terça-feira, 16 de setembro de 2014

Digital ou analógico

Estudos avaliam diferenças na compreensão de texto de quem lê livros eletrônicos e de papel; tecnologia parece beneficiar pessoas com dislexia

Leia a matéria completa na Folha de S. Paulo

Bibliotecas digitais e impressas vão coexistir por muito tempo, diz especialista

Participantes de encontro internacional discutem a convivência dos livros impressos com os chamados e-books Renato Araújo/Agência Brasil

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil 
Edição: Davi Oliveira

As bibliotecas impressas e digitais vão coexistir,  “pelo menos”, durante os próximos 20 anos, disse à Agência Brasil a diretora do Sistema de Bibliotecas da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marieta de Moraes Ferreira. Ela participou da conferência internacional Os Desafios das Bibliotecas Digitais: Conhecimento, Tecnologia e o Crescimento da Informação Virtual nas Universidades, promovido pela instituição, em sua sede em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. O evento reuniu profissionais brasileiros e de instituições internacionais de ensino.

“O mundo dos livros está mudando muito e sempre surge aquela ideia de se criar uma biblioteca digital e diminuir o número de livros físicos”, comentou Marieta. Essa proposição, entretanto, cria uma série de debates, incertezas e desafios para o futuro. Segundo ela, isso ocorre porque uma coisa são os periódicos digitais, que são bem aceitos de modo geral e para os quais que se verifica um aumento cada vez maior de consultas por parte de pesquisadores, professores e alunos.  A questão muda, entretanto, quando se trata dos livros impressos.

Alguns palestrantes indagaram se é possível haver uma biblioteca só digital ou essencialmente digital. “A conclusão final é a inviabilidade disso neste momento, porque os leitores ainda não estão sintonizados com isso, mesmo os jovens. A preferência pelo livro físico ainda é dominante”, explicou.

A diretora da FGV disse, ainda, que é preciso distinguir  entre livros de ficção, como um romance, por exemplo, e um livro acadêmico, que é um livro de estudo que demanda mais concentração da parte do leitor. “Acho que os livros de ficção, que levam para uma atividade mais de lazer, têm mais facilidade de serem incorporados aos hábitos das pessoas na forma de livros digitais, os chamados e-books, do que os livros acadêmicos”.

Outro problema se refere à compra de livros digitais, especialmente para as bibliotecas universitárias, indicou Marieta Ferreira, porque o modelo de negócio é diferente do adotado tradicionalmente. “Quando você compra livros digitais para as bibliotecas, não compra das editoras. Compra das agregadoras, que são como distribuidoras de livros digitais”. O que ocorre, mencionou, é que essas empresas vendem pacotes fechados de livros ou de base de dados.  “Às vezes, você compra 100 títulos e lhe interessam 20. Muitas vezes, não há opção de escolha”.

Além disso, a disponibilidade de grande parte dos livros vendidos pelas agregadoras não é perpétua, ou seja, a compra é feita por um prazo determinado, ao fim do qual os livros digitais deixam de ser acessáveis. “Se, no ano que vem, a biblioteca não tiver dinheiro, acabou o livro”. Devido a essas questões, a tendência, sinalizada pelos especialistas de vários países presentes à conferência, é que as bibliotecas digitais e impressas ainda coexistirão durante bastante tempo.

O Sistema de Bibliotecas da FGV reúne as bibliotecas da instituição no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Em todo o Brasil, a FGV tem mais de 140 mil alunos. O sistema inclui 10.733 e-books comprados ou adquiridos por assinatura; 3.756 livros impressos que estão em domínio público e podem ser digitalizados; 280 mil e-books  disponibilizados a partir do Portal Capes; e 149.471 livros impressos, dos quais 85.121 pertencem ao acervo da FGV Rio.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Análise do uso das redes sociais em bibliotecas universitárias brasileiras

Rev. digit. bibliotecon. cienc. inf. v. 12, n. 3 (2014) 

Adriana Ribeiro, Ramon Silva Leite, Humberto Elias Garcia Lopes

As redes sociais são hoje ferramentas que permitem às instituições maior interatividade e comunicação na relação empresa/cliente. Nesse sentido, as bibliotecas estão buscando se modernizar e cada vez mais utilizar a tecnologia a seu favor. Este estudo procurou analisar o uso das redes sociais por bibliotecas universitárias públicas brasileiras na prestação de serviços a seus clientes. Para isso, uma pesquisa do tipo survey foi realizada, de caráter exploratório-descritivo, usando-se um questionário on-line. A unidade de observação foram os gestores das bibliotecas, com a proposta de se descobrir como as redes sociais estão sendo exploradas para a prestação de serviços. Dentre um universo de pesquisa de cinquenta e nove bibliotecas, obteve-se uma amostra de trinta e uma. Os dados, coletados e tratados pelo software Encuestafacil, demonstraram que as bibliotecas estão seguindo a tendência de automatização e virtualização de produtos e serviços. A maioria das bibliotecas está utilizando ao menos um dos recursos da Web 2.0, avaliando como positivo o uso dos mesmos e apontando a agilidade, a interatividade e a comunicação como melhorias obtidas com o uso das redes sociais. Com base nos resultados foi proposta uma classificação das bibliotecas tendo como referência o uso das novas tecnologias, obtendo-se quatro grupos. Constatou-se que o maior grupo oferece os serviços na web em um período que varia entre um e três anos, possui um maior leque de oferta de serviços, mas que ainda não fazem a atualização diária de seus perfis nas redes sociais. Por fim, sugestões para novos estudos foram feitas.

Clique aqui para o texto completo [pdf / 23p. ]
Imagem: Internet

Bibliotecas podem digitalizar livros sem permissão

A cópia de obras para drives USB também é permitida, mas só se o detentor dos direitos for pago, considera o Tribunal de Justiça da União Europeia.

Computerworld | Portugal

As bibliotecas europeias podem digitalizar livros e disponibilizá-los em pontos de leitura eletrônica sem terem de obter o consentimento do detentor de direitos de autor, esclareceu o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), esta quinta-feira. A deliberação refere-se a um processo de consulta por parte do tribunal alemão, sobre o caso que envolveu a Universidade Técnica de Darmstadt.

A instituição acadêmica digitalizou um livro publicado pela editora alemã Eugen Ulmer, para torná-lo disponível nos seus postos de leitura eletrônica, mas recusou-se a pagar a licença de livro eletrônico. A empresa procurou impedir a universidade de digitalizar o livro e quis impedir também os utilizadores da biblioteca de imprimir ou copiar o livro para uma drive USB, de modo a usá-lo fora da biblioteca, explicou o TJUE, num comunicado.

De acordo com a diretiva de direitos de autor da UE, os autores têm o direito exclusivo de autorizar ou proibir a reprodução e comunicação das suas obras, lembrou o tribunal. A diretiva prevê igualmente excepções ou limitações a esse direito, ressalva.

“Esta opção existe para bibliotecas de acesso público, as quais, para fins de investigação ou estudos privados, disponibilizam obras das suas coleções em terminais dedicados”, acrescentou. A diretiva não impede os Estados membros da UE a concederem às bibliotecas o direito de digitalizarem os livros das suas coleções, se isso for necessário para colocar à disposição dos indivíduos, com fins de investigações ou de estudos privados, através de terminais dedicados, esclareceu o TJUE.

As cópias feitas pelos indivíduos não são abrangidas pela excepção que suporta a reprodução pelas bibliotecas.

“O direito de as biblioteca comunicarem, através de terminais dedicados, as obras que têm nas suas coleções correria o risco de perder sentido, e mesmo tornar-se ineficaz se não tiverem o direito auxiliar de digitalizar as obras em questão”, recorda o tribunal. E mesmo que o detentor dos direitos de autor ofereça a possibilidade de usar as obras segundo certos termos de licenciamento, a biblioteca pode usar a excepção para publicar trabalhos em terminais eletrônicos.

“Caso contrário, a biblioteca não conseguirá realizar a sua missão principal, ou promover o interesse público na promoção da investigação e estudo privado”, sustenta. No entanto, as bibliotecas não podem permitir que os visitantes utilizem os terminais para imprimir as obras ou armazená-las em drives USB, ressalva o TJUE. Ao fazer isso, defende o tribunal, o visitante está a reproduzir o trabalho fazendo uma nova cópia.

E esta cópia não é abrangida pela exceção, uma vez que as cópias são especialmente feitas por indivíduos e não pela própria biblioteca, especifica. Mesmo assim a biblioteca poderá permitir que os utilizadores imprimam ou armazenem as obras num drive USB, se for paga uma compensação justa ao titular dos direitos, de acordo com o TJUE.

A decisão do TJUE seguiu o parecer do advogado-geral Niilo Jääskinen.

domingo, 14 de setembro de 2014

Ao infinito e além

Fervoroso  difusor da ideia de liberdade de informação para todos, o co-fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, se diz extremamente orgulhoso com o impacto da enciclopédia virtual na educação mundial e tem como objetivo atual encorajar a mídia a ser mais séria e expandir as páginas em países em desenvolvimento

Pedro Caiado | Revista da Cultura


Fundada em 2001, a Wikipedia introduziu uma ideia ambiciosa: compilar a soma de todo o conhecimento humano em uma enciclopédia online. Graças a colaborações de voluntários, os Wikipedians, a ideia pegou, principalmente após a tragédia das Torres Gêmeas, de 11 de setembro, quando centenas de páginas foram criadas. Passados 13 anos, o site tornou-se referência mundial para qualquer pesquisa. A própria enciclopédia Britannica decretou seu fim em 2012 após 244 anos como referência. Hoje, é praticamente impossível não esbarrar nas páginas da enciclopédia virtual durante uma rápida consulta ao Google. Mas, com tanta informação disponível online, qual seria o impacto da Wikipedia na educação do planeta?

“A cultura da Wikipedia é apresentar material de qualidade. Isso é parte de quem somos e é o que nos faz ser tão orgulhosos”, disse Jimmy Wales, americano de 48 anos cofundador do site, durante entrevista em Londres. Nativo do Alabama, ele é um fervoroso difusor da ideia de liberdade de informação há mais de uma década. Ex-entusiasta do mercado financeiro, Wales investiu em diversos projetos na era da bolha.com (incluindo um site de pesquisas). Um de seus investimentos, a Wikipedia, logo criou vida própria. Administrada pela Fundação Wikimedia, que tem escritórios em 33 países – como Índia e China (mas ainda não no Brasil) – a enciclopédia tem como objetivo atual focar no próximo bilhão de leitores. Como? “Queremos expandir para páginas de línguas nos países em desenvolvimento”, revela Wales sobre o site que tem páginas até em Latim.

Apesar de fundador, Jimmy não é o típico multimilionário do mundo da tecnologia e passa longe de perfis como os de seus colegas Mark Zuckerberg e Larry Page (Facebook e Google respectivamente). Oficialmente, Wales tem uma fortuna estimada em apenas U$ 1 milhão (Zuckerberg e Page têm fortunas estimadas em torno de U$30 bilhões). Entretanto, Wales se orgulha de deixar o dinheiro de lado. “Sou um geek da computação; viajo e faço coisas interessantes. Não sei o que eu faria se tivesse muito mais dinheiro”, confessa modestamente.

Apesar de ter criado o sexto website mais visitado do planeta, ele não recebe salário da fundação que ajudou a criar. A organização sem fins lucrativos Wikimedia vive de doações – U$50 milhões por ano –, que ajudam a manter os servidores das páginas da enciclopédia e um grupo de administradores e pesquisadores. Não há ações nem acionistas. Se a Wikipedia não fosse uma fundação de caridade, certamente teria um valor de mercado que ultrapassaria bilhões de dólares. “Se o site sofrer problemas de arrecadação, eu consideraria incluir alguma publicidade certamente, mas atualmente não precisamos”, explica ele.


Um errinho aqui, outro ali

Um problema constante enfrentado pela enciclopédia virtual é o vandalismo sofrido por certas páginas e a inserção de dados incorretos. “Normalmente, páginas vandalizadas são trancadas e só podem ser editadas por usuários registrados. Mas não gostamos de trancar páginas de assuntos importantes, como a do conflito da Síria, pois achamos que a Wikipedia é um espaço para diálogo inteligente com base em fontes confiáveis.” Wales é também um editor ativo, ajudando na correção de páginas com informações inexatas.

Perguntado sobre o que pensa da atual realidade em que a internet e a Wikipedia podem contribuir como um desserviço para a educação, Wales é enfático: “Não há dúvida de que há muitas informações erradas na internet. Os jovens são incrivelmente apaixonados pela Wikipedia; vejo isso quando faço palestras em escolas. O que me preocupa atualmente é a mudança de comportamento em relação ao consumo de notícias em que leitores se mostram mais interessados em consumir curiosidades bobas”, rebateu. “Tenho preocupação sobre a qualidade do que está disponível online”, disse ele, defendendo que a exatidão das informações na enciclopédia online pode ser comparada com a da enciclopédia de papel.

Recentemente, alguns casos trouxeram a Wikipedia à frente do noticiário, como o da edição de páginas de jornalistas, feitas de computadores de dentro do Planalto e a controversa selfie de um macaco. O fotógrafo do famoso selfie entrou em disputa com a Wikipedia por direitos autorais – ele afirma que a Wikipedia se recusou a remover a imagem do macaco, levando-o a perdas de direitos autorais. A Wikipedia afirma que a imagem é de domínio público, pois foi fotografada pelo macaco. Wales rebate: “As notícias informando que a Wikipedia afirma que detém os direitos da foto são falsas. Nós não falamos. Os jornais inventaram a notícia. Espero não estar fazendo parte disso. Nós queremos informação de qualidade. Vamos encorajar a mídia a ser mais séria”.

E, para os jornalistas, ele manda um recado: “Está na hora de eles perceberem a importância das notícias que produzem. Muitas delas serão usadas como fontes na Wikipedia. É hora de parar de produzir conteúdo sem sentido, somente para entretenimento passageiro, e olhar de uma maneira séria, pois esse conteúdo será referência para milhões de pessoas por um longo período”. Entretanto, pode-se apontar que a Wikipedia contribuiu também para um ciclo, em que jornalistas se baseiam em seu conteúdo para publicar artigos e frequentemente propagam erros do site  também na mídia tradicional. “Deveríamos ficar preocupados com isso, mas temos que alertar as pessoas para serem mais críticas quanto às fontes.”

As causas de Wales

A batalha atual do fundador da enciclopédia virtual é a expansão em países em desenvolvimento. “O número de pessoas conectadas atualmente nestes locais é incrível. Mas ainda há muito problema para acessar páginas online em seus idiomas, pois há poucas informações em algumas delas e esse é o desafio da comunidade. Esse é o desafio mais excitante para mim no momento.”

A recente lei europeia que dá direto ao cidadão de pedir ao Google para apagar informações que julgam errôneas na internet é também uma luta pessoal de Wales. “Essa lei é insana! Nós temos uma situação típica em que políticos incompetentes escreveram uma legislação incoerente sem consideração aos direitos humanos e à parte técnica.” Os pedidos de remoção de dados sob a lei que entrou em vigor em maio deste ano são, na maioria, de pessoas comuns. Desde então, o Google anunciou a criação de um comitê para avaliar a genuinidade destes pedidos, do qual Wales fará parte. “Nós não vamos decidir sobre pedidos de indivíduos, mas vamos emitir recomendações”, disse ele, sem especificar quais.

Hoje, a Wikipedia conta com aproximadamente 35 mil colaboradores voluntários e um número crescente de colaboradores digitais, os bots – programas criados para procurar e sugar conteúdo de outras fontes. Um deles, criado na Suécia por um professor, é responsável por 2,7 milhões de artigos, e muitos deles catalogam espécies de plantas. Atualmente, o site tem 4,5 milhões de páginas em inglês, 835 mil em português e 285 mil em outras línguas. Algumas, como no checheno, tem apenas 50 mil páginas. A língua nigeriana Igbo tem apenas mil, e páginas escritas em latim estão em torno de 100 mil.

9 entre 10 colaboradores são homens

A Wikipedia tem sofrido uma debandada nos últimos anos: o número de voluntários sofreu uma queda de um terço desde 2007, resultando na falta de atualização e criação de páginas. Outro problema é a maioria masculina de voluntários – atualmente em torno de 90%. Páginas como estrelas da pornografia ou do personagem Pokémon são extensas, ao contrário de páginas sobre escritoras famosas ou lugares da África subsaariana, que são ainda restritas. A jornalista de 34 anos Oona Castro é uma das editoras e defensoras da Wikipedia no Brasil. Ela sustenta que a enciclopédia precisa de mais mulheres editoras para aumentar a presença feminina, tanto originária do Brasil quanto do restante do mundo. “É difícil explicar por que há poucas mulheres contribuindo para a Wikipedia. Verbetes sobre mulheres são eliminados por falta de referência externa”, explica. “Mas, ainda assim, acho que o site consegue produzir uma variedade de conhecimento muito maior do que a da mídia tradicional”, afirma.

A Wikipedia em números

454 milhões de leitores no mundo
20,6 milhões de verbetes
13,6 bilhões de páginas vistas por mês
8.371 novos verbetes por dia
100 mil editores voluntários
282 idiomas
573.568 doadores

sábado, 13 de setembro de 2014

Google lança nova experiência virtual que nos leva para dentro das obras de Alvar Aalto


A Alvar Aalto Foundation iniciou um projeto colaborativo com a Google para tornar os edifícios de Aalto ainda mais acessíveis ao público. Usando a ferramenta de visualização do Google Street View, o projeto mostra o interior de alguns dos mais icônicos projetos do arquiteto. Saiba mais sobre essa iniciativa e faça o passeio virtual, a seguir.

Nove projetos de Aalto farão parte da plataforma, incluindo o Finlandia Hall, o Studio Aalto e ainda algumas obras menos conhecidas como a Escola Primária Tehtaanmäki. "Compartilhar informações sobre Aalto e atender às necessidades de vários públicos é fundamental para nosso trabalho", comentou o Diretor da Alvar Aalto Foundation, Tommi Lindh. "Essa colaboração é um grande passo da Alvar Aalto Foundation em direção a uma melhor acessibilidade e visibilidade. Queremos ser acessíveis a todos aqueles que não têm a chance de visitar pessoalmente os projetos."

A colaboração também contará com duas exposições online através do Cultural Institute da Google. Uma delas será baseada na popular exposição produzida por Aalto intitulada "A Stool Makes History", enquanto a outra explora a recém restaurada Biblioteca Alvar Aalto, em Vyborg.

Explore esses interessantes recursos online e conheça mais sobre o trabalho de Aalto nos links a seguir:

Arquitetura de Alvar Aalto, coleção de imagens
A Stool Makes History, exposição online
O Restauro da Biblioteca Alvar Aalto em Vyborg, exposição online


via arch daily

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Biblioteca da Google vai levar Chromebooks a 12 universidades americanas


Por Ricardo Costa | Tecmundo

A Google anunciou ontem no seu blog oficial para educação que vai disponibilizar, gratuitamente, Chromebooks em várias universidades dos Estados Unidos. A Chromebook Lending Library, em vez de oferecer livros, permite que estudantes dos campus selecionados peguem emprestados os aparelhos e fiquem com eles durante uma semana.

A empreitada, que tem objetivos claramente publicitários, visa apresentar o sistema operacional Google OS e mostrar as vantagens dos aplicativos da Google. A página do projeto também destaca a bateria de longa duração dos aparelhos (até 8,5 horas) e a facilidade de uso.

Você encontra todos os detalhes do projeto e os nomes das universidades na página oficial da Chromebook Lending Library.

Webinar Elsevier: Bibliotecas de Hoje e do Futuro


Bibliotecas de Hoje e do Futuro: como entender e vivenciar a atual revolução Informacional

Conteúdo

A internet foi a revolução que provocou mudanças radicais no sistema informacional vertical vigente há séculos, especialmente após a globalização do uso cotidiano da web por pessoas comuns. A web abriu o mundo para as pessoas. A informação não é mais distribuída somente de forma verticalizada, controlada. Estamos vivenciando a horizontalização da informação a partir das mídias sociais, de movimentos como acesso aberto à informação científica, entre outros. 

O sistema informacional horizontal está se tornando híbrido com o vertical. Nesse contexto, a Profa. MSc. Suely de Brito Clemente Soares aborda as seguintes questões:

Quais são as principais características desta revolução informacional?
Como ela afeta as bibliotecas de hoje? Seus serviços e produtos?
Até que ponto estamos preparados para a biblioteca do futuro?
Quais são as tendências da biblioteca do futuro?

Palestrante
Profa. MSc. Suely de Brito Clemente Soares é sócia proprietária da Content Mind Capacitação Profissional; é Mestre em Educação, Ciência e Tecnologia pela Faculdade de Educação da UNICAMP; tem Especialização em Administração de Bibliotecas Universitárias pela UnB; é graduada em Biblioteconomia pela PUCCAMP; Profa. das disciplinas Bibliotecas Digitais e Cultura Digital no MBA Gestão de Unidades de Informação da UNICEP, São Carlos, SP; é docente em cursos presenciais e à distância nos temas de sua especialidade; é bibliotecária aposentada da UNESP, campus de Rio Claro, SP. 


Quando

Dia 16 de setembro de 2014 (terça-feira), às 15h30. Duração de 1 hora.

Onde

O webinar gratuito é realizado ao vivo por meio de conferência via internet.

Inscrição


As inscrições são gratuitas, já estão abertas e podem ser feitas via web.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Biblioteca Nacional da Colômbia conta com acervo online gratuito

Biblioteca reúne variadas coleções

Catraca Livre

A Biblioteca Nacional da Colômbia disponibiliza gratuitamente um acervo online. O objetivo é reunir coleções digitais de diferentes instituições culturais e facilitar o acesso.

Materias estão divididos em categorias como Documentación Musical, Colleciones Tematicas, entre outras.

Acesse o acervo no site da biblioteca.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sliderule, a ferramenta de busca para cursos online


por Ana Freitas | O Galileu

Você está cansado de saber que a internet oferece milhares, talvez milhões de cursos online certificados de grandes universidades do mundo, e nos campos mais diversos. Mas quando se trata de encontrar aquele curso específico que a gente tá procurando, especialmente se você quer estudar algo incomum, o bicho pega: é preciso analisar lista por lista de cada site de educação a distância e de grandes universidades - e o que é pior, em muitos casos a interface dos sites não ajuda muito.

O Sliderule chegou pra ajudar a acabar com esse problema. A ferramenta é um Google para cursos online, que busca entre quase 18 mil cursos o tema que você quer estudar. E dá pra filtrar por dificuldade do curso, data de início e palavras chave em várias línguas. O site mostra cursos pagos e gratuitos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Livro vai se adaptar à revolução das plataformas digitais, diz especialista

A pesquisa sobre o perfil dos leitores brasileiros, realizada entre junho e julho de 2011, foi apresentada neste ano na Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Diário de Pernambuco

Segundo o estudo, o brasileiro lê, em média, quatro livros por ano. Crédito: Lopes/Reprodução

O fim do livro impresso representa, para os apaixonados pelo cheiro e textura do papel, o apocalipse, sem exageros — mais aterrorizante que qualquer saga de zumbis ou vampiros. Mas os especialistas em mercado literário tranquilizam o público do livro impresso. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil — realizada pelo Ibope em parceria com o Instituto Pró-Livro — apesar da crescente ascensão dos tablets, os chamados e-books ainda não são muito populares entre os leitores brasileiros, uma vez que 82% afirmam nunca ter lido um.

O professor da Unesp, João Ceccantini, especializado em literatura e mercado, acredita se tratar de uma "falsa guerra". Ceccantini admite ter lido estimativas bem apocalípticas que apontam para a extinção do livro impresso. Mas, para ele, a tendência é que cada tipo de leitura se adapte à plataforma mais adequada e que tanto o eletrônico quanto o papel terão espaço no mercado. 

"O escritor está muito ligado às práticas contemporâneas e a trama conta muito na hora de escolher o tipo de suporte de leitura. Se o livro impresso vai acabar, o tempo vai dizer. Porém, o que eu vejo é uma falsa guerra, porque, se alguns gêneros precisam de recursos eletrônicos para que as pessoas tenham acesso, há os gêneros que se encaixam melhor no impresso. Por exemplo, muitas pessoas preferem ler poesia no papel."

A pesquisa sobre o perfil dos leitores brasileiros — realizada entre junho e julho de 2011 — foi apresentada neste ano na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. De acordo com o estudo, o brasileiro lê, em média, quatro livros por ano, entre literatura, contos, romances, livros religiosos e didáticos. A presidente da Câmara do Livro, Karine Pensa, avalia que os resultados podem ser considerados bons. 

"Muitos fatores têm contribuído para conscientizar a população sobre a importância do hábito da leitura, como a queda constante nos preços, o aumento do poder aquisitivo, principalmente da chamada nova classe média — que reflete na melhora do percentual de aquisições de obras registrado pela pesquisa, de 45% em 2007 para 48% em 2011 —, e o crescimento das novas tecnologias, como os e-books, que apresentam mais familiaridade com os jovens", afirma ela.

O livro depois do livro depois do e-livro


O Red Bull Station recebe na próxima quinta-feira (11.09), Giselle Beiguelman, midiartista, professora da FAU-USP e coordenadora do curso de Design da mesma instituição, para uma palestra sobre publicação digital e impressa.

Em 2003, Beiguelman publicou o premiado “O livro depois do livro”, um ensaio sobre literatura, leitura e internet, resultado de uma obra de net art (1999) e agora, quinze anos depois, a autora propõe uma nova reflexão acerca do tema.

“O livro depois do livro” está disponível online aqui.

O evento é aberto ao público e está sujeito a lotação do auditório.

Red Bull Station
Praça da Bandeira, 137, Centro, SP

"Computador não faz com que se leia menos", diz Ruth Rocha

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Mas hoje tem o computador e outras tecnologias.
O problema não é o computador ou a TV, é o uso excessivo deles. Tem criança que fica o dia inteiro com as telinhas ligadas. Não pode. É preciso ter hora para brincar, estudar, sair, comer e, claro, também para o computador e a TV. Tem que ter disciplina.

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Usar o computador faz com que as crianças leiam menos?
Não acho. Nunca se vendeu ou produziu tantos livro. Na minha época, não tínhamos opções, meus colegas não conversavam sobre literatura e as escolas não tinham bibliotecas. Conhecíamos só as histórias do Monteiro Lobato. Hoje há mais opções.

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Planeja fazer lançamentos em livro digital?
O livro digital não pegou no Brasil. Eles geralmente não aproveitam a tecnologia que têm à disposição. Eu vendo muito livro, mas minhas obras disponibilizadas em e-book não vendem nada. Talvez um dia o livro físico acabe, mas esse movimento ainda não começou.

Leia a entrevista completa na Folhinha

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Internet: profusão de verdades e mentiras


Na vertigem do dia é um programa de crônicas com o poeta e escritor Ferreira Gullar na Cultura FM. No programa de hoje o escritor traz uma reflexão sobre desinformação e conhecimento verdadeiro em tempos de internet.

Clique aqui para ouvir

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Livrolivro, a inovação high-tech da Ikea

Experimente o poder de um livrolivro

"Não é um livro digital, ou um e-book. É um livrolivro", este é o mote de divertida campanha de divulgação do novo catálogo impresso da Ikea, empresa sueca especializada na venda de móveis de baixo custo.

O catálogo IKEA 2015 é publicado em 32 idiomas, distribuído em 46 países diferentes, totalizando 217 milhões de cópias impressas.

A campanha, que não deixa a desejar em nada para peças publicitárias de empresas como a Amazon, apresenta questões "inovadoras" do produto, tais como: 



"Pré-instalado com milhares de ideias de decoração para sua casa. 328 páginas em alta-definição. Menos de 400 gramas. Experimente a clareza inacreditável do papel impresso com jato de tinta enquanto você navega página após página de ideias inspiradoras de decoração para sua casa."

"Bateria eterna, sempre em estado de espera, o dia todo, para sempre, até o fim dos tempos. Surpreendente"

"Páginas carregam instantaneamente. Sem demora. São carregadas na velocidade da luz. Literalmente."

"Experimente o poder de um livro. Para aqueles que acham este salto tecnológico muito assustador, há disponível uma versão online."



Assistam:




Liberdade para mentir

A confiabilidade das informações continua a ser o maior problema da Wikipédia, embora em países como a Grã-Bretanha mais pessoas confiem na enciclopédia on-line (64%) do que nos jornalistas da BBC (61%) e de outros veículos.

Seu método de produção favorece erros, tanto bem quanto mal intencionados, como mostra o exemplo dos verbetes sobre os jornalistas da Globo. Embora seus acertos sejam inúmeros, seus erros são cometidos em escala muito mais ampla do que nas enciclopédias tradicionais, como a Britannica, que é escrita por profissionais remunerados, entre eles experts, acadêmicos e até laureados com o prêmio Nobel.

A fé na “sabedoria das multidões” é outro valor supremo da Wikipédia. Mas a “sabedoria das multidões” pode resultar no desprezo pela voz do indivíduo, inclusive do especialista. E o anonimato pode liberar o lado mais obscuro da natureza humana, como lembra o intelectual Jaron Lanier, que cunhou a expressão “maoísmo digital”.

Leia a matéria completa na Folha de S. Paulo

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Internet Archive traz milhões de imagens históricas ao Flickr


O Internet Archive já disponibilizou mais de 2 milhões de imagens do domínio público na sua conta do Flickr

Jornal I - Portugal

A iniciativa partiu de Kalev Leetaru, um acadêmico norte-americano que começou a trabalhar em milhões de imagens (o Ars Technica estima serem 14 milhões) pertencentes a livros digitais do domínio público. Ao todo já foram disponibilizadas mais de 2,6 milhões de imagens no Flickr .

O Internet Archive digitalizou todos os seus e-books através de OCR (Optical Character Recognition), uma tecnologia que permite tornar o texto dos livros pesquisável. A partir desta base Leetaru desenvolveu um software capaz de tirar partido desta tecnologia, utilizada na digitalização de livros escritos entre 1500 e 1922. Segundo a BBC, contudo, o programa OCR descartou secções de texto que reconheceu como imagens.

O software de Leetaru, por sua vez, teve de voltar atrás no processo e descobrir quais foram as porções de texto descartadas, de forma a convertê-las automaticamente em imagens Jpeg. O passo seguinte envolveu disponibilizar as imagens no Flickr. “O software também copiou as captações para cada imagem, bem como o texto dos parágrafos que no livro antecedem e sucedem a imagem”, afirmou a BBC.

Para Leetaru, contudo, o ideal seria ver bibliotecas de todo o mundo adotar práticas semelhantes. “Na verdade essa é a minha esperança”, afirmou. “Que as bibliotecas de todo o mundo apliquem este mesmo processo aos seus livros digitais, para poderem expandir constantemente este universo de imagens”.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Enciclopédia da conservação

Página na internet aberta à colaboração dos internautas traz informações sobre todas as áreas de preservação ambiental brasileiras.

Lucas Lucariny | Ciência Hoje On-line

Com 33.800 hectares de cerrado, o Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais, abriga cânion, cachoeiras e piscinas naturais. O Wikiparques traz um guia completo para a visitação da área. (foto: Frederico Pereira/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)

O Brasil conta com 69 parques nacionais e centenas de outras unidades de conservação ambiental para proteger sua rica biodiversidade. Os interessados em conhecer um pouco mais esses ‘santuários’ localizados de norte a sul do país têm à sua disposição a página virtual Wikiparques, uma espécie de enciclopédia digital colaborativa com informações gratuitas sobre essas áreas. Criada pela associação O Eco, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a plataforma busca estimular o interesse da população brasileira pela preservação do meio ambiente.

Mapas e explicações de como chegar, possibilidade de visitação, preço dos ingressos, atrações que podem ser encontradas nas unidades de conservação e o tipo de biodiversidade nelas preservada são alguns dos dados disponíveis, que possibilitam aos internautas se informar e, quem sabe, ser despertados a visitar tais locais. Informações técnicas, como a extensão, o tipo de bioma, a fauna, a flora, o clima e o relevo das áreas de preservação, entre outras, também podem ser conferidas na enciclopédia.

A enciclopédia também reúne informações sobre unidades de conservação menos conhecidas, como o Parque Nacional da Chapada das Mesas, no Maranhão. (foto: Otávio Nogueira/ Flickr – CC BY 2.0)

A página lista ainda os problemas e ameaças enfrentados pelas unidades de conservação. Ameaças essas que podem ser de ordem natural, como ocorre no Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais, que em 2012 registrou o pior incêndio dos últimos 20 anos, causado por queimadas nos períodos de seca; ou provocadas pela ação do homem, como no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que sofre com a caça ilegal e ocupações irregulares.

Todos os verbetes da enciclopédia podem ser alterados pelos internautas – assim como ocorre na Wikipédia, em que usuários têm o poder de adicionar novas informações e fotos. O site Wikiparques conta ainda com fóruns de discussão, onde é possível debater sobre áreas naturais de todo o Brasil. Na página, já existem 139 verbetes criados por visitantes. Para contribuir, basta fazer um cadastro rápido no próprio site.

Juntas, as áreas de preservação ambiental no Brasil – federais, estaduais, municipais ou privadas – cobrem 1,5 milhão de km², o que corresponde a cerca de 17% de todo o território do país. Hoje, apenas 18 dos 69 parques nacionais brasileiros estão abertos para visitação.

Mas isso pode estar prestes a mudar. Em razão da realização da Copa do Mundo deste ano e das Olimpíadas de 2016 no Brasil, os ministérios do Meio Ambiente e do Turismo anunciaram a liberação de R$ 10,4 milhões para obras de acesso e sinalização em 16 parques nacionais até 2014. A meta é abrir todas as unidades de conservação brasileiras para o público até 2020.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Pesquisa Juventude Conectada #RIAFestival


Idealizada e coordenada pela Fundação Telefônica Vivo e realizada em parceria com o IBOPE Inteligência, Instituto Paulo Montenegro e Escola do Futuro – USP, a pesquisa Juventude Conectada tem como objetivo entender o comportamento do jovem brasileiro na era digital.

Iniciada em maio de 2013, a pesquisa apresenta dados inéditos que estimulam reflexões sobre as influências, oportunidades e transformações trazidas pela tecnologia na vida dos jovens brasileiros, de acordo com 4 eixos: Comportamento, Empreendedorismo, Educação e Ativismo.

Foram utilizadas metodologias diversas, que incluíram entrevistas com 1440 jovens em todas as regiões do Brasil, 6 grupos de discussão, entrevistas em profundidade com 8 especialistas e monitoramento de navegação na internet de 10 jovens, através de um 

O celular democratiza o acesso à internet?

O que os jovens pensam sobre o ativismo digital?

Como a tecnologia transforma a relação entre professores e alunos?

É possível ganhar dinheiro com a internet?






Leitura sem livraria?

O Estado de S. Paulo

Leitores gostam de livrarias. Leitores se alegram quando descobrem uma nova livraria. Leitura e livraria sempre estiveram unidas na vivência do leitor. Mas em diversos países, especialmente nos Estados Unidos, os livros digitais e as vendas pela internet introduzem novos elementos nessa relação. E isso tem levado a uma grande interrogação: será eterna a união entre livraria e leitura "apenas enquanto dure"? E o Brasil, que nunca teve muitas livrarias, também passará por essa ruptura?

Segundo a Associação Nacional de Livrarias, o Brasil tem hoje 3.095 livrarias, o que representa uma livraria para cada 64.954 habitantes. A Unesco recomenda que haja uma livraria para cada 10 mil habitantes. Entre as capitais, Belo Horizonte é a que tem melhor proporção: uma loja física para 13.848 habitantes. Em segundo lugar está Porto Alegre, com uma livraria para 14.913 habitantes. São Paulo, a cidade com o maior número de livrarias (335 unidades), tem uma proporção bem menos favorável ao leitor: 35.664 habitantes para cada livraria. É quase um Estádio do Pacaembu cheio (40 mil pessoas) para uma única loja de livros.

Os dados sobre as livrarias refletem também as diferenças entre as regiões. Na Sudeste, estão 55% das livrarias. Vem seguida pela Região Sul, onde estão localizados 19% das livrarias. A Nordeste está na terceira colocação, com 16% das lojas. A Região Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal, tem 6%. Em último lugar está a Norte, com 4% das livrarias.

O cenário nacional de poucas livrarias - e consequentemente, pouca leitura - não chega a ser uma novidade. O brasileiro lê, em média, 4 livros por ano. A novidade são os desafios, em especial a internet, que se configura como um grande ponto de interrogação para as livrarias. Jason Merkoski, especialista em livros digitais e que trabalhou na Amazon, afirmou ao Estado que "as lojas de livros não conseguirão sobreviver e vão desaparecer". Cita a experiência norte-americana e japonesa: "Uma vez que as pessoas consigam encontrar 80% dos títulos que buscam no digital, a chance de que elas migrem para e-books
é de 100%". Em sua opinião, essa mudança ocorre, em média, depois de três anos que os livros digitais estão disponíveis em um país.

Já há alguns anos a experiência das livrarias nos Estados Unidos gera apreensão no mundo. Num primeiro momento, o crescimento das grandes cadeias de livrarias levou à bancarrota milhares de pequenas livrarias. Posteriormente, em 2011, as próprias megalojas enfrentaram dificuldades; por exemplo, a Waterstones e a Barnes & Noble. Esta última, com grande presença na internet, teve de fechar uma das suas mais representativas lojas em Nova York. Caso mais drástico foi o do Grupo Borders, que à época pediu concordata. A crise norte-americana está ainda longe de ser superada. Causas não faltam para o cenário de lá: a crescente presença dos e-readers (e tablets), a venda de livros impressos pela internet, a entrada dos hipermercados na venda de livros (com foco em best sellers e vendas pela internet) e problemas administrativos.

Com intensidade diversa, esses fenômenos podem ser observados no Brasil. No entanto, o setor livreiro nacional prevê que as vendas virtuais, ainda que afetem as lojas físicas, não chegarão a suprimi-las. O setor continua acreditando que as livrarias físicas preservarão a sua relevância e o seu atrativo, já que oferecem uma experiência cultural única.

Por ocasião da crise das livrarias nos EUA, Scott Eyman, escritor e crítico literário, comentava assim a sua importância para a leitura: "Nunca foi difícil comprar um livro que já queríamos, e agora está ainda mais fácil e mais barato. Mas será cada vez mais complicado comprar um livro que não sabíamos que queríamos até nos depararmos com ele. E esta sempre foi a função da livraria, que te permitia descobri-los".

Pelo número de livrarias no País, há espaço para o setor crescer. A dúvida é se o mercado de livros digitais - que vem crescendo no Brasil, mas ainda é pouco significativo quando se compara com outros países - mudará essa equação. Se for pela vontade dos leitores, que as livrarias durem para sempre.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Nova universidade nos EUA inaugura biblioteca sem livros em papel

Universidade Politécnica da Flórida teve sua primeira aula nesta segunda. A nova biblioteca tem 135 mil livros, todos em formato digital.

Do G1, em São Paulo


Prédio principal da Universidade Politécnica da Flórida, em foto sem data; a nova biblioteca foi inaugurada sem livros em papel (Foto: Reuters/Divulgação/Universidade Politécnica da Flórica)

A Universidade Politécnica da Flórida, nos Estados Unidos, foi inaugurada na semana passada na cidade de Lakeland prometendo abordagens inovadoras no ensino e na pesquisa em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Uma dessas inovações é a biblioteca, que foi aberta neste mês com um acervo de 135 mil livros, mas nenhum deles impressos no papel. Todos estão em formato digital. A primeira aula da história da universidade aconteceu nesta segunda-feira (25).

"É uma decisão corajosa avançar sem livros", disse à agência de notícias Reuters Kathryn Miller, a diretoria de bibliotecas da nova instituição. A ideia por trás dessa decisão é refletir a priorização pela alta tecnologia que permeia toda a missão da "Florida Poly", como a universidade é chamada nos Estados Unidos.

Os 135 mil e-books podem ser acessados pelos estudantes pelo tablet ou notebook pessoais. O local, assim como o resto do campus, é equipado com internet sem fio. Além dos títulos já disponíveis, a instituição tem um orçamento de US$ 60 mil (cerca de R$ 140 mil) para comprar livros digitais por meio de softwares, para que os alunos possam lê-los uma vez gratuitamente. Com o segundo clique, a universidade compra o e-book. "Em vez de o bibliotecário colocar livros que eu acharia relevantes na estante, os estudantes é que estão escolhendo", disse Kathryn.

Nova função para bibliotecários
Já que não têm mais a função de carregar e guardar os livros físicos, os bibliotecários contratados pela universidade têm como principal tarefa orientar os leitores a aprender a gerenciar os materiais digitais.

A nova biblioteca, porém, não é 100% sem papel, segundo a Reuters. Alunos podem levar livros para estudar no local e emprestar livros em papel das outras 11 universidades estaduais da Flórida.

A Politécnica é a 12ª universidade mantida pelo governo do estado da Flórida e o prédio principal do campus foi desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava.
A construção levou 28 meses e, além da biblioteca digital, há um supercomputador e laboratórios de pesquisa para estudantes e professores.


Prédio principal da Universidade Politécnica da Flórida foi desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava (Foto: Reuters/Divulgação/Universidade Politécnica da Flórica)

Má conduta científica é um problema global, afirma pesquisador

Plágio, falsificação e fabricação de dados em artigos deixaram de ser exclusivos de potências científicas e exigem resposta coordenada dos países que fazem ciência, segundo Nicholas Steneck, da University of Michigan (foto: Leandro Negro/Ag. FAPESP)

Por Elton Alisson | Agência FAPESP

Plágio, falsificação e fabricação de resultados científicos deixaram de ser problemas exclusivos de potências em produção científica, como os Estados Unidos, Japão, China ou o Reino Unido.

A avaliação foi feita por Nicholas Steneck, diretor do programa de Ética e Integridade na Pesquisa da University of Michigan, nos Estados Unidos, em palestra no 3º BRISPE – Brazilian Meeting on Research Integrity, Science and Publication Ethics, realizado nos dias 14 e 15 de agosto, na sede da FAPESP.

Segundo Steneck, por ter atingido escala global, é preciso que universidades, instituições de pesquisa e agências de fomento em todo o mundo realizem ações coordenadas para lidar com essas questões, a fim de não colocar em risco a integridade da ciência como um todo.

“Inicialmente, a má conduta científica era um problema limitado a poucos países, como os Estados Unidos. Mas agora, nações emergentes em ciência, como o Brasil, ‘juntaram-se ao clube’ em razão do aumento da visibilidade de suas pesquisas, e têm sido impactadas de forma negativa por esse problema”, disse Steneck, um dos maiores especialistas mundiais em integridade na pesquisa.

Nos últimos anos, segundo Steneck, passou a ser observado um aumento global do número de casos relatados de má conduta científica. Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS) sobre as causas de retratação de 2.047 artigos científicos, indexados no repositório PubMed e produzidos por pesquisadores de 56 países, revelou que apenas 21,3% das retratações foram atribuídas a erro.

Por outro lado, 67,4% das retratações foram atribuídas à má conduta científica, segundo o estudo. Dessas, 43,4% ocorreram por fraude ou suspeita de fraude, 14,2% por publicação duplicada e 9,8% por plágio. Estados Unidos, Japão, China e Alemanha responderam por três quartos das retratações.

Os autores do estudo estimam que a porcentagem de artigos que tiveram de sofrer retratação por causa de fraude aumentou cerca de 10% desde 1975, quando os primeiros casos de má conduta científica começaram a vir a público.

Outro estudo, publicado na PLoS Medicine, utilizou dados da base Medline, a respeito de artigos publicados até junho de 2012 que abordaram o tema da má conduta científica, para tentar verificar o problema em países de economias em desenvolvimento.

Segundo os autores, apesar dos poucos dados disponíveis, o resultado da análise indica que o problema é tão comum nos países emergentes como nos mais ricos e com maior tradição científica.

“Vemos que há mais casos de má conduta científica hoje do que há 10 anos, mas não sabemos se o número de casos está aumentando ou se estão sendo mais descobertos e revelados”, disse Steneck à Agência FAPESP. “O fato é que as pessoas estão prestando mais atenção ao problema da má conduta científica e cada vez mais novos casos têm sido relatados.”

Já um outro estudo, divulgado em abril no Journal of the Medical Library Associaton, identificou 20 países com os maiores números e percentuais de artigos da área de Ciências Biomédicas retratados por problemas de plágio e duplicação de dados, publicados entre 2008 e 2012 e indexados no PubMed.

O estudo apontou que a Itália, a Turquia, o Irã e a Tunísia possuem o maior percentual de artigos retratados por problema de plágio, enquanto a Finlândia, China e novamente a Tunísia apresentam a maior taxa de artigos retratados em razão da duplicação de publicação. O Brasil ocupa a 17ª colocação no ranking geral, logo atrás da Espanha e à frente da Finlândia, Tunísia e Suíça.



‘Ponta do iceberg’

De acordo com Steneck, a atenção e a resposta ao problema da má conduta científica têm sido direcionadas aos casos de maior repercussão internacional, como o do anestesiologista Yoshitaka Fujii, da Toho University, no Japão, que teve 183 artigos retratados desde 2011 por falsificação de dados.

Esses casos especiais, contudo, podem representar apenas a ‘ponta do iceberg’ do problema. Um levantamento realizado pelo Deja vu – sistema computacional que identifica títulos e resumos de artigos indexados em repositórios científicos e permite a verificação de suspeitas – identificou 79,3 mil artigos indexados no Medline com esse tipo de problema.

Do total de artigos, apenas 2,1 mil foram examinados e, desses, 1,9 mil foram retratados. Mais de 74 mil ainda não foram verificados pelas publicações.

“Há muitos casos de má conduta científica subestimados pelas universidades e instituições de pesquisa, que poderão ser descobertos no futuro”, afirmou Steneck.

Na avaliação do especialista, alguns fatores que contribuem para a subestimação do problema são as suposições errôneas de que a má conduta científica é uma prática rara, que é mais comum em áreas altamente competitivas como a de Ciências Biomédicas e de que a ciência é uma atividade autorregulada.

“Há enorme confiança na ciência como uma atividade com controles internos rigorosos que dificulta estabelecer um consenso de que ela deva ser mais vigiada”, afirmou. “É preciso que as universidades, instituições e agências de fomento à pesquisa dos países que fazem ciência se engajem em educar e promover a integridade científica entre seus pesquisadores.”

Papel das instituições

Na avaliação de Steneck, a comunidade científica brasileira tem reconhecido o problema e formulado políticas e ações para coibir práticas de má conduta científica e aprimorar a integridade na pesquisa.

É necessário, no entanto, que as universidades e instituições de pesquisa proporcionem o melhor treinamento possível em integridade científica a alunos, professores e pesquisadores, indicou o especialista.

“É preciso que as universidades e instituições de pesquisa, que têm muitos departamentos e laboratórios, observem se seus pesquisadores estão sendo treinados de forma eficaz em integridade científica”, afirmou.

Uma das formas indicadas de realizar esse tipo de treinamento, segundo Steneck, é por meio da criação de um órgão interno destinado exclusivamente a essa finalidade, como proposto pela FAPESP em seu Código de Boas Práticas Científicas.

Publicado em 2011, o código da Fundação estabelece que as universidades e instituições de pesquisa no Estado de São Paulo tenham um órgão interno especificamente destinado a promover a integridade na pesquisa, por meio de programas de treinamento e atividades educativas, além de responder a eventuais denúncias de má conduta científica de forma justa e rigorosa.

“As universidades e instituições de pesquisa no Estado de São Paulo apoiadas pela FAPESP devem definir políticas e procedimentos claros para lidar com a questão da integridade científica e ter um ou mais departamento ou órgão interno voltado a promover as boas práticas científicas por meio de programas regulares e para investigar e punir os eventuais casos de má conduta”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, na abertura do evento.

“Mas a investigação e a punição de eventuais casos de má conduta não representam o papel mais importante que deverá ser desempenhado pelos órgãos de promoção de boas práticas científicas nas universidades. O principal papel desses órgãos deverá ser promover uma cultura de integridade científica nas instituições de forma permanente”, sublinhou.

De acordo com Luiz Henrique Lopes dos Santos, membro da Coordenação Adjunta de Ciências Humanas e Sociais, Arquitetura, Economia e Administração da FAPESP, ainda não há universidade ou instituição de pesquisa no Estado de São Paulo que tenha criado um órgão interno voltado à promoção da integridade científica, como determina o Código de Boas Práticas Científicas da FAPESP.

“Lançamos o código há três anos e avaliamos que a resposta das universidades e instituições de pesquisa em relação às responsabilidades atribuídas a elas tem sido um pouco lenta”, disse.

“As universidades e instituições de pesquisa no Estado de São Paulo e no Brasil, de modo geral, ainda não se organizaram para definir e implementar de maneira sistemática políticas de promoção de boas práticas na pesquisa”, afirmou Lopes dos Santos.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi a primeira instituição no Brasil a criar, há um ano, uma comissão voltada especificamente a promover e tratar de questões relacionadas à integridade da pesquisa.

Denominada Câmara Técnica de Ética em Pesquisa (CTEP), o órgão conta com uma comissão formada por cerca de 30 integrantes, entre professores, funcionários técnicos e estudantes da universidade.

“O objetivo da câmara é abordar questões éticas e relacionadas à integridade acadêmica de uma forma ampla, envolvendo diferentes unidades e departamentos da universidade, que apresentam demandas específicas”, disse Sonia Vasconcelos, vice-coordenadora da CTEP.

“Estamos tentando identificar alguns consensos e abordar os conflitos relacionados à integridade em pesquisa de forma a refletir positivamente na formação dos alunos, no trabalho dos professores e nas pesquisas desenvolvidas na universidade”, afirmou. 

MinC trabalha integração de acervos digitais públicos


O trabalho que vem sendo desenvolvido no país tem como referência experiências bem-sucedidas nos Estados Unidos e na Europa. (Arte: Julia Oga)

Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura (MinC) está desenvolvendo um projeto para integrar coleções digitais de arquivos, bibliotecas e museus brasileiros. O objetivo é facilitar e ampliar o acesso da população a documentos em diversos formatos, como textual, iconográfico, áudio e vídeo. A Secretaria de Políticas Culturais trabalha atualmente na definição de padrões e protocolos para que seja possível acessar, de uma única vez, informações sobre temas específicos em diferentes acervos digitais públicos.

"Hoje, caso alguém queira fazer uma pesquisa, precisa acessar cada acervo separadamente. Com a interoperabilidade dos sistemas, será possível criar ambientes em que uma pessoa que esteja, por exemplo, pesquisando sobre maracatu tenha acesso, ao mesmo tempo, a filmes sobre o tema armazenados pela Cinemateca Nacional, a livros do acervo da Biblioteca Nacional e a músicas guardadas pela Funarte (Fundação Nacional das Artes)", explica o coordenador-geral de Cultura Digital do MinC, José Murilo Carvalho Junior. "Outro fato interessante é que esse conteúdo armazenado nos diversos acervos também poderá ser acessado por meio de aplicativos desenvolvidos por terceiros para diferentes tipos de mídias, como computadores, celulares e tablets", completa.

José Murilo destaca que a implantação de uma plataforma digital pública que disponibilize, de forma aberta (open data), dados organizados relativos à cultura brasileira permitirá mais transparência na governança e na promoção do acesso à cultura; apoio ao desenvolvimento de aplicações e serviços inovadores; e novas oportunidades de negócios e empregos. "É um arranjo que busca pôr em prática a visão do governo como plataforma para a ação colaborativa da sociedade", observa.

O edital "Preservação e acesso aos bens do patrimônio afro-brasileiro", lançado em dezembro de 2013 pelo MinC em parceria com a Fundação Palmares, a Universidade Federal de Pernambuco e a Fundação Joaquim Nabuco, vem sendo a ferramenta utilizada para levantar subsídios e articular estratégias interinstitucionais para a integração dos acervos públicos. "Escolhemos esse recorte temático (história e cultura afro-brasileira) para delimitar o escopo do trabalho e ser possível integrar todos os projetos selecionados pelo edital. Estamos formando expertise nacional que permita a interoperabilidade entre os diferentes acervos e fomentando aplicações que promovam o compartilhamento de recursos, especialmente os de infraestrutura tecnológica, para assegurar a preservação, a manutenção e o acesso livre e permanente aos ativos digitais gerados neste concurso e, futuramente, aos demais acervos digitais do país", explica.

Por meio desse trabalho, o MinC está gerando subsídios para a criação de uma futura política nacional para coleções digitais que envolva a digitalização e a disponibilização de acervos arquivísticos, bibliográficos, documentais e museológicos referentes ao patrimônio cultural, histórico, educacional e artístico brasileiros. "A digitalização de acervos representa um grande desafio para os gestores públicos. São necessários recursos significativos em infraestrutura tecnológica e também na formação e manutenção de recursos humanos especializados nas diversas etapas que envolvem a digitalização, a catalogação e a publicação de conteúdos digitais. Para trabalharmos tudo isso de forma ordenada, é importantíssimo que haja uma política de Estado específica para o tema", considera José Murilo.

O trabalho que vem sendo desenvolvido no país tem como referência experiências bem-sucedidas nos Estados Unidos e na Europa. No âmbito do diálogo setorial Brasil-União Europeia em políticas culturais, servidores do MinC visitaram a Biblioteca Digital Europeana, em Haia, na Holanda, considerada referência mundial em oferta de informações ao público por meio de plataforma digital, e o JISC, em Londres, entidade especializada em informações e tecnologias digitais para educação e pesquisa, entre outras instituições. Também vem sendo levada em conta a experiência da Biblioteca Digital Pública Americana, criada em 2013.

"Tivemos a oportunidade de conhecer de perto o que há de mais moderno em cultura digital. A Europeana, por exemplo, reúne acervos de bibliotecas, arquivos e museus dos países membros da União Europeia em 27 línguas. Essas experiências vêm sendo bastante relevantes para o trabalho que estamos realizando aqui no Brasil", destaca José Murilo.

Acervo todo digitalizado até 2020

Meta do Plano Nacional de Cultura (PNC) prevê que, até 2020, estejam disponíveis na internet todas as obras audiovisuais da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico Audiovisual (CTAv); todo o acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa; todos os inventários e ações de reconhecimento realizados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); todas as obras de autores brasileiros do acervo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e todo o acervo iconográfico, sonoro e audiovisual do Centro de Documentação da Fundação Nacional das Artes (Cedoc/Funarte). Além disso, 100% das bibliotecas públicas e 70% dos museus e arquivos deverão disponibilizar informações sobre seus acervos no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC).