terça-feira, 3 de maio de 2016

Cultura Acadêmica lança 36 livros digitais gratuitos



A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp e a Fundação Editora da Unesp lançaram 36 livros digitais nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais e Aplicadas e Linguística, Letras e Artes, com acesso totalmente gratuito.

O Programa de Publicações Digitais foi criado em 2009, com trabalhos de docentes, pós-graduandos e pós-graduados sendo selecionados pelos Conselhos de Programas de Pós-Graduação da Unesp. As obras escolhidas são editadas pelo selo Cultura Acadêmica da Fundação Editora da Unesp.

Os novos 36 títulos estão disponíveis na internet no formato Creative Commons (licença para uso não comercial, vedada a criação de obras derivadas) no site www.culturaacademica.com.br.

O Programa de Publicações Digitais da Unesp é o maior projeto de difusão de publicações de uma universidade brasileira e único no sentido de conceber a publicação original de obras em formato digital. Com os novos títulos, a coleção totaliza 322 títulos. Já foram realizados mais de 20 milhões de downloads.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Portal vai disponibilizar acervo de pinturas e gravuras brasileiras


“Viagem pitoresca e histórica ao Brasil”, de Jean Baptiste Debret, em álbum editado em 1834 por Firmin Didot Frères, do Acervo da Biblioteca Nacional - Divulgação

O Globo

Em tempos de tantos projetos parados por falta de verbas ou de apreensão com o futuro, a notícia é boa. Quatro grandes instituições brasileiras assinam hoje, às 11h, na Biblioteca Nacional, um acordo de cooperação para a construção de um portal, o Brasiliana Iconográfica, que vai reunir e disponibilizar ao público um rico acervo de pinturas, gravuras e desenhos retratando paisagens, gente e costumes brasileiros. Integram o projeto a própria Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Instituto Itaú Cultural e o Instituto Moreira Salles (IMS), numa reunião bem-sucedida de instituições públicas e privadas.

— Possuímos, juntos, um conjunto de coleções maravilhosas, mas as pessoas têm dificuldade de ter um contato com elas. Foi isto que nos inspirou: democratizar o acesso aos nossos acervos, e, à medida que fazemos isso, também ampliar a transparência sobre eles. Assim damos oportunidade aos pesquisadores e ao público de nos oferecerem subsídios para descrever melhor o material que temos — afirma Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

ESTREIA EM 2017

A previsão é de que o portal www.brasilianaiconografica.art.br entre no ar em março de 2017, com uma oferta inicial de 3 mil obras (1.200 da Biblioteca Nacional, 800 do Itaú Cultural, 500 do IMS e 500 da Pinacoteca). Mas a expectativa é chegar a 50 mil obras, um conteúdo realmente expressivo para pesquisadores e público em geral.

Num primeiro momento, cada instituição será responsável por subir a ficha técnica e um descritivo das obras, com seu histórico e circunstâncias de aquisição, num trabalho que implica na unificação dos termos usados nos textos, o chamado “vocabulário controlado”. É isto que vai permitir o cruzamento de dados e, mais tarde, o uso de hiperlinks para outros portais, como por exemplo a Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Para Julia Kovensky, coordenadora de iconografia do Instituto Moreira Salles, apesar de as Brasilianas terem um universo parecido, elas são, na verdade, complementares, cada uma preenchendo lacunas das outras.

— Ao reunir essas coleções, vamos disponibilizar ao público conjuntos de trabalhos mais completos. É um privilégio, o portal vai permitir uma compreensão maior da obra de um artista — diz ela. — É um projeto grande, mas que não se conclui com o lançamento. Vai estar em permanente expansão. Uma vez que esteja consolidado, funcionando, a ideia é que novos parceiros se unam a ele.

— Todos entram para somar — acrescenta Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional. — O Brasiliana Iconográfica mostra que é possível ter cooperação entre instituições juridicamente diferentes. E que, se tivermos projetos culturais compatíveis, podemos fazer.

GERENCIAMENTO COM INSTITUIÇÕES PRIVADAS

A iniciativa não é inédita para Lessa. Em abril de 2015, estreou o portal Brasiliana Fotográfica (www.brasilianafotografica.bn.br), parceria da Biblioteca Nacional com o IMS, com cerca de 2.400 fotos dos dois acervos. O modelo de curadorias implementado no Brasiliana Fotográfica será repetido no site de iconografia, cujos custo e gerenciamento ficarão a cargo das duas instituições privadas: IMS e Itaú Cultural.

— Estamos presos a uma estrutura pesada do Estado, eles têm agilidade que nós não temos — explica Lessa.

Hoje, o trabalho começa com as equipes de cada instituição. O grande investimento só será feito mais para a frente, quando for preciso armazenar os dados virtualmente, pagando o aluguel de uma grande nuvem.

— O projeto é baratíssimo. O mais caro já está comprado: o acervo. O custo vai ser o milionésimo do valor que as instituições têm em seus acervos — diz o presidente da Biblioteca Nacional.


Acervo inédito de Berta e Darcy Ribeiro será digitalizado e retratado em livro


Boa parte do acervo inédito do casal Berta e Darcy Ribeiro será conhecido ainda este ano.

Mariana Alvim | O Globo

Com previsão de lançamento para outubro, a Fundação Darcy Ribeiro prepara um livro que trará em fotos parte da coleção dos antropólogos, que inclui uma pintura de Pancetti retratando Berta, objetos pré-colombianos, uma escultura africana do século XVI, peças do artesanato e do folclore brasileiro e cartas trocadas por Darcy com Lévi Strauss.

Além da obra, todo o acervo será digitalizado e publicado na internet.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Biblioteca digital reúne acervo acessível a deficientes visuais


A ferramenta traz mais de 4 mil títulos com possibilidade de download, leitura falada ou impressão em braille

Carta Educação

A educação e o acesso à cultura e informação de pessoas com deficiência visual ganha mais um aliado.

A Fundação Dorina Nowill para Cegos, que atua na inclusão de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão por meio de serviços gratuitos e especializados, acaba de lançar a plataforma Dorinateca – Biblioteca Digital Dorina Nowill.

Totalmente digital, a biblioteca reúne vasto acervo de 4 mil livros em versões áudio, acessível por meio do Daisy (primeiro aplicativo brasileiro para a leitura de livros digitais com acessibilidade), além de títulos para impressão em braille. Para acessar e usufruir dos arquivos da plataforma é necessário realizar um cadastro.

É possível filtrar por título, autor ou formato (livro falado, Daisy, braille), relevância e data de lançamento. A partir do histórico de navegação do usuário pela plataforma, ele pode montar sua própria estante de leitura.

Além do acervo já existente da Fundação Dorina, serão editados mais 100 novos títulos da literatura nacional, estrangeira, infanto juvenil, conteúdos para concursos públicos e outros temas. Além disso, todos os futuros títulos que forem transcritos a partir de agora para o braille serão adicionados à Dorinateca.

O projeto foi viabilizado pelo Ministério da Cultura e contou com o patrocínio dos Parceiros de Visão Cielo, Sanofi e Carrefour.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Acervo digital reúne obras de Gabriel García Márquez


"La Gaboteca" também apresenta publicações sobre o escritor

Correio do Povo     

Todas as edições das obras de Gabriel García Márquez, assim como livros sobre o Nobel de Literatura colombiano, estão disponíveis agora no portal digital "La Gaboteca", nome escolhido em referência ao apelido do escritor e jornalista, "Gabo". Este imenso catálogo virtual foi apresentado nesta quinta-feira em Bogotá, por ocasião do segundo aniversário da morte do autor de "Cem anos de solidão".

O portal se divide em quatro grandes categorias: as obras de "Gabo", suas traduções, os livros publicados sobre ele e uma seção sobre a vida e as viagens do criador da mítica localidade de Macondo. "La Gaboteca" está disponível no site da Biblioteca Nacional (BN) e pode ser acessada por aqui.

Segundo a instituição, este é "o primeiro esforço (...) na rede para ordenar e apresentar o imenso corpus bibliográfico de Gabriel García Márquez ao leitor neófito e ao especialista". "Tudo o que for produzido sobre Gabo terá lugar na 'Gaboteca'", afirmou a diretora da BN, Consuelo Gaitán, acrescentando que recebeu várias doações após o falecimento do escritor, incluindo "a medalha e o diploma" de seu Prêmio Nobel, oferecidos por sua viúva Mercedes Barcha.

Os objetos ficarão expostos na sede da BN. Na "Gaboteca", as obras, especificamente, estão divididas em dez categorias - romance, conto, jornalismo, cinema, memórias, poesia, teatro, prólogos, discursos, ensaios, entrevistas e diálogos -, uma prova da riqueza criativa e da diversidade de Gabo.

De acordo com Gaitán, o internauta encontrará "mais de 1.500 materiais" na página, entre eles "600 livros traduzidos para 36 idiomas". Segundo o curador do projeto, Nicolás Pernett, que trabalhou mais de um ano e meio para ordenar o material, "La Gaboteca" é "também um lugar para sonhar e viajar com todo o legado de García Márquez (...) de conhecer muito mais do que sua obra".

Entre o legado de "Gabo", ganhador do Nobel de 1982, estão todos aqueles livros que podem ser encontrados nas estantes da Biblioteca Nacional. Também há espaço para materiais como gravações de conferências sobre o próprio autor durante a Feira do Livro de Bogotá de 2015, ou retratos tirados pelo fotógrafo colombiano Nereo López, morto no ano passado em Nova Iorque.

Google autorizado a prosseguir com projeto de biblioteca digital


Para Suprema Corte dos EUA, projeto não viola direitos autorais. Tribunal emitiu decisão nesta segunda-feira (18).

Da France Presse | G1

O projeto da gigantesca biblioteca digital do Google superou o último obstáculo nesta segunda-feira (18), depois que a Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos rejeitou a apelação que alegava uma violação da lei de direito autoral.

O principal tribunal americano rejeitou, sem formular comentários, um pedido da Associação de Autores para que considerasse a apelação contra uma decisão adotada em 2013 por um tribunal federal, considerada um ponto de referência sobre os direitos autorais na era digital.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Unicamp cria biblioteca digital especializada em pesquisas sobre Zika e Aedes aegypti


Com o objetivo de concentrar informações científicas e de outras fontes que auxiliem no desenvolvimento de novas pesquisas relacionadas ao enfrentamento das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criou a Biblioteca Digital Zika http://bdz.sbu.unicamp.br/wp/, plataforma on-line de acesso aberto que disponibiliza conteúdos publicados na área em todo o mundo.
A iniciativa surgiu a partir de conversas entre o Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) e o grupo de trabalho coordenado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), formado por docentes e pesquisadores de diferentes especialidades que buscavam reunir soluções nas áreas de controle do inseto, virologia, epidemiologia e imunologia, entre outras. A ideia é fornecer suporte informacional aos cientistas ligados à força-tarefa da Rede Zika, composta por representantes de várias instituições no Estado de São Paulo responsáveis por projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP sobre o vírus e seu vetor (leia mais sobre a rede em agencia.fapesp.br/22671).

“Como se trata de um tema relativamente novo, a informação é um elemento fundamental para dar suporte ao pesquisador e possibilitar que ele, a partir do que já foi conseguido, avance no conhecimento. Todo esse material foi organizado e continua sendo compilado para que a informação seja alcançada pelo cientista de forma rápida e precisa, fazendo com que o conhecimento acumulado sobre o vírus, seu vetor e as doenças relacionadas a eles circule, multiplique-se e contribua para o fortalecimento das pesquisas na área, a formulação das políticas públicas necessárias e o bem-estar da população”, disse Regiane Alcântara Bracchi, coordenadora do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) e supervisora da Biblioteca Digital Zika.

Já são mais de 200 artigos disponíveis, todos validados por pesquisadores da Unicamp ligados à Rede Zika. O conteúdo é classificado em cinco grupos: caracterização molecular e biológica; mecanismos de imunopatogenicidade; novas metodologias de diagnóstico; estratégias de bloqueio da transmissão e controle do mosquito; e epidemiologia, imunologia e repercussões clínicas. É possível fazer busca por autor, assunto e título em todos os grupos.

De acordo com Alvaro Penteado Crósta, vice-reitor da Unicamp e coordenador da biblioteca, a escolha dos temas buscou abranger todos os aspectos científicos relacionados ao Zika.

“Por se tratar de um vírus pouco conhecido e com alto potencial de propagação, existe atualmente uma grande proliferação de iniciativas de pesquisas do Zika em todo o mundo. Isso resulta numa igual proliferação de artigos científicos, livros, relatórios e notícias divulgados em vários tipos de mídia. A Biblioteca Digital Zika tem o objetivo de coletar e disponibilizar essa vasta gama de informações em um único sítio eletrônico, levando a grande economia de tempo dos pesquisadores que necessitam dessas informações para dar suporte às suas pesquisas”, contou Crósta.

A biblioteca também conta com análises da produção científica a partir de bases de dados para auxiliar o pesquisador na compreensão do desenvolvimento das pesquisas na área. O serviço permite identificar as temáticas com o maior número de pesquisas, a participação do Brasil e de instituições brasileiras em estudos sobre o vírus Zika e os pesquisadores que mais publicaram sobre o assunto, além de outras ocorrências, oferecendo um panorama geral da produção de conhecimento científico sobre a área no mundo.

Há, ainda, orientações sobre fontes de financiamento, voltadas a programas de fomento à pesquisa que contribuam para enfrentar os impactos na saúde pública das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, além de notícias veiculadas pela imprensa nacional e internacional, vídeos e outros conteúdos informativos e chat on-line com bibliotecários para esclarecimento de dúvidas e solicitação de informações.

Além de Bracchi e Crósta, integram a equipe da Biblioteca Digital Zika Gláucia Maria Pastore, pró-reitora de Pesquisa da Unicamp e coordenadora da Rede Zika na instituição, e Daniela Feijó Simões, Márcio Souza Martins, Michele Lebre de Marco e Oscar Eliel, responsáveis pelo desenvolvimento e pela implantação do projeto, bem como profissionais das diretorias de Tecnologia da Informação, Tratamento de Informação, Difusão da Informação e Gestão de Recursos do SBU e das bibliotecas do Instituto de Biologia, da Faculdade de Medicina e do Instituto de Química da Unicamp.

“A iniciativa de criação de um portal que permita acesso rápido a informações científicas de qualidade vai auxiliar enormemente o desenvolvimento dessa área de pesquisa, tema de tanta relevância para a saúde pública mundial como o caso do vírus Zika. Além disso, o portal inaugura um novo formato de divulgação científica qualificada para públicos-alvo”, declarou Pastore.

A plataforma está disponível para acesso público desde março, no site bdz.sbu.unicamp.br, e segue sendo atualizada. Está em desenvolvimento um sistema de alerta para notificar a entrada de novos conteúdos disponíveis.

Agência FAPESP 
via Planeta Universitário


terça-feira, 12 de abril de 2016

Um minuto de silêncio, pela morte dos e-books


Quando falamos em crescimento ou queda do livro digital, estamos falando em crescimento ou queda dos índices de leitura. Portanto, não é um dado que possamos torcer contra.

Camila Cabete | Publishnews

Há alguns dias tive acesso a alguns textos a respeito do quão mal vinham as vendas de livros digitais e me vi na obrigação de escrever esta coluna para esclarecer algumas coisas. Então, o título desta coluna é uma mentira, e eu escrevi somente para chamar a atenção dos menos simpáticos ao tema. Estou dando a oportunidade de pararem de ler aqui, logo no início. Agora, mesmo não sendo simpático ao digital, convido que leia e pense a respeito.
Se você resolveu continuar, vamos ao que interessa...

O mercado do livro é um mercado relativamente unido, pois falamos de um mercado onde não gira tanto dinheiro, meio intelectual e de certa forma todo mundo se entende.

No entanto, fiquei horrorizada ao perceber a polarização que um artigo gerou no começo dessa semana. A matéria, publicada pela Folha, falava sobre a estagnação ou até queda no mercado de e-books nos EUA. Pude ver, incrédula, que profissionais do livro comemoraram a decadência (relativa) de um formato de leitura. E olha que o texto se referia a uma só loja e a uma só análise, mas o que senti nas redes sociais foi mais um Fla x Flu no qual, de um dos lados do campo, estava o formato digital. Será que fui tendenciosa na minha análise? Será que entendi errado?

Isso me assusta... É como uma empresa que torce contra seu próprio produto. Tipo, torcendo para não vender, torcendo para o seu conteúdo dar errado, torcendo para um (dos inúmeros formatos) "encalharem". Esquecendo completamente que livro é conteúdo, e que o formato digital é uma forma de chegar em todos os lugares (estamos falando de Brasil: logística muitas vezes ineficiente, dimensões continentais e índices vergonhosos de leitura, certo?).

E mais... Quando falamos em crescimento ou queda do livro digital, estamos falando em crescimento ou queda dos índices de leitura. Portanto, não é um dado que possamos torcer contra, concordam?

Então a onda é polarizar? Desculpe o termo, mas me nego a embarcar nesta onda burra. Para mim, isso é burrice, descaso e conservadorismo. E outra: estamos falando de gente que lê e que deveria fazer uma análise mais crítica do texto, para saber do que realmente ele trata. A impressão que tenho é que algumas pessoas leram apenas a manchete... Só pode. Me nego a acreditar que, lendo criticamente o texto, continuassem tendo a mesma opinião.

Chega de me queixar. Vamos falar em termos práticos. Na minha visão, na visão de quem trabalha na Kobo, o digital cresceu ano passado no Brasil menos do que gostaríamos. Por outro lado, o livro de papel caiu, e caiu bastante. O que vejo com pesar imenso, mesmo eu sendo profissional do livro digital.

Não posso dar dados concretos porque são dados coletados dos meus clientes, que são as principais editoras do Brasil e do mundo. Mas como se trata de uma coluna, só posso contar que acreditem em mim. Estou falando também de minha percepção de mercado.

Estes dados poderiam estar ainda melhores se parássemos de separar o conteúdo do formato e fôssemos mais racionais ao falar disso.

O autor (o bom autor) quer ser lido e os formatos digitais são algo inimaginavelmente gratificantes para ele (o bom autor) que quer ser lido em qualquer lugar, mesmo nas cidades onde não existem livrarias. Captou? Seu livro, a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo? Será que isto está claro para os profissionais do livro? Não acho que esteja e volto para reativar a coluna e reacender a discussão.

O lado bom, foi que vi novamente a utilidade do excelente canal de comunicação que tenho aqui. Me vi novamente lutando pelo meu ideal, que não é somente ligado a um formato, mas à democratização da leitura. A coluna renasce das cinzas, pois por um breve momento achei que tinha dado a cabo o meu dever... só que não.

Muito ainda temos a andar, muito ainda a desmistificar o formato digital; e muito a despolarizar. Precisamos entender melhor o mercado e distribuir bem as ações, evitando assim, ficar nas mãos de uma livraria somente, precisamos pensar em marketing para o formato digital, precisamos de criatividade.

Editor, se o formato digital não está indo bem, você é parte disso. Não comemoraria um fracasso. Mas a boa notícia é que pelo menos, estamos segurando a onda das perdas do impresso. E também não vou comemorar isso. Não há o que se comemorar nestes dias, não é?

PS: agora vc vê... até e-books têm haters =/

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Base de dados de vítimas do Holocausto chega a 1 milhão de nomes

Projeto on-line é livre e aberto, com trabalho coletivo de voluntários
   
O Globo
No Dia Internacional das Lembranças às Vítimas do Holocausto, homem entra no campo nazista de Sachsenhausen, a 30 quilômetros de Berlim - Markus Schreiber / 

Um esforço inovador para conseguir nomes de vítimas do Holocausto chegou a um marco: já tem 1 milhão de registros de pessoas mortas pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

O World Memory Project é uma iniciativa do Museu do Holocausto dos Estados Unidos e o site Ancestry.com, especializado em descobrir genealogias. É um esforço colaborativo e aberto, onde voluntários trabalham de casa lendo e organizando documentos para que as vítimas sejam identificadas facilmente, por nome.

Lançado em 2011, o projeto tem 3,3 milhões de documentos escaneados (o museu tem outros 167 milhões). Mas analisar todos demanda tempo, e, no momento, há apenas 3,5 mil contribuidores. Ainda assim, em cinco anos, a base de dados já tem 1 milhão de nomes de vítimas, eternamente registrando as pessoas que os nazistas tentaram apagar da existência.

Sem o trabalho aberto, o esforço seria incrivelmente mais difícil: nos primeiros seis meses, ainda em 2011, o projeto recebeu 765 mil arquivos. Antes, apenas com os esforços do museu, eram mil por mês.

Segundo uma entrevista de Quinton Atkinson, um dos diretores do projeto, os voluntários vão desde crianças de 12 anos, com ajuda dos pais para falar da família, até sobreviventes do Holocausto com 80 anos.

Uma das voluntárias é Patricia Lewin, uma médica americana aposentada, que mora em Los Angeles. Ela já indexou os registros de 79 mil pessoas. No processo descobriu que teve parentes mortos no Holocausto, embora não seja judia.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Biblioteca Digital da BN completa 10 anos


Acervo totaliza mais de um milhão e meio de documentos digitalizados

A BNDigital, da Biblioteca Nacional, está completando 10 anos neste mês. Tudo começou com o acervo digital proveniente de projetos temáticos de digitalização iniciados em 2001, e que totalizavam cerca de três mil documentos digitais. Hoje, o público tem livre acesso a mais de um milhão e meio de documentos, entre livros, fotografias, mapas, manuscritos e periódicos. Além de disponibilizar seu acervo através de seu portal também está presente nas mais importantes iniciativas de consórcios de bibliotecas digitais do mundo, como a World Digital Library, a Biblioteca Digital do Patrimônio Ibero Americano e a Biblioteca Digital Luso-Brasileira. Em 2012, lançou a Hemeroteca Digital Brasileira, portal de pesquisa online em periódicos, através do qual é possível fazer pesquisas textuais no conteúdo de mais de 13 milhões de páginas de mais de cinco mil jornais e revistas digitalizadas.

via Publisnnews

Mapa de dados das armas


Um globo terrestre em que, quando se clica em cada país, pode se descobrir quando ele ganha em exportação e quanto gasta com importação de armas, com diversas opções de categorias (armas leves, do Exército etc.) Foi desenvolvido com base na ferramenta de visualização das rotas internacionais de armas e munição produzida pelo Google, Instituto Igarapé e Peace Research Institute Oslo. Hoje, o aplicativo tem mais de 35 mil registros de exportações e importações d armas pequenas e leves e munição de mais de 262 estados e territórios desde 1992.

via Le Monde Diplomatique Brasil


quinta-feira, 7 de abril de 2016

As cartas de Vincent Van Gogh


As cartas são a janela para o universo de Van Gogh

Todas as cartas escritas e recebidas por Vincent van Gogh são apresentados nesta edição web: 902 cartas e 25 de manuscritos relacionados (tais como folhas soltas e rascunhos não enviados). As cartas também podem ser acessadas ​​por período, correspondente e lugar. O site pode ser pesquisado usando suas funções de pesquisa simples ou avançados .

O site também contém ensaios por parte dos editores sobre Van Gogh e suas cartas, detalhando seu conteúdo e contexto, estilo de escrita do artista e sua relação com seus correspondentes, bem como informações biográficas sobre ele e sua família e a história da publicação das cartas.



quarta-feira, 6 de abril de 2016

Para promover seus trabalhos, escritores lançam site com resenhas e entrevistas


Alguns escritores latinoamericanos resolveram criar um espaço digital  para promover seus trabalhos. A plataforma chamada Zenda contará com artigos, resenhas, notícias e entrevistas sobre os autores.

Segundo O Estado de S. Paulo, o site terá a participação dos espanhóis Javier Marías, Arturo Pérez-Reverte, Luis Mateo Díez, José María Merino e Almudena Grandes, dos mexicanos Élmer Mendoza e Xavier Velasco, do argentino Jorge Fernández Díaz e da porto-riquenha Mayra Santos-Febres, entre outros.

"O futuro está na internet e nas redes sociais", disse Pérez-Reverte, que acredita que Zenda será "um território de livros, amigos e aventura".

Ainda de acordo com ele, Zenda será um forte atrativo para leitores, jornalistas, editores, escritores, agentes literários, novos autores, livreiros e todos os interessados no mundo da literatura nos dois lados do Atlântico. 

Portal Imprensa


segunda-feira, 4 de abril de 2016

"Mar Morto na rede"


Tem aproximadamente dois mil anos um dos maiores e mais antigos enigmas do mundo: os Manuscritos do Mar Morto. Trata-se de documentos bíblicos encontrados entre 1946 e 1956 em jarros de argila nas cavernas desérticas de Qumra, em Israel, fragmentados em cerca de 20 mil pedaços. Nos próximos cinco anos todo esse material será disponibilizado na internet para que leigos e especialistas tenham acesso a ele – textos datados dos anos 400 a.C. até 300 d.C., escritos em hebraico, aramaico e grego. Deve-se a iniciativa à Fundação Alemã de Pesquisa. 

Antonio Carlos Prado e Elaine Ortiz | Isto É

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Como os museus se abrem ao mundo


A era digital e a internet criaram uma plataforma global para a projeção dos nossos bens museológicos.

Luís Ramos Pinto | Publico

Em 2013, o New York Times perguntou a Taco Dibbits, diretor das coleções do Rijksmuseum (o museu mais visitado da Países Baixos), como é que ele se sentiria se uma imagem do Johannes Vermeer fosse impressa em papel higiénico: "Se quiserem colocar uma obra do Vermeer no seu papel higiénico, eu prefiro que a imagem seja de boa resolução", disse. Esta resposta é fruto de uma estratégia digital adotada pelo museu, da utilização de conteúdos de alta resolução e completamente livres para reutilização.

No caso do Rijksmuseum, tudo começou com o encerramento do museu para obras que duraram dez anos. Permitindo assim libertar os recursos humanos necessários para que uma grande digitalização de conteúdos fosse disponibilizada. Tendo um acervo de cerca de um milhão de peças, e espaço físico para exposição de apenas oito mil, a colocação das peças na Internet parece portanto, um passo natural para dar maior projeção às peças em acervo.

Um passo muito significativo foi dado quando em 2011 o museu decidiu que todas peças colocadas online estivessem devidamente assinaladas como estando no domínio público. Hoje em dia, já se encontram mais do que 247 mil peças no site do museu, e a ideia é de que sejam digitalizadas 40 mil peças por ano, para que a coleção possa estar disponível na íntegra. Para incentivar a reutilização das imagens, em 2013, o museu lançou uma ferramenta chamada "RijkStudio", permitindo, entre outras coisas, que os utilizadores criem exposições virtuais.

Esta estratégia tem provado ser benéfica em muitos aspetos. Primeiro, os conteúdos de alta resolução fazem com que haja menos cópias de baixa qualidade pouco fiéis na Internet. O facto de estarem no domínio público permite que as grandes plataformas, como a Wikipédia, as possam utilizar com facilidade e conscientes de que estão a operar dentro da legalidade dos direitos de propriedade intelectual. Adicionalmente, partindo do princípio de que, quantas mais vezes a peça for reutilizada, mais ligada vai estar com outros conteúdos, permitindo assim maior disseminação da mesma na Internet. E, acima de tudo, quanto mais a peça for utilizada, maior a projeção dada ao museu em termos de marketing.

O modelo de conteúdos de alta resolução de livre uso está agora a ser adotado por outros museus, como o Statens Museum Kunst na Dinamarca, que disponibilizou cerca de 160 peças em alta resolução. Em 2013, a administração dos museus estatais da Suécia (Livrustkammaren och Skoklosters slott med Stiftelsen Hallwylska museet) criou o Open Image Archive Project em que disponibilizou todos os seus conteúdos livres de restrições de propriedade intelectual, com enorme sucesso, especialmente relativamente ao uso dos mesmos na Wikipédia. Tal é a importância dos conteúdos abertos que a American Alliance Museums criou um prêmio na área da tecnologia chamado Open Culture award para os museus que melhor promovam os seus conteúdos abertamente.

Em Portugal, disponibilizaram-se, recentemente, nove peças emblemáticas em alta resolução na modalidade de domínio público através do portal de conteúdos patrimoniais financiado pela União Europeia — Europeana Collections. Este é um grande passo, pois disponibiliza obras de relevo como os Painéis de S. Vicente de Fora de Nuno Gonçalves e a Natureza Morta com Doces e Barros de Josefa de Óbidos, entre outras. No entanto, para assegurar a sustentabilidade e o acesso às mesmas, é importante que as peças se tornem também disponíveis no site dos museus, seus fiéis depositários.

A era digital e a Internet criaram uma plataforma global para a projeção dos nossos bens museológicos. Como tal, não podemos perder esta oportunidade e facilitar a acessibilidade do mundo aos seus conteúdos patrimoniais. Um pequeno grande passo seria obedecer à lei de propriedade intelectual. Segundo a lei portuguesa, a obra do artista entra no domínio público 70 anos depois da morte do autor. Porém, poucas peças de museu estão assinaladas como tal. Deve-se procurar incentivar um maior debate sobre a questão do domínio público no meio museológico, dado que na era de informação o reconhecimento do mesmo está a tornar-se cada vez mais uma boa prática museológica.