaula, não?", comentou ao Estado, depois de sua fala. "Mas, foi um alerta: ou eles se adaptam aos novos tempos ou não sobreviverão como estão hoje."

Coelho foi convidado pelo diretor da feira, Jürgen Boos, que, ressentido com sua ausência na edição do ano passado, justamente quando o Brasil foi o país homenageado (o assunto rendeu mais comentários ácidos, que você poderá ler mais abaixo), telefonou para o escritor e o colocou no panteão das honras.

Assim, com as honras da casa garantida, Boos manteria uma conversa de 45 minutos com Coelho, período em que tratariam do futuro da leitura. O dirigente alemão esperava, por certo, uma charla literária, mas o escritor brasileiro, que agora comemora a fantástica marca de 165 milhões de livros vendidos em todo o mundo, preferiu um caminho mais tortuoso. 

"São duas as grandes razões que fazem alguém ler:a busca de entretenimento e a de conhecimento", afirmou. "Mas, no mundo tecnológico em que vivemos, esse leitor não necessita mais da cadeia intermediária entre ele e o conteúdo. Assim, editores, distribuidores e livreiros tornam-se, muitas vezes, dispensáveis para esse leitor, pois encarecem o produto."

Como exemplo, ele citou um livro hipotético que custasse US$ 20 - em alguns sites, a mesma obra, no formato digital sairia por US$ 0,99. "Isso se não for pirateado, o que não custaria nada para esse leitor", comentou Coelho que, numa medida arrojada e corajosa, há alguns anos liberou seus livros gratuitamente na internet, o que ainda acontece hoje - menos nos EUA. "E, nem por isso, minhas vendas caíram. Aliás, um livro que sai a US$ 0,99 vende até dez vezes mais que o por US$ 20, o que, no final das contas, sai mais lucrativo."

Arne Dedert/EFE
Desde 2008, Paulo Coelho não voltava a Frankfurt

À medida que ouvia, Jürgen Boos buscava manter a fleugma, mas não conseguia disfarçar sua incredulidade, pois, no momento, o mercado alemã trava uma guerra contra a Amazon que, na terça-feira, anunciou, momentos antes da abertura da Feira, o lançamento de uma tarifa única pela qual os usuários alemães poderão ter acesso a 650 mil títulos (dos quais, 40 mil em alemão) em troca de uma mensalidade de 9,99 euros. Com isso, os comentários de Coelho soavam como um incômodo vaticínio.

Curiosamente, terminada a palestra, o escritor foi surpreendido pela presença de um representante da Amazon, que foi felicitá-lo. Depois de conversarem reservadamente, Coelho disse que seu discurso seria reproduzido para todos os cardeais da companhia americana. "E olha que nem citei a Amazon na conversa."

"Não acredito no fim do livro em papel", disse o brasileiro. "Acredito no poder de uma boa história, seja em livro tradicional, digital, cinema, qualquer ferramenta. É esse o caminho que se conquista leitores. Quando comecei a escrever no Brasil, não pensava em ficar rico, mas em compartilhar minhas emoções com um público. Eu expressava a minha alma. É essa verdade do autor, logo identificada pelo leitor, que transforma a obra em best-seller."

"Ele deixou todo mundo em choque", comentou Ruth Geiger, da editora Diogenes, que publica a obra de Coelho na Alemanha. "Ninguém esperava que fosse falar algo assim."

"Meu editor alemão me disse que queria tapar os livros", divertiu-se o escritor, em conversa com o Estado. "Mas, eu tinha que dizer aquilo. Estou tranquilo e, com exceção de duas obras que não foram bem de vendas, eu quase dobrei o total de livros comercializados em seis anos". Segundo suas contas, em 2006, a soma chegava a 100 milhões de exemplares e, até junho deste ano, a cifra atingiu 165 milhões. "Está tudo auditado."

E a pirataria, garante, continua não o incomodando. "Nesta quarta vi pela primeira vez meu livro em árabe, que sai na Síria e certamente será pirateado em papel todo o mundo árabe", conta. "Isso acontece porque a edição libanesa é caríssima para o leitor daquela região. E, na internet, nem tenho noção da quantidade, mas juro que não me incomodo. Só cheguei a ser Paulo Coelho por conta disso e não o contrário. Comecei a escrever para ser lido e continuo assim até hoje."

Desde 2008, Paulo Coelho não voltava a Frankfurt. E a ausência mais sentida foi no ano passado, quando declarou abertamente sua crítica à curadoria da delegação brasileira ao compor a lista dos 70 escritores convidados. À época, Coelho reclamou da falta de nomes como Eduardo Spohr, autor de A Batalha do Apocalipse, livro que esteve entre os mais vendidos em 2010. Spohr, aliás, está agora em Frankfurt, na magra lista de cinco autores nacionais presentes à feira.


Biblioteca da UFU empresta tablets e leitores eletrônicos a alunos

por Leonardo Leal  | Correio de Uberlândia
  
Dentro do processo de atualização das bibliotecas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), novas plataformas de leitura passaram a ser disponibilizados para empréstimos aos alunos, funcionários e professores. A comunidade acadêmica passou a ter, desde a semana passada, acesso a 50 tablets e 150 leitores eletrônicos (e-readers). Ela já contava com 100 netbooks para empréstimo desde o ano passado.

Gizele Couto mostra tablets e leitor eletrônico que estão disponíveis para alunos (Foto: Leonardo Leal)

De acordo com a assessora de informatização da UFU, Gizele Cristine Nunes do Couto, o sistema de bibliotecas (Sisbi/UFU) vai disponibilizar cerca de 730 títulos nas áreas de ciências exatas em formato digital até a próxima semana, que poderão ser acessados com os novos equipamentos. “Os alunos passaram a conviver com ferramentas tecnológicas no dia a dia e as bibliotecas da UFU têm cumprido o seu papel de oferecer mais produtos e serviços”.

Além da leitura, os tablets poderão ser usados em disciplinas dos cursos de Engenharias e Ciências da Computação, segundo a assessora. Os equipamentos podem ser emprestados por uma semana e, caso não haja reserva, podem ser renovados por duas vezes “A procura foi grande e todos os tablets foram emprestados no segundo dia.” A assessora lembrou que uma checagem é feita no empréstimo e devolução dos equipamentos.

Ela disse que o benefício com o livro digital é que ele pode ser acessado por todos os equipamentos enquanto que com o livro impresso a disponibilidade se reduz à quantidade existente no acervo da biblioteca. “Eles serão mais uma opção para os alunos, já que por exigência do Ministério da Educação devemos continuar oferecendo o exemplar impresso.”

A disponibilidade das novas plataformas foi elogiada pela aluna do 4º ano de Pedagogia, Mayara Goulart Marques. Ela disse que vai reduzir a quantidade de xerox para as aulas com o uso das novos equipamentos.

Alunos economizam com digitalização de trechos de livros

Desde o semestre passado, os alunos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) contam com três scanners planetários para livro. O equipamento, que fica na biblioteca do campus Santa Mônica, permite a digitalização de páginas de livros, periódicos, partituras de músicas, entre outros documentos.

A assessora de informatização da UFU, Gizele Cristine Nunes do Couto, disse que os alunos podem digitalizar até 30% do número de páginas de um livro e enviar por e-mail ou salvar em pendrive. Dessa forma, eles reduzem as despesas com xerox.

Novos equipamentos disponíveis para empréstimos

150 leitores eletrônicos (e-readers)
50 tablets
Campi: Santa Mônica, Umuarama, Educação Física, Pontal (Ituiutaba), Monte Carmelo e Patos de Minas.
Horário de empréstimo: de segunda a sexta-feira até às 21h e no sábado, das 8h às 11h. A devolução deve acontecer na data prevista, com até uma hora de antecedência do horário de empréstimo.
Multas por atraso: R$1,00 por dia.

Disponibilidade dos equipamentos por campus:

Tablet
Santa Mônica – 18
Umuarama – 11
Educação Física – 5
Pontal (Ituiutaba)- 6
Patos de Minas – 5
Monte Carmelo – 5

Leitores eletrônicos (e-reader)
Santa Mônica – 49
Umuarama – 26
Educação Física – 15
Pontal (Ituiutaba) – 30
Patos de Minas – 15
Monte Carmelo – 15

Livro digital e bibliotecas


O trabalho do bibliotecário em proporcionar o encontro entre livro e leitor se transforma de forma definitiva. Com a modernização e a facilidade de acesso à informação os processos que estavam estabelecidos se alteram.

Os bibliotecários se deparam com desafios sobre aplicação de novos modelos de negócio para licenciamento de conteúdo, empréstimo de livros digitais e privacidade dos usuários.

A expectativa dos leitores, a biblioteca do futuro, a alteração da forma física da documentação e os impactos no consumo causados pelas transformações na forma de acesso à leitura são temas atuais e de grande repercussão na estrutura das tradicionais bibliotecas.

Além de todo o avanço tecnológico que essas instituições vêm providenciando na disponibilização de seus acervos, uma outra necessidade deve ser considerada: a atuação profissional do bibliotecário.

Esse ‘novo’ profissional deve alterar sua forma de atuação, priorizando o serviço prestado e a atividade desempenhada, utilizando as disciplinas técnicas como meio e não como atividade-fim da profissão, tornando o espaço da biblioteca um local convidativo de conhecimento, crescimento e troca. O local da biblioteca também deve ser repensado como um ambiente que seja atrativo ao usuário, que permita interação alinhada com liberdade, não sendo apenas um espaço de troca e aprendizado, mas uma opção de lazer, repleto de oportunidades de descobertas e conhecimento.

É nesse cenário de tantas mudanças que a Editora FGV lança a obra Livro digital e bibliotecas, de Liliana Giusti Serra.

A autora, responsável pelo desenvolvimento dos softwares SophiA Biblioteca e SophiA Acervo, respondeu a 3 perguntas nossas. Confira:

Quais são as principais dificuldades encontradas pelas bibliotecas tradicionais na adequação da preservação e do acesso público às obras de seu acervo, funções originais dessas instituições, com o aumento cada vez maior da oferta e da demanda por publicações digitais?

O tratamento e gestão dos livros digitais são distintos dos impressos. As Bibliotecas precisam aos poucos iniciar a inclusão dessas fontes aos acervos. Vejo que o digital não inviabiliza ou inutiliza o impresso. Eles se complementam e permitem às bibliotecas poderem oferecer mais opções de conteúdo ao usuário, com variação de suporte, formato etc. A tendência é as bibliotecas possuírem acervos híbridos, com os ajustes que cada tipo de documento exige. O digital favorece a preservação ao eliminar a manipulação e deslocamento de originais. O acesso é ampliado, com títulos disponíveis nos catálogos das bibliotecas, podendo ser consultados de qualquer lugar, em qualquer horário.

O capítulo Sobre livros e música no formato digital inicia constatando uma certa resistência do mercado editorial sobre o avanço dos livros digitais com base nas grandes mudanças que ocorreram no mercado fonográfico há alguns anos. Até que ponto o futuro da leitura digital pode realmente seguir os mesmos passos da indústria fonográfica?

O mercado editorial está passando por período de transformações e as possibilidades e consequências ainda não são claras. A forma de consumir, ler, produzir livros está alterada. Os impressos coexistirão com os digitais e existe, a meu ver, espaço para essa convivência. Os editores têm resistência pois o caminho é incerto e pode comprometer o negócio do livro. 
É natural que queiram se cercar de seguranças ou controles, mesmo que isso signifique adicionar barreiras. A forma de consumir livros será alterada. Não tenho dúvidas disso. Porém, é um processo que vem ocorrendo, com o amadurecimento de editores, autores, livreiros e leitores. Será diferente, mas isso não significa que o mercado editorial deverá se reinventar como o fonográfico, até porque aprendeu muito com ele.

Qual a principal contribuição dessa obra para os profissionais envolvidos e leitores diversos?

Os livros digitais não são muito discutidos no Brasil. Ainda é muito novo para bibliotecas e bibliotecários. Se considerarmos que  a oferta desses recursos já existe há mais de 10 anos nos Estados Unidos e Europa, podemos dimensionar o quanto temos que caminhar até estarmos familiarizados com o recurso. Os bibliotecários precisam conhecer a complexidade em trabalhar com os livros digitais, visando fazer as escolhas acertadas de fornecedores, modelos de negócios, tipos de conteúdo etc. Se o bibliotecário não conhece, como irá oferecer os livros digitais a seus usuários? A obra busca trazer o tema para discussão, alertando os profissionais da informação sobre a complexidade e possibilidades de aplicação desses recursos. É um tema aberto, com modelos de negócios e suas implicações sendo estabelecidos. Entender o que já foi utilizado em outros países pode auxiliar o Brasil no momento de estabelecer suas políticas de livros digitais para bibliotecas.

Incluir livros digitais exige planejamento – assim como criar bibliotecas digitais. O profissional bibliotecário precisa estar ciente da complexidade da gestão do conteúdo licenciado para posicionar-se no momento da definição de contratação de conteúdo. Dessa forma terá mais subsídios para fazer os acertos necessários em suas atividades profissionais.


Livro digital e bibliotecas
Liliana Giusti Serra
Coleção FGV de Bolso | Série Sociedade & Cultura
Impresso – R$22,00
Ebook – R$15,00

via FGV Editora

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Bibliotecas digitais ajudam nos estudos para o Enem

Com amplo acervo digitalizado, sites como Domínio Público, Biblioteca Nacional e UnB disponibilizam conteúdo gratuito

por Portal Brasil

Site da Biblioteca Nacional disponibiliza acervo digital com mais de 800 mil documentos de livre acesso

Dentre os conteúdos que podem auxiliar o estudante a se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma boa opção são as bibliotecas e conteúdos digitais, que permitem o acesso gratuito a acervos de livros, manuscritos, artigos científicos e dossiês.

Entre as opções, o Portal Domínio Público, lançado em 2004 pelo governo federal, dispõe de um amplo acervo de obras literárias, artísticas e científicas. O site ainda permite ao usuário coletar diversos materiais na forma de textos, sons, imagens e vídeos, já em domínio público* ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, o que caracteriza patrimônio cultural brasileiro e universal.

O governo armazena em um banco de dados a obra completa de escritos como Machado de Assis, Dante Alighiere e Joaquim Nabuco, poesias do Fernando Pessoa e vídeos do educador Paulo Freire. Além disso, o estudante pode ter acesso à coleção de história geral da África, da Unesco ou até mesmo assistir a alguns dos programas da TV Escola.

Outra opção interessante de estudo é o site da Biblioteca Nacional. A ferramenta disponibiliza um amplo acervo digital com mais de 800 mil documentos de livre acesso, entre eles livros, periódicos, manuscritos, áudios e vídeos. Para acessá-la, basta se dirigir a página inicial da Biblioteca Digital Brasil e clicar em acervo digital. Em seguida, é preciso indicar dentro do campo de pesquisa o material a ser buscado.

O portal também permite acesso a dossiês que oferecem ao público visitas guiadas ao acervo já digitalizado. O visitante virtual é levado a conhecer e aprofundar seus conhecimentos sobre temas diversos da história e cultura nacionais. Destaque para o material que reúne textos sobre "A França no Brasil", com apresentação introdutória do escritor e geógrafo Muniz Sodré, além de outros periódicos sobre literatura, material fotográfico, etc.

A Universidade de Brasília (UnB) também oferece um conjunto de serviços digitais voltados para gestão e disseminação da produção científica e acadêmica da universidade, além disso mantém uma biblioteca digital para deficientes visuais. Todos os seus conteúdos incluem uma biblioteca digital e sonora, uma biblioteca de monografias e diversos livros eletrônicos. 

Preparação

Além dos sites de biblioteca digital, o candidato pode se preparar utilizando diversas plataformas on-line de estudo como o Questões Enem, oferecida gratuitamente pela Empresa Brasil de Comunicação.

O aluno pode acessar o aplicativo, que consiste em um banco de questões que reúne as provas de 2009 a 2013. No sistema é possível escolher quais áreas do conhecimento quer estudar. O banco seleciona as questões de maneira aleatória.

Outra opção é o Geekie Games, selecionado pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de edital. A plataforma oferece textos, videoaulas, simulados e jogos para os estudantes, tudo on-line.

O projeto idealizado pela 'Geekie' disponibiliza conteúdo gratuito para todos aqueles que queriam se preparar para o Enem. Ao entrar na plataforma, o aluno faz um teste diagnóstico para identificar quais são as dificuldades e níveis de proficiência em diferentes assuntos, de cada um.

Com o relatório em mãos, o aluno tem acesso a um plano de estudos personalizado baseado nas suas dificuldades e pode estudar em aulas disponíveis na própria plataforma. Ao concluir suas atividades, o estudante faz um novo diagnóstico que testará, além dos assuntos já abordados, outros diferentes. Dessa forma, ele tem acesso a um novo plano de estudos.


Ciência de boa-fé

Confiança é bom, mas controle é melhor. O dito germânico se aplica bem à questão das fraudes em pesquisa, que podem se transformar em epidemia se não forem combatidas por instituições de pesquisa e órgãos financiadores.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) saiu na frente. Lançou em 2011 um código de conduta e agora publica o resultado dos cinco casos cujo exame já foi concluído.

Fabricação de dados, imagens fraudadas, falsa coautoria e plágio passam doravante a constar na folha corrida de cinco pesquisadores. Além de terem bolsas e auxílios cancelados, alguns ficarão impedidos por até três anos de pedir financiamento à Fapesp.

Leia o editorial completo publicado na Folha de S. Paulo, clicando aqui.

‘Atlas Político’ é uma arma para a população brasileira, diz fundador do projeto


Mapa que apresenta o posicionamento dos deputados. (Foto: Reprodução/Atlas Político)

Por Brunna Castro | Yahoo Notícias

O Brasil ganhou, no mês de setembro, um novo projeto que busca oferecer informações sobre os políticos do país e ajudar os cidadãos a fazerem escolhas mais conscientes em anos eleitorais. Nomeado de Atlas Político, o site apresenta um ranking com todo os deputados e outro com os senadores, nos quais o desempenho de cada político é analisado com base em 5 critérios: representatividade, campanha responsável, ativismo legislativo, fidelidade partidária e debate parlamentar. É possível entender como foram feitos todos os cálculos que levaram à pontuação de cada político no próprio site, de forma bastante didática.

O projeto também disponibiliza um mapa do Congresso, no qual é possível ver onde se encontra cada deputado ou senador de acordo com os posicionamentos políticos de direita e esquerda e também favoráveis ou em oposição ao governo. Idealizado por Andrei Roman, PhD em Ciência Política pela Universidade de Harvard, Thiago Costa, PhD em Matemática Aplicada também por Harvard, e pela empresa Nervera, o projeto foi iniciado em junho de 2014, mas a primeira versão foi lançada somente no mês de setembro. 

A princípio, o Atlas Político recebeu um financiamento da Fundação Lemann, mas agora conta com doações para seguir adiante. No site, é possível encontrar uma seção que permite que as pessoas enviem dinheiro para o projeto. “Queremos transformar o Atlas em uma coisa cada vez maior. Vamos captar mais recursos e esperamos que as pessoas que apreciem a necessidade do site e a utilidade que ele traz para a política brasileira contribuam com uma quantia que acharem adequada”, conclui.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Curadoria Digital: redimensionando o papel das bibliotecas na era da informação


Dr. Aquiles Alencar Brayner, curador digital da British Library

Dia 20 de Outubro de 2014, às 15h00

Inscreva-se

Auditório István Jancsó
Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin - Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária, São Paulo, SP, CEP: 05508-050
biblioteca@bbm.usp.br

Animação mostra ‘páginas’ de e-book ganhando vida


Para os apaixonados por leitura, as histórias de bons livros sempre ganham asas na imaginação. No filme da Kindle Voyage isso acontece literalmente, mas através de um e-book. Criada pela agência WongDoody de Seattle, a animação – inspirada na arte do origami – mostra ‘páginas’ saindo do Kindle e dando vida a pássaros, cal
endário e até uma biblioteca. A produção é da Mirada Studios.



Assista:

Imagens: reprodução/Youtube

Redação Inteligemcia

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Museu Guggenheim disponibiliza mais de 100 livros de arte online (e de graça)


O museu Guggenheim de arte moderna, em Nova York, disponibiliza 109 livros de arte de forma gratuita em seu site. Publicados entre 1937 e 1999, os volumes trazem análises e imagens dos trabalhos de artistas como Edvard Munch, Francis Bacon, Gustav Klimt, Fernand Léger e Kandinsky. 

Se você também está interessado na história do próprio Guggenheim, talvez valha a pena conferir os cinco volumes escritos por Hilla Rebay, primeira diretora e curadora do museu.

Para explorar o catálogo, basta entrar neste link, selecionar um item da coleção e clicar na opção “Read Catalogue Online”. Uma nova janela irá abrir, como um pop-up, e disponibilizará controles em baixo da página.

Se você tiver problemas em navegar por esse sistema, tente as versões alternativas do Archive.org

Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Repositórios Institucionais de acesso aberto: cenário nos países ibero-americanos


Informação & Sociedade: Estudos v. 24, n. 2 (2014)

Ana Paula Cocco, Rosângela Schwarz Rodrigues

Os repositórios de acesso aberto surgem como alternativa para aumentar a visibilidade da produção científica das instituições. O objetivo deste artigo consiste em analisar os repositórios institucionais de acesso aberto dos países ibero-americanos cadastrados no Registry of Open Access Repositories, por meio a) da identificação das instituições que mantém repositórios, b) da caracterização das coleções e c) da descrição dos mecanismos de apresentação dos documentos. Os procedimentos metodológicos utilizados são de natureza descritiva, exploratória, documental e quantitativa, utilizando a ficha documental como instrumento de coleta e estatística descritiva para a análise dos dados. Os resultados mostraram que, dos 180 repositórios cadastrados no ROAR como repositórios institucionais ou departamentais dos países ibero-americanos, 48,3% (87) atenderam aos critérios para inclusão no trabalho. Foi possível identificar que 36,8% (32) têm as bibliotecas e centros de documentação e informação como responsáveis pelo gerenciamento, e 83,9% (73) utilizam o software DSpace e registraram mais de 119 tipos de coleções. Na verificação dos mecanismos de apresentação e preservação, constatou-se que 94,2% (82) estão cadastrados em formato PDF, 90,8% (79) dos repositórios utilizam o serviço de identificador persistente, e 47,1% (41) utilizam as licenças Creative Commons.

Clique aqui para o texto completo [pdf / 10p.]
Imagem: Internet

Veja lança ferramenta Memória Cívica


A Revista Veja criou uma ferramenta para ajudar os eleitores a se lembrarem em que voltaram nestas eleições. Nela também há um recurso para verificar se os candidatos possuem ficha suja e estão impedidos concorrem às eleições.

Segundo a equipe de imprensa da Veja.com, o Memória Cívica permite um cadastro básico por email que mantém os dados registrados seguros e sigilosos. Após o registro do candidato, que deverá ser realizado após o dia 05 de outubro, o portal oferecerá informações para cada usuário sobre o candidato registrado.

O Memória Cívica acompanhará a trajetória dos deputados e senadores informando as medidas tomadas, os votos nas casas legislativas e outras atividades do parlamentar. Para saber mais acessa o portal neste endereço.


Camilla Luiza | miniGeek

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Obra sobre livros eletrônicos é indicada ao Prêmio Jabuti


Livro aborda a indústria dos livros na era digital

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou na última terça-feira (23/09) os finalistas ao Prêmio Jabuti 2014. E entre os 10 melhores obras na categoria Comunicação, está a de Ednei Procópio, pioneiro no Brasil quando o assunto são os livros eletrônicos.

A Revolução dos Ebooks - A indústria dos livros na era digital (SENAI-SP Editora, 2013) traz uma análise profunda sobre o passado, presente e futuro dos livros frente a uma revolução causada pela internet.

Em seu terceiro livro sobre o assunto, Procópio desmistifica o tema usando conceitos básicos que ajudam os profissionais do livro a desbravarem um cenário único de oportunidades, e que, segundo o próprio autor, "ocorre em um momento histórico, de perda da hegemonia do mercado editorial mundial".

com informações do Caderno Literário Indica


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Secretaria de Planejamento lança biblioteca digital

Acervo resgata a memória do planejamento público para o desenvolvimento do País e permite intercâmbio de informações entre órgãos

Portal Brasil

A Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos (SPI) inaugurou, nessa segunda-feira (29), a Biblioteca Digital do Desenvolvimento, a “Bibspi”. O local centraliza conteúdos, em formato digital, sobre planejamento público para o desenvolvimento do Brasil.

O acervo disponível resgata a memória da programação governamental de planos de longo prazo, setoriais e outros documentos de relevância ao planejamento público, e permite o intercâmbio de informações entre órgãos, entidades e pesquisadores interessados na temática.

Entre os 428 itens cadastrados estão, por exemplo, documentos referentes aos Planos Plurianuais (PPAs) estaduais, federais e municipais, planos de governo, relatórios, projetos, textos para discussões e artigos, que estão organizados em 89 coleções temáticas, com livre acesso na internet aos cidadãos.  O conteúdo pode ser pesquisado por coleção, data, autor, título e assunto.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Portal do Conhecimento Nuclear


Mantido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o portal possui dados nucleares, instalações nucleares, fornecedores, eventos, notícias via RSS, revistas da área, organizações e serviços de informação relativos a assuntos selecionados e de amplo interesse dentro das aplicações da ciência & tecnologia nuclear.




sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Grandes estreias na publicação científica

As mudanças que trarão descobertas científicas mais livres para o domínio público estão acontecendo. Já era tempo.

The Economist
Tradução livre

A informação quer ser livre

Em 2001, um encontro na área científica, realizada em Budapeste com o que era então chamado de Open Society Institute (agora Open Society Foundations) cunhou a expressão "acesso aberto". A declaração oficial do encontro pediu ao mundo para "compartilhar a aprendizagem dos ricos com os pobres e os pobres com os ricos, fazer essa literatura útil como ela pode ser, e estabelecer as bases para unir a humanidade em uma conversa intelectual comum" - em outras palavras, criar trabalhos científicos gratuitos para os usuários.

A aspiração é nobre, mas que os cínicos podem ter pensado que teriam poucas chances de vir a ser concretizadas. Os ricos, eles observam, incluem editores acadêmicos, que têm desfrutado de três séculos de domínio sobre a divulgação de trabalhos científicos e que muitas vezes têm margens de lucro que se aproximam de 40%. Eles, portanto, possuem todos os motivos para inviabilizar esta mudança.

Cinismo, no entanto, não é sempre correto. O movimento de acesso aberto que a reunião ajudou a desovar agora parece inevitável. Todos os sete conselhos de pesquisa do Reino Unido, por exemplo, exigem agora que os resultados de trabalhos pagos sejam de acesso livre, de alguma forma. O mesmo acontece com o Wellcome Trust, uma instituição de caridade britânica cujo orçamento de pesquisa médica excede a de muitos países cientificamente bem sucedidos. E em 2016 cada centavo do dinheiro público dado a universidades britânicas pelo governo deverá  levar a mesma exigência.

Em outros lugares, a história é a mesma. Em 2013, após anos de discussões no Congresso dos Estados Unidos, a Casa Branca entrou em cena para exigir que as agências federais que gastam mais de US$ 100 mil ano em pesquisa, de publicar os resultados, onde possam ser lidos gratuitamente. Inúmeras universidades, sociedades e organismos de financiamento em outros países têm requisitos semelhantes.

Editores, apesar de terem arrastado muitas vezes os seus pés, estão se ajustando. Esta semana, o mais velho, a Royal Society, e sem dúvida a Nature Publishing Group (NPG) - ambos de maior prestígio com sede em Londres, se juntaram. Cada um vai agora publicar um periódico que os leitores não terão que pagar para ver.

Quem vai publicar, e quem vai perecer?
As publicações de acesso aberto, na verdade, tiveram inicio em 2000, um ano antes da reunião de Budapeste, com o lançamento, no Reindo Unido, da BioMed Central, e nos Estados Unidos, da Public Library of Science (PLOS). O modelo de negócio de acesso aberto muda o custo de produção do periódico de assinantes, tais como das bibliotecas universitárias, para os próprios pesquisadores, que pagam uma taxa de processamento de artigo para aparecer versão imprensa ou seu equivalente eletrônico. De qualquer forma, o contribuinte paga a conta no final. Mas a publicação aberta torna a pesquisa mais amplamente acessível, que é um bem público em seu próprio direito.

Um problema que o acesso aberto traz é uma mudança nos incentivos. Mais artigos publicados significa mais receitas provenientes das taxas de processamento. As taxas de rejeição são elevadas para periódicos, muitas vezes superior a 90%. O editor de acesso aberto comercial (a PLOS não é uma instituição de caridade) pode ser tentado a publicar qualquer coisa que aparecesse em seu caminho, a fim de embolsar as taxas, dando ao acesso aberto um grande calote aos acadêmicos.

Por exemplo, em uma pesquisa realizada pela NPG, de 27.000 autores de trabalhos em seus periódicos, 44% expressaram alguma preocupação com a qualidade das publicações de acesso aberto e mais de um terço concordou com a ideia de que ele foi associado a menos prestígio. No entanto, essas percepções podem ser equivocadas. Um estudo da Nature Communications (que era, até o anúncio desta semana, um híbrido entre o acesso aberto e assinatura tradicional, mas agora tornou-se puramente de acesso aberto mostra que seus documentos de acesso livre desfrutam ligeiramente de um maior número de citações e significativamente mais downloads e visualizações online do que os seus concorrentes de acesso pago.

Para promover o prestígio, campeões de acesso aberto lançaram esforços como o eLife, um periódico online com uma série de figurões acadêmicos à sua frente. Eles esperam criar uma publicação de alto nível por peso absoluto de pesquisadores importantes. Mas o eLife não pode forçar a mudança sozinho, porque a publicação com a necessária dedicação não é barata.

A Public Library of Science descobriu uma maneira de sair dessa, utilizando a abordagem quando-mais-melhor, mas de uma forma controlada. Até 2006, ela era um produtora de alto impacto, mas com publicações deficitárias. Em seguida, ela começou a PLoS One, um tipo completamente diferente de periódico. Em vez de agir como um árbitro na importância do trabalho científico, a PLoS One alega apenas garantir que os artigos são cientificamente válidos. Com menos esforço na revisão por pares, a PLoS One publica muito mais periódicos (em 2013, recebeu mais de 31 mil artigos, 36 vezes mais do que o periódico PLOS mais próximo) ao mesmo tempo, cobrando menos por eles e tornando-se mais lucrativo. A Royal Society espera aproveitar essa ideia com a sua nova oferta, a Royal Society Open Science.

Visitas gratuitas
Se a experiência da Nature Communications irá superar as desconfianças  dos investigadores ninguém sabe. Apesar da exigência do Wellcome Trust que seus donatários publiquem em periódicos de acesso aberto, apenas 70% o fazem. Para assegurar a conformidade e a confiança, teve de introduzir medidas punitivas, como reter o dinheiro.

Alguns pesquisadores simplesmente não se importam, no entanto. Uma pesquisa realizada pela Taylor & Francis, um editor, perguntou aos cientistas americanos e britânicos se pretendem publicar no âmbito das políticas de acesso aberto; 44% e 32%, respectivamente, não sabem. Mais da metade respondeu que não sabiam se eles iriam publicar futuramente. Mas muitos não sabem se irão resistir.

A questão sobre o prestígio não é mera vaidade. A tabela de classificação de periódicos é tão finamente graduada como a do futebol, e, no momento, tem muito menos possibilidades de promoção e rebaixamento. Os comitês de nomeação sabem disso e, em uma exposição maravilhosa de duplipensar, promovem o acesso aberto, mas também promovem aqueles que rejeitam, por meio da publicação em excelentes periódicos de acesso pago.

Quando essas mudanças acontecerem a vitória do acesso aberto será completa. Isso pode acontecer tanto por novos periódicos de acesso aberto que adquirem os elogios necessários, quanto pelos mais velhos, visto que o jogo é de alto nível, tornando-se o livre acesso a si mesmos. Embora a Nature Communications seja uma publicação de sucesso e bem-vista, ainda não é top entre os produtos da NPG. E a Royal Society Open Science ainda não foi testada. No momento, então, tanto a Royal Society e a NPG parecem estar protegendo suas apostas. Quando os Proceedings da Royal Society, e o carro-chefe homônimo da NPG, a Nature, forem ambos gratuitos para qualquer pessoa ler, os partidários do acesso aberto realmente serão capazes de declarar vitória e irem para casa.