quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Superbusca da Educação



- Ferramenta de busca em mais de mil sites selecionados por especialistas ;

- Serviço de pesquisa específico sobre Educação ; 

- Curadoria da Fundação Victor Civita ; 

- Destinada a todos os profissionais que trabalham com Educação.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Neurocientistas criam canal de vídeos de divulgação científica no YouTube


Para disseminar informações relacionadas a estudos em neurociência, pesquisadores da área criaram o NeuroChannel, canal de vídeos no YouTube gerido pelo comitê organizador do 9º Congresso Mundial do Cérebro, que, em 2015, será realizado pela International Brain Research Organization (Ibro) no Rio de Janeiro.

Desde abril o canal publica vídeos curtos sobre temas da neurociência, com legendas em português e inglês, dirigidos a neurocientistas e ao público leigo em geral.

Em um dos vídeos, Roberto Lent, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fala sobre o fascínio que o cérebro exerce sobre as pessoas e métodos utilizados para estudar o órgão.

Os vídeos também trazem pesquisadores estrangeiros. Uma das gravações aborda o vício em drogas, com Barry Everitt, professor da University of Cambridge, no Reino Unido, falando sobre a vulnerabilidade do cérebro humano a substâncias estimulantes e refletindo sobre os principais desafios nesse campo.

A iniciativa conta com o apoio da Ibro, da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), do Centro de Estudos e Pesquisas Paulo Niemeyer e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Além do canal no YouTube, em www.youtube.com/user/neurochannel1, o NeuroChannel tem uma página no Facebook: www.facebook.com/neurochannel.

Agência FAPESP

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Governo disponibiliza Biblioteca Digital de Participação Social


Serviço tem a finalidade de receber conteúdos governamentais sobre participação social

A Biblioteca Digital de Participação Social, criada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, tem a finalidade de receber conteúdos dos órgãos de governo, institutos e centros de pesquisa, universidades, movimentos sociais e entidades da sociedade civil, sobre as temáticas relativas à participação social e outros assuntos decorrentes dos processos de diálogos nos espaços participativos. 

Segundo o coordenador do projeto, Silvio Carvalho Trida, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Articulação Social (Secretaria-Geral) “trata-se de iniciativa que contribui para organizar, disponibilizar e preservar para a administração pública e  sociedade em geral, documentos, publicações e conteúdos diversos produzidos pelas instâncias e mecanismos referentes à participação social, com promoção de maior transparência e acesso à informação”.

A versão disponível no site está ainda em construção. O próximo passo do projeto é alimentar a biblioteca digital de forma colaborativa, o que envolverá a implementação de uma agenda de capacitação e treinamento com representantes da sociedade civil, conselhos, comissões, órgãos de Governo e demais interessados.

Além disso, a plataforma oferece espaço para os movimentos sociais e entidades que desejarem disponibilizar seus conteúdos o possam fazer, contribuindo para uma visão mais sistêmica acerca do conhecimento produzido a partir da participação social, afirmou Trida.

A biblioteca digital auxilia as instituições na organização da sua produção interna e também no esforço coletivo e colaborativo de manter e fazer crescer o acervo da biblioteca digital, disse ainda. Este é o maior desafio da Biblioteca para o próximo ano de 2015, concluiu.

Inovadora quanto a sua abrangência temática e estrutura, a biblioteca digital é formada por oito comunidades e mais de 100 subcomunidades que representam os temas e subtemas da participação social.

A expectativa é que a biblioteca torne-se uma ferramenta de apoio para a ampliação e consolidação das ações de participação social no país, e que sirva de exemplo e motivação para que outras instituições e órgãos organizem e disseminem informações em suas áreas de atuação.

Mais informações, sugestões e dúvidas sobre a biblioteca digital de participação social: bibliotecaparticipa@presidencia.gov.br

via Portal Brasil

A internet não esquece


Mesmo que buscadores recebam ordens para esquecer, o conteúdo não desaparece

Demi Getschko | Estadão

O que nos cerca muda rapidamente e nem sempre nos damos conta disso. Nos velhos tempos, por exemplo, se alguém recebia uma carta de que não gostava ou que o ofendia, podia rasgá-la ou queimá-la e ela desapareceria para sempre, sem vestígios. Hoje, com os meios baratos e quase infinitos de armazenamento eletrônico de informações, pode ser impossível nos livrarmos de um simples e-mail.

Claro que podemos apagar a mensagem que nos incomodou, mas é pouco provável que ela, de fato, suma definitivamente. Para manter a confiabilidade e garantia contra erros involuntários dos clientes, os provedores sérios de correio eletrônico guardam cópias – os “backups” – que, queiramos ou não, podem preservar coisas à nossa revelia. E sem falar do que nós mesmos colocamos impensadamente na rede e, mais tarde, concluímos que foi uma bobagem ter feito aquilo. Ah, se arrependimento matasse… Como Turiddu diz a Santuzza na ópera Cavalleria Rusticana, depois de uma acalorada discussão, “pentirsi è vano dopo l’offesa”, ou seja, é inútil penitenciar-se depois de cometer uma ofensa.

Assim, o que é colocado na internet pode tornar-se irremovível na prática: ou os próprios sistemas de armazenamento irão guardá-lo ou, se causou algum impacto bom ou mau entre os usuários, alguém terá tirado uma cópia. A conclusão é fácil de dar e difícil de cumprir, como todos os bons conselhos: não devemos colocar nada em rede aberta de que possamos nos arrepender mais tarde. Mas quem resiste à tentação de replicar algo interessante que leu, mesmo sem ter nenhuma certeza de que seja um fato real e não uma simples invenção de alguém? Minha avó usava uma expressão grega para coisas que fazemos impulsivamente e depois não mais podemos desfazer. Dizia: “pronto! caiu o açúcar na água”. Se jogarmos uma colher de açúcar num tanque de água, por mais que filtremos não conseguiremos removê-lo: sempre algo sobrará diluído lá no meio.

Essa característica da rede compromete também a eficácia de um eventual direito que se postula hoje: o direito ao esquecimento. Um parêntese aqui: como engenheiro, tenho sérias dúvidas lógicas de como poderíamos ter direito sobre algo que não está em nosso controle. Eu, certamente, tenho direito de esquecer – e certamente esquecerei – coisas que estão em minha memória, mas não imagino como ter direito a que você esqueça coisas que estão na sua memória. Mesmo que esse “sua” se refira à internet.

Bem, supondo que esse direito exista, líquido e certo, não há como magicamente apagar todas as referências a algo na rede. Mesmo que os buscadores recebam ordens para ignorar o tal conteúdo e não indexá-lo, em algum lugar estará armazenado, pronto para sair à luz num momento futuro.

Hoje, quando floresce o narcisismo e o individualismo, popula-se a rede com autofotografias nas mais variadas situações, às vezes para documentar, muitas vezes só para satisfazer o ego. O demônio, pela boca de Al Pacino no filme Advogado do Diabo, afirma categoricamente: “vaidade é meu pecado preferido”. A internet não esquece, e aí é que mora o perigo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Obra de Albert Einstein disponibilizada gratuitamente na Internet


O novo espaço na Internet engloba todos os documentos e correspondência do físico, desde o certificado de nascimento até aos textos que escreveu em 1923

Joana Gonçalves | JPN

Mais de cinco mil publicações de Albert Einstein estão agora disponíveis para consulta aberta numa plataforma online lançada esta semana pela Universidade de Princeton. O "Einstein Papers Project" engloba todos os documentos e correspondência do físico.

"Estamos muito satisfeitos por permitir o acesso aberto destes textos a uma audiência global de pesquisadores, cientistas, historiadores e estudantes interessados em aprender mais sobre Albert Einstein (1879-1955)", refere Peter Dougherty, diretor da Princeton University Press, num comunicado a que o Ciência 2.0 teve acesso.

A página apresenta um total de cinco mil documentos escritos ao longo dos primeiros 44 anos de vida de Einstein, na versão original e com traduções, anotações e explicações académicas em inglês.

Diana L. Kormos-Buchwald, diretora do projeto, explica que "todo este material foi cuidadosamente investigado e registado nos últimos 25 anos e contém documentos científicos, apontamentos, diários, correspondência profissional e pessoal de Einstein". Desta forma, os usuários poderão descobrir importantes artigos científicos sobre a teoria da relatividade, a gravitação ou a teoria quântica, bem como cartas de amor a Mileva Maric, sua mulher, ou correspondência com outros cientistas, filósofos, matemáticos e políticos do princípio do século XX.

O "Einstein Papers Project" incluiu um buscador por palavra-chave em todos os documentos e permite a navegação entre a língua original em que os textos foram escritos e a tradução para inglês em apenas um clique.

"É emocionante pensar que, graças à aplicação cuidadosa de novas tecnologias [digitalização de documentos], este trabalho vai agora chegar a um público muito mais amplo e contribuir para a preservação do legado de Einstein", refere a especialista.

O próximo passo será a adição de novos documentos à plataforma. "Planeamos ter, brevemente, mais 15 volumes de correspondência, de algumas décadas da vida de Albert Einstein", adianta ao Ciência 2.0 Jessica Pellien, responsável de comunicação da Universidade de Princeton.


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Universidade Hebraica de Jerusalém "universaliza" legado de Einstein

Einstein Digital




Fiocruz Imagens


O Fiocruz Imagens reúne produções fotográficas de diferentes unidades da Fundação. Seu objetivo é atender à necessidade de acervos iconográficos usados em produtos de comunicação. As imagens são cadastradas num mesmo sistema de gerenciamento, dentro do qual são distribuídas em categorias, como animais e plantas, meio ambiente e saúde, entre outras.

Criado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), o Fiocruz Imagens tem como objetivo intensificar o trabalho cooperativo em benefício da ciência e da tecnologia em saúde.




sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Revistas científicas aceitam artigo criado em gerador de lero-lero e “escrito” por Maggie Simpson



Normalmente, antes de um estudo científico ser publicado, ele é revisado por pares, passando pelo escrutínio de um ou mais estudiosos com mesmo escalão que o autor. Mas existe um submundo de revistas científicas predatórias, que se oferecem a publicar qualquer artigo se você pagar uma taxa.

Segundo o Vox, o engenheiro Alex Smolyanitsky quis expor essas revistas, e usou duas armas de peso: um gerador de lero-lero e personagens de Os Simpsons.


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O artigo “Configurações difusas e homogêneas” foi aceito pelo Journal of Computational Intelligence and Electronic Systems e pelo Aperito Journal of Nanoscience Technology – este, inclusive, já o publicou.

Ele lista como autores: Margaret Simpson, também conhecida como Maggie; Kim Jong Fun, o líder da Coreia do Norte que sabe viver a vida; e Edna Krabappel, professora de Bart Simpson.

E ele foi elaborado com um programa do MIT chamado SCIgen, que reúne jargão científico de uma forma que quase não faz sentido. Tome, por exemplo, o resumo do “estudo”:

A Ethernet precisa funcionar. Neste artigo, nós confirmamos a melhoria do e-commerce. WEKAU, nossa nova metodologia para a correção de erros para a frente, é a solução para todos estes desafios.

Depois disso, vêm três páginas de aleatoriedades, mencionando termos como “ciberinformática replicada” e “íon tempo-linear”; mais uma página com vinte e três referências, para dar um ar de legitimidade ao estudo. Você pode lê-lo na íntegra aqui.



O cientista da computação Cyril Labbé criou um site onde usuários podem testar se artigos foram criados usando o SCIgen, mas os periódicos que publicaram esse “estudo” não se importam muito com isso. Na verdade, o Aperito Journal of Nanoscience Technology continua enviando uma conta no valor de US$ 459 para Smolyanitsky pagar.

Essas revistas fraudulentas são um câncer entre as publicações científicas. Do Vox:

Em abril passado, por exemplo, um repórter do jornal Ottawa Citizen escreveu um estudo totalmente incoerente sobre solo, tratamento de câncer e Marte, e foi aceito por 8 de 18 revistas online com fins lucrativos. E no ano passado, o repórter John Bohannon e a prestigiosa revista Science colaboraram em um golpe semelhante, fazendo com que um paper profundamente falho sobre um líquen que combate câncer ser aceito por 60% dos 340 periódicos. Usando endereços IP, Bohannon descobriu que as revistas que aceitaram seu estudo estavam desproporcionalmente localizadas na Índia e na Nigéria.


A cultura de “publish or perish” (publique ou morra) – que mede o sucesso de cientistas pelo número de pesquisas que publicam – é uma grande responsável por essa proliferação de revistas sem credibilidade.


Por isso, nem mesmo as revistas respeitáveis estão livres de problemas. Este ano, as editoras Springer e IEEE removeram mais de 120 artigos após descobrirem que cada um deles era jargão gerado automaticamente por computador. Então antes de confiar em pesquisas científicas, melhor ficar de olho na fonte. [Vox via Slate]

Foto: a pesquisadora Maggie Simpson no supermercado/John Biehler/Flickr

Por: Felipe Ventura | Gizmodo

Miguel de Cervantes ganhará portal digital em 2015




A diretoria da Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes visa como projeto principal para 2015 desenvolver um "grande espaço digital" sobre o autor de "Dom Quixote", coincidindo com o quarto centenário da segunda parte do livro (1615).

Este espaço digital será realizado com a colaboração do Centro de Estudos Cervantinos da Universidade de Alcalá (Madri) e a Associação de Cervantistas, segundo informaram fontes da Universidade de Alicante (leste da Espanha).

Também será desenvolvido no próximo ano um portal dedicado à Academia Brasileira de Letras (ABL) e serão concretizadas as parcerias com a Biblioteca Nacional da Colômbia, a Biblioteca Luis Ángel Arango e as principais universidades do país latino para a criação da Biblioteca Virtual das Letras Colombianas.

A Universidade de Alicante sediou nesta quinta-feira a reunião da diretoria da Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, presidida por Manuel Palomar, reitor da universidade e vice-presidente executivo da fundação.

A diretoria aprovou um plano de atuação para 2015 com destaque, entre outras iniciativas, para a comemoração do 15º aniversário da entidade, fundada em dezembro de 2000, cujo objetivo é divulgar para todo o mundo, através da internet, a cultura produzida em espanhol.
Ao que se refere ao Centro de Competencia en Digitalização IMPACT, administrado pela Fundação da Cervantes e com sede na universidade, seu trabalho incluirá a criação de um Conselho Internacional de Pesquisa com o objetivo estabelecer um centro de referência mundial no âmbito das tecnologias para digitalização.

A Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes em 2000, presidida pelo escritor Mario Vargas Llosa, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2010 e do Prêmio Cervantes de 1994. A fundação oferece na livre acesso pela internet a mais de 188 mil registros bibliográficos.

Agência EFE | A Tarde

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Acervo pessoal de Chico Buarque é digitalizado

São mais de 30 mil arquivos, entre documentos, partituras, fotos, áudios, vídeos, além da discografia


Entre os documentos encontram-se algumas relíquias da vida do artista / Divulgação

Por: Diário SP Online 

Diversas obras e documentos pessoais de Chico Buarque agora estão disponíveis na internet, através do Instituto Tom Jobim.

O acervo conta com 7.916 letras e partituras, 26.152 textos, 1.044 imagens e cerca de 600 arquivos de vídeo e áudio, que incluem a discografia completa do compositor. O conteúdo pode ser acessado no site do instituto.

Entre os documentos há algumas preciosidades sobre a vida do artista, como um livro de impressões da mãe de Chico, que relata seus primeiros anos de vida. Além dos quadrinhos "O Chico-mirim", que o próprio compositor escreceu aos 12 anos de idade.

O acervo digital ainda não contém todos os documentos, para ter acesso a alguns mais específicos, como cartas e vídeos, é necessário ir pessoalmente ao Instituto, que fica no Rio de Janeiro.

Memorial de Auschwitz oferece visita virtual às instalações do campo

Museu polonês, fundado em 1947, mostra imagens exclusivas do maior símbolo do Holocausto

O Globo

Portão em Auschwitz com a inscrição 'O trabalho liberta' - Reprodução / Auschwitz.org

O memorial de Auschwitz agora proporciona a oportunidade de qualquer pessoa fazer uma visita virtual a ele. Com base em mais de 200 fotos panorâmicas, feitas no chão e também sobre as antigas instalações dos campos, é possível acompanhar em detalhes o local onde mais de 1,1 milhão de perseguidos pelo regime nazista foram mortos entre 1940 e 1945.

Além das imagens em 360° de Auschwitz I (o campo original destinados aos inimigos alemães na Segunda Guerra), é possível ver instalações completas de Auschwitz-Birkenau (ou II). O segundo campo, a três quilômetros da construção original, se tornou icônico por conta dos extermínios provocados a partir de 1942 a judeus, homossexuais, negros, testemunhas de Jeová e outros.

Fundado em 1947, o museu preservou os espaços originais dos campos. Em 1979, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Confira o tour virtual, com imagens dinâmicas.


E-books gratuitos



Editora Unesp disponibiliza mais 39 títulos digitais. Download é gratuito

A Editora Unesp está disponibilizando mais 39 títulos digitais, passando a oferecer 400 e-books para download gratuito. “Com as publicações a universidade reconhece a importância do trabalho editado para a qualificação docente e demonstra a percepção de que a digitalização da produção acadêmica é um caminho sem volta”, disse Jézio Hernani Bomfim Gutierre, editor executivo da Editora Unesp. O catálogo da editora inclui mais de 1,8 mil títulos, dos quais 400 são disponíveis para download gratuito (parte dos títulos também pode ser obtida impressa, sob demanda). Confira as obras no site da Editora.


PublishNews

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

E se a Wikipedia fosse uma galáxia?


Navegar na Wikipedia como se fosse uma galáxia feita de estrelas e planetas que são os artigos da maior enciclopédia do mundo é o que permite um novo buscador. O efeito é impressionante.

WikiGalaxy, que está ainda em fase beta, reúne para já 100 mil artigos da Wikipedia e mostra-os como se fossem estrelas e planetas de uma galáxia imaginária.

O utilizador pode assim viajar entre as fontes de conhecimento como se estivesse no espaço sideral, encontrando (por vezes curiosas) ligações entre os artigos da enciclopédia livre (em inglês).

O programa é da autoria de um estudante de engenharia residente em Paris que, através do projeto Plyfra.Me testa formas "imersivas" de divulgar informação no universo virtual da Internet.

Experimente AQUI navegar na galáxia de conhecimento da Wikipedia.


via Diário de Notícias - Portugal


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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Acesso a Jango



Cerca de mil itens do acervo de Instituto Presidente João Goulart (IPG), em Brasília, incluindo documentos de CPIs, cartas, fotos e recortes, foram entregues nesta segunda (8) por João Vicente Goulart, filho de Jango e diretor-presidente do IPG, a Renato Lessa, presidente da Biblioteca Nacional, informou a coluna Painel das Letras do último sábado. A instituição ficará responsável pela digitalização do material e por disponibilizar, no site bndigital.bn.br, a íntegra do que estiver em domínio público e 10% do arquivo ainda protegido. Com isso, pesquisadores terão acesso a documentos como fichas do Serviço de Informações americano, sob o título "Goulart na ONU"; cartas dos papas João 23º e Paulo 6º a Jango; e correspondência do presidente Salvador Allende sobre a situação no Chile em 1965.

Raquel Cozer na Folha
Imagem: Divulgação

Nature abre todos os seus artigos para visualização gratuita


A Nature, uma das publicações científicas mais tradicionais, com artigos que datam de 1869 (ano da sua fundação) atualmente em 48 revistas derivadas, como Nature Genetics e Nature Medicine, anunciou a abertura do seu conteúdo para visualização gratuita. Mas há uns asteriscos importantes nessa iniciativa.

Segundo a Macmillan Science and Education, a editora que publica a Nature, os artigos científicos poderão ser visualizados em uma plataforma de software chamada ReadCube, similar ao iTunes, que exibe versões somente para leitura dos PDFs dos artigos.

Em outras palavras, por ali não é possível imprimir ou mesmo copiar o conteúdo. Por outro lado, a plataforma permite anotações e incentiva o compartilhamento dos comentários feitos por colegas da área, além de poder ser baixado para consulta local, offline, usando o software da ReadCube. O formato lembra um pouco a abertura do acervo fotográfico do GettyImages – nesse caso, o uso gratuito das fotos está condicionado à adoção de um código de incorporação meio complexo se comparado à inserção pura e simples de uma imagem via HTML.

Tino Hannay, diretor da Digital Science, o braço digital da editora responsável pela iniciativa, “já sabemos que os pesquisadores compartilham conteúdo, geralmente escondidos nos becos da Internet ou usando práticas desengonçadas e demoradas”. Mas há outro motivo além desse, como aponta Richard Van Noorden no site da Nature: a crescente demanda pela gratuidade dos fundos de pesquisa.

A própria Nature tem “lacunas” para isso, mas elas são bem restritas – basicamente, quando os autores ou seus financiadores bancam a publicação do paper. O que, por sua vez, não é um negócio que se possa classificar de barato: segundo Philip Campbell, editor-chefe da Nature, os custos internos de publicação ficam entre US$ 31 e US$ 47 mil por paper. Por isso a dinâmica de cobrança dos assinantes (pesquisadores e bibliotecas, em sua maioria) é mais viável.

As reações ao anúncio da Nature, ainda segundo Richard Van Noorden, tem sido mistas. A preocupação dos insatisfeitos é que os manuscritos arquivados independentemente da editora, como ocorre hoje, não têm limitações de impressão ou salvamento; já na plataforma da Nature, isso acontecerá.

Ah, e para quem acompanha as últimas descobertas cientificas por sites, uma boa notícia: 100 publicações do mundo inteiro poderão linkar os textos completos do acervo da Nature ao reportarem os estudos recém-publicados lá.

Para mais detalhes, leia o comunicado oficial da Nature. 


Por: Rodrigo Ghedin | Gizmodo



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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Artigos de segunda


A profusão de periódicos científicos que publicam qualquer estudo, por menos rigoroso que ele seja, bastando apenas que o autor pague por isso, é uma praga a que o Brasil  vem aderindo com preocupante entusiasmo - mesmo aquelas instituições que deveriam  zelar pela excelência da pesquisa no país

Um espectro assombra a comunidade científica internacional: o dos periódicos sem credibilidade. Não é díficil entender o porquê. Alguns dos avanços mais extraordinários da ciência vieram a público pela primeira vez sob a forma de artigos editados em veículos de peso. Neles prevalece aquilo que está no coração da própria metodologia científica, a peer review, ou seja, a revisão pelos pares. Esse processo visa a replicar os resultados de um estudo, a fim de comprová-lo, sem a presença de seu autor ou autores. Não há outra maneira de fazer a ciência merecer esse nome - e andar para a frente. 

...

Leia a matéria especial completa na Veja desta semana.

Biblioteca Digital da USP ultrapassa marca de 50 mil títulos


Local reúne o maior acervo digital institucional do Brasil; acesso aos títulos está disponível para qualquer interessado no site da BDTD

A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP ultrapassou a marca de 50 mil títulos, entre dissertações de mestrado, teses de doutorado e livre-docência. Lançada em 28 de junho de 2001, a Biblioteca Digital reúne o maior acervo digital institucional do Brasil. 

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No dia 1º de dezembro, a BDTD registrava 29.717 dissertações, 19.991 teses e 359 livre-docência, totalizando 50.067 documentos. O acesso aos títulos está disponível para qualquer interessado no site da BDTD.


Do Portal do Governo do Estado

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Governo lança portal para resgatar memória da ditadura


Site conta com documentários e conteúdo multimídia interativo (Foto: Reprodução)

O governo lançou nesta sexta-feira (05/12) um portal sobre a ditadura militar (1964-1985) e os grupos de resistência, como forma de resgatar o período. O "Memórias da Ditadura", destinado a divulgar a história do Brasil nos 21 anos que os militares governaram o país e a oferecer material de suporte a professores, é uma iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência e da ONG Instituto Vladimir Herzog.

O site conta com conteúdo multimídia com o objetivo de atrair os estudantes e o público mais jovem, que tem menos referências sobre um período marcado pela tortura, censura, repressão, fechamento do Congresso e por outras restrições à democracia.

com informações Época Negócios

Ministério das Cidades lança portal sobre desenvolvimento urbano sustentável


Site habilita participação da sociedade na produção do relatório que Brasil apresenta durante conferência da ONU

D24am

O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, lança nesta quarta-feira (3), o portal Habitat dedicado à 3ª Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III). 

O portal será uma ferramenta para a participação da sociedade na produção do relatório que o Brasil apresenta durante a Habitat III, que será realizada em 2016, ainda sem local definido.

A participação popular é uma recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) para que os países membros criem Comitês Nacionais para o Habitat-III com o objetivo de apresentar propostas sobre as questões urbanas atuais e os principais desafios para o futuro das cidades de cada país.

O Ministério das Cidades, em parceria com o ConCidades e o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), criou o Grupo de Trabalho (GT) ONU Habitat III para subsidiar a produção do relatório brasileiro.

A equipe de trabalho ficará responsável pelo levantamento de dados e informações  relevantes postadas no portal para a Conferência Habitat III.

Ficou determinado pelo Grupo de Trabalho ONU Habitat III que a interação com a sociedade civil se dará por meio de questionário consultivo disponibilizado no portal Habitat.

Para acessar o questionário, o interessado deverá se cadastrar na página e criar um login e uma senha. Também serão disponibilizadas na página, informações atualizadas, documentos, materiais de pesquisa e fóruns de discussão.

Além da ferramenta de consulta pública, um seminário nacional, contribuições por meio dos Conselhos das Cidades, debates e demais iniciativas das organizações sociais e governos locais serão feitos para auxiliar na elaboração do relatório nacional que subsidiará a construção da Agenda Habitat III.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Filme 'Homens, mulheres e filhos' ilustra efeito da internet sobre valores morais


Júlio Cavani - Diario de Pernambuco

Homens, mulheres e filhos, dirigido por Jason Reitman (Juno, Amor sem escalas), é mais um drama sobre crises de valores em famílias de classe média dos Estados Unidos, tema explorado de formas diferentes em filmes como Beleza americana (1999), de Sam Mendes, Felicidade (1997), de Todd Solondz, e Pecados íntimos (2006), de Todd Field, entre outros exemplos. O diferencial nessa nova abordagem é a presença da internet como eixo de todos os problemas afetivos enfrentados pelos personagens.

A internet não é o problema. A maneira como as pessoas a usam ou reagem a ela é que parece doentia na maioria dos núcleos familiares retratados no filme. A rede virtual simplesmente representa a abertura de novas janelas onde são extravasadas questões de comportamento mais enraizadas relacionadas principalmente a conflitos conjugais (dos homens e mulheres do título) e imaturidade sexual na adolescência (dos filhos).

O mal está também no uso excessivo da internet, seja por tablets, smartphones ou desktops. Os personagens do filme estão sempre conectados. Um garoto dá mais importância aos amigos virtuais de um videogame do que ao mundo real. Marido e mulher passam horas na cama, cada um com um iPad, mas praticamente não se olham ou não se tocam fisicamente. Em um shopping, todas as as pessoas andam pelos corredores enquanto acessam informações ou conversam pelo celular.

Homens, mulheres e filhos não tem um ator principal. É um filme coral, com várias histórias direta ou indiretamente entrelaçadas. No elenco, que tem estrelas como Ansel Elgort e Jennifer Garner, a surpresa é o comediante Adam Sandler, que assume um papel sério e delicado, com poucos momentos de humor. Emma Thompson faz uma narração em off que aponta para a insignificância das angústias humanas diante da infinitude do Universo.

Os norte-americanos não tiveram um Nelson Rodrigues. Em comparação com A vida como ela é, entre outras obras do escritor brasileiro, os dilemas apresentados nesses filmes de Hollywood beiram a ingenuidade. Reitman, que já havia discutido o tema do aborto com uma inteligente leveza em Juno, pelo menos consegue manter certo equilíbrio, sem cair em desfechos escandalosos. Ele direciona a discussão para o afeto e a compreensão, no lugar de apelar para sentimentos de culpa ou moralismos puritanos. Em seu cinema, um silêncio ou uma conversa calma valem mais do que uma briga ou discussão descontrolada.

 


+ 5 motivos para você assistir a 'Homens, Mulheres & Filhos'



RefSeek: buscador acadêmico


O RefSeek é um buscador para estudantes e pesquisadores que visa tornar a informação acadêmica facilmente acessível a todos. Pesquisa mais de um bilhão de documentos, incluindo páginas da web, livros, enciclopédias, revistas e jornais. Oferece uma cobertura abrangente sem a sobrecarga de informações de um buscador geral, permitindo maior visibilidade de informações acadêmicas.





quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Livros digitais estão em 95% das bibliotecas dos EUA, diz estudo

Em 2013, percentual de bibliotecas adeptas ao ebook era de 89%. Média de publicações digitais por estabelecimento é de 20.244.

Do G1, em São Paulo

Livros digitais, os chamados ebooks, estão presentes em 95% das bibliotecas públicas dos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa anual sobre o tema feita pela publicação especializada “Journal Library”.

O estudo acompanha a expansão dos livros digitais desde 2010 e na edição de 2014 captou um aumento na quantidade de bibliotecas adeptas às versões digitais. Entre 2013 e 2012, 89% desses estabelecimentos disponibilizavam ebooks. Quando a pesquisa começou a ser feita, o índice de aceitação era de 72%.

Em média, as bibliotecas norte-americanas possuem em seu acervo 20.244 livros digitais. Esse número, no entanto, é puxado para cima por grandes instituições. Aquelas que declaram não oferecer ebooks não o fazem por falta de recursos. No entanto, um exemplo da mudança dos ares nos EUA foi a abertura em 2013 de uma biblioteca em San Antonio (Texas) totalmente dedicada a livros virtuais.

Os livros digitais podem ser lidos em leitores digitais especializados como o Sony Reader, o Nook, da livraria Barnes & Noble, e o Kobo, vendido no Brasil pela Livraria Cultura, e o Kindle, da Amazon. Também são consideradas plataformas destinadas à leitura virtual o iPad, da Apple, e os tablets que rodam o sistema operacional Android, do Google.

Os empréstimo digitais variam conforme o sistema utilizado. Alguns necessitam da criação de uma conta pessoal do usuário que deve ser pareada à da biblioteca para que o ebook seja transferido de uma estante para outra via cabo USB. Outros permitem com alguns cliques a cessão de um livro de um lugar para outro, que automaticamente exibe a publicação assim que ocorre uma sincronização.

Segunda edição do livro do Centro Knight “Ferramentas Digitais para Jornalistas” já está disponível em português


Já está disponível a versão em português da segunda edição do e-book do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas "Ferramentas Digitais para Jornalistas", da jornalista argentina Sandra Crucianelli. 

A tradução do livro é fruto da parceria entre o Centro Knight, da Universidade do Texas (EUA), e o programa para o fortalecimento da Mídia em Moçambique, financiado pelo governo dos Estados Unidos da América através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pela IREX. Clique aqui para baixar o livro gratuitamente (em formato PDF) da biblioteca virtual do Centro Knight.

"Ferramentas Digitais" é uma ampla atualização da primeira edição publicada em 2008. Esta versão contém um novo capítulo sobre jornalismo de dados, dá maior ênfase às técnicas mais utilizadas para buscar e processar informações e registra muitas outras mudanças e ferramentas jornalísticas que surgiram nos últimos seis anos.

"Este livro é um guia, não tem pretensões de ser uma lista de dicas que devem ser seguidas rigorosamente, mas é meu desejo que elas se tornem um farol para iluminar o caminho dos repórteres que trabalham no ambiente digital", disse Crucianelli. "Poder ampliar estes recursos ao público de língua portuguesa é uma contribuição muito importante do Centro Knight. Esta nova versão em Português me enche de alegria, em especial por saber que em países tão distantes do meu, como Moçambique, havia jornalistas que leram a primeira edição e queriam ler a segunda", acrescentou.  

Embora existam muitas outras ferramentas disponíveis que não foram mencionadas no livro, Crucianelli selecionou aquelas que são gratuitas e/ou não exigem ter que fazer o download da internet, pois podem ser usadas online.

A nova edição do "Ferramentas Digitais" também procura refletir as novas realidades do jornalismo, como a proliferação de jornalistas cidadãos e a necessidade de cada jornalista profissional aproveitar as ferramentas digitais para investigar, filtrar, apresentar e compartilhar informações.

O livro aborda temas como o jornalismo de dados, diferentes tipos de motores de busca, Google e seus produtos, dicas para explorar a web profunda, a mídia social para jornalistas e a verificação de dados nesses meios de comunicação, infografia e gráficos interativos, o movimento Open Data, aplicativos jornalísticos, o uso de smartphones no jornalismo, conceitos básicos de Excel e a construção de tabelas.

O manual também inclui ferramentas para compartilhar áudio e música, fazer petições online, fazer vídeo conferências, montar linhas do tempo, extrair dados, editar fotos, extrair dados de PDFs, enviar e-mails anônimos e manter-se seguro online.
  
dica da Natalia Mazotte do Jornalismo nas Américas

"Os livros estão condenados"


A aposta vem de um amante da leitura, que publica obras em pergaminho e com uma impressora do século 19. Para ele, ou o livro vira arte ou morre.

Acha que virar objeto de arte é a saída para o livro?

O livro não é essencialmente um produto descartável, mas o livro como conhecemos hoje irá acabar. Sinto que está condenado. O futuro é digital e eu acho isso ótimo. Fui um dos primeiros a ter um Kindle. Acredito  que o futuro será dividido de um lado o livro como objeto de arte; de outro, os livros digitais que vão surgindo e desaparecendo. Objetos de série - livros como os de hoje - são assim mesmo, acabam perdendo valor.

Trecho da entrevista com Vanderley Mendonça na revista Superinteressante deste mês.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Futuros possíveis: arte, museu e arquivos digitais


A Editora Peirópolis e a Edusp (Editora da Universidade de São Paulo) lançam, com apoio do Itaú Cultural e da FAPESP, a obra Futuros Possíveis – arte, museus e arquivos digitais/ Possible Futures – art, museus and digital archives. Trata-se do primeiro livro brasileiro dedicado à reflexão sobre a preservação da memória e da cultura digital, reunindo especialistas de renome internacional da área de conservação de arte digital e de digitalização de acervos. É também uma obra pioneira internacionalmente, já que nenhum livro até hoje contempla, em um só volume, um espectro tão amplo de questões.

Fruto de seminário realizado na USP em 2012, a obra, organizada por Giselle Beiguelman (FAU-USP) e Ana Gonçalves Magalhães (MAC-USP), conta com artigos de um time de experts nacionais e internacionais que abordam da preservação da arte “nativamente” digital aos processos de conservação de acervos digitalizados, passando pelas estéticas que emergem dos bancos de dados à nova complexidade política e cultural que nasce com a era dos “arquivistas amadores” e das grandes “corporações memorizadoras”, como o Google e o Facebook.

“Esta é uma das primeiras obras em todo o mundo a tratar do tema, e é a mais abrangente. Fazemos uma varredura de todas as questões envolvidas no campo da memória digital e da preservação da cultura digital”, explica Gisele. No ensaio de abertura, ela fala sobre a necessidade de repensar os formatos de memorização e os procedimentos de conservação/preservação. “Não se pode deixar de chamar atenção para o fato que a memória cultural hoje é também uma questão econômica e um serviço. Deveria, por isso, demandar algum tipo de código ético. Afinal, cada vez mais, as memórias pessoais e coletivas, públicas e privadas, são mediadas por instâncias corporativas. Instâncias essas que estão relacionadas não só à produção de equipamentos, mas também a grandes repositórios de imagens, textos e áudios que são descontinuados, quando deixam de ser um nicho de marketing conveniente”.

O livro traz textos de curadores de museus como o Whitney, o Reina Sofia e o SFMoMA, além de ensaios de críticos que vêm despontando no cenário internacional como Domenico Quaranta (Itália) e Jose Luis de Vicente (Espanha) e expoentes brasileiros, como Lucas Bambozzi, Gilbertto Prado e Daniela Hanns. São todos eles os autores das intrigantes reflexões sobre as novas dimensões culturais dos processos de produção documental no século 21.

Em uma edição bilíngue de 680 páginas, o livro está disponível em papel, e em e-book, nos formatos PDF e ePub.

via Editora Peirópolis

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Graças a ajuda do bibliotecário e amigo Almir Johncoto, o Pesquisa Mundi finalmente está com perfil no Facebook. =D





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Shirley MacLaine e a tecnologia



A senhora continua escrevendo livros sobre temas místicos, como a reencarnação?

Não paro de escrever, é o que mais faço. Infelizmente, não posso adiantar o tempo do livro que vou lançar no ano que vem. Só digo que ando com fixação em e-books, no design de páginas eletrônicas e na criação de conteúdo on-line. Justo eu, que sempre detestei tudo o que tem a ver com tecnologia. 

A senhora tem perfil nas redes sociais?

Não, de jeito nenhum! Odeio redes sociais porque sinto que elas estão afastando as pessoas dos contatos reais, além de fazê-las mais idiotas.

Trecho da entrevista "Todo diretor é ditador" com a atriz na Revista Veja desta semana.
Imagem: Internet

A informação não quer ser grátis

 

Lúcia Guimarães | Estadão

Imagine que você comprou uma máquina de lavar louça com desconto na Black Friday. Quando consultou o manual, descobriu que só pode lavar ali louças e talheres da mesma marca do fabricante da máquina. Ia exigir seu dinheiro de volta. Mas nenhum de nós liga para o Disque Denúncia quando descobre que as cinco mil canções compradas no iTunes não podem ser ouvidas num tablet que acaba de sair com nova tecnologia.

Você teria um choque se alguém entrasse na sua casa e confiscasse o diário de sua filha por estar recheado de fotos e ilustrações do Harry Potter. Mas o diário da sua filha hoje pode ser um canal no YouTube, cuja tecnologia de take down remove automaticamente qualquer imagem protegida no atual sistema de copyright. Se o estúdio Universal decidisse construir um parque temático com os personagens de Harry Potter, faria sentido ser interpelado pelo estúdio Warner, dono dos direitos dos filmes. Seria uma flagrante violação do direito autoral de J. K. Rowling. Mas qual o prejuízo à autora se a adolescente apaixonada por Potter inserir sua imagem num diário digital para compartilhar com amigas?

Tenho um amigo que guarda em sua casa em Long Island sua coleção da New York Review of Books, desde o primeiro exemplar, em 1963. Eu não tenho a mesma coleção e, se suspender minha assinatura, perco acesso aos exemplares digitais que já havia comprado.

É difícil discutir o assunto de direitos autorais sem cair em duas valas comuns, a favor ou contra o copyright. Um novo livro defende a ideia de que, se a tecnologia for mais encarada como um fato e não um problema, os maiores interessados na cultura - os criadores e seu público - seriam os beneficiados. Information Doesn't Want to be Free: Laws for the Internet Age (A Informação Não Quer ser Grátis: Leis para a Era da Internet), de Cory Doctorw, trata das batalhas de copyright e da viabilidade do sustento de artistas. Doctorow é um bem sucedido autor de romances de ficção científica, ativista da era digital e fundador do site Boeing Boeing. Ele esteve no Brasil em 2012, falando sobre livros digitais na Festa Literária Internacional de Pernambuco, a Fliporto. Na ocasião, Doctorow contou que seu último romance não ia sair em e-book no Brasil porque nenhuma editora concordava em publicar o livro sem DRM Digital Rights Management, a tranca protetora de copyright embedada na maioria da mídia digital que consumimos.

Ele quer ser roubado? Quer que seu livro seja copiado de graça? Não, Doctorow defende moderação na legislação sobre direitos autorais, que hoje concentra enorme poder nas plataformas, nos gadgets. Quanto mais as editoras trancam seu conteúdo com DRM, escreve, mais as plataformas, no caso, a Amazon, controlam o mercado editorial.

Teoricamente um americano pode sofrer mais nas mãos da justiça por tentar baixar um aplicativo não autorizado pela Apple no iPhone do que se furtar uma revista do jornaleiro. É um status quo que não resolve o problema da violação de direitos. Nossos pais não copiavam seus discos de 78 rotações porque temiam uma lei que desconheciam, mas porque não tinham recursos para fazer a cópia. A tecnologia de cópia avança de maneira virulenta junto com o avanço das leis que criminalizam o consumo privado de conteúdo cultural.

As trancas de DRM, diz o autor, já podem ser arrombadas, devem acabar tendo a eficácia de um ritual contra mau olhado. E se a Amazon ou a Apple podem tomar a chave da nossa biblioteca ou discoteca e tudo o que passamos anos acumulando com amor se evapora, não somos donos do que compramos. Doctorow propõe que haja uma distinção entre a atividade em escala industrial, para obter lucro, e o que ele chama de "atividade cultural", como no caso da garota que copia e cola imagens de Harry Potter em seu diário digital.

Imagem: Divulgação

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Editora Abril anuncia fim da versão impressa da Info

A partir de fevereiro de 2015, a Info deixará as bancas. A novidade foi anunciada pela Editora Abril, que informou o encerramento do título em sua versão impressa. "Estamos apostando em um movimento pioneiro, muito coerente com a proposta da revista. Além disso, abrem-se ótimas oportunidades para nossos anunciantes”, contou o diretor-superintendente da unidade Notícias e Negócios, Rogério Gabriel Comprido. Segundo as informações, a publicação será distribuída exclusivamente nas plataformas digitais, como tablets, smartphones e site.

Diretor editorial de negócios da editora, André Lahóz ressaltou que a mudança faz parte do DNA da Info. "Ser uma publicação 100% digital é absolutamente adequado para esse título". Para a Abril, os gastos reduzidos vão refletir em investimento na plataforma digital, passando a criar mais vídeos, áudios e infográficso interativos. O site também passará por reformulação. "Fomos a primeira revista da Editora Abril a chegar ao smartphone e a primeira a atualizar o conteúdo da edição do mês nos tablets. O digital é um caminho cheio de possibilidades", comentou a diretora de redação da Info e do portal Exame.com, Katia Militello.

Em junho deste ano, a empresa encerrou a Info Dicas. À época, Katia informou que a mudança do título estava prevista. "Percebemos que a audiência no online para este tipo de conteúdo é muito maior do que no impresso, então decidimos concentrar as pautas de dicas no site. Os leitores poderão ver as reportagens na internet", justificou a executiva.

Na mesma semana, o presidente da Abril Mídia, Fábio Barbosa, enviou carta aos funcionários para falar sobre as etapas de reestruturação da empresa, que começou no ano passado e resultou em 150 demissões, além do fechamento de quatro títulos - Alfa, Gloss, Bravo e Lola. De acordo com ele, novo passo para esse processo está acontecendo a fim de "equilibrar receitas e despesas e abrir frentes de inovação nas plataformas digitais, sem negligenciar as fontes de receitas tradicionais". Sobre os cortes, o executivo afirmou que é sempre difícil ver colegas deixando a empresa. O processo de reestruturação é contínuo.


Info chegará ao fim nas bancas físicas (Imagem: Reprodução)

Redação Comunique-se

Assange pede que América Latina crie seus próprios buscadores e redes sociais


No Encontro Nacional de Governança na Internet, realizado em Quito, no Equador, Julian Assange pediu que “os países do sul” criem seus próprios buscadores e redes sociais para combater a espionagem dos Estados Unidos sobre suas comunicações. Responsável pelo encerramento do encontro realizado no dia 27 de novembro, o fundador do WikiLeaks afirmou que 98% dos dados de todo o mundo são interceptados pelo governo norte-americano e mudar esse cenário é essencial para a América Latina “alcançar sua soberania”.

Para Assange, a Rússia e a China dão exemplo quando desenvolvem seus próprios buscadores e redes sociais para substituir os estadunidenses Google, Facebook e Twitter. Entre as iniciativas do governo russo está uma lei, válida a partir de janeiro de 2015, que obriga as empresas a armazenarem os dados pessoais dos cidadãos russos em servidores localizados no território nacional.

O jornalista australiano está exilado na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012 para evitar ser extraditado para a Suécia. Entretanto, as autoridades britânicas não autorizam que ele viaje ao país que lhe concedeu asilo, obrigando que sua participação no debate fosse viabilizada por videoconferência. Recentemente, a Corte Suéca renovou seu pedido de extradição e, como resposta, o governo equatoriano também prolongou sua concessão de asilo.

O evento foi organizado pelo Centro Internacional de Estudios Superiores de Comunicación para América Latina em parceria com outras associações que promovem o software livre. Entre os convidados internacionais, estava o brasileiro Marcelo Branco, representando a Associação Software Livre.

Segundo os organizadores, a pauta dos debates é guiada pela construção de um modelo de governança na internet em que todos tenham acesso à rede de qualidade de forma universal, e que essa rede seja, igualitária, livre e aberta.

Por Júlio Câmara | Tecnoblog
Com informações: Prensa Latina

Pirataria na mira: editoras descobrem novo site com livros


DIGITAL
Pirataria na mira: editoras descobrem novo site com livros

Maria Fernanda Rodrigues | Estadão
Imagem: Internet

Às vésperas do segundo aniversário (pelo que dizem na apresentação), só agora o site Le Livros começa a ser descoberto por editoras brasileiras. Ali, podem ser lidos ou baixados (epub, mobi e pdf) mais de 3 mil livros em português, incluindo os lançamentos O Irmão Alemão, de Chico Buarque; Eternidade Por Um Fio, de Ken Follett; e O Capital no Século 21, de Thomas Piketty. Sem pagar nada. É o site mais profissional já criado em português para esse fim polêmico – a discussão pirataria X acesso à cultura é antiga. Há dois meses, a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos recebeu a primeira denúncia de um autor. Uma ou outra editora também reclamou. A Record, por exemplo, só tomou conhecimento na quinta, pelo Estado. O passo agora é descobrir os responsáveis e tomar providencias jurídicas – para a tristeza dos mais de 400 mil seguidores no Facebook (muitos dos quais profissionais do mercado editorial e escritores).