sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Revolucionárias de 1932


O museu da Imagem e do Som de São Paulo apresenta sua segunda exposição  no Google Cultural Institut - plataforma na qual o portal Google realiza parceria com centenas de museus, instituições culturais e acervos históricos para hospedar online os patrimônios culturais do mundo. A mulher na Revolução de 32 reúne, entre fotografias e arquivos de áudio, tracas de correspondências (exclusivas do acervo do MIS) relatando o dia a dia de voluntárias da revolução. Os documentos revelam o papel da mulher no momento em que o estado de São Paulo se revelava contra o governo Getúlio Vargas. Essa é a segunda exposição do Mis na plataforma. O público pode conferir também Cinema Paulista nos anos 70, uma mostra com fotos de cenas, bastidores de filmagens, vídeos com entrevistas exclusivas e equipamentos da produção cinematográfica na cidade de São Paulo entre os anos 1968 e 1980.

Exposições Virtuais do MIS-SP. Onde: acesse o link http://bit.ly/cultureinstitutemis. Quando: até o fim de 2016. Quanto: grátis.

via Revista História Viva

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Brasil brasileiro

A diversidade cultural brasileira ainda é pouco divulgada. Por isso, Mayra Fonseca e Ana Luiza Pereira criaram o Brasil com S, "para estimular o autoconhecimento do país", contam. No site há textos, fotos e podcasts sobre manifestações culturais de cada canto do Brasil. Tem músicos de Belém, artistas visuais de Goiânia e artesões dos pampas gaúchos, por exemplo.



via Revista Vida Simples

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Turismo sustentável


O popular TripAdvisor expande para a América Latina o programa que orienta os turistas a escolhas sustentáveis. Em parceria com o Rainforest Alliance e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a empresa criou o selo Ecolíderes, que certifica hotéis e pousadas com melhores práticas. Os estabelecimentos  aparecem no sistema de busca nas categorias bronze, prata, ouro e platina. 



via Revista Planeta

Odontologia Baseada em Evidências



A American Dental Association - ADA criou o Centro de Odontologia Baseada em Evidências (EBD) para conectar os últimos resultados da investigação com a prática diária da medicina dentária. O site EBD fornece acesso sob demanda para revisões sistemáticas, resenhas críticas e recomendações clínicas que traduzem as últimas descobertas acadêmicas em um formato fácil de entender.



Ler e escrever no papel faz bem para o cérebro, diz estudo


E-reader e livro impresso: a versão digital tem vantagens, mas os leitores preferem o papel

Maurício Grego Maurício Grego, de Exame

Há óbvias vantagens em ler um livro num smartphone, tablet ou e-reader em vez de lê-lo no papel. No livro digital, é fácil buscar uma palavra qualquer ou consultar seu significado num dicionário, por exemplo.

Um e-reader que pesa apenas 200 gramas pode conter milhares de livros digitais que seriam pesados e volumosos se fossem de papel. Além disso, um e-book é geralmente mais barato que seu equivalente impresso.

Mas a linguista americana Naomi Baron descobriu que ler e escrever no papel é quase sempre melhor para o cérebro. 

Naomi estudou os hábitos de leitura de 300 estudantes universitários em quatro países – Estados Unidos, Alemanha, Japão e Eslováquia. Ela reuniu seus achados no livro “Words Onscreen: The Fate of Reading in a Digital World” (“Palavras na Tela: O Destino da Leitura num Mundo Digital” – ainda sem edição em português).

92% desses estudantes dizem que é mais fácil se concentrar na leitura ao manusear um livro de papel do que ao ler um livro digital. 

Naomi detalha, numa entrevista ao site New Republic, o que os estudantes disseram sobre a leitura em dispositivos digitais: “A primeira coisa que eles dizem é que se distraem mais facilmente, são levados a outras coisas. A segunda é que há cansaço visual, dor de cabeça e desconforto físico.”

Esta última reclamação parece se referir principalmente à leitura em tablets e smartphones, já que os e-readers são geralmente mais amigáveis aos olhos.

Segundo Naomi, embora a sensação subjetiva dos estudantes seja de que aprendem menos em livros digitais, testes não confirmam isso: “Se você aplica testes padronizados de compreensão de passagens no texto, os resultados são maios ou menos os mesmos na tela ou na página impressa”, disse ela ao New Republic.

Mas há benefícios observáveis da leitura no papel. Quem lê um livro impresso, diz ela, tende a se dedicar à leitura de forma mais contínua e por mais tempo. Além disso, tem mais chances de reler o texto depois de tê-lo concluído. 

Escrever faz bem

Uma descoberta um pouco mais surpreendente é que escrever no papel – um hábito cada vez menos comum – também traz benefícios. Naomi cita um estudo feito em 2012 na Universidade de Indiana com crianças em fase de alfabetização.

Os pesquisadores de Indiana descobriram que crianças que escrevem as letras no papel têm seus cérebros ativados de forma mais intensa do que aquelas que digitam letras num computador usando um teclado. Como consequência, o aprendizado é mais rápido para aquelas que escrevem no papel.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Oásis Verde



Desde 2012 a equipe do Áreas Verdes das Cidades avalia parques da grande São Paulo, de outros estados e até do exterior. Os parques são avaliados pelas opções de lazer, condições de manutenção e infraestrutura. O site fornece informações de como chegar com transporte público, mapas e dicas de como aproveitar as áreas, de acordo com o perfil do lugar e do visitante. As avaliações são feitas in loco.





via Revista Planeta

SciELO e Unesco lançam livro sobre 15 anos da biblioteca eletrônica


Publicação documenta evolução do programa e apresenta seu legado para a acessibilidade da literatura científica universal

Por Diego Freire | Agência Fapesp

Com o objetivo de apresentar à comunidade científica internacional sua experiência bem-sucedida como modelo para a publicação eletrônica cooperativa de periódicos científicos na internet, o Scientific Electronic Library On Line (SciELO) lançou, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a publicação SciELO – 15 Anos de Acesso Aberto: um estudo analítico sobre acesso aberto e comunicação científica.

A obra, publicada em português, inglês e espanhol, relata a origem do SciELO, mantido pela FAPESP, tratando do contexto em que a biblioteca eletrônica foi idealizada e desenvolvida, suas contribuições para a comunicação científica, os meios utilizados para garantir a visibilidade e a acessibilidade universal da literatura científica que comunica, os resultados alcançados e seu sistema de controle de qualidade e produção, entre outros assuntos.

De acordo com Abel Packer, diretor do programa SciELO, a publicação retrata o pioneirismo da biblioteca.

“O SciELO integra as funções de indexação, avaliação de desempenho, publicação on-line em acesso aberto e disseminação segundo padrões internacionais. O espírito pioneiro e o objetivo do SciELO são o de melhorar a qualidade, visibilidade, uso e impacto de periódicos que estão disponíveis abertamente”, disse.

A rede SciELO iniciou 2015 com mais de 500 mil artigos indexados e publicados on-line, todos em acesso aberto. “Esse recorde é resultado da publicação regular das 13 coleções de periódicos certificadas da rede, que em março de 2015 cumpre 17 anos de operação desde o seu lançamento”, disse Packer.

A publicação documenta a evolução da biblioteca ao longo dos seus primeiros 15 anos, até 2013. O SciELO abrange uma rede de coleções nacionais de periódicos que se estende por 16 países, a maioria da América Latina e do Caribe, além de Portugal, África do Sul e Espanha. Desde sua criação, mais de 1.200 títulos foram indexados pela rede SciELO; destes, cerca de 1.000 continuam ativos.

Unesco

A Unesco foi uma das instituições patrocinadoras da Conferência SciELO 15 Anos, realizada em 2013, e, de acordo com Packer, financiou a elaboração do livro com o objetivo de compartilhar a experiência da biblioteca em política de pesquisa e comunicação científica, metodologias e tecnologias.

“Entre os organismos das Nações Unidas, a Unesco lidera a promoção e a adoção do acesso aberto ao conhecimento científico entendido como um bem público e tem o SciELO como uma das referências de programas e experiências bem-sucedidas”, afirmou.

Para Indrajit Banerjee, diretor da Divisão de Sociedades do Conhecimento, Comunicação e Informação da Unesco, os números registrados pelo SciELO evidenciam sua importância para a ciência mundial.

“O SciELO foi lançado quatro anos antes da Declaração de Budapeste e seis anos antes da Declaração de Berlim sobre o acesso aberto e foi pioneiro neste conceito, trazendo a pesquisa para o fácil acesso das pessoas comuns. Passando de dez periódicos em uma reunião pública em São Paulo, em seu início, para o nível atual de mil periódicos e 500 mil artigos disponíveis gratuitamente, trata-se de um feito notável e um exemplo de abordagem de acesso aberto por excelência”, disse Banerjee.

A publicação do livro ocorre em meio aos esforços da Unesco de promoção do acesso aberto à informação e à pesquisa científica. O conselho de administração e a conferência geral da organização aprovaram estratégias para o incentivo a ações que forneçam exemplos de acesso aberto replicáveis para todos os países.

O livro apresenta, entre outros aspectos do SciELO, o caráter multilíngue da biblioteca. Nos 17 anos da rede, predominam artigos em português (41%), devido ao tamanho da coleção histórica do Brasil, seguidos dos artigos em espanhol (39%) e inglês (31%). Mas, considerando a produção anual recente, e tomando o ano de 2013 como base, predominam artigos em espanhol (42%), seguidos de publicações em inglês (39%) e em português (31%).

O livro SciELO – 15 Anos de Acesso Aberto: um estudo analítico sobre acesso aberto e comunicação científica está dividido em 10 capítulos, escritos por 11 autores brasileiros e quatro estrangeiros, e foi organizado por cinco editores: Abel Packer, Nicholas Cop, Adriana Luccisano, Amanda Ramalho e Ernesto Spinak.

A obra está disponível para download aqui.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Biblioteca Digital de Música reúne 230 faixas


Acervo pretende atrair a atenção de artistas interessados em trilhas para suas criações

Ailton Magioli - EM Cultura

No ar há cinco dias, no endereço www.cinemusic.com.br, a Biblioteca Digital de Música para Cinema, Vídeo e Multimídia, criada pelo músico Andersen Viana, pretende atrair a atenção de artistas interessados em trilhas para suas criações. Autor de trilhas sonoras para espetáculos de teatro ('Gardel, uma lembrança', de Manuel Puig) e de dança ('Suíte floral', da Cia. Eliana Cobett), além de uma para o longa-metragem 'Corações ardentes', de Paulo Augusto Gomes, o músico, que é irmão de Marcus Viana, reconhecido autor de trilhas para novelas, acaba de disponibilizar 230 faixas de sua autoria, compostas desde 1978 até o ano passado.

“Quem quiser utilizar o material para fazer uma compilação, faz contato com a gente, assina um termo de compromisso e paga valores acessíveis”, garante Andersen, cujo projeto foi viabilizado através do Fundo de Projetos Culturais da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, que disponibilizou para o artista cerca de R$ 70 mil para a produção do portal. “Claro que para utilização do material em uma campanha de publicidade os valores serão outros”, diz o música, cuja ideia inicial foi atender os diretores de teatro, cinema e dança, além de profissionais de Power Point.

“Tenho feito isto ao longo dos anos. Gravo o material, eles ouvem e, à medida que se interessam por ele, fazem contato para que possamos disponibilizá-lo”, explica Andersen Viana, salientando que a assinatura do áudio será só para fruição. “Feito o contrato, o cliente irá receber um link para baixar a obra.”

Novidade no Brasil, as bibliotecas do gênero já são comuns na Europa e em outras regiões. “Eu mesmo participo de bibliotecas da Inglaterra, onde isso já é uma prática”, afirma Andersen. Segundo contabiliza, com as 230 faixas disponibilizadas inicialmente ele teria cerca de 18 discos, considerando-se que atualmente um disco é composto por 13. A expectativa do músico, que já é fornecedor de bibliotecas internacionais, é de que a aceitação do serviço seja boa no Brasil. “Lá fora há bibliotecas que já disponibilizam até 50 mil faixas.”

Viana prevê que “essa ideia deverá mexer com o brio dos estúdios, já que irá facilitar muito a vida das companhias de teatro e de produtoras de cinema que não vão mais precisar contratar ninguém para criação, produção e gravação de suas trilhas. Está tudo pronto”.

Irmão do também músico Marcus Viana, Andersen Viana é Ph.D em música pela Universidade Federal da Bahia e atua como maestro-compositor, produtor cultural e professor da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes, de Belo Horizonte. Andersen iniciou os estudos com o pai, Sebastião Viana, que foi assistente e revisor de Heitor Villa-Lobos, estudando, posteriormente, em instituições musicais do Brasil, Itália e Suécia.

via Divirta-se


A invasão


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Mario Vargas Llosa e os livros eletrônicos


Uma última curiosidade, hoje universal: os livros de papel sobreviverão ou os livros eletrônicos acabarão com eles? Os leitores do futuro serão leitores apenas de tablets digitais? No momento em que escrevo estas linhas, o e-book ainda não se impôs, e na maior parte dos países o livro de papel continua sendo o mais popular. Mas ninguém pode negar que a tendência é de que aquele vá ganhando terreno sobre este, a ponto de não ser impossível vislumbrar uma época em que os leitores de livros na tela sejam a grande maioria, e os do papel fiquem reduzidos a ínfimas minorias ou até desapareçam.

Muitos desejam que isso ocorra o quanto antes, como Jorge Volpi, um dos principais escritores latino-americanos das novas gerações,(13) que celebra a chegada do livro eletrônico como “uma transformação radical de todas as práticas associadas à leitura e à transmissão do conhecimento”, algo que — garante — dará “o maior impulso à democratização da cultura dos tempos modernos”. Volpi acredita que muito em breve o livro digital será mais barato que o de papel, e que é iminente o “aparecimento de textos enriquecidos já não só com imagens, mas também com áudio e vídeo”. Desaparecerão livrarias, bibliotecas, editores, agentes literários, revisores, distribuidores, e só ficará a saudade de tudo isso. Esta revolução — diz ele — contribuirá de maneira decisiva “para a maior expansão democrática vivida pela cultura desde... a invenção da imprensa”.

É muito possível que Volpi tenha razão, mas essa perspectiva, que o entusiasma, a mim e a mais alguns, como Vicente Molina Foix,(14) angustia. Diferentemente de Volpi, não acredito que a troca do livro de papel pelo eletrônico seja inócua, simples troca de “envoltório”, mas também de conteúdo. Não tenho como demonstrá-lo, mas desconfio que, quando os escritores escreverem literatura virtual, não escreverão da mesma maneira que vieram escrevendo até agora, pensando na materialização de seus escritos nesse objeto concreto, táctil e durável que é (ou nos parece ser) o livro. Algo da imaterialidade do livro eletrônico contagiará seu conteúdo, como ocorre com essa literatura canhestra, sem ordem nem sintaxe, feita de apócopes e gíria, às vezes indecifrável, que domina no mundo de blogs, twitter, facebook e outros sistemas de comunicação através da rede, como se seus autores, ao usarem esse simulacro que é a ordem digital para se expressar, se sentissem libertos de qualquer exigência formal e autorizados a atropelar a gramática, o bom senso e os princípios mais elementares da correção linguística. A televisão até agora é a melhor demonstração de que a tela banaliza os conteúdos — sobretudo as ideias — e tende a transformar em espetáculo (no sentido mais epidérmico e efêmero do termo) tudo o que passa por ela. Minha impressão é de que literatura, filosofia, história, crítica de arte, sem falar da poesia, em suma, todas as manifestações da cultura escritas para a rede serão sem dúvida cada vez mais de entretenimento, ou seja, mais superficiais e passageiras, como tudo o que se torna dependente da atualidade. Se for assim, os leitores das novas gerações dificilmente estarão em condições de apreciar tudo o que valem e significaram certas obras exigentes de pensamento ou criação, pois elas lhes parecerão tão remotas e excêntricas como o são para nós as disputas escolásticas medievais sobre os anjos ou os tratados de alquimistas sobre a pedra filosofal.

Por outro lado, segundo se depreende de seu artigo, ler, para Volpi, consiste apenas em ler, ou seja, em inteirar-se do conteúdo do que é lido, e não há dúvida de que esse é o caso de muitíssimos leitores. Mas, na polêmica com Vicente Molina Foix que seu artigo gerou, este último lembrou a Volpi que, para muitos leitores, “ler” é uma operação que, além de informar sobre o conteúdo das palavras, significa também, e talvez principalmente, gozar, saborear aquela beleza que, tal como os sons de uma linda sinfonia, as cores de um quadro insólito ou as ideias de uma argumentação aguda, é emitida pelas palavras unidas a seu suporte material. Para esse tipo de leitor ler é, tanto quanto uma operação intelectual, um exercício físico, algo que — como diz muito bem Molina Foix — “acrescenta ao ato de ler um componente sensual e sentimental infalível. O tato e a imanência dos livros são, para o aficionado, variações do erotismo do corpo trabalhado e manuseado, uma maneira de amar”.

Custa-me imaginar que os tablets eletrônicos, idênticos, anódinos, intercambiáveis e funcionais a mais não poder, consigam despertar esse prazer táctil prenhe de sensualidade que os livros de papel despertam em certos leitores. Mas não é de surpreender que, numa época entre cujas proezas esteja a de ter acabado com o erotismo, também se desvaneça esse hedonismo refinado que enriquecia o prazer espiritual da leitura com o prazer físico de tocar e acariciar.


13 V. seu artigo “Réquiem por el papel”, El País, 15 de outubro de 2011.
14 V. sua resposta a Volpi, “El siglo XXV: una hipótesis de lectura”, El País, 3 de dezembro de 2011.

Trecho do livro "A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura", de Mario Vargas Llosa (2012)

Comissão Pastoral da Terra disponibiliza acervo digitalizado sobre os conflitos no campo no Brasil


Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da Secretaria Nacional da Comissão Pastoral da Terra, informa ao público que seu acervo de documentos digitalizados está disponível no repositório da Google, o Google Drive. Confira como ter acesso aos documentos:

Desde o início de sua existência em 1975, a Comissão Pastoral da Terra registra os conflitos que envolvem os trabalhadores do campo e denuncia a violência por eles sofrida. Em 1985 a CPT começou a sistematizar os dados colhidos de documentos primários e secundários sobre as ocorrências de conflito no campo e a publicar um relatório anual chamado Conflitos no Campo Brasil, que se encontra disponível no site da CPT (www.cptnacional.org.br) desde 2011. 

O Centro de Documentação Dom Tomás Balduino atua em estrito cumprimento às normas e procedimentos estabelecidos para o tratamento e organização de documentos, tendo a sua atuação pautada não só pela mera organização documental, mas pela análise crítica e aprofundada desse material, no intuito de organizar o registro da luta e a história dos movimentos sociais do campo. 

O Fundo Comissão Pastoral da Terra é organizado em três subfundos, conforme as regras da arquivologia, cada qual com suas particularidades: 

- O Subfundo Conflitos no Campo contém mais de 310.000 páginas de documentos digitalizados, referentes a mais de 25.000 conflitos registrados no banco de dados da CPT, onde muitos destes tiveram várias ocorrências registradas ao longo do tempo. 

- O Subfundo Temático, com mais de 110.000 páginas de documentos digitalizados, contém textos elaborados pela própria CPT, bem como por seus assessores, profissionais da academia e outros atores sociais, que contribuem à compreensão da complexidade do campo brasileiro. 

- O Subfundo Institucional contém mais de 5.000 documentos produzidos pelas instâncias nacionais da CPT. 

Enquanto o subfundo Conflitos se destaca por sua cientificidade e pelos milhares de recortes de jornais sobre o mesmo espectro de assuntos, o subfundo Temático caracteriza-se pela diversidade e profundidade dos textos produzidos pelos agentes da CPT, seus assessores e colaboradores, bem como outros documentos que facilitam uma leitura crítica dos mais diversos assuntos relacionados à complexa realidade do campo. O conjunto dos três subfundos constitui um recurso ímpar no país, dado à sua natureza e amplitude. 

OBSERVAÇÃO: A utilização desses documentos em publicações é livre, desde que sejam feitas as devidas referências, ou seja, citada a fonte como arquivo do CEDOC Dom Tomás Balduino da CPT. 

ATENÇÃO: PARA ACESSAR O REPOSITÓRIO, A LEITURA DO “MANUAL DO USUÁRIO DO ACERVO DO DIGITALIZADO” É IMPRESCINDÍVEL, ELE DARÁ ORIENTAÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DE PESQUISAS E CONSULTAS.  

Para acessar todos os documentos do acervo, realizar downloads, utilizar o campo de pesquisa do Google Drive e todos os recursos do mesmo é necessário que o usuário possua uma conta Google (Ex.: Gmail). Caso não possua este tipo de conta ela pode ser criada de forma rápida e gratuita pelo site <drive.google.com> no link intitulado “Inscreva-se” (Sign Up) ou “Criar uma Conta” (Create an account). 

O usuário deverá então, acessar o link de compartilhamento <http://goo.gl/TJ10G>, entrar em sua conta (Clicando em “Login”), clicar no link superior direito “Adicionar ao Google Drive” e em seguida clicar em “Abrir no Google Drive”. Desta forma, o campo de busca estará habilitado e o acervo digitalizado do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino ficará vinculado à sua conta Google e bastará acessar sua conta para ter acesso ao acervo, sem a necessidade de utilizar-se do link de compartilhamento novamente.

via CPT


Instituto de Pesca lança site inédito com informações pesqueiras


O Instituto de Pesca (IP-APTA) lança site inédito com informações sobre a atividade pesqueira no Estado de São Paulo. No site do Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira Marinha e Estuarina (PMAP), pesquisadores, estudantes, autoridades, cooperativas, armadores e empresários poderão acessar informações sobre os 15 municípios pesqueiros paulistas, lista de espécies encontradas no Estado, produção, captura, aparelhos de pesca utilizados e número de embarcações. O acesso pode ser feito no link http://www.propesq.pesca.sp.gov.br/. As informações pesqueiras no Estado de São Paulo são coletadas desde 1944. O Instituto de Pesca desde a sua fundação, em 1969, é a instituição responsável pela coleta, armazenamento, análise e divulgação destas informações. Os dados registrados a partir de 1998 já se encontram inseridos em um banco de dados online. Trata-se do maior acervo de informações de pescas artesanais e industriais do Brasil. O Instituto de Pesca é coordenado pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Segundo Antônio Olinto Ávila da Silva, pesquisador do IP, o banco de dados é importante, pois permite que diferentes tipos de usuários tenham acesso direto aos dados coletados pelo PMAP. Estes dados podem ser utilizados para diversos propósitos, como a caracterização da atividade pesqueira marinha no Estado e em seus municípios, acompanhamento do desempenho de pescarias específicas, orientação no consumo de pescados e avaliação de políticas públicas voltadas para a atividade pesqueira. “Além do banco de dados, também estão disponíveis os números já publicados de Informe Pesqueiro de São Paulo e informações detalhadas sobre as espécies de pescado capturadas e a atividade por município”, afirma.

As informações disponibilizadas pelo Instituto de pesquisa paulista são obtidas principalmente por meio de entrevistas voluntárias com mestres de embarcações e pescadores. Também são utilizados auto-registros e consultas a registros de descarga e comercialização de pescado de empresas. Ao todo são monitorados mais de 200 pontos de escoamento de pescado nos 15 municípios da costa paulista.

O PMAP nunca divulga informações que permitam a identificação de pessoas, pequenos grupos ou empresas. “Embora o Instituto de Pesca seja uma instituição pública, os dados individuais fornecidos voluntariamente por pescadores, armadores e empresas de pesca são privados e devem ser respeitados como tal”, afirma Silva. As informações sobre a atividade de pescadores ou embarcações podem ser solicitados gratuitamente ao PMAP pelo próprio pescador ou armador.

via Segs

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

"Pai da internet" alerta para uma possível idade das trevas digital


O vice-presidente do Google, Vint Cerf, alertou que todas as informações armazenadas digitalmente durante um século inteiro podem ser dizimadas, colocando boa parte dos documentos que registram nossa história sob ameaça. Também chamado de "o pai da Internet", Vint acredita em uma possível “idade das trevas da era digital”. 

O motivo do desaparecimento súbito seriam as constantes atualizações de sistemas, que podem tornar arquivos armazenados inacessíveis defasados e incompatíveis com os leitores do futuro. Portanto, comece a imprimir suas fotos prediletas, antes que elas sumam do mapa.
A cada segundo, milhares de novas fotos são carregadas para as redes sociais em todo o mundo; e a maioria dessas imagens é enviada diretamente de uma câmera digital ou de um smartphone, fazendo com que a imagem nunca exista realmente em uma forma física. Porém, especialistas acreditam que dentro de algum tempo, os arquivos salvos nos formatos que conhecemos hoje podem se tornar incompatíveis com novas tecnologias que surgem a uma velocidade impressionante. 

Alguns pioneiros já começaram seus esforços para evitar que as próximas gerações não tenham acesso à nossa memória digital. Em 2010, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos assinou um acordo com o Twitter para arquivar tweets públicos enviados pelos usuários desde o lançamento da plataforma. A ideia é preservar as mensagens e disponibilizá-las para análises futuras. 

Já no Reino Unido, a Biblioteca Britânica está adotando medidas ousadas para corrigir o que chamam de "buraco negro digital", onde a informação é perdida, uma vez que fica presa em uma página da web que foi extinta, por exemplo. Desde 2004, eles trabalham para arquivar sites para gerações futuras e também para imprimir materiais publicados digitalmente. 

Mas imaginar que apenas imagens e textos serão perdidos nesse buraco negro é limitar nosso pensamento. Gravações históricas de músicos geniais também podem desaparecer se nada for feito a tempo. Algumas gravações históricas ainda existem em fitas cassetes, discos e outros formatos que são vulneráveis não apenas à degradação física, mas ao desaparecimento da tecnologia necessária para reproduzi-las. Para tentar decidir qual é o melhor formato para preservá-las para os próximos cem anos, é necessário antecipar quais tecnologias ainda podem estar disponíveis no futuro.

"Uma saída poderia ser manter o mínimo de compatibilidade de leitura para os dados mais antigos, mesmo com as novas tecnologias, sem se preocupar com questões de rapidez de processamento, capacidade ou custos", disse Eric Burgener, diretor de pesquisa da IDC. “O mal, claro, está nos pequenos detalhes”.


via CanalTech 

O domínios das máquinas


Estava jantando antes da sessão quanto meu celular vibrou. Ele estava me lembrando: tinha 20 minutos para ir ao Belas Artes ver "Birdman". Fiquei surpreso, pois não havia agendado alarme. Não foi preciso os programas de computador já estão decidindo isso por nós. Comprei os igresso pela internet e ele foi enviado ao meu e-mail. De algum modo, minha conta 'leu' a mensagem, entendeu que era um compromisso e decidiu incluir isso no calendário do aparelho. Tudo sozinho. Depois as pessoas acham que premissas como as de 'O Exterminador do Futuro' e 'Matrix' são apenas ficção científica.

via O Cri-crítico
O Estado de S. Paulo

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Pesquisar sobre doenças no Google poderá ficar mais fácil e seguro

Gigante de buscas anuncia que assuntos relacionados à saúde serão incorporados no 'Gráfico de Conhecimento' do buscador. Banco de informações foi revisado por médicos, diz Google

IDGNow

Obter informações sobre sua saúde a partir do "Doutor Google" está prestes a ficar mais fácil. O Google anunciou nesta terça que seu serviço de checagem de informações sobre assuntos relacionados à saúde estará melhor e também será incorporado ao "Gráfico de Conhecimento do Google" nos próximos dias.

Em termos práticos, isso significa que na próxima vez que você fizer uma pergunta do tipo: "conjuntivite é contagioso?" você terá uma resposta instantânea e no topo dos resultados da sua pesquisa resultados similares ao seu pedido serão mostrados

As respostas sobre saúde incluirão informações básicas sobre doenças ou outras condições, o quão comum elas são, assim como ilustrações médicas quando disponíveis e licenciadas.

O Google diz que não se trata de informações aleatórias puxadas da internet. A companhia afirmou que dedicou um grande esforço para revisar e checar informações sobre saúde que aparecem no "gráfico do conhecimento" do buscador.

Segundo o gigante de buscas, as informações foram compiladas por médicos e pesquisas médicas de alto padrão espalhadas pela web. O banco de informações foi revisado por médicos no Google e da Clínica Mayo - organização sem fins lucrativos da área de pesquisas médicas. 

Embora o Google tenha a tendência ser líder quando o assunto é pesquisa de conteúdo, no caso de informações específicas de saúde é uma área na qual a companhia se encontra um pouco atrás.

A Bing tem seguido a mesma direção de "fontes de qualidade" para informações de saúde como a própria Clínica Mayo desde 2009. 

Porém, recentemente a Bing aparece revelar a maioria de suas informações referentes à saúde do Wikipedia. Com o Google agora em parceria com a Clínica Mayo, a gigante de busca pode se tornar bem superior - mesmo que ele esteja seis anos atrasado no jogo.

A ideia é que o serviço não se torne um incentivo à automedicação, assegura o Google que diz que tais informações têm apenas o objetivo de informar pessoas. Se você estiver doente ou pensa que está, você ainda deve procurar um médico.