terça-feira, 19 de março de 2019

Elejandria : livros de domínio público



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segunda-feira, 18 de março de 2019

Busca na internet: orientação adequada ao paciente


Carlos Aita | Folha de Londrina

Recentemente o Google divulgou um levantamento sobre como os brasileiros pesquisam e consomem conteúdo de saúde. Dentre vários dados apresentados, foi apontado que 26% dos brasileiros recorrem à plataforma de busca ao constatar problemas de saúde. 

Isso só é possível através do advento da internet e pode servir tanto para bem, quanto para mal. Em milésimos de segundos, é possível encontrar na internet milhares de resultados e causas para quaisquer sintomas. Há uma infinidade de sites, canais e relatos de pessoas sobre suas experiências pessoais em relação a determinadas patologias que podem gerar um misto de reações como identificação, preocupação, ansiedade ou alívio. 

Os resultados apresentados pelo "Dr. Google" são, em sua maioria, muito generalistas e da mesma forma que podem dar um direcionamento sobre qual especialista buscar e como tratar um problema de saúde, podem colocar em risco a segurança do paciente incentivando, por exemplo, a automedicação. 

Também não é incomum que os pacientes busquem atendimento de maneira desesperada para descartar ou comprovar o "diagnóstico" apresentado na tela do computador ou celular. Essa atitude em nada contribui para a eficiência do diagnóstico. Pelo contrário, pode muitas vezes induzir ao erro do sistema de assistência à saúde. 

É importante lembrar que, apesar de as doenças apresentarem um padrão de comportamento, devem ser consideradas e respeitadas as peculiaridades de cada organismo e condição de saúde de cada indivíduo. 

Na era digital, o paciente ideal é aquele que realiza a busca na internet, mas que consegue identificar e fazer uma curadoria dos conteúdos que acessa, considerando, principalmente, a credibilidade das fontes acessadas. Ele busca atendimento numa unidade de saúde em casos emergenciais ou em consultas com especialistas. 

Munido de informações de qualidade consegue contribuir para o diagnóstico e sabe discernir o bom e o mau atendimento médico. Sobretudo, permite que o profissional de saúde tenha a liberdade de conduzir a investigação médica sem impor condições e padrões generalistas identificados na internet e sem exigir a realização de exames não solicitados pelos especialistas. 

Já o profissional de saúde ideal é aquele que utiliza o advento da internet para ampliar a sua gama de conhecimento, com a possibilidade de acessar conteúdos anteriormente inacessíveis, de forma a construir uma linha de investigação colaborativa, se utilizando dos melhores recursos. E também a possibilidade de produzir e compartilhar conteúdos de qualidade que sejam apontados como resultados nas buscas de incontáveis dúvidas digitadas na barra de busca do Google diariamente. 

Nesse sentido, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial tem feito sua lição de casa, pois considera que os consumidores de serviços de saúde querem entender mais sobre o que lhes é oferecido e participar ativamente deste processo. A SBPC/ML disponibiliza na internet o portal Lab Tests Online, através de uma parceria de tradução e revisão do original em inglês produzido pela American Association for Clinical Chemistry (AACC) e da geração de novos conteúdos de interesse local. 

Um site que apresenta informações sobre uma grande quantidade de exames de análises clínicas de sangue, urina e outros materiais biológicos. Nele, o paciente encontra informações sobre como são feitos, para que servem e quais as recomendações dos exames. Para o médico, o portal é uma referência que pode ser encontrada de forma rápida e uma fonte de atualizações constantes sobre a medicina laboratorial. 

A possibilidade da pesquisa é uma realidade imutável. Cabe aos pacientes e aos profissionais do sistema de saúde agirem de forma a utilizar essa ferramenta de maneira sensata, contribuindo para o êxito de todo o sistema de assistência à saúde.   

Carlos Aita, patologista clínico e diretor da SBPC/ML

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Cuba adota as redes sociais

Regime cubano está tuitando, o que não o torna mais democrático ou tolerante com a dissidência

The Economist, O Estado de S.Paulo

Um dia antes de Miguel Díaz-Canel se tornar presidente de Cuba, em abril, um âncora da TV estatal pediu aos cubanos que se unissem num “tuitaço”. As hashtags que ele propôs foram #PorCuba e #SomosContinuidad. O próprio Díaz-Canel criou uma conta no Twitter em agosto.


Pacote de dados está fazendo cubanos migrarem para o Twitter   Foto: AP Photo/Ramon Espinosa

Nas primeiras semanas, ele seguiu apenas Nicolás Maduro, o problemático déspota da Venezuela, e Evo Morales, primeiro presidente de esquerda da Bolívia. Em dezembro, na tentativa de tornar mais explicável para o povo a ditadura de Cuba, ele determinou aos departamentos do governo que se tornassem mais visíveis na rede social. Hoje, 24 dos 26 ministérios estão no Twitter, assim como a maioria dos ministros que os chefiam.

Um número cada vez maior dos 11 milhões de cidadãos cubanos pode tuitar de volta. Em dezembro, pela primeira vez, as redes de celulares 3G ficaram acessíveis a qualquer um na ilha comunista. Anteriormente, o principal acesso dos cubanos à internet eram os pontos públicos de wi-fi, que cobravam por hora. Apenas 37 mil residências tinham conexões com a web. 

O acesso ao 3G, cobrado por megabites, está encorajando os cubanos a migrar de plataformas famintas de dados, como Facebook e Instagram, para o Twitter, menos voraz. Até o fim de janeiro, os 5,3 milhões de usuários de celular do país haviam adquirido 1,4 milhão de pacotes de 3G. 

O Twitter de duas vias parece estar reduzindo a distância entre governantes e governados. Depois que um tornado se abateu sobre Havana, em janeiro, a ministra do Comércio Interior, Betsy Díaz Velásquez, tuitou uma lista de alimentos com desconto disponíveis à população da área afetada. 

Conversa raivosa
Quando pessoas criticaram o governo, pelo Twitter, por não cuidar daqueles que haviam perdido suas casas, a ministra ofereceu a elas comida grátis. “Um ano atrás, eu não saberia dizer o nome de um único ministro cubano”, disse em dezembro o empresário Camilo Condis. “Agora, sei os apelidos de todos eles, reconheço seus rostos e tenho até a chance de interagir com alguns.”

Ultimamente, porém, a conversação vem se tornando mais raivosa. O mal-estar vem da tentativa do governo de modificar a Constituição por meio de um referendo marcado para hoje. Haveria mudanças modestas, como a legalização da propriedade privada (sujeita a regulamentação pelo Estado) e o limite de dois mandatos de 5 anos para o presidente. 

Os ânimos se exaltaram depois que a Assembleia Nacional anunciou, em dezembro (via Twitter), a derrubada da emenda que permitia o casamento no mesmo sexo. Em seu lugar surgiu um remendo reconhecendo o casamento como uma “instituição social e legal”, a ser definida posteriormente. 

Cuba desmente ‘calúnia’ dos EUA
Cubanos defensores dos direitos dos gays manifestaram sua fúria usando a hashtag #YoVotoNo. A hashtag foi ampliada para incluir outras queixas, como a não permissão para os cubanos elegerem diretamente seus líderes. Poucos esperam que o referendo seja uma votação justa. A hashtag ficou tão popular que o governo se viu obrigado a contra-atacar com um #YoVotoSi.

Essa nova hashtag está colada em ônibus, mercearias estatais e quiosques de sorvete. No desfile de 28 janeiro, em honra de José Martí, herói da independência, o governo distribuiu camisetas – um luxo em Cuba – ostentando a hashtag pró-Constituição. Pessoas que discordavam mais ativamente das mudanças foram detidas e hostilizadas pela polícia. Os dirigentes de Cuba podem ter aprendido a tuitar, mas não esqueceram como se cala a população.

Apenas se conecte


via Ana Abdulmassih

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Este site reúne imagens de papéis timbrados antigos

Usados por empresas, instituições e até pessoas físicas, os timbres eram parte importante da identidade visual, da identificação e promoção de seus donos

Juliana Domingos de Lima | Nexo

Desde 2009, o site Letterheady (nome derivado da palavra “letterhead”, que designa o cabeçalho ou timbre de um papel) mantém um arquivo de papéis timbrados de diferentes épocas, estilos e empresas. 

Muito necessário no cotidiano pré-digital dos escritórios, do século 19 ao 20, o papel timbrado costumava ser parte importante da identidade visual, da identificação e promoção de uma empresa, instituição, associação e de profissionais liberais, como artistas. 

O timbre consiste no design que ocupa, normalmente, o topo da página ou suas margens. Foi um elemento essencial de documentos importantes emitidos por uma empresa ou órgão institucional. 

O Nexo reproduz abaixo algumas das imagens de papéis timbrados presentes no site:

FOTO: REPRODUÇÃO
TIMBRE USADO PELA MADEMOISELLE PAULA, 'A FAMOSA CONQUISTADORA DE RÉPTEIS', EM 1899

FOTO: REPRODUÇÃO
PAPEL TIMBRADO USADO PELA ESCRITORA VIRGINIA WOOLF EM 1923. AOS 41 ANOS, WOOLF VIVIA COM O MARIDO EM HOGARTH HOUSE, ONDE TAMBÉM SE INSTALAVA A EDITORA DO CASAL, HOGARTH PRESS 

FOTO: REPRODUÇÃO
PAPEL TIMBRADO DE 1994 DA CANTORA MADONNA   

FOTO: REPRODUÇÃO
PAPEL TIMBRADO DO QUADRINISTA STAN LEE, MARVEL COMICS GROUP, 1964   

FOTO: REPRODUÇÃO
PAPEL TIMBRADO USADO POR ADOLF HITLER ENTRE 1934 E 1945 

FOTO: REPRODUÇÃO
PAPEL TIMBRADO USADO POR VOLTA DE 1980 PELA GRAVADORA BRITÂNICA FACTORY RECORDS, QUE TRAZIA EM SEU CATÁLOGO BANDAS COMO JOY DIVISION E HAPPY MONDAYS   


“Para as empresas, [os papéis timbrados] funcionam como documentos oficiais, quando não legalmente vinculantes, conferindo autenticidade ao que foi escrito ou digitado abaixo [do timbre]. Para os indivíduos, eles também podem ser um vislumbre do gosto de uma pessoa, uma vez que os timbres frequentemente refletem a estética de seus donos” 

Texto do site Collectors Weekly Coleções


Coleções 

Atualmente, com a preponderância dos e-mails e arquivos digitais sobre documentos impressos, os papéis timbrados mais antigos se tornaram artigos de colecionador. 

Em um ensaio publicado no site Design Observer em fevereiro de 2019, o historiador do design e colecionador de papéis timbrados Steven Heller afirma que mesmo com o advento do e-mail – ou justamente por conta dele – o interesse em preservar esses itens tem crescido, despertando a curiosidade não só de colecionadores de materiais impressos variados como de estudiosos de história cultural e social. 

Ele também explica que muitos colecionadores de papel timbrado se especializam em temas ou períodos determinados, formando coleções de timbres do século 19, de partidos políticos ou empresas automobilísticas. A coleção de Heller é focada em timbres vintage, com estilos que ecoam a arte moderna ou o art déco. 

Para ele, o interessante dos timbres é que revelam algo sobre o estilo gráfico de uma época, sobre a imagem orgulhosa que empresas projetavam de si por meio da identidade visual, além de serem “tesouros gráficos e tipográficos”.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

O enterro oficial do Google+ será no dia 2 de abril


O enterro já tem data marcada: o Google+ será encerrado no dia 2 de abril, logo depois do dia da mentira. A rede social, que muita gente nem sabe que existe, já andava mal das pernas e com a notícias de um vazamento de dados dos usuários, o Google decidiu por fim nessa história.

Foram dois vazamentos em um curto período de tempo, o que fez com que a companhia decidisse encerrar o serviço em abril – antes do previsto inicialmente. Agora, temos uma data concreta.

A página de suporte do Google detalha como será o desligamento do serviço e, olha, a coisa vai ser meio brutal. O site será retirado do ar e absolutamente tudo será apagado. “No dia 2 de abril, sua conta do Google+ e quaisquer páginas que você tenha criado serão encerradas e começaremos a deletar o conteúdo das contas de consumidores”, diz o texto.

Comentários feitos por meio do Google+ em páginas do Blogger e em sites de terceiros também serão apagados. Os usuários terão até abril para baixar os seus dados e salvá-los. Para isso, acesse esta página.

Na tentativa de frear o Facebook, a rede social foi integrada a muitos outros serviços do Google. O Google Fotos, por exemplo, nasceu lá. No passado, era preciso ter uma conta no G+ para comentar no YouTube, para você ter uma ideia. Ou seja, esse processo de eutanásia vai ser duro e a própria empresa reconhece.


A página de suporte diz que a remoção do conteúdo irá demorar alguns meses. “Por exemplo, alguns usuários podem ver partes de sua conta do Google+ pelo registro de atividades e alguns conteúdos do Google+ para consumidores continuarão visíveis para usuários do G Suite”, avisa.

Então, se você tem alguma coisa importante na rede social moribunda, é melhor ir salvando seus conteúdos. A partir de 4 de fevereiro não será mais possível criar perfis na rede e o botão “Login com Google+” em sites de terceiros não irão funcionar – essas páginas devem adotar o botão de login com Google. A caixa de comentários do G+ será removida do Blogger no dia 4 de fevereiro e de sites de terceiros no dia 7 de março.

Como salvar os seus dados do Google+

• Vá até a página de dados do Google para fazer o download;• Os dados disponíveis da rede social já estarão pré-selecionados;
• Clique em “Próxima”;
• Escolha um tipo de arquivo e o tamanho máximo para cada um deles;
• Escolha como você quer baixar seus dados (envio por e-mail, Google Drive ou outro)
• Clique em “Criar arquivo”.


Contas já deletadas da rede ainda possuem um arquivo de fotos e vídeos disponível. Acesse este link para recuperá-los.

via Gizmodo

USP oferece curso online e gratuito de Libras


Universidade disponibiliza 10 videoaulas na plataforma Stoa; interessados também podem fazer download do material no site

Quem quer aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) já pode acessar o material disponibilizado online pela Universidade de São Paulo (USP). Gratuito, o curso oferece 10 videoaulas disponíveis na plataforma da universidade.

O Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) pensou no curso à distância como uma forma de a população ter contato com a linguagem de sinais, com conteúdos relacionados à surdez, à educação dos surdos e cultura surda, facilitando a comunicação caso a pessoa venha a trabalhar ou conviver com alguém da comunidade surda.

O curso está sob a coordenação do professor Felipe Venâncio Barbosa, doutor do Departamento de Linguística da USP.

Não é necessário fazer inscrição, basta acessar a plataforma Stoa e aproveitar o conteúdo disponível. Além disso, o interessado poderá fazer o download dos materiais.

Do Portal do Governo
Imagem: Internet

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Conheça o acervo digital do Museu da Imigração



São mais de 250 mil imagens, incluindo a lista dos imigrantes que chegaram ao Brasil pelo Porto de Santos

Um baú de memórias e preciosidades. Assim pode ser definido o acervo digital do Museu da Imigração, que possui mais de 250 mil imagens disponíveis para consulta e download gratuito, em uma ferramenta que revoluciona o acesso a fragmentos da história paulista e brasileira.

O projeto Memória da Imigração integra, por meio de um banco de dados online, o acervo digital do Museu da Imigração e documentos pertencentes ao Arquivo Público do Estado de São Paulo.

O trabalho teve início em janeiro de 2011, coordenado pelo Arquivo Público, e envolveu etapas de organização documental, intervenções de conservação e preservação, digitalização e tratamento das imagens digitais.

Como resultado, o banco de dados desenvolvido oferece acesso amplo, público, democrático e organizado a um acervo de inestimável valor material e imaterial relacionado à memória da imigração no Brasil, garantindo ainda a preservação dos documentos originais.

Para a técnica do Museu da Imigração Mariana Martins o acervo é fundamental para quem busca a sua história familiar e tem um antepassado que migrou para São Paulo. “O consulente consegue acessar listas de bordo, registros de matrícula na Hospedaria de Imigrantes do Brás, além de fotografias, mapas e plantas de empreendimentos públicos, como os núcleos coloniais, além de jornais produzidos por comunidades migrantes e requerimentos encaminhados para a Secretaria de Agricultura solicitando restituição de passagem, por exemplo”, explica.

Foi o que aconteceu com Ridete Pozzetti, que estava em busca da cidadania Italiana. A pesquisa começou com pequenas informações na família, com os parentes mais idosos. “Recordei de algumas conversas onde citavam coisas tipo: a esposa do italiano chamava Ana e tinha um sobrenome que lembra espaguete. Depois disso, busquei no Google sobre os arquivos e museus de São Paulo e do País que guardassem informações sobre imigrantes italianos e achei o Museu da Imigração. Entrei no acervo online e vi que tinham o registro das listas da hospedaria de imigrantes”, conta.

Ridete ainda conta que a busca não foi fácil. “Para minha surpresa, quando digitei meu sobrenome existiam inúmeros registros. O nome que eu buscava era José e percebi que não encontraria nenhum, pois os nomes ali não estavam abrasileirados. Encontrei quatro Giuseppes e não sabia como iria entender qual era o meu. Aí me dei conta que pelos cálculos de idade, ele deve ter vindo criança. Encontrei uma família com um Amadio Pozzetti cuja esposa chamava Anna Scacchetti e que o sobrenome lembra espaguete e eles tinham um filho chamado Giuseppe de 4 anos. Não foi fácil, mas valeu a pena”, explica.

A ferramenta permite buscas baseadas em diferentes parâmetros, disponibiliza resultados organizados entre os critérios:

Cartas de chamada

Cerca de 32 mil documentos que declaravam garantia de auxílio ao imigrante que pretendesse se juntar à família já instalada no Brasil. Os formulários e cartas facilitavam a entrada do imigrante que viesse trabalhar no país, pois comprovavam a existência de um responsável pelos gastos com passagens e alimentação.

Registro de matrícula

Documentação que comprova a passagem do imigrante pela Hospedaria. Por meio do sobrenome é possível encontrar informações referentes à data de chegada, idade, familiares, entre outras. A página do livro em que consta o registro pode ser visualizada em formato digital.

Cartográfico

Conjunto de mapas e plantas de núcleos coloniais, loteamentos, fazendas, edificações e da Hospedaria de Imigrantes, contabilizando mais de 2.800 arquivos.

Iconográficos

Pesquisa que disponibiliza cerca de oito mil documentos que compõe o acervo de imagens. Entre os materiais, estão retratos de imigrantes, cartões postais, fotografias de viagens e da antiga Hospedaria.

Requerimentos da Secretária da Agricultura, Comércio e Obras Públicas

Documentos formulados pelos imigrantes buscando obter a restituição de despesas de transporte até a chegada ao Brasil. Alguns desses requerimentos solicitavam antecipadamente passagens ou serviam para prestar contas de adiantamentos.

Jornais

Disponibiliza mais de duas mil edições de jornais de colônias de imigrantes no Brasil, publicadas entre os anos de 1886 e 1987. A maior parte dos títulos está na língua materna do grupo de imigrantes ao qual a publicação era dirigida. As edições pertencem ao acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo, Instituto Italiano di Cultura de São Paulo e Instituto Histórico Geográfico de São Paulo.

Lista Geral de Passageiros para o Porto de Santos

Relação nominativa dos imigrantes embarcados no período de 1888 a 1965, principalmente em portos europeus, com desembarque previsto no Porto de Santos. Nesta lista constam informações sobre parentesco, nacionalidade, sexo, estado civil, profissão, idade, religião, grau de instrução, dados do passaporte, procedência e destino. Esta documentação era preenchida pelas companhias de navegação e entregue a um funcionário da Inspetoria de Imigração no Porto de Santos. Existem também listas de passageiros brasileiros e estrangeiros, que se movimentaram entre portos da América do Sul ou entre portos brasileiros neste período. Podem ser encontrados ainda, documentos anexos variados, de alguma forma vinculados aos dados constantes nas listas.

Mariana ainda reforça que o Acervo Digital é um serviço de grande relevância, publicizando documentos históricos e auxiliando consulentes que não possam vir fisicamente ao Museu. “No entanto, o Museu da Imigração oferece, também, um serviço complementar para auxiliar nessa pesquisa, presencialmente no Centro de Preservação, Pesquisa e Referência (CPPR), de terça a sábado, das 10h às 16h, ou pelo e-mail pesquisa@museudaimigracao.org.br“, finaliza.

Portal do Governo SP

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Google lança nova ferramenta de busca para dados científicos


Plataforma Dataset Search foi desenhada para facilitar o acesso a conjuntos de dados dispersos em milhares de repositórios.

Fábio Castro | Direto da Ciência

Voltada especialmente para a comunidade acadêmica, uma nova ferramenta de busca lançada pela Google promete facilitar o acesso de pesquisadores a conjuntos de dados científicos que atualmente estão pulverizados em milhares de repositórios online mantidos por instituições de pesquisa.

Lançada em setembro, a ferramenta, chamada Dataset Search, ajuda pesquisadores a encontrar facilmente os dados completos de estudos disponíveis em repositórios dos mais variados tipos – como sites de editoras, agências governamentais e instituições de pesquisa, em bibliotecas digitais e em páginas pessoais de cientistas, por exemplo.

A empresa já havia lançado um serviço voltado para a comunidade científica, o Google Scholar – em português Google Acadêmico –, que é uma ferramenta de busca de artigos e relatórios de pesquisa. Havia demanda, porém, para um sistema de busca específico para dados, já que, segundo a empresa, “no mundo atual, cientistas de muitas disciplinas e um número crescente de jornalistas vivem e respiram dados” e eles estão dispersos na internet.


Bons resultados
A nova ferramenta será de grande importância para a ciência, especialmente em áreas que utilizam grandes volumes de dados, segundo o professor Marcelo Finger, chefe do Departamento de Ciências da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP).

“É surpreendente que a Google, que lida com um público da ordem de bilhões de usuários, lance mais uma ferramenta voltada para a comunidade científica, que é um público numericamente limitado. Mas ela será sem dúvida muito importante para a comunidade”, disse Finger.

Convidado por Direto da Ciência para testar o Dataset Search, Finger – que é um dos coordenadores da área de Ciência e Engenharia da Computação da Fapesp – considerou a ferramenta útil para aumentar a disponibilidade de dados.

“Fiquei bem impressionado e cheguei a recomendar para um aluno. Ainda há algumas limitações – notei, por exemplo, que quando se faz uma busca só aparecem os dez primeiros resultados. Mas, do ponto de vista científico, para quem desenvolve trabalhos com bases em dados, já é muito útil. A disponibilidade de dados é fundamental para a ciência, porque permite elevar o grau de reprodutibilidade das pesquisas”, disse Finger.


Maior disponibilidade de dados
O pesquisador diz acreditar que o Dataset Search crescerá rapidamente. “Quem possui dados de pesquisa em um repositório, ou é responsável por uma biblioteca de dados online, vai se interessar por tornar seus dados mais disponíveis e por indexá-los na ferramenta”, afirmou.

Natasha Noy, pesquisadora em inteligência artificial da Google, divulgou que a empresa estimulará fornecedores de dados a adotarem o padrão aberto desenvolvido pela empresa para descrever as informações relacionadas a seus dados, aos metadados e à própria instituição que os produziu.

“Desenvolvemos diretrizes para que os fornecedores de conjuntos de dados descrevam seus dados de uma forma que o Google possa entender melhor o conteúdo das páginas: quem criou, quando foi publicado, como os dados foram coletados, quais são os termos de uso, etc.”, disse a pesquisadora no Blog da Google.

“Notei que, além de dar acesso aos conjuntos de dados, a ferramenta também indica artigos da literatura científica que mencionam, utilizam, ou descrevem esses dados. Acredito que será de grande utilidade em todas as áreas do conhecimento – biologia, linguística, física, oceanografia e assim por diante. Minha área de pesquisas, em processamento de linguagem natural, vai se beneficiar muitíssimo”, afirmou Finger.

Segundo Natasha Noy, a ferramenta foi lançada com foco em dados de ciência ambiental, ciências sociais e de pesquisa governamental, mas a quantidade de conjuntos de dados disponível aumentará continuamente à medida que o serviço se torne mais popular.

“Esse tipo de busca tem sido um sonho para muitos pesquisadores nas comunidades de dados abertos de ciência”, disse ao blog da Google o chefe da área de dados da agência Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), Ed Kearns.

“Para a NOAA, cuja missão inclui o compartilhamento de nossos dados com outros cientistas, essa ferramenta é chave para que tornemos nossas informações mais acessíveis para uma comunidade de pesquisadores cada vez maior”, disse Kerns.

Na imagem acima, sede da Google em Mountain View, na California, Estados Unidos. Foto: Noah Loverbear, sob licença Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported.


Nasceu um arquivo digital para preservar a cultura cigana

O RomArchive pretende destacar a rica herança cultural dos ciganos, que é parte da cultura europeia apesar de muitas vezes ser ignorada.
  

A cultura cigana, rom, pode não ser uma manifestação mainstream, mas tem a sua essência e a sua importância – merece ser preservada, entendida, contemplada como todas as restantes expressões étnicas. É a isso que se propõe o RomArchive, um projeto iniciado há três anos e meio.


Depois de envolver 150 pessoas em 15 países e de juntar 5 mil itens da cultura cigana – entre fotos, textos, vídeos e áudios –, o RomArchive foi por fim lançado. Trata-se de um acervo digital que se propõe a preservar a cultura cigana, apresentando uma narrativa contada pelos próprios integrantes da comunidade, marcada por um misto de fascínio e desdém.

Não se sabe muito sobre a origem dos povos ciganos, mas acredita-se que tenham surgido na Índia e migrado, por motivo desconhecido, para a Europa, por onde se espalharam. A história cigana é uma história de escravidão, discriminação e perseguição com séculos e séculos de sofrimento; aliás, crê-se que os ciganos tenham sido vítimas de trabalhos forçados desde meados do século 14 até ao século XX. Atualmente estima-se que existam entre 12 e 14 milhões de ciganos espalhados pelo mundo, sendo que cerca de 4 milhões falam romani, o dialeto oficial do povo e para a UNESCO uma das línguas em risco de extinção.


O material reunido neste RomArchive encontra-se separado em secções como dança, filmes, flamenco, literatura, música, teatro e drama, artes visuais, fotografia, movimento pelos direitos civis Romani e holocausto (“Vozes das Vítimas”). A curadoria do acervo coube a 14 pessoas de nove países diferentes, conforme conta o jornal brasileiro Nexo.

O RomArchive pretende destacar a rica herança cultural dos ciganos, que é parte da cultura europeia apesar de muitas vezes ser ignorada. O projeto – disponível em inglês, alemão e romani – está a ser financiado e apoiado por diversas instituições alemãs, como a Fundação Cultural Federal da Alemanha que disponibilizou 3,75 milhões de euros, a Agência Federal pela Educação Cívica da Alemanha e o Instituto Goethe. O apoio alemão é historicamente significativo, uma vez que o genocídio cometido pelos nazis contra os sinti e os roma, dois dos principais grupos ciganos, foi responsável pela morte de cerca de 500 mil pessoas.

via Shifter


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Astrônomos publicam dados sobre o Universo capazes de preencher 30 mil Wikipédias



É como se cada brasileiro tirasse dez selfies e as postasse em algum repositório na internet, totalizando dois bilhões de cliques. Ou então se alguém copiasse e colasse todos os artigos presentes na Wikipédia — 30 mil vezes. Estamos falando de 1,6 petabytes de dados, um milhão e mais um trocado de GB. Essa é a grandeza do maior volume de informações astronômicas já publicadas na história, disponibilizadas nesta semana à comunidade científica graças ao Pan-STARRS, maior levantamento digital do céu noturno, coordenado pelo Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí.

“Colocamos o Universo em uma caixa e todo mundo pode dar uma espiada”, disse, em comunicado, o engenheiro Conrad Holmberg, que ajudou a montar essa base de dados descomunal. É a segunda vez que o projeto abre seus resultados para os cientistas do mundo todo, após uma publicação parcial em dezembro de 2016.

“Muitas grandes descobertas já foram reveladas, mas elas são só a superfície – e agora a comunidade da astronomia poderá cavar mais fundo, minerar os dados, e encontrar neles tesouros astronômicos que nós nem começamos a imaginar”, disse Heather Flewelling, que colaborou com o primeiro lote de dados.

Pan-STARRS é a sigla para Panoramic Survey Telescope & Rapid Response System, um observatório que consiste em uma câmera de 1,4 bilhão de pixels acoplada a um telescópio de 1,8 metro. Ambos estão baseados no cume do monte Haleakalā, vulcão com três quilômetros de altura localizado em Maui, a segunda maior ilha do Havaí.

Ali em cima, no meio do Pacífico, a escuridão está protegida ao máximo da poluição luminosa. Era o lugar ideal para que o instrumento passasse quatro anos documentando todo o firmamento. O céu foi examinado em sua completude não uma, mas 12 vezes, com cinco filtros diferentes, em luz visível e no infravermelho próximo. O levantamento começou em maio de 2010.

Um dos principais objetivos era localizar o máximo possível de corpos celestes em movimento, que poderiam indicar asteroides ou cometas desconhecidos com algum risco de colidir com a Terra. Mas coisas bem mais peculiares acabaram aparecendo, como o famoso Oumuamua, primeiro objeto interestelar a cruzar o Sistema Solar, bem como alguns planetas vagando sem rumo entre as estrelas, desgarrados de seus sistemas planetários. Observações também permitiram o primeiro mapeamento em 3D da poeira na Via Láctea.

No acervo de dados coletados pelo Pan-STARRS, há registros de alta precisão de três bilhões de fontes distintas, entre objetos em movimento, galáxias e estrelas, além de uma vasta gama de eventos astrofísicos. O consórcio envolveu dez instituições de pesquisa de quatro países, e contou com o apoio da NASA e da Fundação Nacional da Ciência (NSF). Agora que podem acessar cada foto individualmente, os astrônomos terão a chance de realizar ainda mais descobertas incríveis — e compreender melhor nosso Universo.

via Superinteressante

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Com quem conversamos?


Celular virou um veneno de bolso, lento, deteriorando de forma lenta as relações

Leandro Karnal, O Estado de S. Paulo
Imagem: Internet

Quem nunca errou ao usar seu celular? Os puros absolutos podem jogar a primeira pedra nos pecadores do vale da morte da etiqueta digital. Luciana Caran e Thais Herédia lançaram o Manual dos Pecados Digitais com ilustrações de Maria Eugênia Longo. O texto é uma arma eficaz para que cada um de nós pare e pense a respeito dos exageros e grosserias da era digital.

O texto é curto e utilíssimo. Parece um alerta sobre uma velha parábola dos dois jovens peixes que, ao serem inquiridos por um mais velho sobre como estava a água, perguntam estupefatos: “O que é água”? A água é aquilo do qual não mais nos damos conta, de tão natural e onipresente. A água é o vício deformador que o mundo digital trouxe sem que as pessoas percebam. Perdemos todas as noções e limites no campo do uso do celular. 

Não irei descrever as muitas e boas reflexões do texto. As autoras analisam tanto as infrações éticas e desvios psicológicos causados pelo uso inadequado dos smartphones quanto algo que poucos estão conscientes: lavam as mãos e depois ficam manipulando na mesa do restaurante uma tela infectada. Único trecho do livro que revelarei: “Cada aparelhinho pode carregar até 23 mil fungos e bactérias, entre outras nojeiras. Uma única “sujeita”, a Staphylococcus aureus, aparece em quase metade dos smartphones no Brasil, segundo uma pesquisa da Unicamp. Imagine que as pessoas tocam os lábios e a boca até 25 vezes em 1 hora. Eca”. 

Em comportamentos errados não vale o argumento histórico ou sociológico, do estilo “sempre foi assim” ou “todo mundo faz assim”. O bom Aristóteles acredita na prática da virtude. O hábito é, segundo o filósofo, uma segunda natureza. Usos podem ser criados e eliminados. O celular é um objeto que lhe pertence. Deveria servir ao dono. Examine qualquer restaurante e retome a racionalidade e a humanidade: duas ou mais pessoas ao redor de uma mesa todas fixadas em uma tela e ignorando os que estão ali. É uma patologia, de verdade, um desvio, um vício terrível que esvazia o encontro. 

Não foi apenas o livro Manual dos Pecados Digitais que me trouxe à tona a reflexão sobre tais coisas. No final do ano, por imbecilidade absoluta minha, deixei o celular na poltrona do avião a caminho do Deserto do Atacama. Passei quase dez dias sem o aparelho. Senti falta, sim. Fiz fotos com meu tablet, porém, reconheço, li mais e contemplei mais a paisagem do que faria normalmente. Acima de tudo, percebi que o impulso de mandar fotos bonitas de lugares que conheci para muitas pessoas era algo a ser muito reduzido. Observe que você envia mensagens para pessoas que nunca reenviam nenhuma. Pense! Todos que recebem o fazem com alegria e desprendimento? Quem nunca responde estaria irritado ou até invejoso das suas experiências? Nos dois casos, valeria a pena enviar para tal pessoa? Quem são, de verdade, as pessoas mais importantes que realmente se alegram com você? É pouco provável que sejam muitas. 

No caso específico do celular, falta mãe na formação. Não é machismo: estou me referindo à figura materna, que pode ser exercida pela mãe, pelo pai, avós ou quaisquer responsáveis diretos na construção do aparelho psicológico de um indivíduo em seus anos formativos. Era essa “mãe” que insistia na duríssima tarefa de educar a criança: não fale de boca cheia, não use palito de dentes, diga obrigado... À custa de muitas repetições e reiterada insistência, muitas “mães” foram vitoriosas na sua resiliência incomparável. Depois, adultos, nosso superego interioriza essa voz “maternal”, estabelece os limites. O celular parece ter ficado fora dessa lista de virtudes a serem estimuladas, desse estímulo formativo, pois contaminou as “mães” e os filhos ao mesmo tempo. 

Ver mensagens a todo instante enquanto você está em um jantar com alguém é, sim, sempre, grosseria forte. Se você for um obstetra, isso será mais compreensível. Na maioria dos casos é pura e absoluta falta de educação. Fazer o que todos fazem é repetir o senso comum e nunca ser original pela gentileza. Em um mundo onde a busca de um diferencial é algo importante, imagine o impacto em um jantar de negócios ou afetivo de plena atenção na parte envolvida. 

De novo e mais uma vez: o mundo digital oferece muitos bons e úteis recursos para nossas vidas. Podemos aproveitar muitos. O resto é um vício, um engodo contemporâneo que provoca a falta de foco, um dos grandes entorpecentes da mente contemporânea. Celular virou um veneno de bolso, lento, deteriorando de forma lenta as relações, nublando a imagem de uma pessoa objetiva e até matando de verdade quando usado no trânsito. 

A pessoa com quem você está jantando não se importa? Minhas advertências são coisas de gente mais velha que ainda acha que comunicação deve ser olho no olho? Pode ser, mas resta minha pergunta curiosa. Se você não precisa estar com a pessoa que está sentada a sua frente, se fica com terceiros e quartos em mensagens e imagens e se dá ao aparelho a parte mais expressiva do seu tempo, por que sair? Por que estar com alguém que não está ali? Por que convidar alguém para torná-lo apenas testemunho silencioso da ação de polegares frenéticos?? Por que estar com quem você, de fato, não estará? A comunicação humana é complicada e o convívio um grande desafio. Entendo quem prefira a solidão ou o isolamento. Mas, como placebo, o celular ainda fica devendo muitas coisas. Ou simplesmente envelheci e o placebo seriam as pessoas reais? Pode ser. Já vivi bastante: minhas melhores lembranças afetivas nunca estiveram em um grupo de WhatsApp. É preciso ter esperança. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

USP disponibiliza aulas de História do Brasil online e gratuitas


Aprender sobre a história do nosso país é a melhor forma de compreender a nossa realidade. Muitos dos acontecimentos do dia a dia são reflexos do passado e, por esse motivo, é importante ficar por dentro dos mais diversos assuntos.

Diante disso, a USP (Universidade de São Paulo), através da Univesp TV (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), disponibiliza aulas gratuitas no Youtube sobre História do Brasil. Os vídeos, que funcionam como um bate-papo com grandes professores, ajudam a entender melhor os principais eventos do nosso país.

Clique aqui para acessar

Por meio deles, os internautas encontram assuntos desde a época dos jesuítas até a Primeira República.

Confira o conteúdo completo:

– Independência
– Jesuítas
– Padre Antônio Vieira e a Educação Jesuítica;
– Reformas Pombalinas e Ensino Jesuítico;
– Abolição;
– Primeira República.
– História da Alfabetização.
– Demografia História;
– Dom João VI.

via Espaço do Povo

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A Enciclopédia de Diderot e d'Alembert disponível na íntegra on-line


Não menos do que 6 anos foram necessários para um trabalho de conservação e colaboração sem precedentes: a Enciclopédia de Diderot, d'Alembert e Jaucourt está agora disponível online no site da Académie des Sciences, pela primeira vez enriquecida.

A navegação é intuitiva, divertida e inovadora, e o acesso pode ser múltiplo: você pode aplicar zoom em cada página, visualizar no modo de artigo com referências de notas etc.

Para acessar a enciclopédia, clique aqui.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Empresa britânica vai lançar 'Kindle' para deficientes visuais


O Canute 360: leitor eletrônico em Braille Foto: Reprodução da internet/Bristol Braille Technology

O Globo

Uma empresa britânica pretende lançar este ano um leitor eletrônico em Braille para cegos. O objetivo é melhorar significativamente a experiência de leitura dos deficientes visuais e poupá-los de carregar muito peso.

Desde o seu desenvolvimento por Louis Braille, no século XIX, o alfabeto de pontos em relevo levou o prazer da leitura a milhões de deficientes visuais. No entanto, em sua forma impressa, o método não é exatamente conveniente ou portátil: uma cópia da Bíblia em Braille pode ocupar 1,5 metro de espaço em uma prateleira.

A Bristol Braille Technology espera mudar isso com o leitor eletrônico Canute 360, que define como um "Kindle para cegos. Segundo a companhia, trata-se do primeiro leitor multilinear eletrônico em Braille, que exibe nove linhas de texto ao mesmo tempo, equivalente a um terço das páginas usuais.

— Isso significa que você só tem que pressionar o botão para avançar a cada 360 caracteres em vez de 20 — explica Stephanie Sergeant, cuja empresa Vision Through Sound (Visão por meio do som) oferece treinamento para cegos e trabalha com a Bristol Braille.

Qualquer texto traduzido para Braille pode ser baixado para o Canute, o que poderia gerar um suprimento ilimitado de material de leitura disponível para os usuários.

Nos últimos tempos, caiu o número de deficientes visuais que recorrem ao método, devido ao avanço das tecnologias que transpõem textos para áudios.

O Canute começará a ser produzido em larga escala este ano, com preços semelhantes aos de um laptop de última geração.

China vive boom de livrarias físicas

Associação de Distribuidores no país fala que fechou o ano com 225 mil livrarias, dez mil a mais do que tinha em 2017. Medidas governamentais ajudaram esse boom.

PublishNews


A Sisyphe é uma das novas redes de livrarias chinesa. Em 2018, foram abertas 85 novas lojas só dessa rede | © PFWOuoh / Wikicommons

Com uma população que já ultrapassou a marca dos 1,3 bilhão de habitantes, a China é, sem dúvidas, um dos maiores mercados livreiros no mundo. E esse mercado ficou ainda maior em 2018. Segundo dados da Associação de Distribuidores de Livros e Periódicos, o país fechou 2018 com 225 mil livrarias. No ano anterior, eram pouco mais de 215 mil. O faturamento acompanhou este crescimento e o varejo de livros cresceu 5,9% em 2018, fechando o ano passado em 370,4 bilhões de yuans (cerca de US$ 54,7 bilhões). Os números foram apresentados na Conferência Nacional de Livrarias no último dia 8.

Esse boom está diretamente relacionado às políticas governamentais do país. Desde 2016, 28 províncias, regiões autônomas e municípios criaram medidas específicas para o desenvolvimento das livrarias físicas. Essas medidas vão desde a isenção fiscal até financiamentos específicos para o desenvolvimento desse segmento da economia. Em Pequin, por exemplo, 151 livrarias físicas receberam aporte de 50 milhões de yuans (US$ 7,3 milhões) e a previsão é que esse fundo dobre em 2019.

A indústria também tem crescido de forma espantosa e não é de hoje. Só a título de comparação, em 1978, quando a população era de 956,2 milhões de pessoas, foram produzidos 3,7 bilhões de livros, o que dá 3,87 livros produzidos per capita. Em 2017, a China alcançou 1,4 bilhão de habitantes e produziu 9,24 bilhões de livros, ou 6,6 livros per capita. Esses dados também foram apresentados na Conferência.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

O lado sombrio da tecnologia


Em livro revelador, jornalista explica como a tecnologia vem afetando a capacidade intelectual da humanidade e coloca nossa existência em perigo

Quando foi a última vez que você decidiu, por si próprio, o que comprar, que amigo adicionar à sua vida, como passar o seu tempo livre e, principalmente, o que pensar sobre o mundo que vivemos? Escrito pelo jornalista Franklin Foer, O mundo que não pensa, um dos livros mais aclamados e polêmicos dos últimos anos, mostra o lado sombrio e preocupante da tecnologia do nosso cotidiano. Para o autor, estamos terceirizando nossas capacidades intelectuais para empresas como Apple, Google e Facebook, dando origem a um mundo onde a vida social e política passa a ser cada vez mais automatizada e menos diversa.

Foer afirma que nós, os homo sapiens, chegamos a um momento da evolução em que começamos a deixar para trás a característica que mais nos diferenciou das outras espécies: o fato de sermos capazes de pensar, imaginar, refletir e conhecer. No esteio da nossa própria inteligência, com as descobertas e invenções espetaculares das últimas décadas, houve uma verdadeira revolução no controle do conhecimento e da informação, mas essa mudança brusca e vertiginosa coloca em perigo a maneira como pensamos e, em última instância, o que somos.

Compramos on-line, pulamos de uma tela para a outra nos nossos smartphones, confiamos nas informações do Google e socializamos no Facebook e no Instagram. Essas empresas e sua tecnologia se apresentaram a todos nós como guardiãs do nosso individualismo e fomentadoras do pluralismo, mas, na verdade, seus algoritmos nos pressionaram à conformidade e devastaram a nossa privacidade. Hoje, somos um mundo que não pensa.

Com um texto inteligente, perspicaz, claro e elegante, herdeiro da melhor tradição do jornalismo, Franklin Foer, que vem sendo comparado a George Orwell, traça a história da ciência da computação desde René Descartes e o Iluminismo, passando pelo matemático Alan Turing, que formalizou o conceito de algoritmo, e chegando aos hippies do Vale do Silício. Ele revela os tentáculos sorrateiros de nossos mais idealísticos sonhos tecnológicos, que estão levando a uma homogeneização social, política e intelectual da vida. Até agora poucos entenderam a gravidade dessa ameaça, do perigo real e iminente da extinção da nossa espécie – o que faz de O mundo que não pensa uma leitura urgente e fundamental.

O mundo que não pensa: a humanidade diante do perigo real da extinção do homo sapiens
Franklin Foer
Editora Leya

240 Páginas

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Plataforma reúne quadros e desenhos de David Bowie

Acervo digital reúne 30 trabalhos da obra visual do músico inglês, que marcou o pop mundial e faleceu em 2016

Mariana Vick | Nexo

Série de retratos feitos por David Bowie entre 1995 e 1996

Uma galeria armazenada na plataforma digital de arte “Very Private Gallery” e mantida por um usuário que se identifica como Greg Bot reúne dezenas de pinturas e ilustrações de David Bowie, músico britânico que marcou o rock e o pop mundial e faleceu em 2016. A galeria, criada em 2017 e atualizada pela última vez em dezembro de 2018, contava até então com 30 produções de Bowie — que, ainda que tenha feito história na música, divulgou menos seus trabalhos de artes visuais, que ainda hoje são pouco conhecidos por parte do público. O acervo, que levou o nome “A Soulful Art Legacy” (“Um legado artístico com alma”, em tradução livre), reúne gravuras em alta resolução de diferentes fases da obra visual de Bowie, cuja pintura foi marcada pela influência de movimentos como o expressionismo alemão e de artistas como Frank Auerbach, David Bomberg e Francis Picabia. A reunião de litogravuras de inspiração expressionista, acentuada na época em que Bowie viveu em Berlim, na Alemanha, compõe mais de um terço da galeria. As obras foram feitas entre meados da década de 1970 e o fim dos anos 1990 e incluem um retrato do músico Iggy Pop.

Bowie também criou mais de um retrato do pianista Mike Garson — que concedeu as imagens à galeria digital — e diversos autorretratos, feitos sobretudo no ano de 1996. Os desenhos mesclam influências artísticas.

Parte do acervo inclui rascunhos e desenhos inacabados que Bowie fez para diferentes projetos, incluindo o cenário e a maquiagem de um filme (não produzido) que vinha sendo gestado pelo músico em 1974.

O acervo também reúne duas imagens de desenhos que Bowie fez quando viajou à África do Sul. Segundo o criador da galeria, as obras ilustram “pensamentos do músico sobre a história do ‘ancestral branco’”. “Em 1995, Iman [modelo e esposa de David Bowie desde 1992] e eu fizemos nossa primeira viagem à África do Sul”, o músico escreveu. “Uma das histórias predominantes é que, quando as primeiras tribos [sul-africanas] viram o homem branco, presumiram que estavam sendo visitadas por seus ancestrais — em sua mitologia, os ancestrais aparecem como uma forma branca fantasmagórica”.

O legado de David Bowie 

Nascido em Londres em 1947, David Bowie iniciou a carreira na década de 1960. Conhecido como “Camaleão do Rock”, encarnou diversos personagens e, pela criatividade de sua obra, é considerado um dos músicos mais populares, inovadores e influentes de todos os tempos. São de sua autoria algumas das músicas mais famosas do pop britânico nas décadas de 1960 e 1970, como “Space Oddity”, “Life on Mars?” e “Heroes”. Bowie também produziu discos de Lou Reed e Iggy Pop. Sempre cuidadosamente planejada — às vezes, cênica — sua obra musical influenciou áreas como ficção científica, publicidade e moda. Na década de 1970, quando roqueiros se julgavam “semideuses”, Bowie usou o artifício e a encenação para rir do circo do rock’n’roll, que se levava muito a sério. No álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders of Mars” (1972), o britânico narrou a trajetória de um astro de rock marciano que era alçado à condição de profeta e visionário na Terra, mas morria decadente e esquecido, agarrado a glórias passadas. Após a morte de Bowie, no dia 10 de janeiro de 2016, o Nexo escreveu que o músico “nunca poderia pertencer a nenhum movimento, pois seu olho estava sempre navegando por diferentes e muitas direções”.

WiFi Ralph: novo filme traz lições sobre amizades e a vida online


Com estreia marcada para o dia 3 de janeiro, sequência de 'Detona Ralph' traz referências a sites da internet e filmes da Disney

por Isabela Moreira | Galileu

Ralph e Vanellope estão de volta: seis anos após a estreia de Detona Ralph, o grandalhão e a pequena chegam aos cinemas em WiFi Ralph: Quebrando a Internet, com estreia no Brasil prevista para o dia 3 deste mês. Na aventura, os dois saem do fliperama e vão até a internet em busca de um item precioso do jogo de Vanellope. No meio do caminho, acabam descobrindo mais sobre si mesmos e sua amizade.

“A internet é praticamente infinita, mas tivemos de escolher aspectos dela que contribuíssem para a jornada dos personagens”, explicou Renato dos Anjos, brasileiro chefe de animação dos Estúdios Disney, em entrevista à GALILEU. Isso inclui sites de compras, redes sociais, plataformas de vídeo, encontros com personagens clássicos da Disney — as princesas, como Ariel, Branca de Neve e Bela, por exemplo, têm um papel importante no filme — e outros jogos.

Um deles é a Corrida do Caos, espécie de GTA um pouco menos violenta. Ao conhecer o game, Vanellope, que é uma corredora nata, fica encantada com as outras aventuras que poderia experimentar se vivesse fora do fliperama.

“Sabíamos que o segundo filme seria sobre os desafios da amizade, então tivemos a ideia de colocar em conflito os sonhos da Vanellope e do Ralph”, disse Phil Johnston, que dirige o filme com Rich Moore. “Vanellope é uma personagem que amamos, mas com quem só passamos metade do primeiro filme. A jornada dela é bem complicada: ela se sente bastante culpada em relação a Ralph e precisa descobrir como ser independente e amiga dele ao mesmo tempo."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Série 'Você' acerta ao apostar em suspense baseado nos perigos das redes sociais

Novo seriado do Lifetime e Netflix conta a história de um jovem obcecado por uma mulher

por Mariana Bonini | Quem

Joe (Penn Badgley) e Beck (Elizabeth Lail)

Não se apegue a sinopse do gerente de um livraria que se apaixona à primeira vista e perdidamente por uma aspirante a escritora. Você (You), novo seriado da Lifetime, também exibido no Brasil pelo Netflix, é mais profundo e atrai mesmo por uma preocupação atual: a falta de privacidade e de segurança virtual e física que o uso das redes sociais pode gerar para uma pessoa.

Logo em alguns minutos do primeiro episódio, quando o obcecado Joe (Penn Badgley) facilmente se intera, com uma simples busca pelo Google, sobre a rotina da então desconhecida Beck (Elizabeth Lail) e se insere em sua vida, duvido que haja algum telespectador que não cogite mudar as suas senhas, fechar o perfil do Instagram ou mesmo deixar a rede social por definitivo.

É essa aproximação com a nossa realidade e o revelar da personalidade cada vez mais aterrorizante de Joe, que contribui para a ansiedade de ver um episódio atrás do outro. O galã Badgley, que ficou famoso por interpretar o Dan em Gossip Girl está brilhante no papel desse personagem que se apresenta de forma dúbia, com o seu lado bom e ruim. Ele é o cara bonito, inteligente, amoroso, atencioso e altruísta, mas também capaz de cometer diversos crimes para conquistar o seu objetivo.

Contada em primeira pessoa, pela visão de Joe, há uma tendência em humanizar demais o protagonista. O comportamento dele tenta ser justificado pela infância turbulenta ou pelas ações das pessoas que ele investe contra. Elas também vão revelando passados sombrios com assassinatos, traições e paixões secretas. Ao mesmo tempo que isso parece forçado em alguns casos, é interessante ver que todos, inclusive Beck, têm o lado bom e ruim.

A falta de competência da polícia para desvendar casos cheios de evidências é um ponto fraco e deve ser relevada para a série não perder o encanto.

Após assistir os dez episódios, além do final atordoante, fica a dúvida de como os roteiristas farão para criar uma segunda temporada tão estimulante como a primeira. Será um grande desafio, mas que deve ser tirado de letra por Sera Gamble e Greg Berlanti, que têm em seu currículo Dawson’s Creek, Everwood e Riverdale e ainda poderam recorrer a fonte que originou a série, o livro homônimo de Caroline Kepnes, que também tem uma sequência.