quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fundador da Wikipedia lançará portal de notícias


Wikitribune será financiado apenas pelos leitores da página. Jornalistas profissionais e voluntários produzirão conteúdo

O fundador da Wikipedia, enciclopédia colaborativa on-line, Jimmy Wales, anunciou nesta 3ª feira o lançamento do Wikitribune. Uma nova plataforma de notícias totalmente gratuita financiada pelos leitores.

Em 1 vídeo, Wales afirma: “o jornalismo está falido e nós vamos descobrir como salvá-lo”. O projeto apostaria na publicação de conteúdo jornalístico confiável e na ausência de paywall e de publicidade. Segundo o fundador, a publicidade é prejudicial ao jornalismo.

As notícias do Wikitribune serão produzidos por jornalistas profissionais ou por voluntários. De acordo com o projeto, tudo será checado e verificado antes da publicação.

O site começará a funcionar em 29 dias. Quem estiver interessando em ser 1 patrocinador já pode contribuir. Até o momento, há mais de 4.000 pessoas cadastradas para financiar o projeto.

via Poder 360

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Olodum completa 38 anos e terá acervo digital


O bloco afro Olodum completou 38 anos de fundação. O aniversário foi marcado pela assinatura de termo de compromisso com o governo da Bahia para criação do acervo digital do Centro de Documentação e Memória do Olodum. A partir da digitalização, imagens, áudios e documentos do bloco estarão disponíveis online em um portal na internet.

No total, 234 mil peças devem compor o acervo digital do Olodum, como adereços, abadás, livros, documentos, fitas cassete e vídeos que narram a trajetória do bloco, além de discos de ouro, troféus, medalhas e homenagens recebidas em vários países.

O termo foi assinado pela secretária de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, Fábia Reys, e pelo presidente do Olodum, João Jorge Rodrigues.

“É uma ação extremamente importante, que resgata toda a história da transformação do Olodum, de todos os trabalhos sociais que ele tem feito. Isso reforça o papel dele [Olodum] no processo educacional, ao reconhecer todo esse processo voltado para a formação de jovens entre15 e 19 anos, de percussão, de dança afro, da memória do povo negro da Bahia. A gente parabeniza a história do Olodum, que é o nosso grande patrimônio da Bahia”, disse a secretária.

O Olodum desenvolve atividades de combate ao racismo e de incentivo à cultura entre jovens negros.

“Estamos devolvendo à nossa cidade e ao nosso estado um pouco do que a gente acumulou, agora em forma de documentos digitais, que terão uma visão mais ampla das fantasias, dos momentos, dos memoriais, das músicas e dos fatos históricos que nós vivemos. Recebemos aqui Nelson Mandela, Paul Simon, Michael Jackson, e isso foi fundamental para abrir a Bahia para o mundo. Cabe ao Olodum repercutir esse conhecimento e devolvê-lo à Bahia e ao mundo de uma forma mais moderna e digital”, disse o presidente do bloco, que destacou o aproveitamento do portal para a educação formal.

“Vai ser importante para educação escolar, em conhecimentos como o de Madagascar, do Egito, da Etiópia. Os estudantes poderão aprender por uma plataforma que cabe na mão. A oferta de conteúdo vai ajudar um pouco na formação dessas pessoas”, acrescentou João Jorge.

via Agência Brasil


segunda-feira, 24 de abril de 2017

O Círculo


O Círculo (The Circle) 2017

Longa baseado no livro homônimo deve estrear no Brasil no final de junho

Mae (Emma Watson) é uma universitária cujo sonho é trabalhar na maior empresa de tecnologia do mundo, O Círculo. A organização foi fundada por Eamon Bailey (Tom Hanks) e o seu principal produto é o SeeChange, uma pequena câmera que permite aos usuários compartilharem detalhes de suas vidas com o mundo. Mae vê sua vida mudar completamente quando é contratada pela empresa e sua função passa a ser documentar sua vida em tempo integral. O que ela não imaginava, no entanto, é que toda essa exposição teria um preço, não só para ela, mas também para todos ao seu redor.

Trailer oficial:


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Brasiliana Fotográfica completa dois anos: leia texto comemorativo no portal


Fotografia de Marc Ferrez divulgada juntamente com a matéria comemorativa sobre os dois anos do portal Brasiliana Fotográfica.

O portal Brasiliana Fotográfica, uma iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, completa dois anos com mais de 10 milhões de visualizações e mais de 6 milhões de pesquisas realizadas. Nesse período, foram publicados 90 artigos, que fornecem um panorama da fotografia no Brasil desde as suas origens no século XIX até as primeiras décadas do século XX.

Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antônio Luiz Ferreira), realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, com a presença da princesa Isabel. A descoberta foi saudada em outra publicação do blog pelo historiador José Murilo de Carvalho.

Os curadores Sergio Burgi, do Instituto Moreira Salles, e Joaquim Marçal, da Fundação Biblioteca Nacional, contribuíram ao longo desses dois anos com artigos sobre acontecimentos históricos como a Guerra de Canudos e a história da fotografia médica no Brasil, e também trabalharam no sentido de viabilizar, juntamente com a equipe da BN Digital, a participação de instituições nacionais e internacionais no portal, quais sejam: o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, de Leipzig, Alemanha.

Leia o texto completo no portal Brasiliana Fotográfica.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Escavações na Ágora Ateniense


Iniciativa da American School of Classical Studies com apoio do Packard Humanities Institute, o "Agora Excavations" traz uma série de recursos digitais disponibilizados gratuitamente para fins de ensino e pesquisa sobre esse espaço público e geográfico de fundamental importância na história.

São mais de 350 mil arquivos digitalizados que vão desde imagens dos lugares e monumentos, passando por e-books interessantíssimos, até cadernos de anotações e cartões bibliográficos das escavações.


🏛 www.agathe.gr 🏛

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Biblioteca de Juventude Digital é lançada em Brasília


Downloads de livros ficarão disponíveis para quem acessar a biblioteca digital

Portal Brasil 

Repositório vai servir como fonte de informação para futuros pesquisadores na área sobre políticas públicas para a juventude

 Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) inaugurou, nesta quinta-feira (6), a Biblioteca de Juventude Digital. O site oferecerá diversas pesquisas e estudos relacionados ao tema juventude, passando a servir como fonte de informação para futuros pesquisadores na área sobre as Políticas Públicas para Juventude.

Qualquer pessoa poderá consultar os livros e realizar downloads. Esse ambiente digital também será um meio de interação com a juventude, na qual pesquisadores, estudiosos e militantes do segmentos poderão publicar artigos e disponibilizar esse conteúdo para toda rede mundial de computadores.

Nesta quinta-feira, também foi lançado o “Guia de usuário do Koha”, um software livre adotado pela Biblioteca de Juventude como Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas (SIGB).

Esse software possui licenciamento livre e código aberto e atualmente é mantido por uma grande comunidade internacional. Entre as bibliotecas brasileiras que utilizam essa tecnologia estão a Biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Colégio D. Pedro II do Rio de Janeiro (RJ).

A Biblioteca de Juventude Digital foi criada a partir de uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ). 


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Livro, um objeto de riqueza inesgotável


Em entrevista à FaustoMag, o crítico literário Rodrigo Gurgel fala sobre leitores em redes sociais e leitura digital:

Redes sociais podem ser consideradas bons espaços para a formação de um leitor?
Não. Uma rede social é apenas o que seu próprio nome expõe: um entrelaçado de relações sociais que se formam e se desfazem no contexto de diferentes espaços virtuais. São ótimas redes de comunicação, de troca de ideias. Mas são ótimas também para desviar nossa atenção e impedir que nos tornemos bons leitores, que leiamos o que realmente importa.

É uma batalha inglória a das livrarias contra os sites de download gratuito de livros?
Não creio. O livro assumiu, em nossa cultura, um papel crucial — e mantemos com ele uma relação sensorial e, ao mesmo tempo, de confiança no seu poder de preservar a cultura e abrir, de forma constante, novas perspectivas de estudo, de conhecimento. Eu próprio utilizo diferentes aparelhos para leitura de e-books, mas o contato com o livro permanece insuperável — em termos de prazer, de facilidade de acesso e de indexação do conteúdo estudado. Considero o livro um objeto de riqueza inesgotável.


Leia a entrevista na íntegra, aqui: http://bit.ly/2oFRPKM

terça-feira, 4 de abril de 2017

Eles são desconectados por opção mesmo em tempos de internet


País em que, segundo as estatísticas, o número de aparelhos celulares chega a ser maior do que o de habitantes; onde mais da metade da população tem acesso à internet, e um contingente de proporções gigantescas mantém contas em redes sociais, há pessoas que não aderiram ao uso da tecnologia digital. Eles não gostam (até porque não se consideram) de ser chamados de "desplugados", "alienados". São, por assim dizer, refratários conscientes à aplicação das ferramentas hoje disponibilizadas. Mais do que isso, não criticam e respeitam a opção daqueles que incorporaram o emprego dos dispositivos, programas e aplicativos à rotina. 

Professora, Cássia Nascimento cultiva um hábito do qual muitos abriram mão por conta da evolução tecnológica: ela escreve cartas à mão. Destaca, no entanto, que faz isso em ocasiões especiais e que mantém conta em correio eletrônico. Na prática, Cássia costuma, ainda que com menos frequência, enviar cartões às pessoas com quem se relaciona. 


Explica que o gesto denota mais pessoalidade e consideração. "Escrever de próprio punho é um gesto de carinho, demonstra o quanto gostamos de alguém." Até por praticar esse conceito, Cássia procura transmiti-lo aos alunos. "É curioso, mas as crianças com quem trabalho entendem e até gostam de se corresponder assim também. Claro, elas convivem com as mesmas ferramentas, usam os mesmos dispositivos, mas sabem valorizar outras formas de expressão, como os cartões." 

Cássia também não mantém página em rede social. "Não vejo necessidade. Acho que o espaço poderia ser melhor aproveitado, mas respeito a escolha de quem usa. Até para não me expor e discutir assuntos que pouco acrescentam, prefiro ficar distante, o que não me impede de me manter informada e acompanhar tudo o que acontece." 

Sem internet para as crianças 

Na casa do fotógrafo Luiz Antonio Setti de Almeida o uso da internet foi abolido. Pai de seis filhos, ele entendeu que a medida foi a mais indicada para evitar que as crianças tenham acesso a conteúdos impróprios e entrem na zona de conforto que leva muitos a não estudarem. Além disso, Setti aponta a distância do vício de ficar o tempo todo plugado como fator que levou em conta para adotar a postura. 

Ele não considera que a decisão tenha sido radical, menos ainda usou de arbitrariedade. "Conversei e expus para eles as razões e tudo correu sem problemas. Existe o tempo certo para usar a internet. Eles têm jogos como qualquer criança, mas optamos por controlar esse comportamento." 

Com isso, Luiz Setti conseguiu liberar os filhos do uso excessivo da rede mundial de computadores. Não fosse por tudo isso, ele mantém em casa um acervo de livros que são consultados para trabalhos escolares. "Aqui, eles podem estudar e desenvolver na prática o aprendizado. Hoje, ficou muito fácil e cômodo para os adolescentes fazerem lição e outras tarefas. Basta digitar no buscador, e o dever aparece pronto. Isso não agrega conhecimento algum." 


De precursor a desconectado 

O psicoterapeuta e escritor José Carlos de Campos Sobrinho teria motivos de sobra para utilizar ferramentas tecnológicas, se assim o quisesse. No começo dos anos 90, quando a internet era aplicada em escala bem menor (na realidade, apenas para fins específicos; a "estreia" propriamente dita ocorreria em 1995), ele foi surpreendido com um presente dado por sua sobrinha: um modem. 

"Zeca", como é mais conhecido, foi praticamente um precursor no uso da rede mundial de computadores mas as coisas pararam por aí. Hoje, em tempos de plena efervescência digital, não usa celular, nem mantém perfil nas redes sociais. Possui uma conta de e-mail da qual se socorre esporadicamente apenas para aquilo que julga essencial. 

Sobre o telefone, aliás, ele conta outra curiosidade: quando clinicava, costumava portar um BIP, nome dado ao dispositivo eletrônico pelo qual era contatado. O aparelhinho, que José Carlos chama de "avô do celular" porque antecedeu à tecnologia dos telemóveis, era acionado por uma rede de transmissões via rádio. Muito popular lá pelos idos de 70 e 80, hoje não passa de recordação. 

Como, então, o personagem desta matéria se comunica? "Eu falo", responde ele de pronto para zoar com o repórter. Fala, gesticula, acena, emite sinais, recorre a códigos, mas não usa celular. "Quem precisa me contatar, liga para minha casa ou para o consultório. Não faz a menor falta", acrescenta. José Carlos está longe de ser um desplugado, não critica, menos ainda patrulha aqueles que não sabem viver sem a parafernália eletrônica. "Só entendo que não preciso somar com a maioria." 

O entrevistado aponta inconvenientes provocados pela onda digital. "Hoje, se o jovem sai de casa, é contatado pelo telefone e não atende, acaba estabelecendo o desespero entre seus pais." Em relação à rede social, José Carlos, considera que esses ambientes pouco ou quase nada agregam. "Na verdade, se alguém fizesse um mapeamento criterioso, descobriria que mais de 90% daquilo que é postado não faz o menor sentido. Quando uma pessoa coloca ali algo que sabidamente não está correto, que ultrapassa a barreira do absurdo, por mais incrível que possa parecer, a besteira é amplificada. São centenas de curtidas, de compartilhamentos e a ignorância ganha espaço. Legal que Umberto Ecco tenha dito que a internet é o espaço que deu voz aos imbecis." 

O escritor aponta a intolerância como outro fator que faz da rede social um campo de batalha, um ambiente que dissemina o ódio. José Carlos diz que tudo do que precisa são os livros que compõem o acervo da biblioteca instalada em seu consultório. "Eles me mantêm mais atualizado. E sempre." 


Conectividade em excesso pode aumentar a ansiedade e gerar depressão nos usuários 

Por que num cenário de predominância dos recursos tecnológicos ainda existe quem relute ou prefira não se integrar a essa onda? Como explicar que muitos não usem telefone celular, correspondam-se por meio de cartas, ou ignorem o WhatsApp e outros meios de interatividade? 

Com a palavra, o professor de Mídias Digitais da Universidade de Sorocaba (Uniso), Wilton Garcia, segundo quem "há diversas maneiras de usufruir das tecnologias emergentes sem necessariamente ficar refém delas." Não há, ele acrescenta, uma obrigação de se adquirir telefone celular, por exemplo. 

"É preciso ficar atento aos desafios de (re)considerar o apelo publicitário do mercado de tecnologias e a alarmante cultura digital. Esta última traz benefícios (comunicação, informação, etc.), mas também malefícios (ansiedade, depressão, etc.). A lógica do imediatismo e da dependência informacional deixa muita gente descontrolada para acessar, a todo instante, as redes sociais. E, depois, o que fazer com esses dados, que são rapidamente descartáveis?" 

Garcia diz que não existe uma demanda única na vida. "Importante é o bem-estar. Por isso, a felicidade está em várias experiências contemporâneas distintas, sem a necessidade absurda de fazer parte, de modo tão radical, da vida alheia com o uso da internet. Estar livre de situações embaraçosas, por exemplo, pode ser uma justificativa plausível para se viver bem, sem atropelos." 

"Todavia, nas redes sociais, interessam somente os números de seguidores, clicks ou likes. Por isso, a condição humana apenas ilustra como temática dos debates virtuais, espaço de agenciamento/negociação de uma representação numérica qualquer cujos dados formatam uma anotação sistêmica na dinâmica tecnológica." 

A leitura do especialista permite comparar o ambiente virtual àquilo que Shakespeare chamou de "um infinito de nadas". Embora muitos não se deem conta, a interação na era digital é quase nenhuma. 

Invasão de privacidade 

Outro aspecto a ser considerado em se tratando do uso da tecnologia nesse contexto está relacionado à onda de ataques discriminatórios virtuais que fez muita gente reconsiderar e se desplugar da rede. Wilton Garcia diz que eles, os ataques, "são formas inadequadas de pensar sobre as relações humanas. As pessoas (o usuário-interator) confundem muito entretenimento com informação. Isso são instâncias distintas, mas provocam sérios problemas". Nas redes sociais, ele continua, as pessoas sentem mais liberdade de pronunciar o que não devem, porque estão distantes. 

Por outro lado ainda, é sabido que o acesso à internet e o uso de telefone celulares não garantem a privacidade. Para o estudioso, "vida pública é o oposto da vida privada". "No contemporâneo, o público predomina mediante a exibição da vida cotidiana. Há enorme dificuldade de se manter a privação da vida, uma vez que é comum a vontade de se tornar celebridade (ou famosos), além do complexo sistema de vigilância virtual, em que as pessoas são expostas, e exibidas quase como mercadorias.

via José Antonio Rosa | Jornal Cruzeiro

O que o Facebook sabe sobre você (mesmo que você não queira)


A rede social sabe se você terminou um namoro, por onde você caminhou durante o dia e ainda pode lhe oferecer anúncios condizentes com sua faixa de renda

Daniela Simões, Giovanna Wolf Tadini e Paula Soprana | Época

Facebook e Google são exemplos de companhias que oferecem "serviços gratuitos" que se tornaram cruciais na vida de boa parte dos usuários de internet. Para ter acesso irrestrito às facilidades propostas por esses sites, a moeda fornecida são os dados pessoais. As informações de cada usuário cadastrado são vendidas a outras empresas em troca de verbas bilionárias de publicidade. Quanto mais serviços essenciais são criados, maior a demanda por dados. Quanto mais detalhes individuais são fornecidos, mais dinheiro as companhias ganham. Só que há um balanço saudável nessa relação de troca: é preciso haver transparência e respeito à privacidade. Nesse sentido, essas gigantes deram algumas escorregadas nos últimos anos, em especial o Facebook, com 1,8 bilhão de usuários ativos no mundo.

Por exemplo, você pode revelar ao Facebook seu status de relacionamento. Pode dizer se está solteiro, em um relacionamento sério ou casado (e indicar com quem). Pode também optar por não dar essa informação à rede social e deixar o campo em branco. Em uma relação saudável, a empresa respeitaria a opção. Na prática, o Facebook tenta descobrir essa informação (afinal, é valiosa para outras empresas que anunciam na plataforma) a partir dos rastros digitais de cada um processados por um algoritmo. Dependendo do que você conversa no Messenger, dos perfis e das páginas que passa a visitar, o algoritmo supõe, por exemplo, que você se separou ou começou a namorar. O mesmo vale para sua localização geográfica, sua faixa de renda e uma série de informações que, ainda que o usuário não queira compartilhar, ficarão à disposição.

O Facebook age de modo ilegal? Até que haja uma legislação geral para o tratamento de dados pessoais no Brasil, não. Todas as práticas constam nos termos de uso, aqueles que ninguém lê. Do ponto de vista moral, é de esperar que a empresa não use uma informação que você explicitamente tenta ocultar de seu perfil. Com base nisso, criamos uma lista de informações que o Facebook consegue detectar, querendo o usuário ou não:

1. Que você terminou um relacionamento (mesmo que não tenha alterado o status)
É possível expressar publicamente se você namora alguém, está solteiro, casado ou em um relacionamento aberto. O problema é que, mesmo que você decida não fornecer essa informação em seu perfil, o Facebook consegue supor. Ele cruza dados de suas buscas e da interação com outros usuários na rede e, assim, traça um perfil. Por exemplo: Joana se divorciou, começou a receber convites de balada dos amigos, a interagir com pessoas novas que, por sua vez, utilizam aplicativos de paquera. O Facebook deduz que os interesses de Joana mudaram e ela passa a integrar um grupo de consumo novo. Assim, anúncios do Tinder e do Happn começam a surgir em sua página pessoal.

2. Qual a sua renda estimada
O Facebook cruza uma base de dados genérica sobre a distribuição de renda de um local fornecida por uma empresa (no Brasil, trata-se do grupo Experian) com sua própria base de dados. A rede sabe, por exemplo, que em determinada região há 20% de habitantes pertencentes à classe A. O Facebook então, com base em curtidas de páginas, busca por produtos e serviços e locais que o usuário frequenta, enquadra os usuários naquela faixa econômica aproximada. Isso se traduz em publicidade direcionada. Por exemplo: um anunciante de uma TV de luxo não terá interesse em alcançar usuários com uma renda estimada em dois salários mínimos. O problema? O uso de informações que não concordamos em fornecer (mesmo que a identidade seja preservada ao anunciante) e o risco da segregação, afinal, muitas campanhas na rede social vão além da mera propaganda "compre agora" e poderiam interessar a grupos socioeconômicos que foram excluídos do direcionamento.

3. Por onde você caminha ao longo do dia
Mesmo com o GPS do celular desativado e sem permitir o acesso do Facebook à sua localização, a rede social consegue detectar por onde você andou a partir de sua conexão a alguma rede sem fio. O usuário não tem a opção "Não ser rastreado". Se você já cruzou com um mesmo usuário em diferentes locais, tem amigos em comum e interesses semelhantes, é grande a chance de o algoritmo do Facebook cruzar informações para sugerir que você adicione a pessoa na rede social, mesmo que seja um completo anônimo.  

4. Os produtos que você quer comprar
Não é teoria conspiração quando você pensa em um produto e um anúncio de uma marca relacionada a ele surge em sua timeline. Muitas vezes, nesse processo de "pensar sobre um produto", digitamos uma palavra-chave relacionada a ele na busca ou mencionamos em algum comentário. Esse rastro é identificado pelo Facebook, que oferece um sofá, um batom ou um destino turístico, por exemplo, logo depois de você mencioná-lo a algum amigo. Alguns usuários relatam que, só de mencionar um produto verbalmente, o Facebook já oferece um anúncio relacionado na rede social. Para isso, a empresa precisaria captar e processar áudios de conversas ocorridas próximas ao celular. Não há confirmação de que o Facebook adote tal prática.

5. Quem são seus amigos mais próximos
A partir da quantidade de interações na rede (mensagens, publicações na timeline e marcações de fotos) e de informações explicitamente fornecidas pelos usuários, o algoritmo detecta os laços de amizade e a intensidade das relações entre dois perfis. A identificação facial nas imagens é usada também como um sistema proteção da rede para confirmar se determinado usuário é o detentor de uma conta. Isso pode acontecer quando você errar sua senha repetidas vezes ou conectar de um dispositivo desconhecido.

6. Quem você adiciona no WhatsApp
O grupo Facebook é dono do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp e do aplicativo de imagens Instagram. Parte de suas atividades nessas redes é compartilhada com o Facebook. Se um número é adicionado no WhatsApp, a sugestão de amizade com o detentor desse número será quase instantânea em outra rede social do grupo. O fato de uma conta no Facebook não estar vinculada a um número de WhatsApp, por exemplo, já gera um alerta ao Facebook de que esse perfil pode ser falso. Uma relação meramente profissional, por exemplo, que inclui conversas de WhatsApp, quase automaticamente vira uma sugestão de amizade.  

7. Qual é a velocidade de sua banda larga
Com o auxílio da localização do usuário, o Facebook pode detectar o padrão médio de banda larga de uma região. Se João está no bairro paulistano Itaim, por exemplo, é fácil extrair a média de conectividade daquela região específica.

8. Qual é seu modelo e versão de celular, tablet ou computador
A partir do momento que você instala o aplicativo do Facebook em seu dispositivo ou acessa algum de seus serviços, a rede social tem acesso a informações sobre seu sistema operacional, bateria, nomes e tipos de arquivos, softwares utilizados no aparelho, nome da operadora de celular, informações de conexão e localização geográfica. Esses sinais parecem irrelevantes, mas dão dicas sobre seu poder aquisitivo e de consumo.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Viaje pelo espaço sem sair de casa com a biblioteca virtual da Nasa


A Nasa, agência espacial dos EUA, lançou uma biblioteca virtual, que reúne mais de 140 mil documentos, entre fotografias, áudio e vídeo de explorações espaciais, ocorridas desde 1920. Todo este material está divido em 60 coleções e deverá ser atualizado com mais documentos, a cada nova missão da agência. Para conferir, clique aqui.

O site possui de selfies de astronautas a buracos negros, do espaço sideral à própria Terra. É possível ver até uma das luas de Saturno! É uma verdadeira viagem pelo espaço sem sair de casa.

Download grátis
A melhor parte é que, além de permitir uma busca fácil por temas e por tipo de documento, o site ainda permite o download grátis do arquivo. Ou seja, você pode guardar essas imagens incríveis!

via NE10

sexta-feira, 31 de março de 2017

Confira 10 bancos de dados para auxiliar pesquisas e aprovação em mestrado e doutorado


Base de dados permitem download de teses e dissertações e acesso a revistas de alto impacto
Quando você vai escrever um artigo ou elaborar um projeto de pesquisa e precisa de boas referências, seja para se inteirar melhor sobre o assunto ou ter ideias, você sabe onde procurar? Na coluna #UFJFoportunidades desta semana, separamos dez bases de dados digitais que reúnem artigos, revistas científicas, dissertações, teses e outros materiais.

O conteúdo é útil para a elaboração de estudos científicos, como trabalhos de conclusão de curso e projetos de mestrado e doutorado. Em seleção de programas de pós-graduação, o emprego de referências atuais e de alto impacto podem contribuir para a aprovação do candidato.

Para quem já é aluno ou é professor, as referências dos bancos de dados auxiliam a ter contato com a produção acadêmica de outros pesquisadores e a ampliar a base teórica. Veja a lista:

1 – Repositório Institucional da UFJF 
A base de dados da UFJF inclui desde trabalhos de conclusão de curso a dissertações e teses. O conteúdo pode ser pesquisado por assunto, autor, data de publicação, temas e outras entradas.  

2 – Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
Mantida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, a Biblioteca Digital reúne, em um só portal de busca, teses e dissertações defendidas em todo o país e por brasileiros no exterior. No site, há métrica que indica o número de visualizações de cada trabalho, fazendo um ranking – útil para identificar quais trabalhos estão sendo mais usados como referência.

3 – SciELO – Scientific Electronic Library Online (Biblioteca Científica Eletrônica On-line)
Base de dados voltada para a publicação de artigos científicos, principalmente desenvolvidos em países da América Latina e do Caribe. Um dos pontos de destaque do Scielo é o desenvolvimento de métricas sobre o impacto dos artigos publicados, de acordo com o alcance.

4 – Periódicos Capes
O portal Periódicos Capes oferece acesso a textos completos e de artigos selecionados de mais de 21.500 revistas nacionais e internacionais. Neste mês, a Capes lançou o aplicativo para celular .periodicos. 

5 – Microsoft Academic Search e HighBeam
Desenvolvido em inglês, o Academic Search oferece acesso a mais de 38 milhões de publicações acadêmicas em todas as línguas. Traz ainda imagens, gráficos e outros recursos. Já o HighBeam disponibiliza artigos, mas o diferencial é permitir ao usuário fazer buscas de acordo com o seu perfil, variando entre estudante, professor ou buscas generalizadas. Essa funcionalidade ajuda a obter artigos mais precisos com o que se procura.

6 – ArXiv 
Em inglês, o ArXiv é um repositório temático especializado em física, matemática, computação, estatística e biologia.

7 – Lexml 
Totalmente focada na área de direito, o Lexml reúne uma vasta base de informação legislativa e jurídica, abrangendo desde trabalhos acadêmicos a leis, decretos, acórdãos, súmulas, projetos de lei entre outros documentos das esferas federal, estadual e municipal dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. No site, o aluno de direito encontra um grande compilado com informações úteis para pesquisa.

8 – Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados 
O site tem um acervo vasto, em que, além de trabalhos acadêmicos e de pesquisa realizados pelos servidores, disponibiliza livros e revistas editados pela Câmara, obras raras, publicações em áudio, documentos e publicações do acervo, relacionadas à atividade legislativa.

9 – Arca 
Criado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o banco de dados é um repositório institucional desenvolvido para disseminar e preservar a produção intelectual produzida pela instituição. A Arca reúne e dá visibilidade a toda produção científica desenvolvida  pela pesquisa pública em saúde do país.

10 – Biblioteca Virtual em Saúde
Considerada referência para a área, a biblioteca concentra fontes de informação em saúde voltadas para pesquisas e projetos científicos. O repositório possui foco em Ciências da saúde (Medline, Lilacs, Cochrane); Medicina por evidência e outras áreas específicas da saúde.

Outras universidades também têm seus próprios repositórios institucionais. Acesse a relação de bancos de dados.

via Ufjf Notícias

quinta-feira, 30 de março de 2017

Projeto do Google oferece visita online a quase 3 mil museus nacionais e internacionais

O Google Arts and Culture tem um acervo de centenas de milhares de obras de artes em alta definição, e tour virtual em museus do mundo todo. Confira!

Universia


Projeto do Google oferece visita online a quase 3 mil museus nacionais e internacionais

Quem nunca teve a vontade de visitar um lugar distante, como as pirâmides do Egito ou grandes museus como o The British Museum, em Londres? Mas nem sempre é possível sair de casa e conhecer uma grande obra no seu "habitat natural". O projeto Google Arts & Culture se propõe a levar esses museus e grandes marcos da cultura até você, sem que ninguém desembolse o custo de uma viagem.

Os tours virtuais do Google Arts & Culture utilizam a mesma tecnologia do Google Maps para inserir o usuário no local escolhido. É possível andar em museus do mundo todo, apreciar obras de arte e ter a experiência de navegar em centros culturais como o MASP, em São Paulo ou a The Frick Collection, em Nova York. São quase 3 mil museus que você pode visitar nesse link.

E essa é apenas uma das funções do projeto. Além das parcerias com museus, o site também faz proveito do seu imenso acervo para apresentar obras de arte dentro dos mais diferentes contextos. Há filtros para encontrar obras a partir do artista, do movimentos de arte, dos eventos históricos, das figuras históricas e dos lugares de onde elas provém, além de poder visualizá-las por tipo (fotografia, lápis, escultura, tinta a óleo e etc.).

Outra grande atração do site são os Projetos. Tratam-se de coletâneas de produções originais do projeto em vídeos, matérias, listas e obras dentro de um tema específico. O Projeto História Natural, por exemplo, traz vídeos 360º, exposições online, obras de arte e tours virtuais sobre o tema.

Por enquanto, o projeto ainda se encontra na fase beta, por isso o que os usuários falantes da língua portuguesa encontram é uma mistura entre o português e o inglês. A maioria dos menus e etiquetas de obras estão em português, mas quase todos os textos presentes no site estão em inglês. Um desses textos em português é o editorial "11 mulheres que mudaram o mundo", feito para o Dia Internacional da Mulher.

O projeto pode ser acessado pelo site ou pelo aplicativo (iOS) (Android).

quinta-feira, 23 de março de 2017

Conheça a biblioteca que guarda os segredos do Vaticano


Digitalização de acervo já teve início e deve durar 18 anos

via ANSA

Volumes amarelados, documentos e textos sagrados, os primeiros mapas criados e um dos maiores acervos do mundo podem ser encontrados na Biblioteca do Vaticano (https://www.vatlib.it), conhecida como a "Biblioteca dos livros do Papa".

Localizada na cidade do Vaticano, a Biblioteca Apostólica foi fundada pelo papa Nicolau V Parentucelli (1447-1455) no Palácio dos Papas. No final do século 16, ela foi transferida para o Salão Sistino pelo papa Sisto V Peretti (1585-1590).

Atualmente, em seu acervo há mais de 180 mil volumes de manuscritos e arquivos, 1,6 milhão de livros impressos, 8,6 mil incunábulos, 300 mil moedas e medalhas, 150 mil gravuras e desenhos e 150 mil fotografias. No entanto, os arquivos secretos do Vaticano foram retirados do local.

Considerada uma das mais antigas do mundo, a biblioteca começou, recentemente, a digitalizar seu acervo para ficar disponível para visualização on-line e totalmente gratuita.

Para apoiar a iniciativa, a associação "Digita Vaticana Onlus", em parceria com a Biblioteca e a empresa japonesa NTT DATA, imprimiu 200 cópias do manuscrito raro "Folio" do "Virgílio do Vaticano", uma das obras mais importantes do acervo, criado por volta de 400 d.C para presentear os primeiros doadores que ajudassem com uma quantia de 500 euros em apoio ao projeto.

"O projeto é uma das iniciativas da nossa associação para levantar fundos para apoiar a digitalização dos manuscritos da biblioteca, e assim dar a oportunidade para todos, estudiosos ou não, de acessar este imenso patrimônio", afirmou Maite Bulgari, fundador da associação "Digita Vaticana".

A Biblioteca do Vaticano é composta por um grande salão com mais de 70 metros de comprimento e 11 metros de largura e acomoda a história e os pensamentos da humanidade através da arte, literatura, matemática, ciência, direito e medicina, do início da era Cristã até os dias atuais, em diversos idiomas.

"Obras que foram transcritas através do trabalho dos escribas, os monges que passaram boa parte de suas vidas copiando os exemplares. E agora, com a digitalização é possível voltar ao passado. Essa é a a versão moderna dos copiadores antigos", afirmou Irmgard Shuler, responsável pelo laboratório que digitaliza os arquivos.

Antes de serem escaneados, os volumes passam por outro laboratório, conhecido como a "clínica" dos livros do Papa, onde é feito um restauro. "O inimigo número um dos livros antigos? Na minha opinião, é o homem", ressaltou Angela Nunez, líder do departamento, que indicou que às vezes os livros se deterioram ao longo dos anos por problemas de umidade e insetos.

A previsão é de que a digitalização de todo o acervo da Biblioteca do Vaticano aconteça em até 18 anos.

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A proposta é explicar os principais institutos do direito e da República por meio de infográficos. Entrevistas com juristas e análise de livros, filmes e séries que flertam com a área do direito também terão destaque.


terça-feira, 21 de março de 2017

"O uso pesado das mídias sociais começou a criar ansiedades"

Orkut Buyukkokten, criador do famoso Orkut, fala sobre as mudanças no comportamento social com a 'vida online'

por Mariana Zirondi | Propmark

Uma rede social baseada no amor e não nos likes. Essa é a proposta de Orkut Buyukkokten, fundador da rede social que leva seu nome, para a recém-criada Hello. O objetivo, basicamente, é construir relações fundamentadas nas paixões, unindo pessoas em ‘comunidades’, que ficaram muito populares no extinto Orkut. Os sentimentos verdadeiros, inclusive, fazem parte do discurso do executivo, que analisa como a internet mudou as relações humanas e substituiu o ‘olho no olho’.

Orkut Buyukkokten aposta na rede social Hello para melhorar as relações humanas

O Brasil tem uma visão realista sobre ele mesmo, afirma Buyukkokten. Expressividade, receptividade e amizade são características apontadas pelo executivo que ajudam os usuários brasileiros a transferir o comportamento offline para a ‘vida online’. Além disso, o país tem abertura às novas tecnologias e são ‘early adoptors’.

“Nosso mundo está mais conectado que nunca, porque se tornou fácil estar ligado a milhões de pessoas ao mesmo tempo. Tudo está ao nosso alcance e, infelizmente, o uso pesado das mídias sociais começou a criar ansiedades e depressões nas nossas vidas. Na maioria das vezes, nos escondemos atrás das nossas telas e assistimos a feeds de destaques, evitando interagir com as pessoas cara a cara”, afirma Buyukkokten.

Como resultado, segundo ele, as pessoas ficam mais solitárias e infelizes do que nunca. Afinal, conhecer alguém pessoalmente ou ter experiências reais é o que aproxima e conecta. O medo de expressar a autenticidade e a personalidade criada no ambiente online podem estar construindo barreiras. Como consequência, se torna muito difícil encontrar intimidade, companheirismo e amor no mundo real.

"Existem centenas de aplicativos e sites que prometem nos ajudar a fazer amigos e encontrar o amor, mas ainda há muito ódio no mundo e estamos sozinhos. Me entristece ver que, com todos os avanços em tecnologia e software, estamos mais solitários do que nunca. O que compartilhamos online representa o que pensamos e o que achamos que o mundo quer ver, e não realmente aquilo que temos por dentro. Quando não nos sentimos seguros, expressando nossos verdadeiros ‘eus’ online, nos isolamos ainda mais. Espero que o futuro da mídia social nos aproxime, nos conecte e crie um mundo melhor", diz Buyukkokten. 

A rede social Orkut foi criada em 2004 com o nome de seu fundador. O objetivo inicial da rede era os Estados Unidos, mas a maioria dos usuários estavam localizados no Brasil e na Índia. Em solo brasileiro, foram conquistados mais de 30 milhões de usuários, mas a rede perdeu popularidade com o crescimento de seu principal concorrente, o Facebook. O Google, do qual a rede social era filiada, anunciou o seu fim no dia 30 de setembro de 2014, gerando comoção dos usuários brasileiros. No entanto, um ‘museu de comunidades’ foi criado e reúne mais de um bilhão de mensagens trocadas nos tópicos de discussão. Além disso, até 30 de setembro de 2016, os internautas puderam resgatar as informações armazenadas na rede social através da ferramenta Google Takeout. 

Buyukkokten conta que o Orkut.com foi construído e pensado para uma geração diferente. Há um pouco mais de uma década, ele explica que o mundo estava vivendo, pela primeira vez, a exposição nas redes sociais. “Hoje em dia, as pessoas estão em vários serviços de mídia social ao mesmo tempo. Outra grande mudança nesse cenário foi a transição do desktop para os navegadores em smartphones e dispositivos móveis. Estamos sempre conectados, online e multitarefas, em múltiplas plataformas”, comenta.

Quando questionado sobre tendências para os próximos anos, os vídeos aparecem como a grande aposta de Buyukkokten para as redes sociais. A mobilidade vai viabilizar, cada vez mais, a produção de filmes e da experiência online relevante. “A mídias sociais são uma paisagem em constante evolução. É muito importante inovar e permanecer em contato com as novas gerações, atualizando os padrões de uso e usando a sensibilidade das comunidades. As redes sociais que não evoluem ao longo do tempo correm o risco de ficar desatualizadas ou irrelevantes”, diz.

Nesse contexto, o fim do Orkut para o seu fundador foi um ‘capítulo incrível da história’, mas uma experiência para outro tipo de geração. Com isso, a proposta da Hello se configura destinada a aproximar pessoas por suas paixões e expandindo as possibilidades a quem se conectar. O lançamento de Buyukkokten chegou ao Brasil em julho de 2016 e está presente em 13 países. 

“Ela é a primeira rede social construída sobre ‘amores’ e não ‘likes’. Na Hello, estamos construindo um caminho mais fácil para fazer conexões, e tudo começa com um ‘Olá’. Um gesto simples e amigável pode ser o começo de algo novo e bonito. Estamos criando uma comunidade onde todos se sentem bem-vindos, incluídos, e não são julgados. Quando expressamos ou somos autênticos, em nossas paixões e interesses genuínos, seguimos pelo caminho do amor e da felicidade, que é a coisa mais importante que você poder ter nesse mundo”, esclarece.