quarta-feira, 25 de maio de 2016

Biblioteca Virtual terá banco de dados online de pesquisadores sobre a Bahia



Biblioteca Virtual terá banco de dados online de pesquisadores sobre a Bahia

Novidade na Biblioteca Virtual Consuelo Pondé – unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado: a seção “Quem Escreve a História”, que será lançada no dia 31 de maio. A seção será voltada para pesquisadores que elegeram a Bahia como temática de suas investigações históricas.

O espaço será de construção permanente e totalmente colaborativo, tendo como objetivo gerar um banco de dados que possibilite conhecer os pesquisadores que estão escrevendo sobre a história da Bahia, divulgar a produção historiográfica sobre estado nas mais variadas temáticas e criar um canal de comunicação com os pesquisadores e professores, tanto para inserções no site, quanto para divulgar amplamente as pesquisas.

O diretor da Biblioteca Virtual, Clíssio Santana, fala sobre o projeto: “É uma tentativa de criar um banco de dados com historiadores baianos ou historiadores que escolheram a Bahia como objetivo de pesquisa e estudo em suas diversas formas, política, cultural, sociológica. O objetivo é facilitar o contato e saber onde estes pesquisadores estão, utilizando a Biblioteca Virtual como um vetor de intermediação entre o pesquisador e a produção acadêmica”, explica.

Na seção, haverá informações como o local onde a graduação foi concluída, as áreas de interesse e links de trabalhos publicados online. O próprio historiador poderá fazer cadastro online, onde colocará suas informações profissionais e obras já publicadas. A condição principal, além de o historiador ser baiano ou escrever sobre a Bahia, é que o pesquisador já seja graduado. O cadastro passará por uma avaliação da Biblioteca.

Sistema - As bibliotecas públicas integram o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, gerido pela Fundação Pedro Calmon – Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA). O Sistema é composto por seis bibliotecas públicas estaduais localizadas em Salvador, sendo uma delas a Biblioteca de Extensão com duas unidades móveis, uma no município de Itaparica e uma biblioteca virtual especializada na história da Bahia (Biblioteca Virtual Consuelo Pondé). O Sistema também presta assistência técnica para mais de 450 bibliotecas municipais, comunitárias e pontos de leitura, além de cursos de capacitação para os funcionários destas unidades.

via Governo da Bahia


Unicamp lança app para suas bibliotecas


Aplicativo criado pela Prima permite que usuário renove empréstimos, faça reservas e confira as novidades do acervo

Publishnews

A pedido da Unicamp, a Prima, empresa que detém a marca SophiA e desenvolve soluções tecnológicas para o gerenciamento de bibliotecas e instituições de ensino, criou um aplicativo com os serviços do Terminal Web do software integrado ao aplicativo geral da universidade. O App pode ser baixado tanto em dispositivos que utilizam o sistema operacional Android, quanto IOS, e possui a possibilidade de renovação, reservas, últimas aquisições e serviços, e link para o chat com a biblioteca. Além disso, é possível ter acesso a todas as bibliotecas da rede, com a descrição, endereço, telefone, e-mail de contato e inclusive visualizar a localização de uma unidade específica por meio do Google Maps dentro do aplicativo.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Pesquisa indica que maioria dos brasileiros ainda não conhece o livro digital


Quarta edição da Retratos da Leitura no Brasil também aponta que maioria dos leitores de e-books usam o smartphone para a atividade

Guilherme Sobota - O Estado de S. Paulo

A mais recente edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada na quarta-feira, 18, mostrou que apenas 4% das pessoas que já leram um livro digital o fizeram num aparelho dedicado, os chamados e-readers. A maioria dos consumidores de livro digital usa para ler celulares ou smartphones (56%), computador (49%) ou tablet (18%) - veja o gráfico abaixo.


Outro dado que chamou atenção na “seção digital” da pesquisa é que 59% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar em e-book - 7% deles se mostraram interessados em conhecer a tecnologia.

“O primeiro dado não surpreende, o Brasil é país do tablet e do smartphone”, diz Carlo Carrenho, especialista em mercado editorial e diretor do site Publishnews. O diretor da distribuidora digital Bookwire Brasil, Marcelo Gioia, por outro lado, acredita que o número é muito baixo. “Alguma coisa não bate. Se a gente simplesmente pegar os livros vendidos, com os fabricantes, já ultrapassa esse número”, diz. “Uma coisa é ter um e-reader, outra é ler com ele”, compara.

Gioia faz uma ressalva: “esta é uma pesquisa de comportamento, não mercadológica. Algumas questões ficaram nebulosas e confusas”.

Uma delas, por exemplo, diz respeito à forma como os leitores de livros digitais tiveram acesso ao e-book. A pergunta era “o sr(a) teve acesso a esses livros de que forma?”. 88% dos entrevistados dizem “baixou gratuitamente da internet”, e só 15% “pagou pelo download”. Mas a apresentação não deixa claro quando uma pessoa já fez as duas coisas, por exemplo.
O crescimento do número de pessoas que já ouviram falar em e-book era esperado: em 2011, eram 30%; em 2015, 41%. Porém, a maioria ainda não ouviu falar na tecnologia.

“Considerando o Brasil, acho que é um número alto, mas seria legal ter um detalhamento melhor sobre a distribuição regional desse dado”, diz Carrenho. “Se você for ver na Linha Verde do Metrô, esse número vai ser bem menor”, compara. De qualquer forma, ele acredita que poderia haver um investimento maior em publicidade conceitual por parte das empresas (Amazon, Kobo e Saraiva).

Um dado positivo para o digital é que um em cada três "leitores" do total da pesquisa declararam ter lido um e-book. "Leitor" é quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos últimos 3 meses.

Outro fator relacionado ao digital que aparece na pesquisa é o local de leitura. Trabalho, meios de transporte e “parques, praças, shopping, praia ou clubes” são os lugares em que o digital tem maior participação (14%, 15% e 14%, respectivamente), em contraste, por exemplo, com casa (6%), sala de aula (3%) e bibliotecas (2%).

“Mas o digital aparece em todas as áreas, vejo isso com certo otimismo”, analisa Carrenho, do Publishnews. “O potencial é maior do que as vendas, desafio do mercado é buscar como equilibrar isso”, conclui.

A literatura (livros como romances, contos ou poesia) é o assunto que lidera o índice de leitura de livros digitais - 47% dos leitores de livro digital leem mais literatura do que outras coisas. Livros técnicos ou de formação vêm em segundo lugar (33%), seguidos de livros escolares ou didáticos (21%) e religiosos (8%).

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Livro impresso é unanimidade global


‘Não há antagonismo entre os meios na mente dos leitores, como alguns segmentos vêm buscando disseminar de modo equivocado’, defende presidente da Confederação Latino-americana da Indústria Gráfica

Fabio Arruda Mortara | Publishnews

A mais nova pesquisa sobre a preferência das pessoas quanto à leitura em mídia impressa ou eletrônica, que acaba de ser realizada pela American University, de Washington, EUA, confirma tendências indicadas até agora por numerosos estudos anteriores: há uma clara opção pelos conteúdos impressos, especialmente quando se trata de livros.

O trabalho, coordenado pela professora de linguística Naomi Baron, da American University, abordou 300 universitários dos EUA, Japão, Alemanha e Eslováquia. Demonstra que, apesar da ampla disponibilidade de plataformas eletrônicas como smartphones, tablets, e-readers e computadores, cujo uso faz parte da rotina dos jovens, o livro impresso segue muito à frente na preferência dos estudantes para leituras sérias, com 92%.

A pesquisa integra o novo livro da docente, intitulado Words Onscreen: the Fate of Reading in a Digital World (Palavras na tela: o destino da leitura no mundo digital, em livre tradução). Um dos aspectos mais interessantes dentre os revelados pelos alunos refere-se às sensações na leitura, como a tátil, a olfativa e a cinestética. (cinestesia é o sentido pelo qual se percebem os movimentos musculares, o peso e a posição dos membros).

É interessante comparar essa nova pesquisa a outras realizadas anteriormente, como a da Nielsen BookScan, que indicou: o número de livros impressos vendidos nos EUA em 2014 subiu 2,4%, alcançando 635 milhões de unidades. Segundo especialistas, o crescimento da venda de livros físicos deverá manter-se nos próximos anos, pois os novos leitores parecem gostar cada vez mais do papel. A Nielsen indica que a maioria dos adolescentes entre 13 e 17 anos prefere obras impressas. Além disso, as vendas de títulos de ficção para jovens adultos cresceram 12% em 2014, mais do que os dirigidos aos adultos.

O estudo da American University, assim como o da Nielsen BookScan, também é coerente com pesquisa realizada em 2014 pelo DataFolha, que demonstrou: no Brasil, 59% dos leitores de livros e 56% de revistas optam pelas edições convencionais. No caso de jornais, 48% preferem acessá-los em computadores, tablets e celulares e 46% continuam fiéis às formas tradicionais. É interessante o fato de que 80% dos entrevistados brasileiros afirmaram que ler em papel é mais agradável do que em uma tela.

A pesquisa do DataFolha foi realizada para Two Sides, campanha mundial que chegou ao nosso país em 2014, para difundir a sustentabilidade econômica, social e ambiental da cadeia produtiva do papel e da indústria gráfica. Todos os estudos ratificam os conceitos da Two Sides quanto aos valores agregados pela comunicação impressa e seu caráter sustentável. A iniciativa surgiu na Inglaterra e hoje está presente nos EUA, Canadá, África do Sul, Austrália e Brasil. Aqui, o movimento conta com 42 entidades signatárias, que congregam cerca de 80 mil empresas, geradoras de 615 mil empregos diretos e faturamento anual de US$ 40 bilhões.

O mais importante, numa análise mais aprofundada de todos esses estudos, é que não há antagonismo entre os meios na mente dos leitores, como alguns segmentos vêm buscando disseminar de modo equivocado, numa infundada estratégia de desacreditar os impressos pelo viés ambiental do consumo de árvores para a produção do papel. Vã tentativa, pois esse insumo, no Brasil, utiliza 100% de florestas plantadas, cujo cultivo preserva a vegetação nativa e, de quebra, sequestra milhões de toneladas de carbono na atmosfera. Isso torna a cadeia produtiva da comunicação impressa uma importante frente no combate ao efeito-estufa.

Para a sociedade, a soma das mídias impressas e eletrônicas também é ótima, à medida que o acesso mais amplo e democrático à informação é um direito inerente à cidadania!

'Retratos da Leitura' mostra melhoria no perfil do leitor brasileiro

Segundo pesquisa, 104,7 milhões de brasileiros se declararam leitores e os índices de leitura saltaram de 4 livros por ano, em 2011, para 4,97 em 2015

Leonardo Neto | Publishnews

Aumentou o número de leitores no Brasil. Essa é uma das conclusões da quarta pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (18), em São Paulo. Estima-se que 104,7 milhões de brasileiros (ou 56% da população acima dos 5 anos de idade) leram pelo menos partes de um livro nos últimos três meses. Em 2011, quando foi realizada a última edição da pesquisa, esse índice era de 50%. A pesquisa revela ainda que houve aumento nos índices de leitura per capita. Se em 2011, um brasileiro lia quatro livros por ano, em 2015, o índice chegou a 4,96. Os aumentos – tanto da população leitora quanto dos índices de leitura – foram sentidos nas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Norte. No Nordeste, a população leitora se manteve estável (51% de leitores) e os índices de leitura per capita caíram de 4,3 livros por ano em 2011 para 3,93 em 2015.

A pesquisa, divulgada a cada quatro anos, segue os parâmetros do Centro Regional para el Fomento del Libro em América Latina (Cerlalc), o que permite a comparação de dados entre os países da região. A Fundação Pró-Livro, realizadora da pesquisa, e o Instituto Ibope Inteligência, quem a executa, em consonância com o Cerlalc, aprimoraram a pesquisa que trouxe algumas novidades em relação a 2011. Entre as novidades, foram introduzidas perguntas com o objetivo de intensificar a avaliação acerca de bibliotecas (incluindo as escolares), do uso de Internet e de leituras e livros digitais.

Para efeitos de metodologia e construção de uma série histórica, foi mantida a definição de leitor como indivíduo que leu pelo menos partes de um livro -- em papel, digitais ou eletrônicos e áudio livros, livros em braile e apostilas escolares, excluindo-se manuais, catálogos, folhetos, revistas, gibis e jornais -- nos últimos três meses. A coleta de dados foi feita em nível nacional, através de visitas domiciliares. Ao todo, foram 5.012 respondentes.
Leitura e o aumento do grau de escolaridade do brasileiro

A pesquisa comparou os aumentos tanto no número de leitores quanto dos índices de leitura com o aumento da escolaridade do brasileiro. Nas últimas décadas, o Brasil tem experimentado o fenômeno no aumento da escolaridade média da população, com uma redução na proporção e analfabetos e indivíduos com escolaridade até o Fundamental I e aumento da proporção de brasileiros com Ensino Superior e, sobretudo Ensino Médio.
Em 2011, em especial, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), houve um ponto de inflexão nos níveis de escolaridade do brasileiro. Naquele ano, pela primeira vez, a curva dos brasileiros só com nível do Fundamental I (1º ao 5º ano) se encontrou com a curva dos brasileiros que tinha concluído o Ensino Médio. De lá para cá, as curvas se distanciaram, aumentando o número de brasileiros com Ensino Médio. A última edição da PNAD, em 2014, mostra que 29% dos brasileiros concluíram o Ensino Médio enquanto que 26% têm só até o Ensino Fundamental I. Essa inversão pode ser uma das possíveis explicações da melhoria do perfil de leitura do brasileiro.


“A nossa experiência nos empurra para uma série de lugares comuns e o resultado levemente progressivo deve ser encarado com um ceticismo inicial, mas eu afasto a ideia de que a notícia só é boa se o fato é ruim”, observou José Castilho Marques Neto, ex-secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), um dos convidados para analisar a pesquisa durante o evento. “Os menores esforços empreendidos nos últimos 10 anos começaram a dar seus resultados, mas o que temos hoje ainda é insuficiente e precário. Deixando a nossa síndrome de vira-latas de lado, temos que entender que estamos fazendo a coisa certa. Se não fizermos esse exercício, ficaremos num ceticismo imobilizante”, concluiu.
Compra de livros

Trinta por cento dos entrevistados declararam nunca terem comprado um livro na vida. A pesquisa mostra que, via de regra, quanto maior a escolaridade e a classe social, maior a proporção de compradores de livros. No entanto, chama a atenção que cerca de metade dos estudantes e metade dos leitores não são compradores de livros. Pouco mais de 50% dos entrevistados indicaram o empréstimo – com parentes, conhecidos ou em bibliotecas – como principal meio de acesso ao livro, perdendo inclusive para a compra em lojas físicas ou e-commerces (43%). Vinte e três por cento declararam que a principal forma de acesso é quando são presenteados.


Digital
A pesquisa de 2011 detectou que 81 milhões de brasileiros tinham acesso à internet. Em 2015, esse número subiu para 127 milhões. Sobre as atividades relacionadas à leitura que realizam na internet, os itens mais indicados são: leitura de notícias e informações em geral (52%); estudo e pesquisas para a realização de trabalhos escolares (35%) e aprofundamento no conhecimento a respeito de temas de interesse pessoal (32%). A leitura de livros fica em sexto lugar, com 15%.

Atualmente, a faixa etária dos entrevistados que mais acessam a internet para leitura de livros é a de 18 a 24 anos. A maioria dos leitores de livros digitais é do gênero masculino (53%) e está nas classes B (43%) e C (42%). Na distribuição geográfica, 48% dos leitores digitais estão no Sudeste, 23% no Nordeste, 12% no Sul, 10% no Centro-Oeste e 7% no Norte. O dispositivo mais usado na leitura de livros digitais é o celular ou smartphone (56%), seguido por computadores (49%) e tablets (18). Dispositivos dedicados à leitura, os e-readers, ficaram na lanterninha, com 4% de participação.

A pesquisa perguntou ainda se as pessoas já ouviram falar em livros digitais. Quarenta e um por cento dos entrevistados responderam sim. Desse universo apenas 26% declararam já ter lido um e-book. Dentre os que declararam já ter lido um e-book, 88% disseram que o baixaram gratuitamente. Apenas 15% declararam ter pago pelo livro digital.
Influenciadores de leitura e de compra

A pesquisa mostra que 33% dos respondentes declararam que tiveram influência de alguém para começar a ler. A figura materna – mãe ou responsável do gênero feminino – é a maior influenciadora nesse quesito. Professores e professoras representam 7% e a figura paterna, 4%.

Quando questionados “qual destes fatores mais o influencia na hora de escolher um livro para comprar?”, 55% dos respondentes disseram que o tema ou o assunto é determinante na escolha. Chama a atenção a parcela da população que compra um livro a partir de recomendação de sites especializados, blogs ou redes sociais. Apenas 3% dos respondentes optaram por essa opção, colocando em xeque a figura de blogueiros como grandes divulgadores de livros.

Clique aqui para ter acesso à íntegra da pesquisa.


terça-feira, 17 de maio de 2016

Ler em mídia digital muda compreensão do texto

Outros estudos já haviam concluído que os livros eletrônicos exigem menos esforço mental que os livros de papel.

Concreto versus abstrato

Usuários de tablets, leitores eletrônicos e notebooks, cuidado!

Usar essas plataformas digitais para leitura pode torná-lo mais inclinado a se concentrar nos detalhes concretos, em vez de interpretar a informação de forma mais abstrata.

"Isso serve como mais um sinal de alerta para como a mídia digital pode estar afetando as nossas possibilidades de usar o pensamento abstrato," aconselha Geoff Kaufman, do Dartmouth College (EUA), que apresentou os dados durante a Conferência sobre Fatores Humanos nos Sistemas de Computação, que ocorreu na semana passada nos EUA.

Níveis de interpretação

A pesquisa avaliou uma pergunta básica: processar a mesma informação em uma plataforma digital versus não-digital afeta os níveis de interpretação?

Níveis de interpretação, ou níveis construais, expressam o nível fundamental de concretude versus abstração que as pessoas usam ao perceber e interpretar comportamentos, eventos e outros estímulos informativos.

Para responder à pergunta, foram realizados quatro experimentos que avaliaram como o processamento de informações é afetado pelo uso de cada uma das plataformas. Participaram dos estudos cerca de 300 voluntários, com idades entre 20 e 24 anos.

Os resultados mostraram que, tanto a compreensão da leitura, quanto a resolução de problemas decorrente do entendimento da leitura, foram afetados de forma significativa pelo tipo de plataforma utilizada para a leitura.

Digital versus impresso

Nos experimentos, os voluntários deviam ler um texto impresso em papel ou mostrado em um leitor eletrônico e depois responder questões sobre ele.

Para as questões abstratas sobre material de ficção, os participantes que leram em papel tiraram notas mais altas em questões de inferência, com 66% de correção, contra 48% de quem leu em plataforma digital. Quanto às questões concretas, os participantes usando a plataforma digital saíram-se melhor, com 73% de acerto, em comparação com 58% para a leitura em papel.

Quando leram artigos sobre questões concretas - carros, por exemplo - e deviam julgar qual modelo era superior, 66% dos que leram o material impresso acertaram a questão, contra 43% daqueles que leram em meio digital.

"Dado que os psicólogos têm mostrado que os níveis de interpretação podem afetar largamente questões como a autoestima e a busca de objetivos, é fundamental reconhecer o papel que a digitalização da informação pode estar tendo sobre este importante aspecto da cognição," concluiu Geoff Kaufman.

via Diário da Saúde

terça-feira, 10 de maio de 2016

Brasil e Portugal lançam acervo online de bibliotecas nacionais

Conhecer o acervo da Biblioteca Nacional de Portugal, incluindo originais da Torre do Tombo, que guarda arquivos históricos das navegações e da chegada dos portugueses ao Brasil, em Lisboa, já é possível sem precisar cruzar o Oceano Atlântico.

Por meio de uma parceria com a Biblioteca Nacional, o acervo das duas instituições está sendo digitalizado e colocado à disposição do público na internet. São milhares de títulos dos dois países, incluindo jornais e revistas, que podem ser acessados a qualquer hora do dia, de qualquer lugar do mundo. A expectativa é atrair cerca de 100 mil acessos por mês.

Reprodução da capa da edição de 1572 de Os Lusíadas, de Camões, disponível na íntegra no portal Biblioteca Digital Luso- Brasileira

O material está reunido no portal Biblioteca Digital Luso-Brasileira, disponível a partir de hoje (10), com mais de 2 milhões de documentos, sob domínio público, de várias épocas e gêneros. Entre eles, a primeira edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões, de 1572, e a Carta de Abertura dos Portos, de 1808, assinada pelo príncipe regente, Dom João de Bragança, quatro dias após a chegada da família real à Salvador.

“É a primeira iniciativa a reunir coleções de língua portuguesa, preservando o material – porque, no momento que você digitaliza, você evita o manuseio do original – e o mais importante, democratizando o acesso”, disse a coordenadora da biblioteca, Angela Bettencourt.

O acervo da Biblioteca Luso-Brasileira conta também com obras de 30 instituições de Portugal e mais 20 do Brasil, incluindo o Real Gabinete de Leitura, fundado por imigrantes portugueses no Rio, em 1837. O prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Estadual.

Esta é a primeira vez que bibliotecas de países de língua portuguesa se juntam para disponibilizar seus acervos conjuntamente e buscam se igualar a outras iniciativas mundiais. Na Europa, a Biblioteca Digital Europeia – Europeana, tem o maior acervo digital do mundo, com mais de 53 milhões de títulos entre livros, desenhos, pinturas, mapas, vídeos e fotos.

De acordo com a coordenadora, o próximo passo é integrar acervos de países de língua portuguesa de outros países e o primeiro deve ser Moçambique. “Eles já vieram aqui fazer um estágio e, provavelmente, serão os primeiros a se juntar nesta iniciativa”. A Biblioteca Digital Luso-Brasileira foi concebida em software livre.

Isabela Vieira - Agência Brasil
Edição: Luana Lourenço

terça-feira, 3 de maio de 2016

Cultura Acadêmica lança 36 livros digitais gratuitos



A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp e a Fundação Editora da Unesp lançaram 36 livros digitais nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais e Aplicadas e Linguística, Letras e Artes, com acesso totalmente gratuito.

O Programa de Publicações Digitais foi criado em 2009, com trabalhos de docentes, pós-graduandos e pós-graduados sendo selecionados pelos Conselhos de Programas de Pós-Graduação da Unesp. As obras escolhidas são editadas pelo selo Cultura Acadêmica da Fundação Editora da Unesp.

Os novos 36 títulos estão disponíveis na internet no formato Creative Commons (licença para uso não comercial, vedada a criação de obras derivadas) no site www.culturaacademica.com.br.

O Programa de Publicações Digitais da Unesp é o maior projeto de difusão de publicações de uma universidade brasileira e único no sentido de conceber a publicação original de obras em formato digital. Com os novos títulos, a coleção totaliza 322 títulos. Já foram realizados mais de 20 milhões de downloads.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Portal vai disponibilizar acervo de pinturas e gravuras brasileiras


“Viagem pitoresca e histórica ao Brasil”, de Jean Baptiste Debret, em álbum editado em 1834 por Firmin Didot Frères, do Acervo da Biblioteca Nacional - Divulgação

O Globo

Em tempos de tantos projetos parados por falta de verbas ou de apreensão com o futuro, a notícia é boa. Quatro grandes instituições brasileiras assinam hoje, às 11h, na Biblioteca Nacional, um acordo de cooperação para a construção de um portal, o Brasiliana Iconográfica, que vai reunir e disponibilizar ao público um rico acervo de pinturas, gravuras e desenhos retratando paisagens, gente e costumes brasileiros. Integram o projeto a própria Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Instituto Itaú Cultural e o Instituto Moreira Salles (IMS), numa reunião bem-sucedida de instituições públicas e privadas.

— Possuímos, juntos, um conjunto de coleções maravilhosas, mas as pessoas têm dificuldade de ter um contato com elas. Foi isto que nos inspirou: democratizar o acesso aos nossos acervos, e, à medida que fazemos isso, também ampliar a transparência sobre eles. Assim damos oportunidade aos pesquisadores e ao público de nos oferecerem subsídios para descrever melhor o material que temos — afirma Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

ESTREIA EM 2017

A previsão é de que o portal www.brasilianaiconografica.art.br entre no ar em março de 2017, com uma oferta inicial de 3 mil obras (1.200 da Biblioteca Nacional, 800 do Itaú Cultural, 500 do IMS e 500 da Pinacoteca). Mas a expectativa é chegar a 50 mil obras, um conteúdo realmente expressivo para pesquisadores e público em geral.

Num primeiro momento, cada instituição será responsável por subir a ficha técnica e um descritivo das obras, com seu histórico e circunstâncias de aquisição, num trabalho que implica na unificação dos termos usados nos textos, o chamado “vocabulário controlado”. É isto que vai permitir o cruzamento de dados e, mais tarde, o uso de hiperlinks para outros portais, como por exemplo a Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Para Julia Kovensky, coordenadora de iconografia do Instituto Moreira Salles, apesar de as Brasilianas terem um universo parecido, elas são, na verdade, complementares, cada uma preenchendo lacunas das outras.

— Ao reunir essas coleções, vamos disponibilizar ao público conjuntos de trabalhos mais completos. É um privilégio, o portal vai permitir uma compreensão maior da obra de um artista — diz ela. — É um projeto grande, mas que não se conclui com o lançamento. Vai estar em permanente expansão. Uma vez que esteja consolidado, funcionando, a ideia é que novos parceiros se unam a ele.

— Todos entram para somar — acrescenta Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional. — O Brasiliana Iconográfica mostra que é possível ter cooperação entre instituições juridicamente diferentes. E que, se tivermos projetos culturais compatíveis, podemos fazer.

GERENCIAMENTO COM INSTITUIÇÕES PRIVADAS

A iniciativa não é inédita para Lessa. Em abril de 2015, estreou o portal Brasiliana Fotográfica (www.brasilianafotografica.bn.br), parceria da Biblioteca Nacional com o IMS, com cerca de 2.400 fotos dos dois acervos. O modelo de curadorias implementado no Brasiliana Fotográfica será repetido no site de iconografia, cujos custo e gerenciamento ficarão a cargo das duas instituições privadas: IMS e Itaú Cultural.

— Estamos presos a uma estrutura pesada do Estado, eles têm agilidade que nós não temos — explica Lessa.

Hoje, o trabalho começa com as equipes de cada instituição. O grande investimento só será feito mais para a frente, quando for preciso armazenar os dados virtualmente, pagando o aluguel de uma grande nuvem.

— O projeto é baratíssimo. O mais caro já está comprado: o acervo. O custo vai ser o milionésimo do valor que as instituições têm em seus acervos — diz o presidente da Biblioteca Nacional.


Acervo inédito de Berta e Darcy Ribeiro será digitalizado e retratado em livro


Boa parte do acervo inédito do casal Berta e Darcy Ribeiro será conhecido ainda este ano.

Mariana Alvim | O Globo

Com previsão de lançamento para outubro, a Fundação Darcy Ribeiro prepara um livro que trará em fotos parte da coleção dos antropólogos, que inclui uma pintura de Pancetti retratando Berta, objetos pré-colombianos, uma escultura africana do século XVI, peças do artesanato e do folclore brasileiro e cartas trocadas por Darcy com Lévi Strauss.

Além da obra, todo o acervo será digitalizado e publicado na internet.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Biblioteca digital reúne acervo acessível a deficientes visuais


A ferramenta traz mais de 4 mil títulos com possibilidade de download, leitura falada ou impressão em braille

Carta Educação

A educação e o acesso à cultura e informação de pessoas com deficiência visual ganha mais um aliado.

A Fundação Dorina Nowill para Cegos, que atua na inclusão de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão por meio de serviços gratuitos e especializados, acaba de lançar a plataforma Dorinateca – Biblioteca Digital Dorina Nowill.

Totalmente digital, a biblioteca reúne vasto acervo de 4 mil livros em versões áudio, acessível por meio do Daisy (primeiro aplicativo brasileiro para a leitura de livros digitais com acessibilidade), além de títulos para impressão em braille. Para acessar e usufruir dos arquivos da plataforma é necessário realizar um cadastro.

É possível filtrar por título, autor ou formato (livro falado, Daisy, braille), relevância e data de lançamento. A partir do histórico de navegação do usuário pela plataforma, ele pode montar sua própria estante de leitura.

Além do acervo já existente da Fundação Dorina, serão editados mais 100 novos títulos da literatura nacional, estrangeira, infanto juvenil, conteúdos para concursos públicos e outros temas. Além disso, todos os futuros títulos que forem transcritos a partir de agora para o braille serão adicionados à Dorinateca.

O projeto foi viabilizado pelo Ministério da Cultura e contou com o patrocínio dos Parceiros de Visão Cielo, Sanofi e Carrefour.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Acervo digital reúne obras de Gabriel García Márquez


"La Gaboteca" também apresenta publicações sobre o escritor

Correio do Povo     

Todas as edições das obras de Gabriel García Márquez, assim como livros sobre o Nobel de Literatura colombiano, estão disponíveis agora no portal digital "La Gaboteca", nome escolhido em referência ao apelido do escritor e jornalista, "Gabo". Este imenso catálogo virtual foi apresentado nesta quinta-feira em Bogotá, por ocasião do segundo aniversário da morte do autor de "Cem anos de solidão".

O portal se divide em quatro grandes categorias: as obras de "Gabo", suas traduções, os livros publicados sobre ele e uma seção sobre a vida e as viagens do criador da mítica localidade de Macondo. "La Gaboteca" está disponível no site da Biblioteca Nacional (BN) e pode ser acessada por aqui.

Segundo a instituição, este é "o primeiro esforço (...) na rede para ordenar e apresentar o imenso corpus bibliográfico de Gabriel García Márquez ao leitor neófito e ao especialista". "Tudo o que for produzido sobre Gabo terá lugar na 'Gaboteca'", afirmou a diretora da BN, Consuelo Gaitán, acrescentando que recebeu várias doações após o falecimento do escritor, incluindo "a medalha e o diploma" de seu Prêmio Nobel, oferecidos por sua viúva Mercedes Barcha.

Os objetos ficarão expostos na sede da BN. Na "Gaboteca", as obras, especificamente, estão divididas em dez categorias - romance, conto, jornalismo, cinema, memórias, poesia, teatro, prólogos, discursos, ensaios, entrevistas e diálogos -, uma prova da riqueza criativa e da diversidade de Gabo.

De acordo com Gaitán, o internauta encontrará "mais de 1.500 materiais" na página, entre eles "600 livros traduzidos para 36 idiomas". Segundo o curador do projeto, Nicolás Pernett, que trabalhou mais de um ano e meio para ordenar o material, "La Gaboteca" é "também um lugar para sonhar e viajar com todo o legado de García Márquez (...) de conhecer muito mais do que sua obra".

Entre o legado de "Gabo", ganhador do Nobel de 1982, estão todos aqueles livros que podem ser encontrados nas estantes da Biblioteca Nacional. Também há espaço para materiais como gravações de conferências sobre o próprio autor durante a Feira do Livro de Bogotá de 2015, ou retratos tirados pelo fotógrafo colombiano Nereo López, morto no ano passado em Nova Iorque.

Google autorizado a prosseguir com projeto de biblioteca digital


Para Suprema Corte dos EUA, projeto não viola direitos autorais. Tribunal emitiu decisão nesta segunda-feira (18).

Da France Presse | G1

O projeto da gigantesca biblioteca digital do Google superou o último obstáculo nesta segunda-feira (18), depois que a Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos rejeitou a apelação que alegava uma violação da lei de direito autoral.

O principal tribunal americano rejeitou, sem formular comentários, um pedido da Associação de Autores para que considerasse a apelação contra uma decisão adotada em 2013 por um tribunal federal, considerada um ponto de referência sobre os direitos autorais na era digital.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Unicamp cria biblioteca digital especializada em pesquisas sobre Zika e Aedes aegypti


Com o objetivo de concentrar informações científicas e de outras fontes que auxiliem no desenvolvimento de novas pesquisas relacionadas ao enfrentamento das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criou a Biblioteca Digital Zika http://bdz.sbu.unicamp.br/wp/, plataforma on-line de acesso aberto que disponibiliza conteúdos publicados na área em todo o mundo.
A iniciativa surgiu a partir de conversas entre o Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) e o grupo de trabalho coordenado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), formado por docentes e pesquisadores de diferentes especialidades que buscavam reunir soluções nas áreas de controle do inseto, virologia, epidemiologia e imunologia, entre outras. A ideia é fornecer suporte informacional aos cientistas ligados à força-tarefa da Rede Zika, composta por representantes de várias instituições no Estado de São Paulo responsáveis por projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP sobre o vírus e seu vetor (leia mais sobre a rede em agencia.fapesp.br/22671).

“Como se trata de um tema relativamente novo, a informação é um elemento fundamental para dar suporte ao pesquisador e possibilitar que ele, a partir do que já foi conseguido, avance no conhecimento. Todo esse material foi organizado e continua sendo compilado para que a informação seja alcançada pelo cientista de forma rápida e precisa, fazendo com que o conhecimento acumulado sobre o vírus, seu vetor e as doenças relacionadas a eles circule, multiplique-se e contribua para o fortalecimento das pesquisas na área, a formulação das políticas públicas necessárias e o bem-estar da população”, disse Regiane Alcântara Bracchi, coordenadora do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) e supervisora da Biblioteca Digital Zika.

Já são mais de 200 artigos disponíveis, todos validados por pesquisadores da Unicamp ligados à Rede Zika. O conteúdo é classificado em cinco grupos: caracterização molecular e biológica; mecanismos de imunopatogenicidade; novas metodologias de diagnóstico; estratégias de bloqueio da transmissão e controle do mosquito; e epidemiologia, imunologia e repercussões clínicas. É possível fazer busca por autor, assunto e título em todos os grupos.

De acordo com Alvaro Penteado Crósta, vice-reitor da Unicamp e coordenador da biblioteca, a escolha dos temas buscou abranger todos os aspectos científicos relacionados ao Zika.

“Por se tratar de um vírus pouco conhecido e com alto potencial de propagação, existe atualmente uma grande proliferação de iniciativas de pesquisas do Zika em todo o mundo. Isso resulta numa igual proliferação de artigos científicos, livros, relatórios e notícias divulgados em vários tipos de mídia. A Biblioteca Digital Zika tem o objetivo de coletar e disponibilizar essa vasta gama de informações em um único sítio eletrônico, levando a grande economia de tempo dos pesquisadores que necessitam dessas informações para dar suporte às suas pesquisas”, contou Crósta.

A biblioteca também conta com análises da produção científica a partir de bases de dados para auxiliar o pesquisador na compreensão do desenvolvimento das pesquisas na área. O serviço permite identificar as temáticas com o maior número de pesquisas, a participação do Brasil e de instituições brasileiras em estudos sobre o vírus Zika e os pesquisadores que mais publicaram sobre o assunto, além de outras ocorrências, oferecendo um panorama geral da produção de conhecimento científico sobre a área no mundo.

Há, ainda, orientações sobre fontes de financiamento, voltadas a programas de fomento à pesquisa que contribuam para enfrentar os impactos na saúde pública das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, além de notícias veiculadas pela imprensa nacional e internacional, vídeos e outros conteúdos informativos e chat on-line com bibliotecários para esclarecimento de dúvidas e solicitação de informações.

Além de Bracchi e Crósta, integram a equipe da Biblioteca Digital Zika Gláucia Maria Pastore, pró-reitora de Pesquisa da Unicamp e coordenadora da Rede Zika na instituição, e Daniela Feijó Simões, Márcio Souza Martins, Michele Lebre de Marco e Oscar Eliel, responsáveis pelo desenvolvimento e pela implantação do projeto, bem como profissionais das diretorias de Tecnologia da Informação, Tratamento de Informação, Difusão da Informação e Gestão de Recursos do SBU e das bibliotecas do Instituto de Biologia, da Faculdade de Medicina e do Instituto de Química da Unicamp.

“A iniciativa de criação de um portal que permita acesso rápido a informações científicas de qualidade vai auxiliar enormemente o desenvolvimento dessa área de pesquisa, tema de tanta relevância para a saúde pública mundial como o caso do vírus Zika. Além disso, o portal inaugura um novo formato de divulgação científica qualificada para públicos-alvo”, declarou Pastore.

A plataforma está disponível para acesso público desde março, no site bdz.sbu.unicamp.br, e segue sendo atualizada. Está em desenvolvimento um sistema de alerta para notificar a entrada de novos conteúdos disponíveis.

Agência FAPESP 
via Planeta Universitário


terça-feira, 12 de abril de 2016

Um minuto de silêncio, pela morte dos e-books


Quando falamos em crescimento ou queda do livro digital, estamos falando em crescimento ou queda dos índices de leitura. Portanto, não é um dado que possamos torcer contra.

Camila Cabete | Publishnews

Há alguns dias tive acesso a alguns textos a respeito do quão mal vinham as vendas de livros digitais e me vi na obrigação de escrever esta coluna para esclarecer algumas coisas. Então, o título desta coluna é uma mentira, e eu escrevi somente para chamar a atenção dos menos simpáticos ao tema. Estou dando a oportunidade de pararem de ler aqui, logo no início. Agora, mesmo não sendo simpático ao digital, convido que leia e pense a respeito.
Se você resolveu continuar, vamos ao que interessa...

O mercado do livro é um mercado relativamente unido, pois falamos de um mercado onde não gira tanto dinheiro, meio intelectual e de certa forma todo mundo se entende.

No entanto, fiquei horrorizada ao perceber a polarização que um artigo gerou no começo dessa semana. A matéria, publicada pela Folha, falava sobre a estagnação ou até queda no mercado de e-books nos EUA. Pude ver, incrédula, que profissionais do livro comemoraram a decadência (relativa) de um formato de leitura. E olha que o texto se referia a uma só loja e a uma só análise, mas o que senti nas redes sociais foi mais um Fla x Flu no qual, de um dos lados do campo, estava o formato digital. Será que fui tendenciosa na minha análise? Será que entendi errado?

Isso me assusta... É como uma empresa que torce contra seu próprio produto. Tipo, torcendo para não vender, torcendo para o seu conteúdo dar errado, torcendo para um (dos inúmeros formatos) "encalharem". Esquecendo completamente que livro é conteúdo, e que o formato digital é uma forma de chegar em todos os lugares (estamos falando de Brasil: logística muitas vezes ineficiente, dimensões continentais e índices vergonhosos de leitura, certo?).

E mais... Quando falamos em crescimento ou queda do livro digital, estamos falando em crescimento ou queda dos índices de leitura. Portanto, não é um dado que possamos torcer contra, concordam?

Então a onda é polarizar? Desculpe o termo, mas me nego a embarcar nesta onda burra. Para mim, isso é burrice, descaso e conservadorismo. E outra: estamos falando de gente que lê e que deveria fazer uma análise mais crítica do texto, para saber do que realmente ele trata. A impressão que tenho é que algumas pessoas leram apenas a manchete... Só pode. Me nego a acreditar que, lendo criticamente o texto, continuassem tendo a mesma opinião.

Chega de me queixar. Vamos falar em termos práticos. Na minha visão, na visão de quem trabalha na Kobo, o digital cresceu ano passado no Brasil menos do que gostaríamos. Por outro lado, o livro de papel caiu, e caiu bastante. O que vejo com pesar imenso, mesmo eu sendo profissional do livro digital.

Não posso dar dados concretos porque são dados coletados dos meus clientes, que são as principais editoras do Brasil e do mundo. Mas como se trata de uma coluna, só posso contar que acreditem em mim. Estou falando também de minha percepção de mercado.

Estes dados poderiam estar ainda melhores se parássemos de separar o conteúdo do formato e fôssemos mais racionais ao falar disso.

O autor (o bom autor) quer ser lido e os formatos digitais são algo inimaginavelmente gratificantes para ele (o bom autor) que quer ser lido em qualquer lugar, mesmo nas cidades onde não existem livrarias. Captou? Seu livro, a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo? Será que isto está claro para os profissionais do livro? Não acho que esteja e volto para reativar a coluna e reacender a discussão.

O lado bom, foi que vi novamente a utilidade do excelente canal de comunicação que tenho aqui. Me vi novamente lutando pelo meu ideal, que não é somente ligado a um formato, mas à democratização da leitura. A coluna renasce das cinzas, pois por um breve momento achei que tinha dado a cabo o meu dever... só que não.

Muito ainda temos a andar, muito ainda a desmistificar o formato digital; e muito a despolarizar. Precisamos entender melhor o mercado e distribuir bem as ações, evitando assim, ficar nas mãos de uma livraria somente, precisamos pensar em marketing para o formato digital, precisamos de criatividade.

Editor, se o formato digital não está indo bem, você é parte disso. Não comemoraria um fracasso. Mas a boa notícia é que pelo menos, estamos segurando a onda das perdas do impresso. E também não vou comemorar isso. Não há o que se comemorar nestes dias, não é?

PS: agora vc vê... até e-books têm haters =/