quinta-feira, 28 de maio de 2015

Tablets, celulares e e-readers estão mudando o hábito de leitura


A internet e toda a revolução tecnológica pela qual o mundo passa nesses últimos anos têm mudado o nosso comportamento em várias áreas e uma delas é a leitura. A literatura continua viva, mas o livro deixou de ser o único suporte. Tablets e os chamados e-readers, que são aqueles aparelhos eletrônicos de leitura, como o Kindle, Kobo ou Lev, tem ganhado mais adeptos. Até os smartphones podem ser um bom veículo de leitura.

E para conhecer tudo o que estes suportes podem oferecer para tornar a leitura ainda mais agradável, 10 bibliotecas municipais estão recebendo a oficina "Leitura e Hiperleitura no mundo digital.

A contadora de histórias e responsável pelas oficinas, Benita Prieto, conversou com o Arte Clube sobre o assunto e você acompanha a entrevista. Baixe o áudio clicando aqui.!

via Rádio Mec AM

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Há artigos científicos que são belas adormecidas e um dia acordam

Ninguém lhes deu importância quando foram publicados, mas muitos anos depois ficaram famosos de repente. Feito o primeiro grande estudo sobre as “belas adormecidas” da publicação científica.

por Nicolau Ferreira | Público
com adaptações

Albert Einstein publicou em 1935 um artigo que ficou esquecido durante 59 anos AFP

São como belas adormecidas, mas não estamos falando de nenhuma princesa que entra num sono profundo, devido ao feitiço de uma bruxa, e é acordada cem anos depois pelo beijo de um príncipe. Estas belas adormecidas são artigos científicos, trabalhos que foram praticamente ignorados depois da sua publicação e só começam a ser citados intensamente passadas muitas décadas, como se acordassem de um longo torpor digno de um conto de fadas.

Este conceito das belas adormecidas da publicação científica foi introduzido pela primeira vez em 2004, num trabalho onde se defendia que essas belas adormecidas eram casos raros. Mas Alessandro Flammini, pesquisador da Universidade do Indiana, Estados Unidos, e colegas fizeram uma análise intensa de milhões de artigos e descobriram que estes artigos “não são um fenômeno excepcional”, lê-se no trabalho publicado na segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

“Este estudo dá provas empíricas de que um artigo pode estar verdadeiramente ‘à frente do seu tempo’”, considera Alessandro Flammini, citado num comunicado da universidade. “Um tópico ‘prematuro’ pode não conseguir atrair atenção mesmo quando é introduzido por cientistas que já têm uma boa reputação.”

Um dos casos paradigmáticos é o artigo publicado na Physical Review, em 1935, pelos físicos Boris Podolsky, Nathan Rosen e o famoso Albert Einstein. O estudo, sobre o entrelaçamento quântico, só começou a ser muito citado passados 59 anos, em 1994.

Para o novo trabalho, a equipe analisou mais de 22 milhões de artigos da base de dados “Web of Science ”, que reúne estudos tanto das ciências exatas e naturais como das ciências sociais, e examinaram ainda cerca de 384.000 artigos da base de dados da Sociedade Americana de Física, dedicada só a esta área do saber. Os artigos foram sendo publicados ao longo de mais de um século.

A análise permitiu contar o número de citações que um dado artigo teve ao longo dos anos, após a sua publicação. Essas citações, em artigos de outras equipes de cientistas, revelam a importância e o impacto que um artigo teve na comunidade científica, sendo usado para continuar a construir o edifício da ciência. A partir das citações dos 22 milhões de artigos – uma análise sem precedentes –, os cientistas mediram o que designaram por “coeficiente da bela adormecida” para cada trabalho. Este cálculo teve em conta como é que um artigo foi sendo citado ao longo dos anos, compara esse historial com um determinado valor de referência de citações, e considera ainda o ano em que foi mais citado.

De acordo com esta fórmula, o artigo que ficou em primeiro lugar deste coeficiente é da área da química: publicado em 1906 e dedicado à adsorção em soluções, só começou a ser verdadeiramente citado em 2002, atingindo cerca de 300 citações. Ou seja, esteve adormecido durante quase 100 anos e, de repente, teve uma alta taxa de citação.

Apesar de a comunidade científica poder estar mais atenta aos artigos bem-sucedidos, que são muito citados nos primeiros anos após a publicação, a realidade, segundo esta equipe, é mais complexa. “Descobrimos que os artigos cujo histórico de citações é caracterizado por um longo período de dormência seguido por um crescimento muito rápido não são fenômenos excepcionais [isolados], mas apenas casos extremos de uma distribuição heterogênea mas contínua”, concluem os autores.

Quatro artigos do top 15 das “belas adormecidas” foram publicados há mais de cem anos. “A aplicação de alguns estudos é simplesmente imprevisível na altura”, explica Alessandro Flammini. “O segundo artigo mais cotado no nosso estudo, publicado em 1958, é sobre a preparação de óxido de grafite, que muito mais tarde se tornou num composto usado para produzir grafeno [descoberto em 2004], um material centenas de vezes mais resistente do que o aço, muito interessante para a indústria.”

Além da questão da imprevisibilidade, há outros dados importantes no estudo. Muitos destes artigos são ignorados durante mais de 50 anos. As disciplinas com mais “belas adormecidas” são a física, a química, os artigos que caem na chamada “categoria multidisciplinar” e a matemática. Mas os cientistas encontraram este fenômeno em áreas tão diversas como a medicina, a cirurgia, a estatística ou as ciências sociais. Um dos fenômenos mais interessantes, revela ainda este trabalho, é que muitos artigos acabam por ser descobertos (e citados) por áreas diferentes daquela a que o artigo original pertence, fazendo com que uma descoberta antiga dê frutos noutra área do saber.

O que falta agora, segundo Alessandro Flammini, é compreender os “mecanismos que provocam o acordar destas belas adormecidas”.

Biblioteca Digital do Patrimônio Ibero-americano



A Biblioteca Digital do Patrimônio Ibero-americano (BDPI), é um projeto promovido pela Associação de Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas (ABINIA), que tem como objetivo a criação de um portal que permita o acesso a partir de um único ponto de consulta aos recursos digitais de todas bibliotecas participantes.

O portal foi criado para divulgar o patrimônio bibliográfico de cada uma das bibliotecas envolvidas no projeto e permitir que o maior número possível de cidadãos se aproximem dele. Da mesma forma, o BDPI é chamado a tornar-se um exemplo de cooperação internacional na Ibero-América. 


Bibliotecas participantes

Biblioteca Nacional da Argentina
Biblioteca Nacional do Brasil
Biblioteca Nacional do Chile
Biblioteca Nacional da Colômbia
Biblioteca Nacional de El Salvador
Biblioteca Nacional da Espanha
Biblioteca Nacional do Panamá
Biblioteca Nacional de Portugal
Biblioteca Nacional do Uruguai





terça-feira, 26 de maio de 2015

iMarvel: conheça o site de buscas dedicado a personagens e revistas da Casa das Ideias.

Um novo mecanismo de busca na web foi lançado. Não se trata de nenhum concorrente para a Google ou Bing, mas sim um sistema voltado especialmente para os fãs dos heróis da Marvel. Com ele, qualquer um poderá encontrar com muita facilidade qualquer informação sobre personagens dos títulos de histórias em quadrinhos da empresa criadora do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Homem de Ferro, e muitos outros grandes sucessos.

Com o site, ficará muito mais fácil saber não apenas sobre cada personagem, mas também os números das edições em que ele protagonizou entre revistas da Marvel. Os colecionadores mais minuciosos poderão encontrar as edições na cronologia correta e saber quais faltam para colocar sua leitura em dia. Além disso, poderá comprar pela internet através do site – sorte de quem mora nos EUA – e até mesmo ler as HQs online – sorte de quem sabe inglês.

 A interface é muito simples e amigável, e a partir do resultados, que aparecem exibindo as capas de cada revista cadastrada no banco de dados da Marvel, o fã pode clicar em uma delas e obter sinopse da revista, informações sobre os principais personagens que aparecem na história selecionada, criador, imagens da edição e links externos para outras informações, compras e leitura.

Utilizando uma nova API da Marvel, o desenvolvedor Filix Mogilevsky criou o mecanismo de busca capaz de encontrar tanto edições das revistas quanto apenas personagens, selecionando através do filtro que se encontra ao lado do campo de busca. A API foi lançada pela companhia de Stan Lee para permitir a criação de apps capazes de explorar os trabalhos dos últimos 70 anos da empresa conhecida como Casa das Ideias.

A aplicação de Filix é bem simples, como um bom sistema de buscas deve ser. Ela também conta com sugestões, que são oferecidas quando se começa a digitar algo. O único porém é que você deve saber os nomes dos personagens e títulos de revistas em inglês para encontrá-los, já que não há uma versão dos dados em português, ao menos por enquanto.

Então, que tal começar a explorar o vasto universo da Marvel através do iMarvel?

via Boa Informação

Preciosidades da Biblioteca Monteiro Lobato são digitalizadas



Acervo é comporto por livros didáticos desde o fim do século 19 até meados da década de 1970

A Biblioteca Monteiro Lobato (Rua General Jardim, 485, Vila Buarque, São Paulo/SP) abriga o Acervo Histórico do Livro Escolar – AHLE, constituído por títulos de uso escolar resguardado pelas antigas Bibliotecas Infantis. O espaço reúne várias fases da história e da educação no País desde o fim do século 19 até meados da década de 1970. Cartilhas, primeiras leituras e manuais de ensino, entre outros, compõem esse acervo especial, que contempla todas as disciplinas escolares dos cursos primário e secundário. Mais de 30 títulos antigos já foram digitalizados. Para mais informações, clique aqui.

via Publishnews

domingo, 24 de maio de 2015

Coleção Folha Grandes Nomes do Pensamento


A escolha das obras foi feita soba a consultoria do filósofo Luiz Felipe Pondé, colunista da Folha e professor da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) e da PUC de São Paulo.

Pondé acredita que o lançamento da coleção ocorre num momento oportuno, já que pesquisas recentes indicam que os jovens preferem ler livros em papel: "O mito dos jovem lendo edições eletrônicas é só um mito mesmo".

Ele avalia que a oferta de obras filosóficas em bancas de jornais possibilita que um público mais amplo tenha acesso a novas perspectivas para entender o mundo contemporâneo: "Acho um avanço".

#nasbancas

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Portal de Publicações Eletrônicas da UERJ


O Portal de Publicações Eletrônicas da UERJ é o portal institucional que agrega periódicos científicos editados na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Atualmente, estão hospedadas 61 revistas, sendo 54 já publicadas, disponíveis para acesso eletrônico, e 7 em fase de publicação.

Revistas

- (Syn)thesis
- Arcos Design
- Caderno Seminal
- Cadernos do Desenvolvimento Fluminense
- Cadernos do IME - Série Estatística
- Cadernos do IME - Série Informática
- Cadernos do IME - Série Matemática
- CERES: Nutrição & Saúde
- Contemporânea
- Cosmopolitan Law Journal / Revista de Direito Cosmopolita
- DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde
- Ecos de Linguagem
- Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia
- e-Mosaicos
- Espaço e Cultura
- Estudos e Pesquisas em Psicologia
- Geo UERJ
- História, Natureza e Espaço - Revista Eletrônica do Grupo de Pesquisa NIESBF
- Interagir: pensando a extensão
- Interseções: Revista de Estudos Interdisciplinares
- Jornal Brasileiro de TeleSSaúde
- Logos
- Mural Internacional
- Pensares em Revista
- Periferia
- POLÊM!CA
- PRINCIPIA
- Psicologia e Saber Social
- Revista Brasileira de Direito do Petróleo, Gás e Energia
- Revista Concinnitas
- Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ
- Revista de Direito da Cidade
- Revista de Finanças Públicas, Tributação e Desenvolvimento
- Revista Direito e Práxis
- Revista Eletrônica de Direito Penal
- Revista Eletrônica de Direito Processual
- Revista Em Pauta
- Revista Enfermagem UERJ
- Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto
- Revista Interinstitucional Artes de Educar
- Revista Internacional de Ciências
- Revista Intratextos
- Revista Italiano UERJ
- Revista Maracanan
- Revista Neiba, Cadernos Argentina Brasil
- Revista Publicum
- REVISTA QUAESTIO IURIS
- Revista SOLETRAS
- Revista Sustinere
- Revista Tamoios
-  RFD- Revista da Faculdade de Direito da UERJ
- RSDE - Revista Semestral de Direito Empresarial
- Sexualidade, Saúde e Sociedade Revista Latino-Americana
- Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares




quarta-feira, 20 de maio de 2015

E-books didáticos nos ambientes de aprendizagem em rede


Em Questão, v.21, n.1, jan./abr. 2015 

Charles Rodrigues, Richard Perassi, Bárbara Zardo De Nardi, Francisco Antonio Pereira Fialho

Apresenta um estudo sobre a relação entre os e-books e o ambiente virtual de aprendizagem (AVA) suportado por dispositivos eletrônicos conectados à Internet. O objetivo é evidenciar as possibilidades e as vantagens do uso de e-books. Trata-se do resultado decorrente de uma pesquisa exploratória e estudos bibliográficos, caracterizando no conjunto uma pesquisa descritiva de base qualitativa. Os e-books educativos podem ser paradidáticos, quando são usados na aprendizagem sem terem sido originalmente escritos para apoiar as aulas. O uso de e-book vinculado ao ambiente de aprendizagem suportado por dispositivo eletrônico e conectado à Internet revoluciona a ideia de espaço de atividades pedagógicas, incorporando ao processo recursos digitais como calculadora, mapas e localizadores guiados por satélite, além de todo o acervo de informações disponível na Internet. Entre outras soluções de comunicação e gestão, os espaços interativos de postagem das atividades permitem ainda o gerenciamento eficaz do percurso de aprendizagem dos estudantes.

Clique aqui para o texto completo [pdf / 17p.]
Imagem: Internet

terça-feira, 19 de maio de 2015

Atenção!



"Nossa cultura está se transformando em uma rede de banalidades e desinformação em que qualquer um pode falar o que quiser, sem preocupação com a relevância ou a veracidade das informações.

Andrew Keen

Publicações internacionais sobre biodiversidade ganham acesso livre



SciELO integra consórcio que digitaliza coleções de bibliotecas das principais instituições de pesquisa com acervo relevante sobre biodiversidade (foto: Leandro Negro/Ag.FAPESP)

Elton Alisson | Agência FAPESP – As coleções de livros e outras publicações em papel pertencentes às bibliotecas das principais instituições de pesquisa no mundo – incluindo as do Brasil –, com acervos relevantes sobre biodiversidade, estão sendo digitalizadas e disponibilizadas para acesso livre na internet por meio do consórcio internacional de bibliotecas botânicas e de história natural Biodiversity Heritage Library (BHL).

Lançada em 2006, nos Estados Unidos, com o objetivo de tornar a literatura mundial sobre biodiversidade disponível por meio do acesso aberto e facilitar seu uso em projetos de pesquisa e outros fins, a iniciativa evoluiu e resultou na criação da rede global da BHL (gBHL), com a participação da África do Sul, Austrália, China, Egito, Estados Unidos e Europa. O Brasil integra a iniciativa por meio da rede BHL-SciELO.

Liderada pelo programa SciELO, da FAPESP, a rede envolve o programa BIOTA, também da Fundação, além da Sociedade Brasileira de Zoologia e os sistemas de informação e coleções de bibliotecas das Fundações Zoobotânica (FZB), Biblioteca Nacional (FBN) e Oswaldo Cruz (Fiocruz); Institutos Butantan, de Botânica do Estado de São Paulo (Ibot) e de Pesquisas da Amazônia (Ipam); Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ); museus Nacional, Paraense Emilio Goeldi e de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP); e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Entre os dias 6 e 8 de maio, a rede global da BHL realizou no Instituto Butantan e na FAPESP a sua primeira reunião em um país da América Latina.

“A proposta de criação da rede BHL-SciELO surgiu de um projeto conjunto entre a Sociedade Brasileira de Zoologia, o Museu de Zoologia da USP e o programa SciELO, e sua implementação foi discutida, em 2006, em uma assembleia de pesquisadores da área realizada durante a COP-8 [Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB)], em Curitiba”, disse Abel Packer, diretor do programa SciELO na abertura da reunião, na FAPESP. “Desde então, percorremos um longo caminho até o lançamento da BHL-SciELO, em 2010.”

A criação e o desenvolvimento da rede foram financiados por meio do projeto SciELO Biodiversidade, apoiado pela FAPESP no âmbito do programa BIOTA e de projetos de digitalização on-line de coleções de obras essenciais em biodiversidade das bibliotecas brasileiras apoiados pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

“O Ministério do Meio Ambiente financiou a infraestrutura de digitalização dos documentos das bibliotecas das instituições participantes. Por sua vez, a FAPESP financiou a organização, tratamento e publicação das fontes de informação”, explicou Packer.

De acordo com Packer, estima-se que 25% da produção científica brasileira relacionada à biodiversidade seja publicada em periódicos brasileiros, sendo a maioria indexada e publicada em acesso aberto pela SciELO.

Há uma série de documentos relevantes relacionados ao tema, contudo, que só está disponível em papel nas bibliotecas de universidades e instituições de pesquisa na área, ponderou.

“Nossa proposta é preencher essa lacuna na publicação de conteúdos sobre a biodiversidade brasileira com um esforço mais exaustivo possível de digitalizar todo o material relevante que está em papel e disponibilizá-lo on-line para que possa interoperar com artigos e periódicos publicados na SciELO e outras fontes de informação”, disse Packer.

“Além disso, o objetivo é tornar esse material disponível globalmente e ingressá-lo no fluxo internacional de informação por meio da rede global da BHL”, explicou.

Foram digitalizados nos últimos três anos 869 documentos, provenientes de quatro bibliotecas – Museu de Zoologia da USP (232), Jardim Botânico do Rio de Janeiro (176), Instituto Butantan (285) e Museu Paraense Emílio Goeldi (176) –, que estão com indexação pendente.

A meta é digitalizar até o fim de 2016, ao todo, mais de 2 mil obras sobre biodiversidade consideradas relevantes, contou Packer.

“Estimamos que seria necessário digitalizar entre 3,5 mil e 4 mil obras para fazer uma cobertura exaustiva dos documentos relevantes sobre biodiversidade que estão em papel nas bibliotecas das instituições de pesquisa brasileiras”, disse.

A SciELO tem hoje 45 revistas indexadas e em acesso aberto relacionadas à biodiversidade, publicadas por seis países das Américas: Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile e México. Além disso, a biblioteca virtual desenvolveu uma coleção sobre legislação em biodiversidade que deverá ser atualizada até o fim de 2015.

Outra novidade da biblioteca é um tesauro (lista de palavras semelhantes, dentro de um domínio específico de conhecimento) em biodiversidade, em português, inglês e espanhol. “Esse tesauro contribuirá para os processos de indexação automática de conteúdos e possibilitará ao usuário fazer buscas em diversos idiomas”, avaliou Packer.

Acesso à informação qualificada

Na avaliação de Carlos Joly, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do programa BIOTA-FAPESP, o acesso à informação qualificada sobre biodiversidade é uma ferramenta de suma importância para o fortalecimento da comunidade científica nacional e internacional e representa um dos principais gargalos para a realização de diagnósticos de biodiversidade em diferentes regiões do mundo.

“De maneira geral, a informação sobre biodiversidade no mundo é fragmentada, dispersa e, muitas vezes, de difícil acesso, porque está disponível apenas em literatura não publicada, como teses, monografias e relatórios, e mesmo quando está publicada, não há a possibilidade de ser usada para o aperfeiçoamento de políticas públicas porque os dados são pontuais”, avaliou o pesquisador em sua palestra durante o evento.

“Foi por isso que quando foi criado o programa BIOTA-FAPESP começou a ser desenvolvido um mecanismo para reunir informações altamente técnicas, combinadas com uma base cartográfica e com acesso aberto, pela internet, que permitisse o uso dessas informações para formulação e aperfeiçoamento de políticas públicas”, contou.

Denominado SinBIOTA, o banco de dados sobre biodiversidade do programa BIOTA-FAPESP reúne toda a informação taxonômica das espécies coletadas nos biomas do Estado de São Paulo, incluindo onde, como, em que condições e por quem foram coletadas.

O banco de dados do BIOTA integra o Global Biodiversity Information Facility (GBIF), ao qual a BHL pretende se integrar.

“Esperamos que a base do GBIF possa ser usada pela Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos [IPBES, na sigla em inglês] para a realização de diagnósticos regionais”, disse Joly, que é membro do painel multidisciplinar de especialistas da entidade internacional criada em 2012 com a função de sistematizar o conhecimento científico acumulado sobre biodiversidade para subsidiar decisões políticas no âmbito internacional.

“Estamos implementando um programa de trabalho bastante ambicioso no âmbito do IPBES e um dos gargalos que identificamos para fazer diagnósticos de biodiversidade em diferentes regiões do mundo é o acesso à informação qualificada. Certamente o GBIF e a BHL serão parceiros estratégicos para que possamos avançar nesse sentido”, avaliou.

Até o momento, a BHL já digitalizou mais de 45 milhões de páginas de mais de 159 mil publicações das bibliotecas que integram o consórcio.

“O número de visitantes das páginas atingiu em 2014 a marca de mais de 927 mil”, disse Nancy Gwinn, presidente do conselho de membros da BHL e diretora do Smithsonian Institution Libraries.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Criadores do buscador Wolfram Alpha lançam sistema de identificação de imagens

A empresa americana de software Wolfram Research, mais conhecida pela criação da ferramenta de buscas online Wolfram Alpha, lançou um novo serviço de pesquisa. Desta vez, a nova ferramenta identifica imagens: o usuário envia uma foto e o computador responde o que é aquilo.

“Ele não irá acertar sempre, mas na maior parte do tempo ele se sai muito bem”, escreve Stephen Wolfram, fundador e presidente da Wolfram Research, em um post no blog da empresa. “O que é particularmente fascinante é que quando ele erra, os erros parecem ser muito humanos”, afirma.

Basta enviar uma foto que o sistema responde o que ou quem é o retratado na imagem

Wolfram acredita que o projeto possa ser útil se aplicado em grandes coleções de fotos, para tentar identificar e categorizá-las. A tecnologia, chamada “Image Identify”, ou “Identificadora de Imagem”, tem código aberto, e poderá ser usada por outras desenvolvedoras na construção de ferramentas de identificação de imagens em seus softwares e aplicativos.

Para “treinar” o sistema, Wolfram o alimentou com dezenas de milhões de imagens para que ele entendesse o que cada objeto era. “O processo é comparável ao número de diferentes percepções e estímulos que os humanos têm em seus primeiros dois anos de vida”, diz.



A chave para que o sistema “aprenda” é o uso de redes neurais, que vasculham o banco de dados do sistema, restringindo as possibilidades sobre o que aquele determinado objeto possa ser. Cada uma das camadas da rede analisa um nível diferente de detalhes da imagem: brilho, cor, formas, sombras etc.

Os algoritmos usados pela máquina são desenvolvidos para se aperfeiçoarem com o tempo. Quanto mais imagens eles receberem, maior será a precisão da identificação.

O sistema também recebeu imagens que poderiam confundi-lo, como gatos vestindo roupas de astronautas, bichos-preguiça com chapéus de aniversário e um Chewbacca, clássico personagem de Star Wars. Para o alívio de Elon Musk, a máquina errou a identificação de todas essas imagens:


Compatível com desktops e dispositivos móveis, o projeto atualmente é capaz de reconhecer 10 mil tipos de objetos, apesar de ainda ter dificuldades em reconhecer pessoas específicas, obras de arte e objetos incomuns no cotidiano.

via iMasters

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Stephen Hawking: 'Computadores vão superar humanos dentro de 100 anos'

 
Dentro de 100 anos os computadores terão superado os humanos graças ao desenvolvimento da inteligência artificial. Ao menos essa é a opinião do cosmólogo Stephen Hawking, mundialmente reconhecido como uma das principais autoridades vivas da ciência.

Hawking esteve na Zeitgeist 2015 em Londres, nesta semana, onde falou sobre os problemas que podem surgir devido ao investimento descontrolado na "mente" das máquinas.

"Os computadores superarão os humanos com a IA (inteligência artificial) em algum momento dentro dos próximos 100 anos", disse ele, de acordo com o Techworld. "Nosso futuro é uma corrida entre o crescente poder da tecnologia e a sabedoria com que a usamos."

via Redação Olhar Digital 

USP, Unicamp e fundação lançam cursos a distância gratuitos

Uma das principais plataformas de ensino online do mundo lançou neste mês os seus primeiros cursos em língua portuguesa

Por Victor Vieira | O Estado de S. Paulo

O Coursera, uma das principais plataformas de ensino online do mundo, lançou neste mês seus primeiros cursos em língua portuguesa. As formações, gratuitas, são ministradas por instituições renomadas, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos.

Os cursos da plataforma – com vídeos, simulações e exercícios – não têm data para começar ou terminar, o que facilita a participação dos alunos. O conteúdo é gratuito e cobra-se apenas uma taxa de US$ 85 (cerca de R$ 300) para emissão de certificado. O Coursera tem 12 milhões de usuários no mundo, sendo 500 mil no Brasil.

O Coursera ainda traduziu dois dos seus cursos mais populares, um deles da Universidade da Califórnia e o outro da Universidade de Michigan

A USP oferece dois cursos: um sobre história da contabilidade e outro sobre linguagem de negócios nessa área. O primeiro estará disponível na próxima semana e o segundo, em agosto. Outras formações da USP já devem ser abertas nos próximos meses.

A Unicamp oferece, a partir deste mês, um curso de processamento digital de sinais, voltado para engenheiros. A ideia é mostrar como se criam aplicativos para converter músicas, imagens, vídeos e outros sinais em formato digital.

O segundo programa, para julho, mira interessados em empreender. A Unicamp também planeja criar cursos online abertos de Português para Estrangeiros e Física Básica.

Os chamados Moocs (sigla em inglês para cursos gratuitos, online e dirigidos ao grande público) são uma tendência em grandes universidades estrangeiras. A oferta dessas aulas virtuais também é uma estratégia para aumentar o alcance de instituições brasileiras de ponta.

Mais classes. Já a Fundação Lemann lança neste mês o programa de gestão para aprendizagem. O objetivo é discutir novos conceitos de planejamento estratégico nas escolas.
O Coursera ainda traduziu dois dos seus cursos mais populares. Um deles, da Universidade da Califórnia, trata de como o cérebro absorve informações para melhorar hábitos de aprendizado. O outro, da Universidade de Michigan, discute estratégias de sucesso nos negócios.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

10 benefícios do livro de papel ... e outros 10 do livro eletrônico

A leitura é sempre um benéfico, independentemente do formato em que ela é feita. Se você ler em papel ou ler eletronicamente... o importante é que a leitura lhe sirva e que você possa apreciá-la sem parar para pensar no formato no qual o conteúdo está.



por JuliánMarquina
Tradução livre

10 benefícios do livro de papel

1. Posse e colecionismo. Você pode formar uma grande biblioteca pessoal, e mostrar a seus amigos e conhecidos... além de ser preciosos objetos decorativos. Eles também servem como medalhas ou realizações.

2. Durabilidade. Livros de papel podem durar décadas e séculos, como tem sido demonstrado. É a tecnologia mais confiável para capturar e preservar textos.

3. A operação é simples. A operação dos livros de papel é muito simples: basta abri-lo e começar a ler. Também é fácil para retornar às páginas anteriores ou passagens do livro... a releitura é ainda mais fácil.

4. O poder de nostalgia. O fetichismo por livros existe... o cheiro de novo, seu toque, sua beleza visual... O livro de papel ganhou muitos seguidores e que não querem colocá-lo de lado.

5. Eles têm vida própria. Cada livro pode nos fazer relembrar um momento, nos sentimos acompanhados em viagens ... Sem falar das anotações nas margens, as dobras das páginas, marcadores ou outras coisas que podemos encontrar dentro deles, tais como cartas, fotografias, calendários, bilhetes de trem...

6. Maior memória de leitura. Esta comprovado que ler em papel existe uma maior memorização e compreensão do texto lido.

7. Um livro é sempre um bom presente. Dar livros é sempre bem visto, e não apenas pela temática do mesmo, mas porque está presenteando um objeto físico para o lazer e/ou conhecimento.

8. Emprestar a um amigo. Você pode emprestar um livro de papel para um amigo, um parente, um vizinho, um colega de trabalho, certificando-se de que não está cometendo uma ilegalidade ao fazê-lo. Além disso, há uma abundância de livros de papel para emprestar em bibliotecas.

9. Não dá pau. Um livro de papel nunca vai deixar você na mão, por causa da falta de bateria, ou porque não existe atualização de formato ou software.

10. O prazer da descoberta. Vá a uma livraria ou biblioteca para passear entre as prateleiras de livros de papel para descobrir leituras ou simplesmente para ver (e olhar) títulos diversos.



10 benefícios do livro eletrônico

1. O espaço que ocupam é em MB, não em prateleiras. Você não terá que ocupar qualquer espaço da casa para colocar os livros, muitos menos tirar poeira... você pode tê-los todos guardados no seu computador, no USB ou no leitor eletrônico. Você inclusive pode ter um número de livros que jamais imaginou.

2. Eles não pesam em sua bolsa ou mochila. Como acontece com o espaço que ocupam, o peso é outra grande vantagem do livro eletrônico. Você pode ter um monte de livros eletrônicos em sua bolsa ou mochila sem que eles machuquem seus os ombros ou costas.

3. A tecnologia ajuda. Já existe leitores eletrônicos que vêm com luz integrada, o que não faz com que você precise de luz externa para ler seus livros. Eles também vêm com dicionários para procurar palavras, tradutores para consultas e buscadores internos para encontrar o que está procurando rapidamente.

4. Preço baixo. Livros eletrônicos são geralmente mais baratos que livros de papel. Além disso, você pode ter acesso a uma grande coleção de livros eletrônicos gratuitamente na Internet.

5. Disponibilidade imediata. Se você quiser um livro eletrônico e está em casa, no trabalho ou no parque só precisa acessar algumas das muitas plataformas que vendem livros eletrônicos para comprar e começar a ler imediatamente. Disponibilidade também se aplica ao empréstimo em bibliotecas.

6. Conectividade com o texto e com o mundo. Livros eletrônicos permitem visualizar vídeos incorporados no texto, consultar links incorporados ou consultar imediatamente referências. Além disso, existem dispositivos com Wi-Fi para navegar e baixar os livros.

7. Sincronização das leituras. Você pode começar a ler um e-book em seu Leitor eletrônico e terminar de lê-lo em seu smartphone. Continuando da página onde parou na última vez que você acessou.

8. Anotações e marcas. Você pode tomar notas infinitas em livros eletrônicos, sublinha-los, marcar páginas... sem danificar o livro. Além disso, se você quiser, pode desfazer tudo sem deixar marcas.

9. Adaptação tipográfica. Reclamações do tipo: o tamanho da letra deste livro é muito pequena ou não tem intensidade... com livros eletrônicos você pode adaptar o tamanho das letras, alterar o tipo de letra e dar mais brilho ou luminosidade. É ideal para pessoas com algum tipo de limitação visual.

10. Descobrir novas leituras. Livros eletrônicos, e plataformas que vendem livros eletrônicos, são capazes de guiá-lo de acordo com seus gostos e leituras para novos títulos que vão chamar sua atenção. O poder da tecnologia e de alguns algoritmos permitem a descoberta de novas leituras.



Unesp lança Coleção Prope Digital


Oito livros tem download gratuito

A Coleção Prope Digital, parceria entre o selo Cultura Acadêmica, da Editora Unesp, e a Pró-reitoria de Pesquisa, acaba de lançar oito títulos. São eles: Bioenergia, de Nelson Ramos Stradiotto e Eliana G.M. Lemos; Nanotecnologia, de Carlos Frederico de Oliveira Graeff; Ciências humanas em debate, assinado por Angelo Del Vecchio, Dorotéa Machado Kerr, Flávia Arlanch Martins de Oliveira, Jean Cristtus Portela, Maria Eunice Q. Gonzales e Maria Suzana de Stefano Menin; Comunicação, cultura e linguagem, organizado por Anita Simis, Anna Flora Brunelli, Arlindo Rebechi Junior, Carlo José Napolitano, Lucilene dos Santos Gonzales, Maria Cristina Gobbi e Suely Maciel; Identidades brasileiras: composições e recomposições, de Cristina Carneiro Rodrigues, Tania Regina de Luca e Valéria Guimarães; Arte, ciência, processos criativos, de Evandro Fiorin, Paula da Cruz Landim e Rosangela da Silva Leote; Desafios contemporâneos da educação, por Célia Maria David, Hilda Maria Gonçalves da Silva, Ricardo Ribeiro e Sebastião de Souza Lemes e Representações culturais da América indígena, de Ana Raquel Portugal e Liliana Regalado de Hurtado. Os livros podem ser baixados gratuitamente aqui

via Publishnews