sexta-feira, 25 de julho de 2014

Acervo histórico da primeira gravadora e fábrica de vinis do país será digitalizado

Acervo da Rozenblit, primeira gravadora e fábrica de vinis do país, agora entra na distribuição online, em diversos canais de audição

AD Luna - Diarios Associados

  Imagem do documentário "Memórias de uma fábrica de discos", de Melina Hickson. Foto: Jaqueline Maia/DP/D.A Press

Criada em 1954 por José Rozenblit, a fábrica/gravadora que leva o sobrenome do comerciante de origem judaica chegou a ser uma das mais importantes do país. Em especial durante os anos 1960, quando dominou quase um quarto do mercado fonográfico brasileiro. Adquirido em outubro de 1995 pelo empresário de comunicação João Florentino, o acervo da Rozenblit agora entra na era da distribuição online. Todo o conteúdo está sendo digitalizado e disponibilizado, em diversos canais de audição e venda por streaming.

“Desde fevereiro, estamos trabalhando no envio de discos inteiros de Nelson Ferreira, Capiba, Claudionor Germano, Zé Kéti, Agostinho dos Santos, Coronel Ludugero, entre outros, para plataformas como iTunes, Amazon, Spotify, Deezer, além do YouTube”, explica o técnico de som Hélio Ricardo Rozenblit (um dos filhos de José Rozenblit), que trabalha com João Florentino.

O empresário foi proprietário da antiga rede de lojas Aky Discos, da distribuidora de discos Condil e do selo Polydisc - pelo qual chegou a lançar álbuns da Banda Calypso, Babado Novo (ainda com Claudia Leitte) e a série 20 Super Sucessos. As coletâneas reuniam hits de Adilson Ramos, Vanusa, Noite Ilustrada, Núbia Lafaiete, Reginaldo Rossi, Cauby Peixoto, Dominguinhos, Erasmo Carlos, Jair Rodrigues, entre muitos outros artistas populares, e estão em processo de digitalização.

Bastante tarimbado no mundo da indústria musical, João Florentino não tem expectativas em relação ao lucro por meio de vendas do acervo digital da Rozenblit. “Faço isso porque gosto da música de Pernambuco e para não deixar o acervo morrer, para se perpetuar na história”, defende. 

A distribuição internacional do acervo da Rozenblit, das coletâneas e de outros lançamentos da Polydisc está sendo feita pela Believe Digital. A empresa, sediada na França, mantém escritórios em mais de 20 países da Europa, Ásia e Américas. “Trabalhar com um catálogo como o da Rozenblit é resgatar um pouco da história da música brasileira em sua diversidade e colocá-la em destaque no país e no mundo, com todo respeito necessário”, diz James Lima, gerente da Believe no Brasil.

O acordo para lançar os discos da Polydisc foi feito recentemente e o da Rozenblit há cerca de um ano. “É quase um trabalho de arqueologia. Acredito que mais uns 50 a 100 álbuns estarão disponíveis até o fim do ano”, projeta James.

Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Digitalização

Processo
Após serem retiradas da sala onde estão acondicionadas, as fitas originais precisam ser higienizadas com bastante cuidado. Depois é preciso reproduzi-las, uma por uma, em gravador de rolo. “Algumas estão tão deterioradas que simplesmente se desmancham”, conta Hélio Rozenblit. A partir daí, o conteúdo é convertido do formato analógico para o digital e, em seguida, enviado para o computador. É preciso analisar e consertar eventuais defeitos contidos em cada uma das faixas.

Documentos
O acervo de cerca de mil títulos se encontra armazenado numa sala do estúdio Somax, localizado na Rua Imperial, bairro de São José. Além das fitas originais de gravações realizadas por artistas pernambucanos, nacionais e internacionais, o local abriga antigos contratos artísticos. É o caso do documento assinado por Reginaldo Rodrigues dos Santos, integrante do The Silver Jets, que depois seguiria carreira solo como Reginaldo Rossi. Também há documentos de liberação de canções que precisavam ser aprovados pela censura instalada pela ditadura militar.

Selo inglês
Há dois anos, o selo inglês Mr. Bongo tem relançado discos da Rozenblit na Europa. As obras saem em LP e CD e incluem títulos raros e cultuados a exemplo do Paêbirú, de Lula Côrtes e Zé Ramalho; Flaviola e o Bando do Sol; Marconi Notaro no Sub Reino dos Metazoários; Grande liquidação, de Tom Zé; o EP Aratanha Azul, da banda pernambucana homônima, do pioneiro da bossa nova Johnny Alf, entre muitos outros. O catálogo pode ser acessado pelo link.

Documentário
A jornalista e produtora cultural Melina Hickson lançou em 1998 o documentário Eco da Rozenblit – Memórias de uma fábrica de discos. Além de fatores econômicos, as constantes enchentes que castigaram o Recife durante as décadas de 1960 e 1970 contribuíram para o fechamento da gravadora, que funcionou na Estrada dos Remédios, em Afogados, até meados dos anos 1980. 

Selos
A Rozenblit lançava seus discos utilizando os selos Mocambo (de música regional), Passarela (coletâneas carnavalescas, sambas, trilhas sonoras), Artistas Unidos (gravações de músicos das regiões Sul e Sudeste do Brasil), Arquivo (coletâneas especiais) e Solar (dedicado a sons mais experimentais).

Redes sociais
Aos poucos, o conteúdo da Rozenblit está sendo publicado na redes sociais. A antiga fábrica e gravadora tem perfis no Facebook e YouTube.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Agroecologia urbana



O Movimento Urbano de Agroecologia de São Paulo mapeou feiras, hortifrútis e restaurantes com produtos orgânicos e agroecológicos na capital. O portal também divulga notícias e informações sobre alimentação saudável e sustentável, desperdício de alimentos e agricultura urbana. Tudo simples e didático.





Fonte: Revista Planeta

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quora


Imagine um Yahoo Respostas mais intelectualizado com gente interessante de diversas áreas cadastradas e ao alcance da sua pergunta. Nesse site, haveria um mecanismo de votação capaz de promover as melhores respostas e uma equipe de moderação cuidando para manter o bom nível da conversa. Pare de imaginar, porque ele já existe. O Quora funciona bem, mesmo se você não entrar no site: escolha pessoas para seguir e assuntos favoritos e ele manda uma newsletter feita sob medida para você: é difícil vir um assunto ali que não chame a sua atenção. A barreira para alguns é que ele está todo em inglês, e só agora os brasileiros estão chegando lá.





via Superintessante Tech

Kindle Unlimited é um Netflix para livros com 600.000 e-books no catálogo


A Amazon lançou hoje o seu novo serviço de assinatura Kindle Unlimited. Por US$ 10 mensais, é possível ter acesso a um catálogo de 600 mil livros digitais nos EUA.

MSN

Você encontrará títulos populares como Harry Potter, Senhor dos Anéis e Jogos Vorazes, além de clássicos como 2001: Uma Odisseia no Espaço, contos de Stephen King, e livros de não-ficção como Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.

Para começar a ler, basta assinar o Kindle Unlimited e clicar no botão "Ler de graça" nos títulos elegíveis. Você pode ler usando o Kindle ou apps para iOS, Android, Blackberry OS, Windows Phone, Windows e Mac, ou através do navegador web.

No entanto, o serviço não é limitado apenas a e-books: você também pode escolher entre 2.000 livros de áudio. A Amazon ainda fornece três meses gratuitos a todo o catálogo de 150.000 audiobooks da Audible (que normalmente custa US$ 14,95 por mês).

Isso tudo parece bom demais para ser verdade - e talvez seja, mesmo. Muitas das grandes editoras americanas - Penguin Random House, Simon & Schuster, HarperCollins, Macmillan e Hachette - não oferecem muito do seu catálogo no Kindle Unlimited. Por isso, não há tantas opções quanto você esperaria. (Assim como no Netflix!)

É que essas editoras já oferecem seu catálogo no Oyster, serviço com 500.000 e-books que custa US$ 9,95 mensais. Lançado em setembro, ele já recebeu o título de "Netflix para livros". Além disso, a Hachette está brigando com a Amazon sobre o preço de seus e-books, então imagino que ela não esteja ansiosa em cooperar com o Unlimited.

A Amazon já oferecia o serviço Lending Library: você pode escolher entre 500.000 e-books para pegar emprestado, sem data para devolver. No entanto, você só pode alugar um por mês, e é preciso ser assinante do Amazon Prime, que hoje custa US$ 99 por ano (e inclui outros benefícios).

O Kindle Unlimited está disponível, por enquanto, apenas nos EUA. 

O direito de ser encontrado pelo Google


Frank & Ernest

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Museu em casa


Cerca de 400 mil imagens de obras de arte do Metropolitam Museum of Art, de Nova York, podem ser visualizadas ou baixadas gratuitamente no próprio site do museu. Todas em alta resolução, o que ajuda a apreciar a técnica de mestres como Manet e Rembrandt. 

http://metmuseum.org/collection/the-collection-online


Fonte: Revista Planeta

quarta-feira, 16 de julho de 2014

IMS cria site dedicado à obra de Clarice Lispector


Novo site reúne vida, obra e estudos sobre a escritora

O Instituto Moreira Salles colocou no ar um hotsite dedicado à obra de Clarice Lispector. A plataforma virtual tem seções que abordam a vida e obra da escritora, além de bibliografia, traduções comparadas, e de um blog sobre os livros escritos por ela. Para acessar o site, clique aqui

via Publishnews

terça-feira, 15 de julho de 2014

Dados sobre biodiversidade em um clique

Museu Goeldi integra o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira e disponibiliza dez coleções de invertebrados, inicialmente. A instituição tem como meta inserir 800 mil registros de espécies, sobretudo, da região amazônica

Mais de 30 mil registros de espécies, a maioria amazônicas, dos acervos das coleções biológicas do Museu Paraense Emílio Goeldi foram integrados ao Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SIBBr), uma ação do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Tratam-se de informações sobre sub-grupos de Aracnídeos e Coleópteros que agora estão ligados aos sistemas brasileiro e internacional de informações sobre biodiversidadee podem ser acessados online.

Para acessar os dados do Museu Goeldi no SIBBr, clique aqui.

“O SIBBr é um ponto de acesso comum para todas as instituições brasileiras”, explica o chefe do Serviço de Tecnologia da Informação, Dr. Marcos Paulo Sousa. Com a integração dos dados, é possível ter uma visão geral da biodiversidade no país. Além disso, através deste sistema, o MPEG se conecta ao Global Biodiversity Information Facility (GBIF). “É uma rede global interoperável de dados de biodiversidade. O que isso quer dizer? Que as instituições de todo o mundo podem se conectar e encaminhar e consultar dados de biodiversidade para que possam compartilhar entre elas”, comenta Marcos Paulo.

O Museu Goeldi é uma das instituições com maior número de dados no SIBBr. Já são dez coleções de invertebrados com 31.977 registros: Amblypygi, Aranae, Opiliones, Scorpiones, Ricinulei, Schizomida, Uropygi, Solifugae, Acari e Coleoptera. A previsão é que sejam integrados acervos da Zoologia, Botânica e Paleontologia, somando cerca de 800 mil registros.

Informatização das coleções biológicas – Há aproximadamente 4,5 milhões de itens tombados nas coleções científicas do Museu Goeldi, o que o torna uma das três maiores instituições detentoras de coleções científicas do país. Os acervos biológicos nas áreas de Paleontologia, Botânica e Zoologia são subdivididos em 43 sub-coleções.

Desde 2009, com o apoio do Programa de Pesquisa em Biodiversidade – PPBio Amazônia Oriental, o MPEG realiza a informatização deste acervo, gerenciando-o com o sistema Specify – um software dedicado à catalogação e gestão de coleções zoológicas e botânicas, desenvolvido pelo Biodiversity Research Center da Universidade do Kansas. O Herbário, as coleções de invertebrados e quase todas as de vertebrados, com exceção da Mastozoologia, já estão informatizadas e parte destes acervos está disponível online.  Para acessá-los, clique aqui.

“A instituição está à frente do processo devido à preocupação existente com a informatização dos acervos biológicos, antes mesmo de se pensar em um sistema nacional de biodiversidade para tal fim”, afirma o coordenador do projeto e Presidente da Câmara Técnica de Biodiversidade do MPEG, Dr. Cleverson dos Santos.

Segundo o pesquisador, a parceria com o SIBBr permite “concatenar todos os dados que se conhece em termos de biodiversidade do país, inclusive, dados que estão fora do país, mas que são relativos ao Brasil”. Ao permitir maior visibilidade e facilidade de acesso aos usuários a dados atualizados sobre os ecossistemas brasileiros, a plataforma poderá dar grande contribuição às políticas públicas de conservação ambiental, além de alavancar as pesquisas sobre a diversidade biológica.

O pesquisador acrescenta ainda: “Trata-se de um processo contínuo, pois o banco de dados de acervos biológicos é extremamente dinâmico e está em constante crescimento”.

Cuidados – Em geral, as informações disponibilizadas sobre as espécies são: o registro taxonômico, isto é, a classificação dos seres vivos que permite indicar características fisiológicas, evolutivas, anatômicas e ecológicas; e o biogeográfico, que está associado ao local e o período de ocorrência da espécie. Porém, é preciso enfatizar que cada coleção tem sua peculiaridade.

Cleverson dos Santos explica que é preciso verificar quais informações podem ser disponibilizadas ao público para não afetar o nível de conservação das espécies: “É preciso ter um protocolo de quais, quantos e como esses dados serão publicados. Há, por exemplo, dados de coordenadas geográficas onde se pode encontrar uma espécie ameaçada de extinção. Isso disponibilizado publicamente há certo risco de estimular a biopirataria, caça, etc, agravando a exploração que existe dessas espécies. Então, é preciso discutir uma política de dados considerando as peculiaridades de cada coleção”.

SIBBr – O sistema é desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) em parceria com o Museu Goeldi, Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF). O objetivo é integrar informações sobre a biodiversidade e ecossistemas brasileiros, produzidas por instituições governamentais e não governamentais do país.


Fonte: Luena Barros | Museu Goeldi

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Atlas digital traz cenários climáticos futuros para o Brasil


Mapas disponibilizados pela Embrapa foram projetados com base em relatório do IPCC

Agência FAPESP 

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibilizou um atlas digital dos cenários climáticos projetados para o Brasil no quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), preparado em 2007.

Os mapas climáticos apresentados no atlas trazem temperatura média do ar (mínimas, médias e máximas), precipitação pluvial, umidade relativa do ar e duração do período de molhamento foliar para o país.

São 504 mapas mensais, abrangendo o clima de 1961 a 1990 (período de referência) e simulações para os períodos de 2011 a 2040, 2041 a 2070 e 2071 a 2100, contemplando dois cenários de emissão de gases de efeito estufa calculados pelo IPCC, um otimista (chamado B1) e um pessimista (A2).

O documento é resultado principalmente de dois projetos da Embrapa: "Impactos das mudanças climáticas globais sobre problemas fitossanitários" e “Impacto das mudanças climáticas sobre doenças e pragas em cultivos de importância para a agroindústria da Argentina e do Brasil", realizados em cooperação com o Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (Inta), da Argentina.

Os autores do Atlas são Emília Hamada e Raquel Ghini, pesquisadoras da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna); José Antonio Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); e Bruno Silva Oliveira e Sulimar Munira Caparoci Nogueira, doutorandos do Inpe em São José dos Campos.

O atlas digital pode ser acessado em http://www.cnpma.embrapa.br/climapest/atlasdigital4r/ ou pela página http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Aplicativo informa ao cidadão serviço de acesso à Justiça mais próximo


Usuários podem visualizar o trajeto, por meio de mapas das cidades brasileiras, até a unidade de Justiça desejada

A partir de agora, os cidadãos brasileiros poderão saber, por meio de computadores pessoais, celulares e tablets, a localização do serviço público mais próximo capaz de solucionar uma demanda de Justiça. Lançado em Brasília, o aplicativo do Atlas de Acesso à Justiça amplia, com facilidade e rapidez, a disponibilidade de informações básicas sobre a Justiça no Brasil.

Por meio do programa, desenvolvido pela Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça (SRJ/MJ), o usuário poderá visualizar o trajeto, por meio de mapas das cidades, até a unidade desejada.

Ao todo estão disponíveis mais de 60 mil endereços, abrangendo quase a totalidade dos municípios brasileiros. Para fazer uma consulta no aplicativo, o usuário informa o estado, a cidade e o tipo de órgão desejado. O aplicativo retorna o endereço, telefones e o site do órgão.

O app está disponível para os sistemas operacionais Android. Dentro de 15 dias estará funcionando também para o sistema IOS. Para acessar, basta procurar por “Acesso à  Justiça” ou "Atlas da Justiça" no Google Play. Clique aqui e baixe já.

Pesquisas
O Atlas permite consultar as instituições do sistema de Justiça por natureza e por município. No ramo “Judicial” estão disponíveis as unidades de atendimento de Justiça Federal, Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral, justiças estaduais, Tribunais superiores e conselhos nacionais.

As unidades do Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, ministérios públicos estaduais, seções da OAB, Defensoria Pública da União, defensorias públicas estaduais podem ser acessadas no ramo “Essencial à Justiça”.

No ramo “Extrajudicial”, é possível consultar dados sobre o acesso a cartórios, Procons, atendimento especializado à mulher, Polícia Federal, conselhos tutelares, CRAS/CREAS, unidades do INSS, dentre outros.

Ministério da Justiça

sábado, 5 de julho de 2014

NetPapers : jornais online de todo o mundo


O Netpapers é um portal de jornais. Não é um site de notícias mas tem como principal objetivo apresentar atalhos ao usuário para que as encontre na Internet. Para isso nosso banco de dados conta com 7573 links para jornais online de 191 diferentes nações.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Você sabia? Belga já pensava em criar internet e buscadores em 1895

É verdade que o que hoje conhecemos como internet começou a operar um pouco antes da década de 1960, sendo que os computadores nasceram quase duas décadas antes disso. Mas a História volta e meia apresenta algumas surpresas, como visionários desconhecidos que, se tivessem meios, poderiam mudar a trajetória da tecnologia. É o caso de Paul Otlet, um empresário belga que pensava em buscadores, hipertexto e uma rede de máquinas muito antes de isso pensar em ser verdade.

Em 1985, Otlet e seu colega, Henri La Fointaine, começaram um projeto que envolvia a criação de várias "cartas índice", que serviam para catalogar fatos, documentos e informações. O Repertoire Bibliographique Universel (RBU) chegou a 15 milhões de unidades e, para receber uma resposta desse Google jurássico, era preciso enviar uma solicitação com o objeto a ser consultado e receber uma carta contendo a cópia do conteúdo.



A dupla ainda montou um sistema de catalogação que é usado até hoje por serviços bibliográficos — um sistema de entrada que leva você a um conteúdo maior, o que no mundo virtual virou o hipertexto.

Ainda mais ambicioso

Décadas depois, por volta de 1930, ele publicou um plano de "telescópios elétricos" que permitiriam a qualquer pessoa do mundo acessar remotamente uma vasta biblioteca de livros, artigos, fotografias, gravações em áudio e filmes.



A ideia chamava-se Mundaneum: uma "biblioteca" ou "cidade do conhecimento" que tivesse um centro, como um servidor dos dias de hoje, conectado por camadas de dados às unidades externas, equivalentes aos computadores. Por problemas de financiamento e a invasão da Alemanha à Bélgica, na Segunda Guerra Mundial, o projeto não chegou à magnitude imaginada por Otlet — mas suas previsões foram, mesmo décadas depois e sem devidas homenagens, assustadoramente precisas e convertidas em realidade.

Fonte: The Atlantic 
Por Nilton Kleina Tecmundo

Internet supera livrarias em vendas de livros nos EUA


Comércio de livros pela internet ganha força com crescimento de pedidos e aumento de procura por e-books

Por Bruno Capelas | O Estado de S. Paulo

As livrarias de paredes, prateleiras e tijolos estão em declínio. Pelo menos é o que parece acontecer nos EUA, onde o faturamento das editoras foi maior, pela primeira vez, em lojas online e vendas de e-books do que em varejistas físicas.

Em 2013, as vendas “virtuais” corresponderam a US$ 7,54 bilhões, enquanto a receita vinda do modo tradicional de se vender livros foi de US$ 7,12 bilhões, de acordo com estatísticas da BookStats, que contou com informações cedidas por mais de 1,6 mil editoras. Assim, as vendas online representaram 35,4% da receita das editorias, que ainda conta com a venda de livros escolares e publicações acadêmicas. Ainda que a diferença não seja grande, mostra uma preferência considerável do público americano pela compra pela internet.

De maneira geral, a indústria editorial americana permaneceu estável com suas vendas batendo US$ 27,01 bilhões em 2013. Pouco inferior aos US$ 27,1 bilhões de 2012 – queda de 0,3% – e aos US$ 26,5 bilhões de 2008 – um aumento de 1,9% em seis anos.

E-books. A venda de e-books nos Estados Unidos também cresceu e bateu recorde em 2013. Em volume, esse formato passou a vender de 465,4 milhões em 2012 para 512 milhões de unidades (um aumento de 10,1%). Apesar de inédito, o número não foi suficiente para deixar o formato em papel para trás.

Em termos de receita, no entanto, o número apresentou ligeira queda de 0,7%, caindo de US$ 3,06 bilhões (2012) para US$ 3,04 bilhões. Para analistas, a relativa estabilidade – após crescimento consecutivo em relação ao ano anterior – é resultado de políticas de promoção, que aumentaram a demanda ao diminuir o preço dos livros digitais, mas não necessariamente provocaram aumento de interesse de novos leitores americanos pelo formato digital.

Outro fator que pesa contra o posicionamento dos livros digitais na pesquisa se refere ao fato de que a Bookstats considerou apenas livros com ISBN – número de cadastro usado pela maioria dos editoras do mundo. Dessa maneira, ela excluiria livros e e-books autopublicados.

Brasil. No País, dados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) contabilizam uma receita anual em 2012 (o último período registrado) de US$ 4,98 bilhões. Entre 2011 e 2012, houve um aumento do número de livros digitais vendidos (entram na conta e-books e aplicativos de leitura animados) de 343% no mercado brasileiro. No total, foram lançados 7,6 mil títulos no formato digital em 2012, além de 235 mil unidades vendidas. O que levou a indústria brasileira a ter um faturamento da R$ 3,8 milhões (participação de 0,78%).

A Saraiva – que vende, além de livros, aparelhos eletrônicos – teve 30% de suas vendas concentradas no e-commerce.

Em 2012, o Brasil viu o mercado de livros digitais expandir com a chegada da canadense Kobo, da americana Amazon (dona do leitor Kindle), da loja de livros do Google (em sua loja virtual Google Play) e com o início das vendas de livros em português pelo iTunes, da Apple.
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Diferenças de Brasil e EUA

Enquanto lá fora muitas cadeias tradicionais de livrarias sofrem para seguir no mercado, fruto do “fantasma” da Amazon no mercado, no Brasil ainda há expansão de lojas físicas. A rede brasileira Saraiva está investindo na abertura de unidades nos aeroportos que estão passando por reformas ou ampliações. A companhia já abriu uma nova unidade em Guarulhos e terá mais cinco lojas só em Viracopos, em Campinas. Após dois anos sem nenhuma nova loja no País, a francesa Fnac abriu uma unidade na área de free shop de Guarulhos, em maio. A Hudson, rede que pertence à empresa de “free shops” Dufry, estreou no Brasil com lojas em terminais aeroportuários. Com 700 pontos de venda no exterior, a companhia aposta em unidades de “conveniência” em aeroportos por aqui. Por enquanto, anunciou sete Hudson News em terminais como Guarulhos, Brasília e Natal. Como não existe um site dominante de vendas de livros pela internet no País, como é o caso da Amazon nos EUA, as principais redes locais estão buscando reforçar suas operações online. A Livraria Cultura investiu R$ 8 milhões na área este ano. Recentemente, a Saraiva fechou parceria para oferecer seu portfólio de livros dentro do site Walmart.com.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

“O papel está muito longe de acabar”


10 perguntas para Karine Pansa, presidente da câmara brasileira do livro

André Jankavski | IstoÉ

O Brasil é um país de extremos quando o assunto é o mercado de livros. Por um lado, o setor, o nono maior do mundo, movimenta cerca de R$ 5 bilhões por ano, de acordo com estimativas da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Por outro, o brasileiro é mundialmente conhecido por ler pouco. O lado bom desse contraste é que o mercado tende a crescer e enfraquece a tese de que os livros digitais irão acabar com os impressos. “Se metade da população não lê, temos um espaço enorme para crescer”, diz Karine Pansa, presidente da CBL.

O brasileiro, realmente, lê pouco?
Se compararmos a outros mercados mundiais, o Brasil é um dos últimos colocados. Aqui, lemos por volta de 1,8 livro por ano. Mas não podemos enxergar esses números de forma pessimista. Afinal, se metade da população não lê, temos um espaço enorme para crescer.

E como fica o mercado editorial nesse cenário? 
Apesar de termos registrado queda de volume no último balanço, nosso faturamento aumentou. Mas reconheço que precisamos melhorar muito, especialmente nosso sistema educacional.

O que fazer para aumentar o interesse pela leitura?
Mesmo com bons programas do Ministério da Educação, tanto para escolas quanto para bibliotecas, isso é insuficiente para um país de dimensões continentais. Também é imprescindível estimular pais e professores, que são grandes disseminadores dos hábitos de leitura.

Financeiramente, o setor é dependente do governo? 
Se olharmos em termos de faturamento, sim. Quase 40% das vendas são para o governo. Essa dependência não acaba do dia para a noite.

O vale-cultura surge como uma ajuda ao mercado editorial?
Certamente. Segundo dados do MEC, cerca de 90% do valor concedido é utilizado para a compra de livros, jornais e revistas. E, diferentemente do que muita gente prega, o vale-cultura não é um programa eleitoreiro. Ele fomenta algo que está em falta no País.

O que as editoras estão fazendo, ou precisam fazer, para contribuir para a melhora desse cenário?
As editoras estão analisando melhor os produtos que lançam e avaliando os melhores locais para colocá-los à venda. Além disso, estão se preparando para superar a fraca infraestrutura brasileira. Para um livro editado em São Paulo chegar ao Oiapoque, custa dinheiro e demora muito tempo.

Então, o livro no Brasil ainda é muito caro?
Ainda convivemos com essa percepção, mas não é totalmente verdade. Nos últimos dez anos, o preço do livro caiu 40% no País. Mas não é pelo preço que não temos leitores: uma pesquisa nossa mostra que o principal motivo é a própria falta de interesse.

O livro digital tem capacidade de crescer no Brasil?
Há cinco anos, víamos o livro digital como um bicho de 50 cabeças. Mais tarde, aprendemos a trabalhar com ele e constatamos que não era o flagelo que se desenhava. Dito isso, é preciso ficar claro que o papel está muito longe de acabar. O digital representa menos de 0,1% do faturamento, mas também não podemos desacreditar nele.

E como fazer para não depender do governo para o setor crescer, tanto no mercado físico quanto no digital?
Temos de mudar algumas práticas, pois não há um planejamento conjunto das editoras. Existe a preocupação, mas não posicionamentos. É necessário se atentar para ações que podem prejudicar o setor, como a lei dos direitos autorais. O setor livreiro viu que tudo mudou e, agora, precisa se atualizar.

As Bienais podem ajudar na busca por novos consumidores?
Sim. A Bienal do Livro de São Paulo, por exemplo, teve mais de R$ 7 milhões em vendas. Isso é resultado da criação de um ambiente diferente para leitores, que passaram a ver o livro como algo prazeroso, e expositores, que tinham um local estimulante de negócios.

MEC estuda criar política nacional de conteúdos digitais para as escolas

O Ministério da Educação (MEC) estuda criar uma política nacional de conteúdos digitais para as escolas. A secretária de Educação Básica do MEC, Maria Beatriz Luce, adiantou à Agência Brasil que a ideia é incentivar as universidades a produzir esses conteúdos.

"O nosso foco é pensar como podemos estimular as universidades, estudantes universitários, grupos de pesquisa para desenvolver esses conteúdos", disse Beatriz. O MEC trabalha em conjunto com outros ministérios como o da Ciência, Tecnologia e Inovação e o do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. "Creio que não será complicado avançarmos bastante nos próximos meses. Espero que sim", disse ela.

Para a secretária, o ensino precisa de inovações; de desenvolvimento científico e tecnológico. "Precisamos trabalhar na formação de pessoas e fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação no campo da educação. Pensar não apenas na aquisição [de conteúdos digitais], mas principalmente em fomentar o desenvolvimento de produtos que cheguem à escola", disse.

Para que isso seja feito, a secretária destaca a necessidade de mais recursos, o que já está previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), que deve ser sancionado até a próxima semana. A questão esbarra, contudo, em uma política curricular para o país: "Teremos que ter como referência a legislação vigente. Vamos ter que avaliar essas tecnologias para aquiri-las para nossas escolas", ressaltou. Outra questão, segundo ela, é a expansão do uso de tecnologias digitais para a formação de professores da educação básica.

Beatriz participou hoje (18) do lançamento do projeto Geekie Games. Na ocasião, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Chico Soares, ressaltou a necessidade do uso dos conteúdos digitais: "Os jovens e as crianças de hoje já foram criados em outro ambiente, da máquina, do computador. Precisamos de ferramentas novas".

Sobre a entrega de tablets para os professores dos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, anunciada no ano passado pelo então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, Beatriz diz não ter conhecimento sobre quando isso será feito. "Que eu tenha conhecimento, não [vai ser feita essa ano]" destacou.

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Governo lança site para reclamações

Endereço reunirá queixas de consumidores contra empresas e pretende ser um novo espaço de mediação para buscar solução de problemas

Leonêncio Nossa - O Estado de S. Paulo

O governo apresenta nesta sexta-feira, 27, uma ofensiva para transferir as queixas mais frequentes dos consumidores das filas dos Procons para um site. Técnicos da Secretaria de Defesa do Consumidor elaboraram um espaço virtual de intermediação de conflitos entre fornecedores e compradores, que já está em funcionamento na rede.

A partir de um cadastro com dados pessoais no endereço www.consumidor.gov.br, o usuário poderá descrever sua reclamação num espaço de até 3.000 caracteres. A empresa terá dez dias para responder à queixa. O usuário, então, dará uma nota de 1 a 5 para o atendimento. À exceção de números de documentos de identidade, todos os dados do diálogo ficarão na internet para avaliação pública.

A plataforma de informações também permitirá uma série de indicadores e rankings positivos e negativos de empresas, que o governo promete manter online. Os maiores bancos (campeões absolutos de queixas), operadoras de telefonia fixa e móvel (vice-campeãs), lojas de varejo, companhias aéreas e outros fornecedores de serviços aderiram ao projeto.
Num primeiro momento, o site atende consumidores do Distrito Federal e de 11 Estados, incluindo Rio e São Paulo, que representam 62% da população. A partir de 1º de setembro, o serviço terá cobertura nacional. Uma portaria que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deverá assinar nesta sexta, em Brasília, oficializa o novo site. A portaria será publicada na segunda-feira, no Diário Oficial da União. Até o dia 5 de julho, início do período eleitoral, o governo divulgará campanhas para popularizar a plataforma.

62% dos consumidores que têm queixas a empresas não reclamam
62% dos consumidores que têm queixas a empresas não reclamam
Reprodução

A meta da Secretaria Nacional do Consumidor é permitir que as 800 lojas de Procons espalhadas pelo País tenham mais rapidez para atrair casos, por exemplo, de clientes de planos de saúde, que em situações de emergência preferem buscar liminares na Justiça. Por outro lado, o novo site poderá ser uma alternativa para problemas diários que costumam não ser levados ao Procon. Na ficha de reclamação no site, clientes poderão, por exemplo, descrever seus problemas com a conexão da internet, a empresa de TV a cabo ou a falta de cobertura do celular.

Adesão. Pesquisa que serve de base para estudos do governo mostra que 62% dos entrevistados não costumam fazer reclamações sobre problemas enfrentados nas relações de consumo. Dos que reclamam, a maioria tenta resolver o problema com o próprio fornecedor. Apenas 11% recorrem ao Procon e outros 9% publicam seu descontentamento no Facebook e no Twitter. O custo de tempo de uma reclamação e a falta de perspectiva de solução do problema é apontado por 68% deles como um motivo para não ir ao órgão de defesa.

Na quarta-feira, a Secretária Nacional do Consumidor (Senacon), Juliana Pereira, recebeu a imprensa para detalhar a operação do site. Ela ressaltou que o novo espaço de reclamação não altera a atuação dos Procons. “O site não é uma fase pré (Procon), mas, à medida que for utilizado, pode trazer a busca da solução para o endereço”, afirmou.

Para evitar pressões de empresas, o site só poderá ser acessado após uma série de exigências de identificação do cliente. “A plataforma na internet busca ampliar o acesso (aos órgãos de defesa do consumidor)”, diz Juliana, do Senacon.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Governo do Rio lança nova fase do portal mapa de Cultura do Rio de Janeiro


Enciclopédia online tem versão em inglês, novos conteúdos, guia impresso e aplicativos para celulares e tablets

Folha Vale do Café

O Governo do Estado lançou, na última segunda—feira (16/6), a segunda fase do portal Mapa da Cultura do Rio de Janeiro, que ganhou versão em inglês, novos conteúdos para divulgar as manifestações culturais fluminenses e aplicativos para tablets e celulares (IOS e Android). A enciclopédia online conta com 120 vídeos documentários, 3.500 verbetes e oito mil fotos, tudo reunido no relançamento do projeto. Outra novidade é a criação do guia impresso bilíngue Cultura.RJ, que será distribuído em bibliotecas e escolas do Estado e também será vendido em livrarias.
  
Além de trazer todo o conteúdo disponível no site sobre os 92 municípios do Estado, os aplicativos possuem interface própria e sessões chamadas Por Perto e Meu Mapa, onde o usuário pode pesquisar pontos como atrações culturais próximas à sua localização ou montar roteiros por região do estado, integrando-os ao Google Maps. Já o guia impresso tem 416 páginas e apresenta um recorte de algumas das principais atrações e roteiros do Mapa de Cultura do Rio de Janeiro. Com tiragem inicial de 5 mil exemplares, a publicação traz 10 mapas, cerca de 250 fotos e informações de serviços, apresentando o estado em todas as suas faces e diversidades culturais, que engloba desde Theatro Municipal do Rio até os cineclubes da Baixada Fluminense, passando pelas folias de reis do Norte e Noroeste do Estado e pelas fazenda e atabaques do Vale do Paraíba.

- Fico muito feliz com esse projeto, que valoriza cada município do estado do Rio. Sem cultura, as coisas não acontecem. Se a gente tem cultura, tem educação forte. E, certamente, teríamos menos problemas na segurança pública e na educação. Temos que olhar a cultura com mais carinho ainda. Precisamos criar novos mecanismos sustentáveis e formas de financiamento para a cultura, porque não podemos deixar o patrimônio histórico do estado se deteriorar. Esse é um belo trabalho para entregar à população do estado e do mundo - disse o governador Luiz Fernando Pezão, durante a solenidade de lançamento dos novos conteúdos, que aconteceu no Salão Nobre do Palácio Guanabara.

O Mapa da Cultura do Rio de Janeiro é uma iniciativa da Secretaria de Cultura com financiamento da Petrobras e conteúdo da Diadorim Ideias. A Faperj aderiu ao projeto em 2014, viabilizando os aplicativos e o guia impresso Cultura.RJ.

Para concretizar a iniciativa, foi necessário o trabalho de equipes de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que percorreram 15 mil quilômetros do território fluminense entre 2011 e 2013, reunindo materiais de pesquisa e catalogando espaços culturais, patrimônios materiais e imateriais, personagens, agenda cultural fixa e grupos artísticos dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro.

A secretária de Cultura, Adriana Rattes, explica que aproveitou a realização da Copa do Mundo para lançar e divulgar os novos conteúdos e aplicativos do Mapa da Cultura:

- Decidimos lançar os novos conteúdos, o guia e os aplicativos durante a Copa do Mundo para mostrar aos turistas o estado e a cidade do Rio de um ponto de vista cultural, que somos muito ricos. Temos muita coisa para mostrar e dizer, e esse é um momento muito propício. O Rio é um caldeirão cultural, uma espécie de resumo de toda a cultura brasileira, porque durante toda a história do Estado vieram povos, pessoas de todos os lugares do Brasil e isso gerou um caldo de cultura muito rico, diverso e interessante. Através do portal, dos aplicativos e do guia, o usuário vai poder procurar por cidades e por todas as categorias tradicionais que conseguimos mapear. Esse trabalho é contínuo e permanente. Em 2013, as equipes voltaram em 25 municípios para aprofundar o mapeamento, e no ano que vem, faremos mais visitas, permanentemente. Queremos que a população do Rio e os turistas descubram todo o potencial cultural do estado fluminense - afirmou Adriana.

O grupo vocal Negros e Vozes, da comunidade da Grota em Niterói, é um dos conjuntos musicais que integra o Mapa de Cultura do Rio. Os artistas se apresentaram durante a cerimônia de lançamento e destacaram a importância do projeto estadual para divulgar a cultura dos municípios fluminenses:

- Fazer parte do Mapa é importante para divulgar nosso trabalho, que foca na valorização da cultura negra, e também de grupos e artistas de diversos municípios. Essa é uma ferramenta que vai abrir um leque de conhecimentos. Eu mesmo fiquei surpreso com a riqueza cultural do estado, há muitas manifestações que muita gente não conhece, e agora, vai ter acesso - disse Ubiraci Barbosa da Silva, um dos vocalistas do grupo Negros e Vozes.

Estupidez de massa

Enjoei de tanta gente fotografada para consumo externo, tanto VIP, tanto lugar paradisíaco

Leia a matéria completa na Folha de S. Paulo

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Conheça 13 sites gratuitos de bibliotecas digitais

Quer consultar um livro ou documento sem precisar ir a uma biblioteca? Veja as principais bibliotecas digitais e tenha acesso gratuito


O melhor lugar para encontrar informações confiáveis é nas bibliotecas

Para pessoas que desejam fazer trabalhos acadêmicos com fontes seguras, o melhor lugar para encontrar essas informações é nas bibliotecas. Porém, nem sempre ir a uma biblioteca é uma tarefa simples. Por isso, confira uma lista com as principais bibliotecas digitais e consulte gratuitamente seu acervo sem sair de casa:


1 – Domínio Público

Quer ler Machado de Assis, ou conhecer mais sobre as obras do romantismo? O site oficial do Domínio Público do governo conta com milhares de obras, vídeos, textos e sons totalmente gratuitos para download. Todas as obras já estão no domínio público, ou seja, você só encontrará criações de pessoas que morreram há 70 anos.

2 – Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

O site da biblioteca da Universidade de São Paulo (USP) contem livros, revistas, documentos, e outros tipos de arquivos livres para o download gratuito.

3 – Biblioteca Digital Paulo Freire

Voltada principalmente para a área de filosofia e pedagogia, a Biblioteca Digital Paulo Freire disponibiliza para download gratuito das obras do pedagogo e filósofo Paulo Freire.

4 – Biblioteca Nacional Digital Brasil

Com mais de 700 mil arquivos, a Biblioteca Nacional Digital Brasil conta artigos, trabalhos acadêmicos, livros, obras de arte, gravuras, fotografias e outros documentos para download grátis.

5 – Biblioteca Mundial Digital

Com objetivo de reunir documentos oficiais sobre a cultura de diversos países do mundo, a Biblioteca Mundial Digital disponibiliza gratuitamente fotos e arquivos para consulta.

6 - Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD)

Coordenada pelo Ibict, a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) reúne centenas de teses e dissertações de universidades de todo o País. É uma ferramenta útil para quem está fazendo a sua monografia e precisa de fontes acadêmicas.

7 – Biblioteca Digital do Supremo Tribunal Federal

Para os estudantes e profissional da área de Direito, a Biblioteca Digital do Supremo Tribunal Federal é uma ótima fonte de pesquisa para documentos, livros, artigos e outros arquivos de interesse para a área.

8 – Biblioteca Digital da Unicamp

A Biblioteca Digital da Unicamp conta em seu acervo com dissertações, teses, pesquisas em andamento, revistas eletrônicas, etc., todos feitos pelos professores, pesquisadores e alunos da instituição.

9 – Biblioteca Digital da UNESP

Com um grande acervo de obras de artes, gravuras e desenhos, além de trabalhos acadêmicos, a Biblioteca Digital da UNESP contem os arquivos necessários para estudantes que precisam consultar fontes seguras.

10 – Biblioteca Digital do Museu Nacional

O site da Biblioteca do Museu Nacional tem como objetivo disponibilizar o acervo de obras raras nas áreas de ciências naturais e antropologia.

11 – Biblioteca Digital da Escola de Música da UFRJ

Para estudiosos ou interessados na área de música, a Biblioteca Digital da Escola de Música da UFRJ é uma ótima opção para consultar documentos da área. O acervo conta com obras raras dos séculos XVI a XVIII, além de partituras, manuscritos e periódicos para download gratuito.

12 – Biblioteca Digital e Sonora

Com acesso gratuito, mas exclusivo para pessoas com deficiência visual, a Biblioteca Digital e Sonora reúne diversos materiais no formato digital para facilitar o acesso dessas pessoas aos conteúdos.

13 – Project Gutenberg

O Project Gutenberg reúne livros e documentos que estejam no domínio público de todo o mundo. Lá, é possível encontrar as obras originais de grandes nomes da literatura mundial.


Fonte: Universia Brasil
Imagem: Internet

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Era das máquinas?


"No futuro, as máquinas inteligentes dominarão nosso cotidiano. O homem cada vez mais será suplantado por computadores. Sim, há perigo nisso. Mas também será excitante viver nesse mundo." 

Chris Anderson

terça-feira, 10 de junho de 2014

Portal Tudo sobre Plantas


Projeto que visa, desde novembro de 2002, catalogar todas as espécies de plantas em uma Enciclopédia Botânica Online de Plantas – Nativas e Exóticas cultivadas em território nacional.

As fichas da plantas são apresentadas da seguinte forma: 

Características
Principais utilizações
Dados de plantio, cultivo e colheita
Propriedades farmacológicas
Ecologia
Bibliografia
Glossário ilustrado de termos
Fotos de colaboradores e voluntários
Espaço para comentários sobre a espécie, e
Debates públicos sobre as diversas espécies apresentadas.

Todas as informações disponíveis no portal são selecionadas de vários grupos de estudos relacionados, fóruns, jornais, mídias online em geral, como também de livros e publicações especializadas.



sexta-feira, 6 de junho de 2014

Os mapas que explicam São Paulo


O Núcleo de Acervo Cartográfico do Arquivo Público do Estado de São Paulo é um espaço futurista que reúne mapas que fizeram a vida de tantos profissionais da nossa História. Outrora ocupava andares separados. Hoje, com a torre gigante de 2012, tudo se centraliza, o que garante mais segurança ao documento.

“A gente não anda mais pelo Arquivo para fazer o atendimento. O documento fica na sala ao lado da área reservada à consulta”, comenta Janaína Yamamoto Santos, diretora do Núcleo de Acervo Cartográfico, formada em Geografia.

No total, há 19.500 documentos cartográficos, produzidos e acumulados pelo Estado. São acumulações e doações, mapas recolhidos. E documentos que fazem parte dos chamados relatórios textuais.

O documento textual fica na Guarda Permanente. Ali, o Núcleo Cartográfico tem descoberto muitos mapas que compõe esses relatórios.

POLÍTICAS –  Janaína fala do acesso à documentação, da preservação e da digitalização. São políticas do Núcleo de Acervo Geográfico.

1) O acesso, claro, é aberto aos estudiosos e ao público em geral interessado. Basta agendar visitas para as pesquisas.

2) A preservação é a garantia de que o documento será mantido da forma mais científica possível.

3) A digitalização é uma forma de disponibilizar a informação sem a necessidade da consulta do original em todos os casos – já são mais de 5.000 mapas digitalizados na Internet.

“Começamos a digitalização pelos mapas mais consultados, os que sofreram maior ação mecânica, pois é no manuseio que se prejudica o documento. Cria agressões, rasgos, por mais que se tenha cuidado”, conta Janaína.

LINHA DE PRODUÇÃO – No interior do Núcleo, ao qual o pessoal do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC teve acesso, juntamente conosco do Diário – obrigado, Simone Bello! – os preciosos mapas; do lado de fora, o banco de dados.

Dentro, a conservação; fora, a pesquisa dos documentos cartográficos.

Verdadeira linha de produção.

Estúdio fotográfico montado por R$ 100 mil, contra o R$ 1 milhão que custaria a compra de equipamentos específicos. Com o valor dez vezes menor, o mesmo resultado. Mapas de todos os tamanhos são fotografados e limpos. A sujeira é sugada, o mapa volta a ser novo, visível em suas curvas de nível. A capacidade é de se fotografar 30 mapas por período, com 100 mega de resolução cada um.

Duas formas de guarda foram criadas. A solução encontrada permite o acondicionamento em quatro padrões de tamanho, distribuindo o peso dentro da gaveta. Anteriormente, o acondicionamento era do tamanho do documento, criando montinhos que o deturpavam fisicamente.

Os mapas maiores são enrolados. Eliminou-se a tendência deles voltarem a se enrolar sozinhos quando abertos graças ao molde posto no meio, que age pela ação da gravidade. Janaína faz uma demonstração: o documento não joga mais seu peso nele mesmo. A carga fica no molde. Simples, eficiente...

PARCERIA – Com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Alunos de História atuam com a equipe do Núcleo. São bolsistas, mestrandos e alunos. É testada nova metodologia de uso para os documentos cartográficos e históricos.

Pelo convênio, os bolsistas trabalham 40 horas semanais no desenvolvimento do projeto. Bons nomes têm sido revelados.

EXPERIÊNCIAS – Esta carga de conhecimentos está na cabeça das gentes do Acervo Fotográfico. Verdadeiras tecnologias desenvolvidas. Experiências boas que não podem se perder e que devem ser difundidas aos demais arquivos criados ou em processo de criação pelo Estado todo, como os que imaginamos para as sete cidades do Grande ABC, Prefeituras e Câmaras – olha lá, senhores e senhoras gestores e gestoras públicas de Santo André a Rio Grande da Serra, cobrindo as sete cidades.

Cris, uma executiva, há pouco mais de um mês atua no Núcleo Cartográfico com a missão de pôr no papel essas experiências.

“São tecnologias desenvolvidas, modos de trabalho. Produção de conhecimentos, hoje deixada aos acadêmicos. Um problema do Arquivo que temos que superar”, comenta Marcelo Chaves.

E DE REPENTE... – Na saída do Núcleo de Acervo Cartográfico, um mapa exposto permanentemente chama a atenção de Maria de Lourdes Ferreira, a Malu do Centro de Memória de Diadema. É um mapa da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo, datado de 1905, e que leva a assinatura de nomes como o de Theodoro Sampaio. Cobre parte significativa de São Paulo, incluindo-se o nosso Grande ABC.

O vidro impede uma boa reprodução fotográfica. Clicamos uma, duas, dez vezes – reflexos escondem os traços regionais e quase todo rural de um século passado.

Telefonamos, posteriormente, para a Janaína. Ela nos envia um primeiro mapa, de uma região do Estado – mapa que emoldura nossa página Memória hoje.

Mas o que buscamos é o mapa do então município de São Bernardo, abrangente de todo o Grande ABC. Aquele, de 1905, da turma de Theodoro Sampaio.

Janaína nos atende mais uma vez. O mapa ansiado já está com Memória. E é tão importante e rico que ele ilustrará por inteiro esta página Memória de amanhã. Um presente do Arquivo Público do Estado ao leitor do Grande ABC.


Ademir Medici | Diário do Grande ABC


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Portal de medicamentos


O Drug Information Portal oferece aos usuários uma porta de entrada para informações sobre medicamentos selecionados da Biblioteca Nacional de Medicina Americana (e de outras agências do governo americano). No topo da página estão os links para recursos individuais com informações de medicamentos, incluindo resumos sob medida para diversos públicos. 

A caixa de pesquisa no centro da página permite pesquisar muitos desses recursos simultaneamente. Mais de 49 mil medicamentos podem ser pesquisados. O portal cobre medicamentos a partir do momento que eles são inseridos em ensaios clínicos (Clinicaltrials.gov), através de sua entrada no mercado dos EUA (FDA). O link PubMed fornece literatura médica e para o TOXLINE fornece literatura toxicologia.




terça-feira, 3 de junho de 2014

Embaixadora é empossada jurando sobre um Kindle

Fosse aqui reclamariam do Jabá da Amazon.

Por Carlos Cardoso Meio Bit

A imagem acima foi obviamente postada pela Embaixada dos EUA em Londres. Mostra a Embaixadora Suzi LeVine, que servirá na Suíça (coitada) sendo empossada. A grande novidade é que o tradicional juramento com a mão na Constituição foi feito usando… um Kindle Touch.

Pela primeira vez em uma cerimônia diplomática foi demonstrado algo que a maioria das pessoas tem dificuldade de entender: a questão é o conteúdo, não o formato. Quando você compra um livro está pagando pelo texto, o papel é o de menos. Por isso tanta gente reclama injustamente de e-books, acham que deveriam ter um preço ínfimo, como se o trabalho do autor fosse o menos valorizado dos componentes.

Faça um teste: veja quantos amigos seus que baixam músicas e filmes sem o menor problema acham legítimo roubar um DVD pirata do camelô. O que vale é a mídia física. Livros idem, ainda mais em cerimônias. Ao reconhecer o texto da Constituição como a parte importante, o Departamento de Estados dos EUA deu um passo para o fim da Ditadura dos Átomos.

Mesmo assim não é a primeira vez que algo parecido acontece. Segundo o Washington Post, em fevereiro um grupo de bombeiros precisou de uma Bíblia para uma cerimônia de formatura, não acharam e usaram um iPad. Sim, existe uma App pra isso™. As portas abertas se tornam… interessantes. O iPad se torna um Livro Sagrado? Existem aplicativos do Talmud, do Alcorão e do Guia do Mochileiro das Galáxias. O simples fato de exibir um desses textos torna o tablet especial?

Profanar um iPad exibindo o Alcorão seria enquadrado como heresia? E se for um iPad onde há um app mas não está sendo usada? Mais ainda, e se você APAGAR o app?

Os livros mudaram muito desde a época em que vinham em tabletes de barro, até os tempos modernos onde vem em tabletes de silício, mas agora pela primeira vez a palavra desgruda do papel. Que passe logo esse período de transição e que as pessoas que com tanta alegria compram seus volumes de Game of Thrones percebam que não estão comprando papel, mas idéias, que assim como ORTNs, valem mais do que dinheiro!

'Viagem' ganha página


Com a nova versão do site Estadao.com.br estreou no sábado, a página do Viagem na web. Veja reportagens, vídeos, dicas e a edição da semana:


viagem.estadao.com.br



via O Estado de S. Paulo

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Biblioteca Digital do Congresso para todos


Quando a Biblioteca do Congresso vem à mente, você provavelmente não pensa em filmes, programas de TV ou discos de vinil antigos.

Mas todos os anos, a mídia de décadas passadas está sendo digitalizada pelo programa National Recording Registry da biblioteca.

A lista é extensa: de U2 e Creedence Clearwater Revival ao original de "Star Wars" e do episódio piloto da série "The Waltons".


Curadores vasculham registros que datam de finais do século XIX para convertê-los em formatos digitais.

Um porta-voz da biblioteca diz que o próximo passo é disponibilizar o material para todos online.


Mais de 10.000 registros históricos de áudio já estão disponíveis através da Biblioteca do Congresso, em seu National Jukebox Project.


Você pode verificar os playlists online.



Fonte: Kxan

Título original: Digital Library of Congress may soon be up for everyone
Tradução livre