quinta-feira, 23 de junho de 2016

‘Doutor Google’ dará dicas sobre doenças com base em sintomas pesquisados

De acordo com a empresa, o objetivo é evitar ‘ansiedade’ e ‘estresse’ desnecessários que ocorrem com resultados alarmantes

André Cabette Fábio | Nexo

Segundo o Google, 1% das buscas realizadas no site são sobre sintomas de doenças - muitos até chamam o buscador de “Doutor Google”.

Mas, de acordo com a empresa, essa tentativa de se chegar a um diagnóstico a partir da consulta a publicações virtuais tem causado problemas. Um deles é a pessoa achar que, a partir de alguns sintomas, está com alguma doença grave e assustadora.

A partir da próxima segunda-feira (27), quem fizer pesquisas pelo celular nos EUA sobre sintomas simples, como “dor de cabeça” ou “coceira”, obterá resultados com dados do próprio Google.

Trata-se de mais um esforço da empresa para fornecer informações diretamente ao usuário sem que este deixe o buscador ao clicar nos links de outros sites. Segundo a companhia, o serviço tem o objetivo de evitar “ansiedade e estresse” desnecessários.

Como será a busca por sintomas no Google

Como funcionará o diagnóstico do Google

O Google relacionará a cada termo uma lista de doenças, como “sinusite”, “enxaqueca” ou “gripe”. As informações serão acompanhadas de opções de tratamento, onde obter dados mais aprofundados na rede, quais casos podem justificar uma visita ao médico e qual a especialização indicada.

O resultado aparecerá em destaque no topo da página, seguido pelas informações obtidas normalmente em outros sites pelo mecanismo de busca do Google.

A diferença é que a informação em destaque terá passado previamente pelo filtro de especialistas consultados pela empresa. Entre esses estão quadros da Harvard Medical School e da Mayo Clinic - instituição médica americana sem fins lucrativos.

Os dados estarão disponíveis a partir do dia 27 em buscas feitas por celular no site do Google e em aplicativos para Android e iOS nos Estados Unidos. Mas o sistema deve ser ampliado também para outras línguas e plataformas - a empresa não informa quando isso ocorrerá.

Os diagnósticos de internet

A despeito da qualidade da informação, a internet se tornou uma influente fonte sobre saúde. Segundo estudo da Northwestern University, 84% dos adolescentes com 12 a 18 anos nos Estados Unidos buscam informações sobre saúde on-line - em comparação, apenas 3% obtêm esse tipo de informação em jornais. Desses, um em cada três alteraram os seus hábitos influenciados pela internet.

É preciso, porém, tomar precauções sobre o  uso do “Doutor Google”. Ana Flávia Pires Lucas D'Oliveira, professora de medicina preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, por exemplo, afirma que sintomas e doenças devem ser sempre discutidos com um médico.

Mas ela avalia como positivo que os pacientes cheguem às consultas munidos de informações sobre os próprios problemas.

“Tem muitos médicos que têm preconceito contra o ‘Doutor Google’, mas quando a fonte é de qualidade, ela gera uma relação menos assimétrica entre paciente e profissional de saúde e permite uma participação maior [do paciente] sobre o seu próprio cuidado, algo que deve ser incentivado”
Ana Flávia Pires Lucas D'Oliveira
Professora de medicina preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em entrevista ao Nexo

Albert Einstein tem parceria com o Google Brasil

A empresa de tecnologia também tem oferecido conteúdo próprio para buscas sobre saúde no Brasil. Atualmente, se um brasileiro faz uma busca por “dor de cabeça em um lado só” recebe os resultados normais filtrados pelo algoritmo de busca. Entram na lista reportagens de grandes portais de notícias, verbetes de sites especializados em saúde e, claro, uma discussão do Yahoo Respostas sobre o tema.

Quando se busca por doenças específicas, como “catapora”, no entanto, o buscador mostra, do lado direito da página, um verbete com a palavra elaborado pela própria empresa junto a entidades especializadas de várias regiões do globo.

A instituição usada como referência no Brasil é o Hospital Albert Einstein. Mas a lista de parceiros inclui também a Mayo Clinic, dos Estados Unidos, e Apollo Hospitals, da Índia, por exemplo. No Brasil, os verbetes estão disponíveis desde março.

Busca por catapora no Google Brasil

De acordo com o Albert Einstein, já foram elaborados 500 verbetes. Outros 500 devem ser lançados no futuro. O mecanismo pode evitar que internautas cheguem a informações de baixa qualidade, um problema frequente de sites brasileiros sobre saúde.

Segundo trabalho de pesquisadores das faculdades de medicina de Jundiaí, Botucatu, e ABC, buscas por diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e infarto agudo do miocárdio, remetem, em geral, a informações de baixa qualidade. A pesquisa afirma que:

20%
Das páginas não tinham informações adequadas sobre o tratamento completo de hipertensão arterial sistêmica

30%
Daquelas relacionadas com infarto agudo do miocárdio tinham o mesmo problema

35,5%
Das que traziam informações sobre diabete mellitus tinham informações inadequadas sobre tratamento

Nova estratégia do Google

A nova ferramenta é mais uma medida por meio da qual o gigante de buscas fornece informações sem que seja necessário clicar nos links de outros sites. Isso já ocorre com a tradução de palavras ou informações sobre a população de cidades brasileiras, por exemplo.

O resultado imediato da nova ferramenta deve ser uma queda do tráfego dos sites especializados em saúde, que ficará mais concentrado no próprio Google e nas referências escolhidas pela empresa.

Documento digital e preservação digital: algumas considerações conceituais


RICI: R.Ibero-amer. Ci. Inf. v. 9, n. 2 (2016) 

Ernesto Carlos Bodê

Apresenta o histórico de desenvolvimento do documento digital e a relação com outros tipos documentais. Discute o seu papel e suas características relevantes para o entendimento da preservação digital. Considera tanto o documento digital que já nasce nesta forma, como também aqueles oriundos de processos de digitalização a partir de outros documentos em suportes tradicionais como o papel comum ou o papel fotográfico. O artigo inclui as diferenças conceituais entre documento eletrônico e documento digital e a relação entre a preservação tradicional, que se ocupa dos documentos em suportes tangíveis, e a preservação digital. Toma os conceitos de documento e preservação exarados por instituições de referência e por pesquisadores destacados.

Clique aqui para o texto completo [pdf/14p.]
Imagem: Internet

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Google da Bíblia


A Herzog College, acaba de lançar o  hatanakh.com  - o "Google da Bíblia", como está sendo chamado o projeto com permissão da Google Corporation. A Bíblia on-line é fruto de cinco anos de trabalho por uma equipe de 10 pesquisadores que desejavam disponibilizar não só a própria Bíblia, mas também ferramentas interativas, comentários bíblicos, artigos acadêmicos e arqueológicos e um estoque de Mapas do Google que permite aos usuários  realizar um tour nos locais bíblicos.

O rabino Yehuda Brandes, reitor da universidade, afirmou: "Este é mais um passo no renascimento do estudo da Bíblia em Israel e na Diáspora, tornando a Bíblia o fundamento da identidade de israelenses e judeus, através de uma conexão com o passado e o futuro - um antigo legado em um moderno avanço".

Biblioteca virtual oferece material para políticas públicas de proteção à infância

Biblioteca virtual reúne livros, manuais, guias, cartilhas, textos e vídeos elaborados por atores sociais envolvidos na defesa da infância.

ONU

Fruto de um trabalho do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e parceiros, a Biblioteca Virtual Crescer Sem Violência tem como objetivo dar subsídios para a formulação de políticas públicas voltadas para a proteção dos direitos de crianças e adolescentes.



Crianças quilombolas. Foto: Flickr/ Dasha Gaian (CC)

Fruto de uma parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Associação dos Pesquisadores dos Núcleos de Estudos e Pesquisa sobre a Criança e o Adolescente (NECA) e o Instituto da Criança e do Adolescente (INDICA), a Biblioteca Virtual Crescer Sem Violência tem como objetivo dar subsídios para a formulação de políticas públicas voltadas para a proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

A biblioteca reúne um conjunto de materiais com o objetivo de contribuir para a implementação de políticas de proteção integral de crianças e adolescentes com seus direitos ameaçados ou violados, particularmente aqueles em situação de vulnerabilidade social.

Os livros, manuais, guias, cartilhas, textos e vídeos disponibilizados na biblioteca vêm do trabalho de atores sociais envolvidos na defesa dos direitos da criança e do adolescente nas últimas décadas.

A biblioteca trabalha com temas como violência contra crianças e adolescentes; trabalho infantil; acolhimento institucional e familiar; atendimento socioeducativo; ações de prevenção e atuação nas situações de desastres; entre outros.

A coletânea foi concebida para subsidiar a implementação de políticas e serviços destinados à melhoria dos indicadores dos municípios inscritos no Selo UNICEF Município Aprovado do Semiárido Brasileiro e da Amazônia Legal Brasileira, alguns dos quais registram altos índices de iniquidade e violência contra crianças e adolescentes. Contudo, os materiais são de uso universal, podendo ser fonte de informação para outros municípios do país.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Dados que curam

Na era digital, a possibilidade de coletar, organizar e acessar um mundo de informações favorece o trabalho dos médicos - e quem mais ganha são os pacientes

Por Raquel Beer | Veja


Schlesinger, da Mendelics: sequenciamento genético por 10 000 reais. Antes, custava mais que o dobro (Lailson Santos/Dados que curam)

“Declare o passado, diagnostique o presente e preveja o futuro”, dizia o fisiologista grego Hipócrates, apelidado de o pai da medicina, no século V a.C. Com essa elegante definição do trabalho médico, o pensador indicava a relevância do acúmulo de conhecimento prévio para guiar os tratamentos. Ao receber um paciente, o profissional de saúde precisa, antes de tudo, relacionar os sintomas relatados a outros quadros similares para realizar o exame, prescrever medicamentos e prever qual será a eficiência da terapia recomendada. Até muito recentemente, porém, antes do desenvolvimento de exames de laboratório complexos e conclusivos, os doutores tinham de confiar apenas na memória de um enfermo para desenhar um caminho de cura. 

Deu-se agora uma espetacular guinada com o avanço da era digital, da inteligência alimentada pelos algoritmos e do big data — termo que descreve a possibilidade de organizar e consultar, de forma automática, montantes colossais de dados em qualquer área do conhecimento humano. 

No século XXI, médicos dependem cada vez menos do próprio conhecimento, ou do que relatam os pacientes, para “declarar o passado, diagnosticar o presente e prever o futuro”. Bastam alguns cliques no computador para ter acesso a quase toda informação. Está acabando o tempo em que clínicos de pronto-socorro podem se contentar em dizer aos doentes, genericamente: “É uma virose”. 

O impacto das novas tecnologias de big data no trabalho médico pode ser medido em números. Ao longo da vida, um indivíduo gera o equivalente a 200 terabytes de informações ligadas à sua saúde. Entretanto, em torno de 90% desses dados se perdem porque não são armazenados, ainda. Estima-se que, se os médicos tivessem acesso ao histórico de todos os pacientes do mundo, seria possível reduzir em 20% a mortalidade global. A precisão nos diagnósticos possibilitaria ainda uma economia de 300 bilhões de dólares ao ano apenas para o sistema de saúde dos Estados Unidos. Esses benefícios levam a uma adoção cada vez mais ampla dessa inovação: a cada ano, aumenta em 20% a digitalização de informações médicas no planeta. Portanto, não está tão longe um futuro no qual não mais 90%, quiçá nem 1%, desse conteúdo será perdido.




Dada a imensidão de estatísticas que podem ser colhidas, como or­ga­ni­zá-­las e compreendê-las? A resposta está nos softwares de big data. Eles são resultado direto do exponencial barateamento da capacidade de armazenamento dos computadores, acompanhado pela multiplicação do processamento dessas máquinas e pelo avanço da tecnologia de sequenciamento genético. Tudo somado, temos a interpretação automática, mesmo por aparelhos comerciais como smart­pho­nes e tablets, de todo o conteúdo compilado pelos profissionais. E haja dados: um único hospital pode acumular 665 terabytes deles ao ano, o equivalente a três vezes todo o catálogo da Biblioteca do Congresso americano, a maior do mundo.

Um dos mais novos e promissores frutos desse caldo tecnológico é o programa Watson Health, próprio para hospitais. Lançado pela IBM em abril de 2015, ele é um refinado produto de inteligência artificial, alimentado pelos potentes servidores da empresa americana, cuja missão é agrupar grande parte dos dados medicinais do planeta para facilitar o trabalho dos médicos. No mês passado, a IBM começou a negociar a instalação do programa em clínicas brasileiras. Como ele vai funcionar? O Watson é alimentado de informações provenientes de laboratórios, hospitais e até mesmo iPhones. Em uma parceria com a Apple, a IBM fez com que seu software tivesse acesso a informações geradas a partir de aplicativos de celular e tablet que medem o estado de saúde de seus usuários. Que tipo de material é coletado? Quantos passos as pessoas dão em um dia, se dormem bem, em que ritmo bate o coração, e muito mais. “Há uns cinco anos começamos a notar quanto essa abordagem da computação, chamada de cognitiva, se tornará chave para a evolução do cuidado médico”, disse a VEJA o oncologista americano Mark Kris, um dos responsáveis pelo projeto do Watson Health. “A ferramenta que criamos é fundamental para a construção de tratamentos individuais, específicos e sob medida, de cada paciente, em qualquer lugar. É o futuro da medicina, começando hoje.” 

No consultório, o Watson Health acaba por operar como um Google dos médicos. A tecnologia apresenta subdivisões de acordo com a especialidade do campo da saúde. Uma das mais consultadas é o Watson Oncology, focado na oncologia e desenvolvido em parceria com o prestigiado hospital americano Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Durante os últimos cinco anos, médicos abasteceram o Watson — e continuam a fa­zê-lo — com histórias de casos atuais e antigos de câncer, ensinando assim a inteligência artificial a abordar cada variação da moléstia. Hoje, oncologistas com acesso ao programa consultam esse banco de dados antes de atender um paciente. Nele, é possível inserir o quadro clínico geral de um paciente. A partir daí, a inteligência artificial calcula quais são os métodos que se provaram mais eficientes para o tratamento da enfermidade em questão. 

Antes da chegada do Watson Health ao país, hospitais brasileiros já vinham instalando tecnologias similares. Há quatro anos o paulistano Sí­rio-Li­ba­nês investe na criação do que denominou de Biobanco, uma central de servidores com dados de amostras de sangue e tecido e com informações sobre tumores de pacientes. A tecnologia, em teste, ainda é acessada apenas por uma área de pesquisas, na qual quarenta pacientes têm servido de voluntários. “Mas estamos felizes com os resultados e logo implementaremos esse recurso em todo o nosso complexo”, diz o bioquímico Luiz Fernando Reis, responsável pela iniciativa. 

Outro exemplo do bom uso do big data na área médica vem do laboratório paulistano Mendelics. Fundada há quatro anos pelo neurologista David Schle­sin­ger, a empresa é especializada em sequenciamento genético, técnica que contribuiu para o desenvolvimento desta era do big data. Por menos de 10 000 reais, em média (há cinco anos, esse valor era mais que o dobro), em apenas um mês de trabalho, o Mendelics analisa o DNA de uma pessoa e identifica as alterações nos genes que podem predispor a algum mal, como a doença de Parkinson, por exemplo. 

As vantagens dessas inovações são evidentes. É preciso, porém, atentar também para alguns perigos da novidade. Um deles é a exposição da privacidade das pessoas. Afinal, como saber se um paciente concorda que as informações de sua doença sejam coletadas e jogadas em um banco de dados, expondo sua condição a desconhecidos? Ilustra bem esse nó a existência de uma rede social para profissionais de saúde (o cadastro é gratuito, mas apenas acessível a quem é da área), a Figure 1. Ela funciona como um Instagram com imagens de doenças e adoecidos. Em teoria, é preciso preservar a identidade do paciente ao compartilhar uma imagem — conteúdo que pode ser útil, por exemplo, para um médico pedir orientações a um colega, especialista em uma enfermidade, de um hospital do outro lado do planeta. Entretanto, como tudo na internet, há brechas que acabam por expor as pessoas.

Outro dilema, este talvez ainda mais delicado, é a transformação de qualquer paciente em um especialista, dada a facilidade de coletar dados. No Google, 20% das buscas realizadas são relacionadas a doenças — e muita bobagem, como tratamentos sem fundamentos científicos, aparece quando se faz esse tipo de pesquisa. Com a intenção de reduzir danos, o Google se uniu a hospitais como o paulistano Albert Einstein para sempre apresentar informações corretas quando um usuário faz buscas no site. Desde março, quando alguém procura por uma enfermidade, como a zika, aparece, ao lado dos resultados usuais (normalmente, pouco confiáveis), uma tabela feita por especialistas que descreve a evolução da doença e indica onde procurar ajuda. Como é habitual no mundo da inovação, o problema que surge com a tecnologia acabou sendo resolvido, também, pela própria tecnologia. Há, sim, questões a ser discutidas quando se trata de coleta extensiva de informações individuais. Porém, separar o joio do trigo é algo que já começa a ser feito a partir da análise de dados. O “achismo” morreu.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Portal reúne 150 anos de história russa em 80 mil fotos gratuitas

Imagens de museu e arquivos pessoais compõem coleção interativa, que ganhará novas imagens todos os dias.

Gazeta Russa

O Museu de Arte Multimídia de Moscou anunciou o lançamento de um novo portal, História da Rússia em Fotografias, que disponibiliza cerca de 80 mil fotos de registros feitos no período entre 1860 e 2000. A coleção será expandida diariamente.

Segundo a diretora do museu, Olga Sviblovo, o objetivo do portal é reunir todas as coleções de museus e de fotos pessoais para criar uma espécie de “Wikipédia visual sobre a história da Rússia”.

O site funciona como um banco de fotos, bastante fácil de usar. Para visualizar as seções de tempo não é sequer necessário saber russo; basta mover o cursor pela linha do tempo que as fotos correspondentes ao período escolhido aparecem na página principal.


Arredores de Moscou, em 1954 Foto: МАММ/МDF

“Nós estamos desenvolvendo agora a versão em inglês do site e aperfeiçoando o tradutor automático, porque a busca no site é feita por tags”, explica Sviblova. “Já existem mais de 10 mil delas. Por exemplo, ao buscar pela tag ‘boutonnière’, pode-se ver uma foto do poeta Aleksandr Blok vestindo um em seu paletó.”

“Começamos a pensar nesse portal em 1999, porque entendemos o quão importante seria a criação de uma história fotográfica para as gerações futuras”, diz Sviblovo. “Não se pode construir o futuro sem conhecer o passado.”

O projeto mantém cooperação com todos os museus e arquivos do Estado em Moscou, além de centros de exposição regionais e herdeiros de famosos fotógrafos russos.

Os visitantes do site também podem postar suas próprias fotos, melhorar a qualidade das imagens e até virar curadores, criando suas exposições com textos e comentários.


Moscou, em 1955 Foto: MAMM/MDF


Hemeroteca Digital Catarinense disponibiliza publicações do século XIX


Acervo conta com exemplares iniciais de jornais famosos na história do estado, como O Estado e O Catharinense.

Fagner Santos /Prof. orientador Cláudio Toldo (SC0640JP)

A Hemeroteca Digital Catarinense é um acervo digital online com publicações periódicas, em especial jornais editados e publicados no estado a partir do século XIX. Funciona desde novembro de 2013, e conta atualmente com um acervo de 14.719 publicações, divididas entre 783 títulos.

O projeto é uma parceria da Biblioteca Pública de Santa Catarina, Fundação Catarinense de Cultura, o Centro de Ciências Humanas e da Educação, Instituto de Documentação e Investigação em Ciências Humanas (IDCH) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

De acordo com o bibliotecário e coordenador do projeto, Alzemi Machado, o objetivo é proporcionar acesso a fontes documentais selecionadas, organizadas e estruturadas em Portable Document Format (PDF).

“Além de disponibilizar estes arquivos para pesquisas, trabalhos acadêmicos e artigos científicos, o lazer e a curiosidade também podem atrair o leitor para a Hemeroteca”, acrescenta Machado.

O site recebeu uma atualização este mês, com novos títulos e complementação de coleções anteriores, onde faltavam alguns números. Machado lembra que o material mais antigo disponível é o jornal do município de Desterro, O Catharinense, datado de 1831. Você pode conferi-lo aqui e aqui.

O coordenador ressalta ainda que a Hemeroteca planeja digitalizar, em um futuro próximo, revistas e publicações governamentais.

“Temos o problema do domínio público. Todos os títulos do século XIX já estão disponíveis, mas os recentes podem exigir permissão dos donos de direitos autorais. Um exemplo é o jornal O Estado, que foi fundado em 1915 e fechou em 2009, e cedeu os direitos para a publicação na Hemeroteca”, explica.

Atualmente o projeto conta com títulos de 50 cidades catarinenses. A Hemeroteca permite também o acesso as publicações para pessoas de outras cidades e até outros estados. “Eliminamos a necessidade de comparecer fisicamente na Biblioteca Pública de Santa Catarina”, finaliza Machado.

Startup francesa cria livro que adapta história ao leitor

Imagem do romance policial "Chronique(s) d'Abîme" no aplicativo lançado pela Via Fabula

Melissa Serrato | EFE 
UOL

Dizem que a pessoa que se identifica com a história que lê sempre chega ao final dela. Com base nisso, foi criado na França um aplicativo que se adapta ao gosto, à vida e à personalidade de cada leitor.

Assim, a história pode variar se o leitor for homem ou mulher, se estiver ou não em um relacionamento, e até mesmo dependendo do lugar em que o livro for lido. A invenção é da Via Fabula, uma startup francesa que desenvolve um aplicativo de livros digitais. "Nós não fazemos livros interativos, mas adaptativos", comentou Bruno Marchesson, fundador do projeto.

A diferença, segundo explicou, é que as histórias interativas permitem que o leitor escolha o que quer ler, e nas "adaptativas é o livro que escolhe a história que será mostrada ao leitor e que será adaptada a seus gostos e interesses".

Para isso, o leitor deve baixar gratuitamente o aplicativo, que já conta com mais de 1,1 mil usuários desde que foi lançado, no início deste ano. Depois, é necessário associar a conta a um perfil no Facebook ou preencher um simples questionário e permitir que o aplicativo identifique sua localização geográfica.

Feito isso, já é possível começar a ler o romance policial "Chronique(s) d'Abîme" ("crônica(s) do abismo"), que apresenta o primeiro capítulo adaptado à hora e à cidade do leitor, embora por enquanto só esteja disponível na versão francesa.

No entanto, para ter as adaptações que o aplicativo propõe é preciso pagar, como com qualquer livro digital ou de papel, para continuar com a história. O custo é de US$ 4,99, dos quais 30% vão para a plataforma de download, outros 30% para Via Fabula e os 40% restantes para o autor. "É uma verdadeira vantagem para os escritores, pois habitualmente as editoras pagam apenas 10% das vendas a eles", comparou o empresário.

O escritor Marc Jallier, especializado em terror, foi o escolhido para fazer o piloto deste projeto, apesar de "Chronique(s) d'Abîme" já ter sido publicado há mais de dez anos.

Marchesson contou que o escritor decidiu trabalhar com a Via Fabula pelo desafio de escrever seis histórias diferentes que partissem de uma mesma base, com nove finais alternativos e 150 variações no desenvolvimento da história.

"Uma vez ele escutou um de seus leitores dizer que tinha gostado de um livro, mas não do final. Então, quando começamos a trabalhar, lembrou desse episódio e quis tentar não um final diferente, mas muitos mais", disse.

Isso ocorreu há dois anos e, desde então, Marchesson, que é engenheiro informático, começou a trabalhar com o escritor. Depois, vieram seus dois atuais sócios: o desenvolvedor Rémy Bauer e a web designer e diretora geral Aurélie Chavanne. Após seis meses de trabalho coletivo, o projeto ficou pronto.

"Tudo funciona com um algoritmo que se encarrega de introduzir as variações da história, a partir de uma plataforma informática que muda de forma dinâmica para cada leitor", detalhou Marchesson.

De acordo com o fundador do projeto, a equipe da Via Fabula "trabalhou com os códigos e a programação" e a diversão ficou com o escritor, que "saiu de sua zona de conforto e pôde explorar verdadeiramente sua criatividade para desenvolver o que pode ser uma nova forma de literatura".

A Via Fábula trabalha agora na publicação de dois novos livros. Um deles será ilustrado e infantil, que pode ser lançado em breve, segundo Marchesson, para "conquistar" mais crianças e "animá-las para que leiam desde os primeiros anos".

O segundo será de ficção científica e deve ser disponibilizado até o fim deste ano. "É um documentário de ficção, ou seja, vai ser baseado em histórias reais, mas o ponto de vista de cada personagem mudará de acordo com os desejos dos leitores", explicou Marchesson.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

EDUBASE


Base de dados de artigos de periódicos nacionais em Educação e áreas afins, desenvolvida e fundada pela Biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP, desde setembro de 1994, sendo a partir de abril de 2015, gerenciada pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, precisamente pelo Portal de Periódicos Eletrônicos Científicos. A proposta da Edubase é que futuramente possam incluir, além dos artigos de periódicos, trabalhos de anais de eventos, e capítulos de livros relacionados à Educação e áreas afins de acesso aberto.


Estudo Geral


ESTUDO GERAL é a designação do repositório digital da produção científica da Universidade de Coimbra, cujo objetivo consiste em divulgar conteúdos digitais de natureza científica de autores ligados à Universidade de Coimbra. A sua criação insere-se no movimento de Acesso Livre à Literatura científica (Open Access), ao qual o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas aderiu em 2006.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

80 mil arquivos de som no portal da Biblioteca Britânica


A coleção engloba milhares de arquivos de áudios capturados que cobrem toda a gama de sons gravados: música, teatro e literatura, história oral, vida selvagem e sons ambientais. 

A seleção disponível provem dos 3,5 milhões de sons gravados na Biblioteca Britânica. 

Entre o conteúdo encontra-se entrevistas com vítimas da Segunda Guerra Mundial, transmissões de grandes eventos desportivos, vozes de pessoas famosas etc. 

O conteúdo não pode ser baixado, só apreciado on-line, a transferência só é autorizada por instituições britânicas com tal permissão.




quarta-feira, 15 de junho de 2016

As rotas de Cervantes


A iniciativa reúne 18 exposições virtuais e cinco passeios em 360º por lugares emblemáticos na vida do célebre escritor

Escritor. Soldado. Homem. Mito. O autor de Dom Quixote é uma figura extremamente importante, muitas vezes creditado como o primeiro escritor moderno e um dos escritores mais importantes de todos os tempos. Para comemorar o 400º aniversário da sua morte, o Google Cultural Institute reúne instituições e coleções em todo o mundo em um só lugar, deixando todo mundo redescobrir Cervantes. Explorar "As Rotas de Cervantes" (The Routes of Cervantes) e ver como o homem e suas obras ganham vida.



sexta-feira, 10 de junho de 2016

Repositórios institucionais: padrões para registro em diretórios oficiais de acesso aberto

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. São Paulo, v. 11, n. especial, 2015.

Maria Betânia de Santana da Silva

Analisa os padrões que qualificam um Repositório Institucional (RI) a integrar a base de diretórios oficiais de acesso aberto, segundo o Directory of Open Access Repositories (OpenDOAR), em contribuição ás discussões sobre os caminhos a serem percorridos para um RI eficaz do ponto de vista da interoperabilidade da informação científica em rede mundial, sob a hipótese de assim evitar uma adesão excessivamente simplista, com base apenas nas tecnologias, em detrimento de etapas simples, porém importantes, talvez determinantes para a divulgação da informação científica produzida. A metodologia utilizada é exploratória e a descritiva, com abordagem quali-quantitativa através do levantamento bibliográfico, das condições apresentadas pelo OpenDoar e paralelamente das orientações dadas pelo IBICT como principal órgão de fomento para implantação de Repositórios no Brasil. Conclui-se sobre a importância das ações e parcerias entre instituições e órgãos de fomento para um crescimento com qualidade e maior representação dos RIs brasileiros nos diretórios internacionais.

Clique aqui para o texto completo [pdf/19p.]
Imagem: Internet

Educ@ : publicações online de educação


O Educ@ é um indexador que objetiva proporcionar um amplo acesso a coleções de periódicos científicos na área da educação. Utiliza-se da metodologia SciELO - Scientific Electronic Library Online. Permite a publicação eletrônica de edições completas de periódicos científicos (revistas, jornais, artigos, etc.) a organização de bases de dados bibliográficas e textos completos, com uma recuperação eficiente e imediata de textos a partir de seus conteúdos, bem como a preservação dos arquivos eletrônicos.