quarta-feira, 1 de julho de 2015

USP e 'Estadão' lançam na Flip nova fase da Corrupteca


A Corrupteca, a maior biblioteca digital especializada em corrupção do mundo, será relançada na sexta-feira, dia 3 de julho, durante evento na Festa Literária Internacional de Paraty. O projeto foi desenvolvido em parceria entre o Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP (Nupps) e o jornal O Estado de S. Paulo. Nesta nova fase, a Corrupteca, ou Biblioteca Digital da Corrupção, lançada no final de 2012, ampliou sua base de 90 mil para mais de 8 milhões de itens pesquisáveis.

A nova versão integrou em sua base 5.400 fontes de dados entre periódicos, bibliotecas, universidades e outras instituições do Brasil e do mundo. Nela poderão ser coletadas as informações sobre corrupção publicadas no Acervo do Estadão desde sua fundação, em 1875. Outra hemeroteca também incorporada foi a Digital Hispânica, mantida pela Biblioteca Nacional da Espanha. Nela estão as cópias digitais de 173 jornais espanhóis editados desde o século 19.

Outra novidade para os pesquisadores é a base de dados da Biblioteca Digital do Senado Federal, que armazena 226 mil itens produzidos pelo Legislativo. Dos acervos estrangeiros estarão disponíveis para pesquisa as bases da Biblioteca do Congresso Americano, das universidades de Harvard, Yale, MIT e o acervo digitalizado da Biblioteca Nacional da França, com 2,7 milhões de itens.

A ampliação do repositório de dados foi possível por causa da adoção de outras instituições ao protocolo Open Archive, explica Giovanni Eldasi, diretor de tecnologia da Corrupteca. Com o protocolo, os materiais das instituições ficam visíveis na rede e permitem a integração com outras bases. "Os novos acervos digitais integrados potencializam enormemente a pesquisa científica e as propostas de soluções na área de corrupção, que é o objetivo primordial da Corrupteca", completa Eldasi.

Segundo o cientista político José Álvaro Moisés, professor da USP e um dos idealizadores da Corrupteca, esta nova fase deixa o projeto "mais robusto, com mais recursos para os pesquisadores". Ele lembra que a nova fase do projeto ocorre num momento em que a corrupção é o centro da crise do atual governo. "O relançamento dá abertura para estudos científicos do fenômeno."

"Desde a digitalização integral do Acervo Estadão têm surgido várias frentes de aplicação desses 140 anos de jornalismo. Um dos frutos mais surpreendentes e entusiasmantes é o trabalho com o Nupps em torno da Corrupteca, a linha do tempo da corrupção", afirma Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado.

O relançamento ocorrerá em evento às 18 horas na Casa da Liberdade, em Paraty, uma parceria entre O Instituto Voto e o Instituto Millenium. No local, Rua Marechal Deodoro, s/n.º, haverá diversos debates sobre os desafios do Brasil, exposição fotográfica de Renan Cepeda e shows de música ao vivo. A entrada é gratuita e a programação está em casadaliberdade.com.br. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


terça-feira, 30 de junho de 2015

8 redes sociais para amantes de fotografia

Por Douglas Ciriaco | CanalTech

A internet nos coloca diante de uma série de conteúdos produzidos por pessoas de várias partes diferentes do planeta. Conteúdos em texto, vídeos e fotos se tornam acessíveis por praticamente qualquer pessoa, especialmente em espaços dedicados exclusivamente para estes fins.

Estes espaços podem ser úteis tanto para quem produz conteúdo de forma profissional ou amadora, bem como pode ser uma boa forma de passar o tempo para quem é entusiasta de fotografia. Nós listamos oito páginas para quem é fã desta arte, confira:

1. 500px
Rede social para fotografia de origem canadense, o 500px (pronuncia-se 500 pixels) conta com mais de 2,5 milhões de usuários registrados e, obviamente, milhões de imagens em sua base de dados. Ele é famoso por ser usado por fotógrafos amadores e profissionais como espaço para armazenamento e divulgação de seus trabalhos.

Aqui, você pode tanto navegar pelas postagens de outros usuários, contemplando fotografias capturadas por pessoas de várias partes do mundo, bem como ter contato com outros profissionais do ramo. Além disso, o site serve como ponte para compra e venda de imagens livres de royalties.

Seja para fins comerciais ou apenas para quem gosta de ver belas fotografias, o 500px pode ser um ótimo auxiliar. O site é belíssimo e muito bem organizado, o que facilita a navegação. Além disso, este serviço conta com aplicativos para Android e iOS.

2. ArtStack
ArtStack não é um site de imagens propriamente dito. Melhor dizendo, ele serve como espaço para compartilhamento de imagens autorais, mas é, sobretudo, uma rede social com foco na arte. Aqui, você pode ter contato com obras de artistas consagrados ou quase anônimos das mais variadas expressões das artes plásticas.

Isso significa que fotografia, pinturas, instalações e esculturas estão aos montes nesta página. E ela funciona como uma rede social, então é possível adicionar perfis de outros usuários como amigos ou então seguir pessoas para acompanhar as suas publicações, tal qual você faz em outras redes.

Além disso, é possível enviar seu conteúdo próprio, montar listas, ver o que está bombando, visualizar as atualizações em uma linha do tempo e muito mais. O ArtStack tem um site bem organizado e conta com aplicativos para Android e iOS, então é fácil acompanhar tudo de qualquer lugar.

3. Flickr
Uma das páginas mais conhecidas de toda a web quando o assunto é rede social focada em fotografia, o Flickr é um campo fértil para diversos tipos de usuários. Pertencente ao Yahoo!, este serviço oferece espaço para armazenamento, álbum virtual e conta com milhões de imagens sob as mais variadas licenças.

Isso significa que ele pode ser um ótimo espaço para quem quer apenas apreciar fotografias alheias, pois há muitos fotógrafos amadores e profissionais que divulgam seu trabalho por aqui. Além disso, é uma página útil também para quem busca imagens livres de royalties.
Por fim, se você quer compartilhar suas fotografias ou fazer contato com outros usuários e fotógrafos, o Flickr é uma ótima pedida. Fácil de ser usado e também esbanjando um ótimo apelo visual, o serviço pode ser acessado por meio de gadgets portáteis com Android, iOS e Windows Phone.

4. Pinterest
Mais estilosa das redes sociais focadas em imagens, o Pinterest é uma ótima opção para quem quer compartilhar as mais variadas imagens de forma organizada. O site funciona como um grande mural no qual você vai prendendo as imagens com alfinetes — ou pins, em inglês, daí o nome da rede social.

Aqui, você encontra seus amigos e pode começar a segui-los, e vice-versa. O site suporta o uso de hashtags e você pode “pinar” novas imagens e “repinar” aquelas postadas ou compartilhadas pelas pessoas que você segue por aqui. Além de enviar fotografias a partir de seu próprio dispositivo, é possível compartilhar imagens hospedadas em qualquer site da web.

O estilo do Pinterest torna a sua utilização bastante simples. A página é bem organizada e está totalmente traduzida para português, algo que torna muito simples a tarefa de encontrar imagens, navegar pelas listas de fotos alheias e até mesmo conhecer mais sobre os gostos de seus amigos — e tudo isso pode ser feito a partir da web, do Android e do iOS.

5. Instagram
Provavelmente o nome mais badalado e “acessível” desta lista, o Instagram é o básico para quem quer compartilhar fotografias e, é claro, acompanhar as publicações de amigos, celebridades das mais variadas artes e também de fotógrafos profissionais ou amadores.
A rede conta com milhões de usuários e uma incontável quantidade de imagens. Para quem quer descobrir novidades, há uma seção exclusiva dentro do aplicativo reunindo perfis pelos quais você provavelmente vai se interessar. Assim, não há como não encontrar belíssimas imagens para contemplar tendo uma conta no Instagram.

E você pode acompanhar a timeline com as postagens das pessoas que você segue diretamente pela web. Já as postagens podem ser feitas apenas pelos dispositivos portáteis — o aplicativo conta com versões para Android, iOS e Windows Phone.


6. Photobucket
Site famoso por armazenar imagens que são postadas em fóruns pela web, o Photobucket é, também, um bom espaço para quem quer apreciar belíssimas fotografias capturadas por fotógrafos profissionais e amadores de várias partes do planeta. Aqui, você pode postar fotos e vídeos, aplicar alguns retoques e, é claro, compartilhar suas imagens.

O banco de dados do Photobucket é vasto e conta com um sistema de busca avançado, algo que torna tudo mais prático na hora de encontrar algo em específico. Você ainda pode ter contato com os tópicos que mais estão bombando no momento, outro recurso que dá mais organização ao conteúdo existente neste serviço.

E tudo isso pode ser feito direto na web, por meio de um site cheio de estilo e fácil de ser navegado, ou então em seus gadgets portáteis. O Photobucket conta com versões oficiais para Android e iOS.

7. PictureSocial
O PictureSocial é um grande fórum indicado para fotógrafos amadores ou profissionais trocarem experiências e, é claro, imagens. Se você não é fotógrafo, mas apenas um grande apreciador da arte, pode frequentar a página sem nenhum problema. Nela, você encontra inúmeras imagens capturadas de forma bastante competente.

São milhares de membros de várias partes do mundo postando suas fotos para a apreciação geral. Além disso, você pode acompanhar as discussões no fórum ou partir direto para a seção de fotografias da página, visualizando tudo aquilo que é postado de forma pública pelos participantes do PictureSocial.

Apesar de ser um espaço para fotógrafos, este serviço não prima muito pelo apelo visual e o site não é lá muito agradável. De qualquer forma, navegar por aqui não será nenhum bicho de sete cabeças — e este serviço não conta com aplicativos para dispositivos móveis.

8. Bluecanvas
O Bluecanvas tem uma proposta bastante semelhante à do ArtStack, servindo como banco de dados para expressões artísticas variadas. Isso quer dizer que, aqui, você vai encontrar pinturas das mais variadas escolas de arte, bem como esculturas e, lógico, fotografias.
Navegando pela página, você pode filtrar os resultados e visualizar as fotos enviadas pelos usuários. Além disso, é possível usar o sistema de busca para encontrar coisas de forma mais específica, organizando os resultados de acordo com data de envio, melhor avaliação e por aí vai.

O serviço pode ser acessado apenas pela web, pois não conta com nenhum aplicativo para dispositivos móveis. De qualquer forma, a estrutura da página é bem organizada e não há nada que impeça uma boa navegação.

Conhece algum outro serviço focado em fotografias que poderia estar nesta lista? Então, compartilhe a sua dica com todo mundo aqui embaixo, na caixa de comentários.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

História da República contada pela música brasileira

Série de três livros mapeia a produção musical do País com inspiração em personagens e acontecimentos políticos

Renomado comentarista político, Franklin Martins está lançando Quem foi que inventou o Brasil?, série de três livros que recontam 101 anos de história da República no país pelas músicas inspiradas em episódios e personagens políticos. 

O primeiro livro reúne 473 canções e refletem acontecimentos desde 1902, ano das primeiras gravações fonográficas no país, até o golpe militar de 1964. O segundo volume, aborda o período de ditadura, com cerca de 310 fonogramas. O terceiro vai de 1975 a 2002 e apresenta quase 330 gravações. Todo o acervo pode ser escutado no site quemfoiqueinventouobrasil.com

Fruto de pesquisa minuciosa, os livros, além de contextualizarem as canções e suas inspirações, são ricamente ilustrados com material de época (fotos, charges, recortes de jornais e revistas etc.). Em entrevista ao Portal Brasil, Franklin Martins conta bastidores de Quem foi que inventou o Brasil?  

Como começou esse interesse pelo assunto?

Em 1997, eu botei no ar o site Conexão Política. Uma das seções se chamava Estação História, onde às vezes eu disponibilizava trechos de discursos políticos históricos e músicas sobre política. Fui descobrindo várias músicas com essa temática, muitas delas pré-1964. Isso me impressionou e fui pesquisando mais. Começou como uma curiosidade e virou uma obsessão. Comecei pelo passado. Me interessava, especialmente, aquilo que eu não conhecia, como músicas das primeiras décadas do século 20. 

Como foi feita a pesquisa?

O livro não existiria sem a internet. Fui fazendo vários contatos e estabelecendo uma rede muito grande de colaboradores, o que me permitiu acesso a muitas músicas e a uma base de dados à distância. Caso da Discografia Brasileira de 78 rpm, site que cataloga músicas gravadas no Brasil entre 1902 e 1964, com fichas técnicas, nomes dos autores e gênero musical; do Disco de Cera, com a base de dados do Acervo Nirez; da Fundação Joaquim Nabuco, o Instituto Moreira Salles, entre outros. 

Na sua avaliação, como estão os acervos que conservam a memória nacional?

Acho que para a pesquisa da música está bem organizado. Mas sempre digo que não sou musicólogo – eu não estudei os arquivos, eu recorri a eles. Entretanto, muitas coisas eu não encontrei nos institutos, só consegui em coleções particulares, como música caipira, por exemplo. Mas de 1985 para frente não temos uma base de dados do que foi lançado no Brasil – e ter isso seria muito importante. 

O que te surpreendeu com a pesquisa?

A principal surpresa foi a constância desse assunto na música brasileira ao longo dos anos. Não tem fato que não tenha sido cantado no calor do momento. E isso não é muito comum em outros países. Lá fora, a música geralmente refletem a política em tempos de grandes crises, guerras ou revoluções. É uma produção de caráter engajado, mas que depois declina. No Brasil, essas músicas não são necessariamente engajadas, funcionam mais como uma crônica. Isso é uma tradição brasileira. O carnaval, por exemplo, é uma grande crônica – com traços do teatro de revista – de assuntos e personagens da história brasileira. A segunda constatação é que a música de inspiração política apareceu no Brasil em todos os gêneros musicais: lundus, maxixes, marchinhas, sambas, modas de viola, hinos, baiões, MPB, rocks, funks, raps, reggaes... 

A pesquisa rendeu três volumes, o terceiro chega até 2002. Se fosse lançado um quatro volume, acha que encontraria muitas músicas com essa temática?

Tenho certeza que sim. Pode até parecer que elas não existem mais, mas é que a música ficou muito segmentada. Se pegarmos a década de 1990, já percebemos uma grande mudança, uma segmentação maior de estilos musicais e uma fragmentação dos antigos esquemas de divulgação e veiculação de música. Se nos anos 1970 era principalmente a MPB quem refletia a política na música, e nos anos 1980, o rock – que têm um diálogo maior com a classe média –, a partir dos anos 1990, vemos a política aparecendo em músicas feitas e consumidas pelas camadas mais populares, caso do funk e do rap, por exemplo. O disco Sobrevivendo no Inferno (1997), dos Racionais MC’s, vendeu mais de 1 milhão de cópias sem apoio do esquema tradicionais de divulgação. Hoje em dia, a produção independente de um disco é muito mais fácil. 

Teve alguma música que você não conseguiu encontrar?

Sim, Seu Derfim tem que vortá, um cateretê de 1919 sobre o ex-presidente Delfin Moreira, que teve uma doença que lhe impediu de continuar no cargo. Tenho a letra, sei que existe a partitura, mas não consegui achar a gravação. 




Fonte: Portal Brasil

Esta seria a Wikipédia impressa: mais de 7000 volumes de 700 páginas cada.

O projeto é o artista Michael Mandiberg. Cada livro custa 80 dólares.

Los Andes
Tradução livre



O artista americano e programador Michael Mandiberg fundou o projeto "De Aaaaa! para ZZZap!" que imprime todo o conteúdo da Wikipedia através de um software específico. A enciclopédia completa é de 7600 volumes de 700 páginas cada.

Atualmente, os livros são exibidos na galeria Denny Nova York. Cada cópia de capa dura custa R $ 80 e podem ser comprados através do site de lulu.com .



Mandiberg descreve a iniciativa como um "gesto poético". Além disso, o artista explicou que seu objetivo é mostrar que você não pode transformar a Wikipedia em um objeto material e fixo porque, uma vez impresso cada volume já estará desatualizado.



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Emma Watson vai contracenar com Tom Hanks em suspense sobre a era digital


Emma Watson assinou contrato para estrelar The Circle, adaptação do livro O Círculo, de Dave Eggers. Ela vai atuar ao lado de Tom Hanks no projeto, que terá roteiro e direção de James Ponsoldt (O Maravilhoso Agora).

A obra literária conta a história de Mae Holland, jovem que enfrenta vários dilemas após conseguir um emprego na empresa O Círculo, gigante da internet sediada na Califórnia. Ambiciosa e empolgada, ela se encanta com as estruturas modernas, as festas e a felicidade dos funcionários, mas a - falta de - ética da empresa, que agrega servidores de email, mídias sociais, serviços bancários e basicamente controla as identidades virtuais de todo mundo, não demora a gerar transtornos.

As filmagens do thriller que destaca os perigos da era da internet vão começar em setembro. Hans irá interpretar um homem experiente e misterioso, que Mae (Watson) conhece n'O Círculo. Alicia Vikander esteve linkada ao papel de Mae, mas abandonou o filme para fazer o novo Bourne de Paul Greengrass.

No momento Emma Watson está filmando A Bela e a Fera, que tem estreia prevista para o início de 2017.

via Adoro Cinema | Boa Informação

Dicionário de Ruas da Cidade de São Paulo


O Núcleo de de Denominação de Logradouros Públicos mantém atualizada uma base de dados com informações referentes aos logradouros públicos oficializados do Município de São Paulo (entre ruas, avenidas, praças, viadutos, etc.), totalizando cerca de 65.000 registros. 
Tem como objetivo disponibilizar material para consulta de pesquisadores e público em geral interessados em recuperar a origem histórica dos nomes oficiais, legislação, descrição técnica de localização, autores da iniciativa e outras informações pertinentes. Além da consulta local, onde é possível reproduzir cópias do material pesquisado, as informações históricas mais relevantes estão disponíveis no site: www.dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br (desde dezembro de 2003). Para complementação da pesquisa, a seção conta com acervo de biografias e recortes de jornais referentes a logradouros e homenageados (disponível apenas para atendimento local). O Núcleo fornece ainda pareceres sobre os novos nomes e/ou alterações nas denominações propostas seja pelo Executivo, seja pelo Legislativo (Câmara Municipal), numa interface com a Secretaria do Governo Municipal.

via Arquivo Histórico Municipal de São Paulo

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Amazon é um Big Brother


As maravilhosas rainhas da internet continuam a levar-nos para a barbárie. Agora é a vez da Amazon inventar o seguinte modelo de pagamento de direitos de autor: através do Kindle (aparelho de leitura digital), o retalhista digital só quer pagar aos escritores consoante o número de páginas lidas pelo leitor. Ou seja, não quer pagar o download/venda do livro, só quer pagar à página: se o utilizador ler apenas dez das duzentas páginas, o autor só recebe uma ínfima percentagem. Por ordem crescente, isto é uma barbárie tecnológica que desrespeita os livros, a leitura, a escrita e, acima de tudo, a nossa privacidade. 

Henrique Raposo | Expresso | Portugal
Imagem: Reprodução



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Baixe livros e jornais na Biblioteca Digital de obras raras da USP

A Biblioteca Digital de Obras Raras, Especiais e Documentação Histórica da USP reúne um acervo com jornais antigos, livros e revistas para consulta ou download. Além disso, há edições ilustradas incríveis de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes.

A plataforma foi inaugurada em 2003, com apoio do CNPq por meio de um projeto do SIBiUSP e da Comissão Central de Informática, coordenado pela Profa. Dra. Laura de Mello e Souza (FFCLH-USP) onde foram digitalizados 38 livros do século XV a XVII. Clique aqui e confira todos os itens.

Reprodução
Páginas ilustradas de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes

A ideia do SIBiUSP é democratizar o acesso à informação e ao acervo significativo e de alto valor histórico sob a guarda da universidade.

via Catraca Livre

Google cria plataforma para auxiliar jornalistas com conteúdo digital


Entre os profissionais mais impactados com os avanços da era digital estão os jornalistas. A categoria que fez história através do impresso, hoje procura se adaptar e dominar as ferramentas das plataformas online para produzir e divulgar conteúdo.

Para ajudar a construir o futuro da mídia, o Google lançou o News Lab, uma iniciativa que procura auxiliar a imprensa a entrar no universo digital. Para isso, a empresa organizou algumas de suas ferramentas já conhecidas e criou uma espécie de passo a passo a fim melhorar as reportagens e matérias digitais.

Este suporte ficou divido em quatro etapas: Pesquisa, Relatório, Distribuição e Otimização. Cada setor reúne lições e ferramentas específicas para atingir os objetivos referentes à etapa.

Além disso, o News Lab disponibiliza cases de mídias que estão produzindo conteúdos usando ferramentas do Google, como o site The Verge e os jornais The Guardian e New York Times.

A plataforma também ganhou uma conta no Twitter e um canal no Youtube para divulgar novidades sobre o jornalismo no mundo digital.

Confira o vídeo de apresentação do News Lab:



via Adnews

terça-feira, 23 de junho de 2015

Literatura a um clique: sites possibilitam downloads gratuitos

Gledson Leão | Hoje em Dia

Quando o assunto é livro, hoje não é mais preciso dar a desculpa de “não tenho mais espaço” ou “não tenho dinheiro”. Pela internet, não faltam portais que oferecem livros por meio de downloads gratuitos de maneira legal. São obras clássicas (que estão no domínio público) e livros acadêmicos, essenciais para pesquisadores e universitários.

Passeamos por alguns desses sites e montamos um roteiro de navegação, cheio de títulos interessantes. Que tal dar um upgrade em sua biblioteca virtual?

 Editoria de Arte



Abraji lança site para reunir processos que pedem remoção de conteúdo online

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lança nesta terça-feira (23/6) um site para reunir as ações judiciais do país que pedem a remoção de conteúdo online. 

Intitulado Ctrl+X, o projeto surgiu após a atuação da plataforma Eleição Transparente, que registrou os pedidos de retirada de conteúdo de sites feitos pelos candidatos das eleições do ano passado.

Crédito:Reprodução
Página reúne processos que visam tirar conteúdos online

As ferramentas foram financiadas pelo Google Brasil, companhia alvo de 71% dos 192 pedidos de remoção durante as eleições. A ideia do novo projeto é seguir com a construção da base de dados feita em 2014, mas que envolva qualquer processo judicial, não apenas os eleitorais.

O projeto permite a consulta por autor do processo, empresa alvo, alegação, formato do conteúdo, Estado e data. A partir das próximas semanas, também será possível baixar os dados conforme os filtros de pesquisa. 

As informações sobre processos são enviadas pelas próprias empresas de comunicação e profissionais independentes. "Queremos dar transparência a esses pedidos porque existe um risco de abuso no sentido de promover censura judicial e intimidação de jornalistas", explicou à Folha de S.Paulo o coordenador da ferramenta, Tiago Mali.

O site será lançado durante evento da Associação com a Cátedra Insper e o Instituto Palavra Aberta sobre o direito à liberdade de expressão. O encontro acontece até às 12h30, no Auditório Steffi e Max Perlman, no Insper.

Redação Portal Imprensa 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Busca de vídeos no Bing é mais completa que a do YouTube


Rick Astley Bing videos
(Foto: reprodução)
   
A ideia de trocar a busca do Google pela do Bing pode parecer risível para muitas pessoas, e não sem motivo: os resultados do Google são consistentemente mais interessantes e precisos do que os do outro buscador. Quando se trata de procurar por vídeos, porém, nem mesmo o Youtube é tão cheio de recursos.

Ao realizar uma busca por vídeos no Bing, a tela de resultados mostra, ao lado das respostas mais relevantes à busca, o número de visualizações, a data de upload e até o canal de origem do vídeo. Passando o mouse por cima de um resultado, o buscador começa a tocar uma prévia do vídeo.

Quando o buscador acredita que sabe exatamente o que você está procurando, ele mostra, em sua página de resultados, uma imagem consideravelmente maior que as outras do vídeo que (provavelmente) é o que você quer. Além disso, na busca por músicas, o buscador também retorna detalhes sobre o artista buscado, bem como outras canções do mesmo artista, no topo dos resultados

Muitos desses recursos já estão disponíveis no Youtube. Mas o buscador do Bing não se restringe ao Youtube, e traz resultados de outros sites, como Vimeo e Dailymotion (embora o site do Google seja, de longe, o maior canal).

via Olhar Digital

Da importância do bibliotecário

Hoje em dia, em decorrência dos avanços da tecnologia informacional, estamos assistindo ao drástico fenômeno da "morte dos mediadores". Daí o desaparecimento dos "críticos de arte" (que analisavam as obras no intuito de orientar leitores), do editor de livros (que decidiam o quê publicar), dos resenhadores (que apontam o teor das obras e recomendavam ou não a sua leitura), do bibliotecário (substituído pelos poderosos sistema de busca da internet - entre eles o Google) e assim por diante.

Entretanto, se pensarmos em termos de uma educação crítica, voltada para a formação da consciência crítica), a presença de mediadores - como os professores e os bibliotecários - é uma condição sine qua non para essa conquista. De fato, o mundo moderno está repleto de lixo literário e lixo virtual; por isso mesmo, necessitamos de "informantes" capacitados que nos sugiram, nos orientem, nos conduzam para aquilo que valha a pena ser lido.

Trecho do livro: Silva, Ezequiel Theodoro da. Reflexões sobre leitura via tirinhas de jornais. Campinas: Edições Leitura Crítica, 2015. ISBN 978-85-64440-23-4



Reflexões sobre leitura via tirinhas de jornais - Neste livro o autor propõe uma função didático-pedagógica para as tirinhas, tentando fazer com que suas reflexões a partir das mesmas elucidem aspectos relacionados com as teorias e práticas da leitura.

Sumário

Apresentação

1 - Leitura escrita e sociedade
 1.1 Por que o povo não lê?
 1.2 Usos sociais da leitura
 1.3 Tem besteira em livro também
 1.4 O fim da escrita 
 1.5 Bajuladores
 1.6 Escrita enquanto legitimidade
 1.7 Da importância do bibliotecário

2 - Leitura: natureza e atributos
 2.1 Ler = comer
 2.2 O prazer da leitura
 2.3 Leitura e esquiva
 2.4 As vibrações sensoriais da leitura
 2.5 Ler e viajar
 2.6 Velocidade da leitura
 2.7 Da interpretação
 2.8 A arte e os seus efeitos no leitor 
 2.9 Vale tudo em arte? E como fica a leitura?
 2.10 A leitura enquanto hábito associado
 2.11 Leitura da palavra, da imagem e inferência

3 - Repertório ou background da leitura
 3.1 O chão da leitura
 3.2 A base da leitura
 3.3 Repertório e nivelamento para baixo
 3.4 O texto e o contexto

4 - Escola, ensino e leitura
 4.1 Ler e redigir
 4.2 Resumo do resumo
 4.3 Leitura expressiva
 4.4 Rigidez didática
 4.5 Ensino a distância
 4.6 Cacófanos

5 - Novas mídias e leitura
 5.1 Presencial x Virtual
 5.2 Equipamento vale somente pela novidade e nada mais
 5.3 Descartabilidade das informações
 5.4 A escrita dos escritores 
 5.5 Virtual x real
 5.6 O poder do controle remoto




sexta-feira, 19 de junho de 2015

10 perguntas a Jimmy Wales, o fundador da Wikipédia

Wikimedia Commons/Joi Ito

 Marina Demartini, de Exame | Info

Amado pelos estudantes da era digital, Jimmy Wales, o fundador da Wikipédia, veio ao Brasil para fazer uma palestra no principal evento de tecnologia bancária do Brasil, a Ciab Febraban.

Durante a conferência, Wales falou sobre seu novo projeto, o The People’s Operator (TPO), uma operadora virtual de telefonia móvel. Segundo ele, o diferencial da empresa é que ela doa 10% do dinheiro pago pelo usuário para instituições de caridade. Além disso, 25% do lucro mensal do TPO é doado para uma boa causa.

Claro que Wales também falou sobre a Wikipédia na palestra. Um dos dados que mais chamou a atenção do público foi a informação de que 87% dos colaboradores voluntários que editam os artigos da Wikipédia são homens. “Nós consideramos isso um grande problema”, disse Wales no evento.

Ele acredita que as mulheres não participam da comunidade, pois a plataforma de edição é voltada para um público mais especializado. “As mulheres nunca foram incentivadas a trabalhar na área da tecnologia e da programação. Por isso, elas não se sentem preparadas para editar os artigos. Mas nós queremos mudar isso", criticou Wales.

Ao site Exame.com, Wales falou sobre plataformas móveis, censura, desenvolvimento da tecnologia nos países em desenvolvimento e o futuro da Wikipédia e da internet. De acordo com ele, atualmente, o Wikipédia está disponível em 287 línguas e é o quinto site mais popular do mundo.

Confira abaixo a entrevista:

A Wikipédia, criada em 2001, já é uma adolescente de 14 anos. Você sempre teve a certeza de que a Wikipédia seria um sucesso?

Bom, eu sempre falo que eu sou uma pessoa patologicamente otimista. Eu sabia que poderia ser algo muito grande, mas nunca imaginaria que a Wikipédia seria o 5º site mais popular do mundo e lido mensalmente por mais de 500 milhões pessoas em todo o planeta.

Como a Wikipédia se adaptou aos smartphones e tablets?

Foi um desafio interessante para nós, pois se tornou uma área de crescimento intenso na Wikipédia. O nosso maior problema foi que, apesar de ser ótimo ler artigos da Wikipédia no smartphone, contribuir com informações (ser um voluntário) a partir do seu smartphone é complicado. É difícil escrever frases e textos longos em um dispositivo pequeno.

Esse é um desafio ainda maior em países em desenvolvimento, pois a maioria das pessoas está começando a utilizar a internet agora e o dispositivo mais utilizado é o smartphone. Assim, a experiência dessas pessoas com os dispositivos móveis é mais focada na leitura e não na produção dessas informações. No entanto, eu acredito que esse é um fenômeno temporário, pois as pessoas não vão parar de usar computadores.

O número de leitores e voluntários aumentou desde o uso intenso dos celulares?

O número de leitores sempre está aumentando no mundo todo. No entanto, o número de voluntários está estável nos últimos anos (cresceu em alguns países e diminuiu em outros). Isso não é um problema para nós, pois nunca foi nosso objetivo ter uma quantidade enorme de voluntários. Nós queremos ter o mínimo de colaboradores para que a comunidade da Wikipédia continue saudável, feliz e bem informada.

A maioria das escolas e universidades no Brasil rejeita o uso da Wikipédia para trabalhos acadêmicos. Qual é a sua opinião sobre isso?

Eu acho que existem dois lados. Nós da Wikipedia acreditamos que, se você está na universidade, você não deveria utilizar a Wikipédia como a fonte principal do seu trabalho. É simples: você está na universidade, você pode fazer muito mais do que isso.

Eu diria a mesma coisa se você utilizasse uma enciclopédia tradicional. Pois, pesquisar algo em uma enciclopédia para escrever um trabalho acadêmico é aceitável para uma criança de 12 anos. No entanto, uma vez que você não tem mais essa idade, você não deveria usar uma enciclopédia ou a Wikipédia dessa maneira.

O que você diria aos professores que rejeitam a utilização da Wikipédia dentro da escola ou da universidade?

Eu diria para os professores que todos os estudantes estão usando a Wikipédia. Assim, o que nós deveríamos ensinar a esses alunos é como usar a Wikipédia e explicar quais são os pontos fortes, os pontos fracos, a maneira certa e a errada de utilizar o site.

Qual é o futuro da Wikipédia?

O que vai melhorar e evoluir dentro da Wikipédia pode ser invisível para o público em geral. Um dos exemplos é o crescimento da Wikipédia em línguas menos conhecidas, como o Guarani. Existem, atualmente, 2.988 artigos na língua Guarani. Assim, se você fala português e inglês, você provavelmente não vai notar essa diferença.

Outro exemplo de mudança é o visual da ferramenta de edição da Wikipedia. Nós estamos trabalhando em um projeto para modernizar essa função para que pareça mais familiar para mais pessoas. Nós queremos diversificar a comunidade que edita e colabora com os artigos dentro da Wikipédia. Essa é nossa prioridade número um.

Existe algum país que censura a Wikipédia? Como vocês lidam com isso?

Vários países em todo mundo censuram a Wikipédia em grande ou baixa escala. Normalmente, eles bloqueiam determinadas páginas em sua rede de internet e isso faz com que ninguém possa ler os artigos que estão nessas páginas.

Como nós lidamos com isso? Nós nunca cooperamos com a censura. Nós nunca fizemos isso e nunca iremos fazer. Segundo, nós pressionamos os governos que querem nos censurar para que eles não bloqueiem a Wikipedia. Nós tentamos conscientizar esses políticos sobre as questões relacionadas à censura ao redor do mundo. Nós fazemos o que podemos, pois o acesso à informação é um direito fundamental de qualquer ser humano e nós não podemos ficar de braços cruzados.

Qual é a sua opinião sobre a evolução da tecnologia da informação em países em desenvolvimento, como o Brasil?

Nós estamos vivendo a diminuição dos preços de certas tecnologias, como os smartphones. Além disso, pessoas em todo o mundo estão experimentando uma banda larga cada vez mais rápida e de boa qualidade. Assim, os preços baixos e a boa qualidade da internet terão um grande impacto na distribuição de informações. Logo, todos os habitantes da Terra terão acesso à internet pelo smartphone, pois eles estão ficando cada vez mais baratos. Grandes exemplos disso podem ser vistos na África.

Qual é a sua opinião sobre o Facebook Lite e outros apps que diminuíram o peso dos gráficos e dados de suas plataformas em dispositivos móveis para os países que não possuem uma internet rápida?

Muitos sites já fazem isso. Na Wikipédia, nós já diminuímos o download de dados pesados para plataformas móveis. O grande problema dos países em desenvolvimento é que os smartphones ficaram baratos, mas a banda larga ainda é muito lenta.

Nós queremos dar as informações básicas para essas pessoas que podem comprar smartphones e não possuem uma internet de qualidade. Para isso acontecer, nós fornecemos artigos e informações sem imagens, com imagens de baixa qualidade ou imagens que aparecem apenas se você clica em determinado lugar.

Além disso, nós criamos o Wikipedia Zero, um projeto que tem o objetivo de fornecer acesso à Wikipédia gratuitamente em telefones celulares, especialmente em mercados emergentes. Nós queremos reduzir as barreiras do acesso ao conhecimento livre e eliminar o custo do acesso a essa informação. Alguns países como a Índia, o Sri Lanka e a Jordânia já utilizam o Wikipedia Zero.

Qual será o papel da tecnologia no desenvolvimento cultural, político e social do mundo?

Nós vivemos em um mundo em que a informação não tem barreiras, ou pelo menos não deveria ter. Eu acredito que a tecnologia é uma ferramenta muito poderosa para nós termos, algum dia, a paz mundial. Se você conhece e é amigo de pessoas que são de outros países, vai ser bem difícil para os líderes mundiais e os políticos lhe convencerem que nós devemos desumanizar ou matar essas pessoas. Assim, a possibilidade de conhecer indivíduos de todo o mundo é algo extremamente poderoso e eu estou otimista de que a tecnologia vai ajudar a trazer paz para o mundo.

Fontes Primárias sobre direitos autorais, 1450-1900


As fontes primárias sobre direitos autorais (Primary Sources on Copyright) (1450-1900) é um arquivo digital de fontes primárias sobre direitos de autor desde a invenção da imprensa (cerca de 1450), da Convenção de Berna (1886). O material vem de Itália, França, os países de língua alemã, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Espanha e Países Baixos.

Os documentos estão disponíveis em versão digitalizada, em alta definição. Cada página pode ser baixada separadamente em formato JPEG, ou todo o documento em formato PDF.

Os documentos podem ser navegados de diferentes maneiras: por data, local, palavra-chave, editor, autor, lugares, instituições, legislação, jurisprudência, língua original (Inglês, italiano, alemão, francês, espanhol, latim), ou do país a que se refere.