quinta-feira, 17 de abril de 2014

Deep web ganha buscador parecido com o Google

Como tudo é difícil de se encontrar na deep web (a parte obscura da internet), você precisa saber exatamente para aonde está indo. Não há como fazer buscas específicas da forma como estamos acostumados na web convencional. Bem, não havia. Agora, a coisa muda de figura com o lançamento do Grams.

O Grams é um site de buscas com um design parecido com o do Google que indexa informações de mercados negros na deep web, que permitiram ser incluídos nas pesquisas. O criador do site atende pelo pseudônimo “Gramsadmin”, mas sua verdadeira identidade é preservada.

A deep web é um ambiente arenoso onde há todo tipo de coisa, postada anonimamente, com criptografia pesada, reunindo desde comunicações entre rebeldes em países em guerra até a venda de armas e drogas. 

Caso você queira conhecer o Grams, o endereço é "http://grams7enufi7jmdl.onion/", que só pode ser acessado por meio do navegador TOR, específico para chegar às profundezas da deep web. Recomendamos cuidado, no entanto, já que o lugar é desconhecido da maior parte dos usuários e recheado de vírus complexos e assuntos desagradáveis.

Fonte: Gizmodo
via Olhar Digital


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Leia o que já foi publicado sobre Deep Web no Pesquisa Mundi

Sony Digital Paper, e-reader que permite anotações, será vendido em maio



A Sony entrou no mercado de e-readers. A empresa anunciou o Digital Paper, um leitor de livros eletrônicos com tela de e-ink, bastante parecido com o Kindle, porém, maior e com um diferencial: suporte a anotações que podem ser feitas com canetas sylus. Com o valor sugerido de US$ 1.100 (aproximadamente R$ 2.500), o gadget chegará às lojas em maio.

O Digital Paper da Sony permite aos usuários a experiência  de não só ler seus livros digitais como também fazer anotações à mão nas páginas, como se estivessem lendo publicações físicas. A ideia é permitir que executivos e estudantes, por exemplo, possam trabalhar com uma forma mais intuitiva a leitura digital.



Mais fino da categoria, com apenas 6,8 mm de espessura, ele tem tela de 13,3 polegadas com 1200 x 1600 pontos de contraste (preto e branco), Wi-Fi embutido, bateria que dura até três semanas, 4 GB de armazenamento e slot para cartões de memória microSD. O gadget também tem um bloco de notas que o transforma em um caderno digital.

Todos os arquivos editados nele podem ser salvos também na nuvem e compartilhados com outros dispositivos. A Sony não divulgou seu preço e nem data de chegada em território nacional. 

Fonte: CNET e Sony
via Techtudo

quarta-feira, 16 de abril de 2014

IQ/USP mantém portal voltado ao ensino experimental de Química

Laboratório on-line reúne materiais como moléculas interativas, objetos 360 graus e vídeos, destinados ao ensino no nível de graduação (Portal Labiq)

Por Noêmia Lopes | Agência FAPESP

Mais de 200 moléculas interativas, 71 objetos 360 graus de instrumentos de laboratório, 21 vídeos sobre técnicas experimentais e cinco laboratórios imersivos compõem o acervo do Portal Labiq (sigla para Laboratório Integrado de Química e Bioquímica), projeto institucional do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP), voltado ao desenvolvimento e à difusão de conteúdos multimídia para o ensino de Química e áreas correlatas na graduação.

“Buscamos contemplar não somente o experimento em si, mas também as suas etapas de planejamento e a atribuição de significado aos resultados”, disse à Agência FAPESP Guilherme Marson, coordenador do portal, professor do IQ e vice-diretor do Museu de Ciências da USP.

Lançado em 2012, o portal de acesso livre e gratuito possibilita também a criação de portais educacionais e de difusão em poucos minutos, em interface amigável, que pode ser operada por não programadores (interessados em usar a plataforma para desenvolver seus projetos devem escrever para labiq@iq.usp.br).

“À primeira vista, é um repositório de objetos interativos. Porém, além de instrumentalizar uma mudança de paradigma em relação ao ensino experimental, o Labiq se transformou em uma plataforma para armazenar, indexar e compartilhar objetos de aprendizagem sobre qualquer assunto”, afirmou Marson.

À medida que grupos parceiros utilizam a ferramenta, cresce o acervo disponível, disse o professor. Segundo ele, como os objetos são compartilhados, é fácil criar conteúdos interdisciplinares e recontextualizar conteúdos existentes. “Consideramos o conhecimento um bem público e criamos uma ferramenta para simplificar enormemente o processo de criar e publicar conteúdos de difusão e educação, com a possibilidade de controle editorial. É uma ferramenta de fazer ferramentas. O primeiro grupo que utilizou o Labiq como plataforma para seu portal de difusão foi o CEPID Redoxoma”, completou.

Outras ferramentas de edição on-line estão em desenvolvimento, como o chamado “anotador de vídeos”, que poderá transformar vídeos hospedados na plataforma em navegadores para outros conteúdos interativos do portal. “A um vídeo sobre tratamento de resíduos poderemos agregar regiões interativas com moléculas em 3D referentes a determinado resíduo ou tratamento”, citou, como exemplo, o professor.

O Labiq está hospedado na Nuvem USP, um dos maiores ambientes em nuvem na América Latina e foi inspirado em outras iniciativas bem-sucedidas criadas com parceria do IQ/USP, como o portal Química Nova Interativa.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Rede social para pais chega ao Brasil


Fotos de crianças nas redes sociais se tornaram algo muito comum atualmente: os pais querem compartilhar cada conquista, história engraçada e momento especial com os amigos e família. Foi com essa ideia em mente, e a necessidade de privacidade, que surgiu a rede social 23snaps, que chega ao Brasil, em português, nesta terça-feira.

Disponível de forma gratuita na web e em aplicativos móveis para Android, iOS e Kindle, a plataforma permite que os pais compartilhem fotos, vídeos e histórias de seus filhos com familiares e amigos, com a promessa de ser uma rede social segura.

Da Inglaterra, o fundador Ivailo Jordanov decidiu montar a ferramenta em 2012, porque sua esposa estava grávida do primeiro filho do casal, e ele queria compartilhar os momentos do bebê com seus pais, que moravam na Bulgária, e com os sogros, que eram do Canadá.

Segundo a diretora de marketing da startup, Meaghan Fitzgerald, os principais diferenciais da 23snaps em relação a outras redes sociais são os recursos de privacidade. “A ferramenta funciona em uma conexão segura, e não é possível encontrar um usuário por uma busca, você só pode se conectar a um amigo ou familiar se ele te convidar”, explica. Ou seja, o usuário pode ter um perfil na rede, mas não consegue visualizar fotos e postagens dos filhos de alguém, a não ser que a pessoa permita. “Se você curte um post de um amigo no Facebook, essa ação aparece no feed de notícias de outras pessoas. Isso não acontece no 23snaps”, complementa.

Meaghan também afirma que a empresa utiliza servidores próprios e que nenhum funcionário consegue olhar as postagens dos usuários. Se existe alguma ação suspeita dentro da rede social, é um processo automático que consegue identificá-la.

Terras brasileiras
Segundo a executiva, o Brasil foi escolhido para a expansão da empresa por conta do tamanho do País, crescimento do mercado de smartphones, e uso frequente das redes sociais. “Fizemos uma pesquisa meses antes de chegarmos ao Brasil, e percebemos que os brasileiros costumam convidar mais pessoas para compartilhar as fotos de seus filhos. No geral, os usuários escolhem de três a quatro pessoas para compartilhar as postagens, enquanto no Brasil, são de dez a vinte. Isso é muito bom para nós”, diz Meaghan.

Atualmente, a 23snaps possui 500 mil usuários cadastrados em diversos países, que utilizam a plataforma em inglês. A expectativa é que o Brasil se torne o segundo maior mercado para a startup, atrás dos Estados Unidos. Quando a primavera chegar, em setembro, a startup quer contabilizar 1 milhão de usuários.

Fonte: Terra

Site colaborativo mapeia crime em cidades brasileiras



O site colaborativo "Onde Fui Roubado" atingiu a marca de 17 mil denúncias recentemente. Lançado em junho de 2013, a plataforma ganhou desta em matéria do Estadão desta segunda-feira (14).

Idealizado pelos estudantes de Ciências da Computação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Márcio Vicente e Filipe Norton, a plataforma tem a cidade de São Paulo como recordista de denúncias, seguida por Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Infelizmente, a ferramenta só está disponível onde o Google Maps também está, ou seja, 60% das cidades brasileiras.

De acordo com a reportagem, o site tem entre 20 mil e 30 mil visualizações por dia, entre pessoas que denunciam a violência e que monitoram dados e locais com maior incidência criminal.

Visite o site aqui.

Fonte: Redação Adnews



Site Wikicrimes permite que vítimas marquem em mapa locais onde sofreram violência

Ministério da Justiça lança portal sobre segurança pública

domingo, 13 de abril de 2014

Cientistas russos lançam portal dedicado a mamutes


Os cientistas russos criaram um portal mundial único dedicado aos mamutes. O portal funciona por enquanto em regime de teste. O recurso eletrônico congrega as bases de dados de todos os centros de paleontologia do mundo.

O endereço é www.mammothportal.com

O site está munido de um mapa interativo com marcação dos locais onde foram encontrados diversos exemplares destes animais antigos.

Além dos mamutes, o site fornece também informações sobre outras espécies de animais antigos, cujos restos foram encontrados na Rússia – rinocerontes lanudos, bisões e cavalos selvagens.

Fonte: Gazeta Russa

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Atlas Brasil 2013 ganha dois novos idiomas: inglês e espanhol


O site  do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 avança em uma etapa importante da promoção do livre acesso à informação. Inteiramente traduzido para o inglês e o espanhol, a ferramenta – que ficou conhecida por trazer o novo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) – poderá agora também ser utilizada por usuários não lusófonos.

O site Atlas Brasil 2013 é uma plataforma online gratuita de acesso a indicadores sobre o desenvolvimento humano em 5.565 municípios. Desde seu lançamento, em julho de 2013, o site tem se mostrado instrumento indispensável para gestores públicos, pesquisadores e a sociedade em geral.

“Esta é uma ferramenta verdadeiramente democrática. Já temos algumas evidências de que gestores públicos, formuladores de políticas e cidadãos estão usando a plataforma e seus dados para discutir as prioridades do desenvolvimento local”, disse o representante residente do PNUD no Brasil e coordenador do Sistema ONU no país, Jorge Chediek.

“Além de uma cobertura extensiva da mídia sobre o IDHM e demais indicadores presentes na plataforma, só nos cinco primeiros meses depois do lançamento do site, já tínhamos registrado mais de 5 milhões de acessos”, completou.

Um dos objetivos do site multilíngue é estimular outros países a adotarem iniciativas semelhantes, capazes de oferecer dados robustos sobre os países e, ao mesmo tempo, de proporcionar a todos o acesso a informações relevantes, claras e em linguagem amigável.

IDHM de regiões metropolitanas

O IDHM do Brasil cresceu 47,5% de 1991 a 2010 e hoje 74% dos municípios brasileiros têm médio e alto desenvolvimento humano. No entanto, esses números escondem desigualdades dentro de um mesmo município, entre seus bairros.

Com o intuito de conhecer melhor a realidade e as desigualdades das regiões metropolitanas brasileiras, está previsto para o final deste semestre o lançamento do IDHM de bairros de 16 regiões metropolitanas, dentre elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Recife, Belém, Manaus, Goiânia, Vitória, Cuiabá, São Luís e Natal.

Sobre o Atlas Brasil 2013

Desde que foi lançado, em julho do ano passado, o Atlas Brasil 2013 tornou-se uma das principais referências nacionais de acesso a dados socioeconômicos do Brasil, com grande destaque para o IDHM e suas dimensões: IDHM Longevidade, IDHM Educação, IDHM Renda.

O principal objetivo do Atlas Brasil 2013 é o de democratizar o acesso a informações sobre o desenvolvimento humano para todos os cidadãos.

Outra grande contribuição da plataforma é na ajuda aos governos federal, estaduais e municipais para a criação e adaptação de políticas públicas focadas nos principais desafios de cada município.

O Atlas Brasil 2013 foi elaborado por meio de oficinas e processos de consulta com mais de 40 especialistas de diferentes correntes do pensamento político e acadêmico.

Com o site Atlas Brasil 2013, é possível traduzir uma vasta gama de dados em números que mostram a realidade do desenvolvimento humano no Brasil, desde suas grandes metrópoles, até as menores unidades da federação.

Apesar de ter sua metodologia baseada no cálculo do IDH Global – publicado anualmente pela sede do PNUD em Nova York –, a comparação entre IDH e IDHM não é possível, já que IDHM é uma adaptação metodológica do IDH para o âmbito municipal, utilizando outra base de dados: no caso do Brasil, os Censos do IBGE.

Ambos agregam as dimensões longevidade, educação e renda, mas com diferentes indicadores e base de dados para o tratamento destas dimensões.

Fruto de uma parceria entre PNUD, Ipea e Fundação João Pinheiro, o Atlas teve seu processo de construção iniciado em junho de 2012.

Seu lançamento marcou a ampla disseminação dos retratos municipais por meio da plataforma online.

Fonte: ONU 
via A Crítica

sábado, 5 de abril de 2014

Documentos de Snowden acessíveis on-line


Jonathan Ernst, Reuters
via RTP | Portugal

Uma organização norte-americana de direitos civis, a ACLU, lançou um site especializado na divulgação dos documentos secretos que Edward Snowden começou, desde junho do ano passado, a tornar públicos, nomeadamente através do diário britânico Guardian. A ACLU justifica a iniciativa sublinhando que, "na realidade, os documentos desta base de dados na sua maioria nunca deviam ter sido secretos".

A ACLU (União Americana das Liberdades Civis) fixou-se o ambicioso objetivo de tornar acessíveis na net todos os documentos publicados por Edward Snowden. Para já, o que existe na base de dados são pouco mais de duas centenas de arquivos PDF, que recuam no tempo até ao ano de 1986 e que têm como tema predominante o de actividades ilegais de serviços secretos norte-americanos, como a NSA.

Apesar do começo modesto, com documentos muito selecionados e em número restrito, a base de dados da ACLU revela os seus desígnios relativamente ambiciosos, desde logo pela variedade de meios de busca que são colocados à disposição do utilizador: por palavras-chave no texto ou no título, por tema, pela origem do documento procurado (se vem do Congresso dos EUA, se vem do tribunal especializado na fiscalização dos serviços secretos, designado por FISA, ou de outra instância).

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Lançado portal de busca especializado em primeira infância

Iniciativa é da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e do Instituto Alfa e Beto

Agência FAPESP – Com o objetivo de facilitar o acesso a um conteúdo relevante e confiável sobre assuntos da primeira infância, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (FMCSV) e o Instituto Alfa e Beto (IAB) lançaram em março, com o apoio da Fundação Bernard Van Leer, o portal “Radar da Primeira Infância”.

O site reúne conteúdos produzidos por universidades, centros de pesquisa e entidades sobre o período de vida da criança até os 6 anos.

O conteúdo do site é previamente selecionado, validado e classificado por uma equipe, o que, segundo os organizadores, garante a qualidade do material e poupa tempo do internauta. Temas como amamentação, educação, prematuridade, introdução alimentar, entre outros, estão relacionados.

O internauta pode fazer uma pesquisa específica, filtrar por assunto ou selecionar todos os artigos de uma mesma fonte. Ao fazer qualquer tipo de busca ou filtragem, o pesquisador encontrará verbetes com resumo do artigo e o link direto para a fonte utilizada.

O usuário também poderá enviar perguntas à equipe do site.

O portal pode ser acessado pelo link www.radardaprimeirainfancia.org.br 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Leitura obrigatória: A Loja de Tudo


por Carlo Carrenho | Tipos Digitais

A Editora Intrínseca acaba de publicar o livro A Loja de Tudo: Jeff Bezos e a Era da Amazon (390 p., R$ 24,90), de Brad Stone. O livro foi publicado originalmente em inglês em outubro do ano passado e faturou o prêmio de Livro de Negócios do Ano do Financial Times & Goldman Sachs. Segundo Lionel Barber, editor do Financial Times e presidente do corpo de jurados da láurea, trata-se de “um livro inspiracional de negócios que captura a cultura da Amazon e o caráter de seu fundador Jeff Bezos. É uma leitura obrigatória para os inovadores mundo afora.”

A obra de Stone é realmente fantástica. E não apenas porque a história de Jeff Bezos e da Amazon já é por si só fascinante, mas principalmente porque o trabalho jornalístico do escritor é do mais alto nível. Como repórter da BusinessWeek e correspondente do The New York Times, Stone já conhecia de perto o modus operandi da gigante de Seattle e de seu idealizador. Talvez por isso, resolveu mergulhar mais fundo, e acabou por escrever um texto definitivo sobre a “intrínseca” história de ambos.

Merece destaque a pesquisa que o jornalista fez sobre a biografia e o estilo de Jeff Bezos. Stone descobriu uma pesquisadora que, ao estudaro sistema texano de escolas para crianças superdotadas para escrever um livro, passou uma semana com um garoto de 10 anos. E quem era este garoto? Jeff Bezos. O livro que ela escreveria jamais seria publicado, mas isto não impediu Brad Stone de lê-lo e entrevistar sua autora para traçar o perfil de Jeff Bezos quando criança.

Ainda mais surpreendente é a descoberta do pai biológico de Jeff Bezos, que se afastou da família quando este ainda era pequeno. Brad Stone não só descobriu seu paradeiro como lhe deu a notícia em primeira mão. O homem não sabia que Bezos era seu filho.

Com um texto cativante e prazeroso, A Loja de Tudo é leitura obrigatória para editores, livreiros, profissionais do livro, escritores ou qualquer pessoa que queira entender as transformações pelas quais a indústria do livro está passando. Brad Stone não escolhe lados e procura apresentar um relato isento, que pode agradar tanto os que amam a Amazon como aqueles que amam odiá-la.

Ironicamente, o livro estará entre os primeiros títulos físicos que a Amazon brasileira passará a comercializar nos próximos meses. E quem não quiser esperar, pode sempre comprar a edição digital aqui.

Stayfilm chega a mais de 130 países em quatro meses


Stayfilm chega a mais de 130 países em quatro meses (Reprodução)

Adnews

Em apenas quatro meses, o Stayfilm, rede social que permite compartilhar histórias a partir de filmes com trilha sonora e efeitos visuais em diferentes estilos, já foi acessado em mais de 130 países. O Brasil é responsável por 80% desse volume, seguido por EUA (8%), Reino Unido (4%), Portugal (3%) e Canadá (1%). No período, a rede social recebeu cadastros de mais de 65 mil usuários, que já produziram 87 mil filmes na plataforma. 

“Apesar de termos focado os esforços iniciais nos mercados brasileiro e americano, recebemos acessos de países dos cinco continentes, o que demonstra o potencial de viralização e o crescimento do Stayfilm”, relata Douglas Almeida, CEO da rede social. “A estrutura para receber esses acessos é bastante sólida e estamos prontos para receber usuários de qualquer ponto do mundo”, complementa o CEO. 

Atualmente, o Stayfilm conta com 180 mil visualizações de filmes, 1,6 milhão de páginas vistas e 240 mil visitantes únicos. A empresa também trabalha para disponibilizar novos recursos, como o sistema de armazenamento de fotos e vídeos e está estudando a internacionalização da marca no médio prazo.  “Com a expansão, torna-se ainda mais real levarmos nossa empresa à Europa e aos Estados Unidos”, comenta Douglas.

Além disso, a rede social foi uma das escolhidas do Mobile App Aceleration Camp 2013 da Microsoft, que incentivará a produção do aplicativo mobile do Stayfilm, e está negociando a criação de estilos patrocinados com grandes marcas do mercado.

“O Stayfilm está se consolidando e se expandindo cada vez mais. Sermos escolhidos pela Microsoft e receber os comentários positivos de grandes marcas do mercado são, para nós, um grande reconhecimento e um estímulo para buscarmos sempre proporcionar a melhor experiência para quem nos acessa, com alta qualidade em qualquer parte do mundo”, finaliza o CEO.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Transição


Um dia, quando a humanidade acabar, esse mundo tecnológico não vai mais ter importância

por Marion Strecker | Folha de S. Paulo

Olho as enormes estantes em volta de mim e penso na dureza deste momento de transição. Minha próxima casa talvez não tenha nem metade dessas prateleiras e desses livros. Temo sentir falta deles. Cresci numa casa com estantes generosas e muitas enciclopédias ilustradas para matar as tardes de tédio.

Minha filha adolescente cresce cercada de fios e aparelhos que apitam, imersa na rede. Pergunto a ela se pensa que a casa dela no futuro terá grandes estantes. Ela diz que não sabe, mas avisa que prefere livros em papel ("gosto de segurar"), ainda que invista muito tempo na comunicação eletrônica.

Talvez eu não devesse comparar essas coisas. A gente fica com medo da rua e tranca as crianças em casa, como se isso fosse saudável. Elas saem pelas janelas da internet.

Fiquei pensando que faço parte de uma geração de transição: nasci analógica, cresci elétrica e amadureci eletrônica. Mas isso é bobagem. Minha geração ensinou os pais a programar videocassete e a usar controle remoto antes de ensinar a usar o computador e o e-mail. E a geração dos meus pais deve ter ensinado a geração dos meus avós a fazer outras coisas. Pensando bem, todas as gerações são de transição.

Exceto a última, a derradeira, a que estiver por aqui quando o mundo acabar. Um dia, quando a humanidade acabar, esse mundo tecnológico não vai mais ter importância nenhuma. Tanto esforço para nada. Tanta informação para nada. Puf. Baubau. Acabou.

Tanto satélite, tanto Google e tanto Google Earth e a gente ainda perde esse tempo todo para tentar descobrir que fim levou o avião que saiu da Malásia com 239 pessoas em direção a Pequim e nunca chegou. Essa é a nossa pequenez. Esse é o vasto mundo. Mais vasto ainda o nosso coração.

Onde foram parar os discos em 78 rotações que herdei? E as fitas de rolo com as entrevistas que meu pai fazia com os filhos? Onde guardei o videoteipe do meu bebê? O que será de todas as músicas que baixei em tantos formatos e salvei em tantos aparelhos que já não existem mais? E as fotos, em tantos suportes e padrões? Para onde vão todas as fotos depois que o Facebook e o Instagram acabarem?

Abandonamos as indexações manuais e os arquivos de aço, com as suas infinitas gavetinhas, pelos arquivos eletrônicos e sua memória infinita, onde perdemos todas as coisas e encontramos outras por acaso. E agora voltamos a precisar de indexações manuais, tagueamentos, etiquetas e zooms para encontrar as milhares de coisas que acumulamos sem pensar, por preguiça ou por desleixo, porque custoso é selecionar.

Quando acabar a luz, a porta eletrônica pode não abrir. Mas alguém já pensou numa solução. Alguém já criou mais uma start-up. Alguém já lucrou com a venda. E três quartos dessas start-ups deixam investidores a ver navios, conforme pesquisa de Shinkhar Ghosh, conferencista sênior da escola de negócios da Universidade Harvard. Sem fracasso não há negócio.

Nos Estados Unidos, a taxa de fracasso das empresas é de 25% no primeiro ano de vida, 55% no quinto ano e 71% em dez anos, segundo o site Statistic Brain (statisticbrain.com). A principal razão do fracasso? Incompetência (46%). É essa a nossa inspiração.

Manuscrito histórico hindu é reunido e digitalizado


Um manuscrito de 1,2 mil páginas que narra o épico hindu Ramayana foi reunido pela Biblioteca Britânica pela primeira vez em 150 anos.

O manuscrito, que data do século 17, havia sido dividido entre a Grã-Bretanha e a Índia no início do século 19. Agora, foi reunido e digitalizado.

As pinturas mostram cenas diversas, com os personagens em diversos estágios de sua jornada épica.

Saiba mais: www.bl.uk/ramayana



com informações da BBC

quinta-feira, 27 de março de 2014

“A Internet virá abaixo e viveremos ondas de pânico”



Dan Dennett, respeitado filósofo norte-americano, avalia as repercussões de uma queda total da rede no mundo digital

Toni García | El País

Dan Dennett (Boston, 1942) é um homem pausado. Com barba branca, aspecto de catedrático entranhável e andar tranquilo, ninguém esperava quando subia os degraus até o palco do TED que o respeitado filósofo norte-americano estava a ponto de pronunciar um discurso que ressoa ainda pelos corredores do teatro construído pelo arquiteto David Rockwell: “A Internet cairá e quando isso aconteça viveremos ondas de pânico mundial. Nossa única possibilidade é sobreviver às primeiras 48 horas. Para isso temos de construir —se me permitem a analogia— um bote salva-vidas”.

Os botes salva-vidas são, segundo Dennett, o antigo tecido social de organizações de todo tipo que se viram (quase) aniquilados com a chegada de Internet. “Algumas tecnologias nos tornaram dependentes e a Internet é o máximo exemplo disso: tudo depende da rede. O que aconteceria se ela caísse? Nos Estados Unidos tudo desabaria em questão de horas. Imagine: acordar e a tevê não funciona. Obviamente não tem sinal no celular. Você não tem coragem de pegar o carro porque não sabe se essa vai ser sua última reserva de gasolina e os únicos que se prepararam para isso são todos esses malucos que constroem bunkers e armazenam armas. Certeza de que queremos que eles sejam nossa última esperança?”.

Dennett, famoso por suas teorias sobre a consciência e a evolução, e considerado um dos grandes teóricos do ateísmo, não mantém —explica a este diário— um tom alarmista, e também não quer ser acusado de catastrofista: “O que digo não tem nada de apocalíptico, pode falar com qualquer especialista e lhe dirá o mesmo que eu, que é questão de tempo a rede cair. O único que digo é que deveríamos preparar-nos: antes costumava haver clubes sociais, congregações, igrejas, etc. Todo isso desapareceu ou vai desaparecer. Se tivéssemos outra rede humana pronta... Se você soubesse que pode confiar em alguém, em teu vizinho, em teu grupo de amigos, porque previram a situação, não estaria mais tranquilo?”, pergunta Dennett, sentado em uma cadeira e acariciando-se a barba enquanto mastiga cada palavra.

O filósofo tem certeza: “a Internet é maravilhosa mas temos que pensar que nunca fomos tão dependentes de algo. Jamais. Ao pensar a respeito, é bastante irônico que o que nos trouxe até aqui possa levar-nos de volta à idade de pedra”, argumenta.

O professor na universidade de Tufts, considerado dono de uma das mentes mais brilhantes das últimas décadas, tem claro como chegamos até aqui: “Da invenção da agricultura, há 10.000 anos, a cultura evoluiu de um modo puramente darwiniano mas a chegada da tecnologia acelerou esse processo até um ponto imprevisível. Quem compra música agora? E livros? O mesmo pode ser dito do cinema ou de qualquer outra disciplina artística. O papel da cultura mudou completamente, exatamente o mesmo que acontece com a religião. E a tecnologia tem um papel muito relevante em tudo isto”.

E pergunta-se: “Tem isto solução?”. E responde: “Claro, os humanos somos incríveis prevenindo catástrofes. O que acontece é que ninguém recebe uma medalha por algo que não aconteceu. Os heróis são sempre os que atuam a posteriori, mas não tenho nenhuma dúvida de que a humanidade saberá se preparar para o que está por chegar. Há 20% de possibilidades de que esteja equivocado, também podemos nos agarrar a isso”.

Portal de Revistas Científicas da UNAM


O Portal de Revistas Científicas y Arbitradas da Universidad Nacional Autónoma de México - UNAM dirige a transição do impresso para a publicação digital. A noção de ciência que dirige o portal é expansiva, e inclui todas as revistas que publicam resultados originais de pesquisa em todas as áreas do conhecimento - ciências exatas, humanidades, artes e nas ciências sociais - e utiliza o sistema de revisão por pares.

Como a intenção não é eliminar, mas complementar a literatura impressa, o portal tem o compromisso com a revolução tecnológica de encurtar e facilitar o gerenciamento e publicação de publicação eletrônica para incentivar mais pessoas a acessar estes materiais.

O portal utiliza os serviços oferecidos pelo sistema de acesso aberto, conhecido como OJS (Open Journal Systems). Iniciativa ambiciosa que opera  em mais de 200 universidades no mundo.


Títulos disponíveis

Academia XXII
Acta Comportamentalia: Revista Latina de Análisis del Comportamiento
Acta Poetica
Acta Sociológica
Anales de Antropología
Anales del Instituto de Biología serie Botánica
Anales del Instituto de Biología serie Zoología
Anales del Instituto de Investigaciones Estéticas
Anuario de Filosofía
Anuario de Historia
Anuario de Letras
Anuario de Letras Hispánicas. Glosas hispánicas
Anuario de Letras Modernas
Anuario de Literatura Dramática y Teatro
Anuario del Colegio de Estudios Latinoamericanos. UNAM
Anuario Mexicano de Derecho Internacional
Archipielago. Revista cultural de nuestra América
Atención Familiar
Atmósfera
Biblioteca Universitaria
BIOCYT: Biología Ciencia y Tecnología
Bitácora Arquitectura
Boletín del Instituto de Investigaciones Bibliográficas
Boletín Mexicano de Derecho Comparado
Boletín SUAyED
Ciencias
Computación y Sistemas
Contaduría y Administración
Crítica Jurídica. Revista Latinoamericana de Política, Filosofía y Derecho
Crónicas. El Muralismo, Producto de la Revolución Mexicana, en América
Cuadernos Interamericanos de Investigación en Educación Musical
Cuestiones Constitucionales
Cultura y Representaciones Sociales
DemoS
Derecho Comparado de la Información
Dimensión Económica
Economía, UNAM
Educación Química
El Búho Gaceta Electrónica de la Facultad de Derecho UNAM
Enfermería Universitaria
Estudios de Antropología Biológica
Estudios de Cultura Maya
Estudios de Cultura Náhuatl
Estudios de Cultura Otopame
Estudios de Historia Moderna y Contemporánea de México
Estudios de Historia Novohispana
Estudios Políticos
Eutopía
Geofísica Internacional
Ingeniería Investigación y Tecnología
Investigación Bibliotecológica
Investigación Económica
Investigaciones Geográficas, Boletín del Instituto de Geografía
Journal of Applied Research and Technology
Journal of Behavior, Health & Social Issues
La experiencia Literaria
Latinoamérica. Revista de Estudios Latinoamericanos
Literatura Mexicana
Matices del Posgrado Aragón
Medievalia
Mexican Law Review
Multidisciplina
Norteamérica, Revista Académica del CISAN-UNAM
Nova Tellus
Ola Financiera
Península
Perfiles Educativos
Perspectiva Interdisciplinaria de Música
Poligrafías. Revista de Teoría Literaria y Literatura comparada
Problema. Anuario de Filosofía y Teoría del Derecho
Problemas del Desarrollo
Prolija Memoria. Estudios de Cultura Virreinal
Ra Ximhai
Revista AIDIS
Revista de la Facultad de Medicina
Revista de Literaturas Populares
Revista de Relaciones Internacionales de la UNAM
Revista Electrónica de Psicología Iztacala
Revista Internacional de Contaminación Ambiental
Amicus Curiae. Segunda Época
Revista Latinoamericana de Derecho Social
Revista Latinoamericana de Medicina Conductual / Latin American Journal of Behavioral Medicine
Revista Mexicana de Análisis de la Conducta
Revista Mexicana de Astronomía y Astrofísica
Revista Mexicana de Bachillerato a Distancia
Revista Mexicana de Biodiversidad
Revista Mexicana de Ciencias Geológicas
Revista Mexicana de Ciencias Políticas y Sociales
Revista Mexicana de Física
Revista Mexicana de Historia del Derecho
Revista Mexicana de Opinión Pública
Revista Mexicana de Sociología
Revista Momento Económico
Revista Odontológica Mexicana
Tip. Revista Especializada en Ciencias Químico-Biológicas
Theoria. Revista del Colegio de Filosofía
Tlalocan
Trabajo Social UNAM
Vertientes. Revista Especializada en Ciencias de la Salud
Veterinaria México OA






quarta-feira, 26 de março de 2014

Arquivos da Ditadura


O Opening the Archives Project é uma iniciativa organizada pela Brown University e a Universidade Estadual de Maringá para sistematicamente digitalizar e indexar milhares de documentos desclassificados do Departamento de Estado dos Estados Unidos relativos ao Brasil produzidos entre 1960 e 1980. Os documentos podem ser consultados em sites espelho criados por ambas as universidades. Estes sites também apresentarão milhares de páginas de relatórios de inteligência da CIA até então disponíveis exclusivamente na sede do National Archives II, em College Park, Maryland.

Para realizar essa tarefa, o Opening the Archives Project colaborou com o National Archives and Records Administration (NARA), o Arquivo Nacional do Brasil, e com a National Security Archive na George Washington University para preservar documentação histórica essencial através da criação de cópias digitais acessíveis online.

Acesse o Brown Digital Repository para efetuar sua pesquisa no acervo digital. Mais documentos estão atualmente sendo adicionados ao banco de dados.





segunda-feira, 24 de março de 2014

Leitura a jato


Apps e sites simplificam técnica antiga e permitem leitura mais rápida que a usual

Yuri Gozaga | Folha de S. Paulo

Que tal ler este texto, que na velocidade média de leitura levaria dois minutos, em 26 segundos? É o que oferecem recém-lançados aplicativos e sites que imitam a técnica de leitura dinâmica.

A empresa americana Spritz fez barulho ao apresentar seu software no fim do mês passado por prometer livros lidos em algumas dezenas de minutos, e mensagens finalizadas em segundos. Como? Ao exibir as palavras de um texto em sequência ultrarrápida e no mesmo lugar.

Isso torna desnecessário o movimento dos olhos e suprime a "vocalização" mental, que desaceleram a leitura.

A técnica, conhecida como RSVP (apresentação visual rápida e em série), não é novidade, mas o Spritz --que lançou na sexta passada uma versão para programadores-- é pensado especificamente para telas diminutas.

O benefício no caso desses dispositivos se estende também ao manuseio. "Um relógio inteligente exibindo todos os seus e-mails é um ótimo exemplo de uso do Spritz", diz à Folha o fundador e executivo-chefe da empresa, Frank Waldman.

A proposta, segundo ele, é acelerar tarefas "mundanas", rotineiras, para sobrar tempo para outras --ler um livro calmamente, como sugere.

A Samsung anunciou que embutirá o Spritz no smartphone Galaxy S5 e no relógio Gear 2 --serão anunciados no Brasil na quarta. Mas já é possível experimentar a técnica em análogos. 

"Com telas menores, poderemos ajudar as pessoas a lerem ainda mais rápido e em qualquer lugar", diz Matt Bischoff, criador do aplicativo para iPhone Velocity, que também usa RSVP.

NA PRÁTICA
Para o professor de leitura dinâmica Juarez Angelo Lopes, do Instituto IOM, o software leva a uma leitura parecida com a que ensina aos seus alunos, mas com a vantagem de dispensar um guia físico, como mão ou lápis.

"Achei ótimo, mas infelizmente nem tudo que lemos está em formato digital", diz.
Pedro César Sant'Anna, escriturário de cartório, conta que, depois de um curso de leitura dinâmica, chega a absorver mil palavras por minuto --taxa que é tida como um limite físico, quatro vezes superior à normal.

Apresentado a uma ferramenta equivalente ao Spritz, ele disse que a sensação é "idêntica". "Só que mais confortável. O nível de compreensão também foi parecido."

Um problema desse tipo de exibição é a velocidade fixa, segundo Rodrigo Roux, advogado do escritório Derraik e Menezes. A profissão é a que mais busca aprender a leitura dinâmica, segundo Lopes.

"Acaba atrapalhando um pouco, porque normalmente dou mais atenção a trechos e menos a outros", diz Roux.

O professor de psicologia Keith Rayner, da Universidade da Califórnia em San Diego, disse em entrevista à NBC que a compreensão da técnica é "muito limitada" para textos mais longos.


Aplicativos de leitura rápida podem tomar o prazer de ler

Utilidade é inegável para textos como termos de privacidade e contratos

Paulo Werneck

A leitura dinâmica está entre os sonhos que a humanidade ainda não realizou, como a pedra filosofal, que transforma chumbo em ouro.

Ler, muitas vezes, é uma atividade penosa, e pular as páginas de um livro chato está entre os prazeres da leitura, assim como abandoná-lo pela metade, como escreveu um autor que admiro.

Em seu discurso sobre o dia de são José, Dilma Rousseff levou 25 minutos para proferir 2.286 palavras. Na velocidade mais alta do Spritz, mil palavras por minuto, poderíamos traçá-las em dois minutos e meio, sem prejuízo do sentido, espera-se.

Um estudo divulgado pela extinta escola de leitura dinâmica Técnicas Americanas indica que o latino-americano é capaz de ler de 180 a 220 palavras por minuto. O método de leitura dinâmica empregava um cartão com um furo horizontal que isolava algumas palavras da massa de texto, o "taquitoscópio".

Com ele, seria possível matar incríveis 2.000 palavras por minuto.

O aplicativo tem algo de seu ancestral de cartolina: o princípio é isolar as palavras do resto do texto. As palavras mais recorrentes vão bombardeando a cabeça do leitor e construindo o sentido, seja lá qual ele for.

Mas, se as técnicas tradicionais cheiram a picaretagem, talvez valha a pena dar uma colher de chá para os robôs de leitura que vêm chegando. Um app como o Spritz pode ajudar a enfrentar a demanda excessiva de nossas fatigadas retinas.

É inegável sua utilidade para ler os termos de privacidade do Facebook ou as letras miúdas do contrato com as Casas Bahia.

Sim, as máquinas estão chegando lá. Apesar dos inevitáveis micos, robôs de tradução, por exemplo, já estão aperfeiçoados e fornecem versões inteligíveis, desde que o texto seja desprovido de ambiguidades e nuances, como manuais de instrução.

Pensando bem, um sonho mesmo seria um app para garantir uma leitura demorada, na onda do "slow reading", movimento que tem até seu manifesto. Só falta combinar com o Google.

Serviços oferecem e-books em série e condensados

Sites e aplicativos apostam em difusão de livros em capítulos, como um folhetim; outros em obras para ler em até 15 minutos


Se por um lado a tecnologia pode ajudar quem quer ler mais rápido, por outro ela afoga internautas com o fluxo perpétuo de informação. Mas alguns novos serviços e aplicativos querem "salvar" a leitura aprofundada.

"Meus amigos queixavam-se para mim com muita frequência sobre não ter tempo para ler algo mais longo que um blog ou alguns tuítes", diz à Folha Yael Goldstein, diretor editorial do Rooster, app de e-books em inglês "seriais" lançado neste mês.

A ideia do aplicativo, para iPhone, é segmentar todo mês um romance clássico e um contemporâneo em blocos editados para serem lidos em até 15 minutos. Eles chegam ao celular do assinante (US$ 5, cerca de R$ 12, mensais), em horários programados --como um folhetim ou uma série de TV.

"Achamos que o Rooster pode mudar a vida de pessoas que gostam de ler e que acabaram deixando o hábito de lado. Assim como joguinhos de celular criaram um enorme público de gamers' casuais, o aplicativo pode gerar uma nova população de leitores casuais", diz.

O lançamento do Rooster foi encorajado pelo sucesso do DailyLit, da mesma empresa, que envia um naco de ficção ou não ficção todos os dias para o e-mail do usuário. Há títulos pagos e gratuitos.

Outro serviço recente, o alemão Blinkist, resume o que diz serem "as mais importantes obras de não ficção da atualidade" para conteúdo feito para ler durante até 15 minutos. Há 20 novos títulos (em inglês) todo mês, e o usuário paga € 3 (R$ 9,65).

A ideia é semelhante à do popular getAbstract, focado em economia, e à do literário My Harvard Classics, da universidade americana, que promete "todos os elementos de uma educação liberal" com 15 minutos de leitura diários, ou 90 horas no total --custa US$ 45 (R$ 105) por ano, mas há volumes grátis (veja em myharvardclassics.com).

Os maiores expoentes do modelo de e-books por assinatura são o Oyster, indisponível no Brasil, e o Scribd.

domingo, 23 de março de 2014

Site especial da Folha sobre a ditadura

O site sobre a ditadura inclui vídeos com depoimentos de analistas e testemunhas dos acontecimentos do período, filmes de época, infográficos interativos e um banco de dados sobre vítimas da ditadura cujas mortes foram reconhecidas oficialmente pelo governo federal como de responsabilidade do Estado.

Tudo sobre a ditadura militar

http://folha.com/golpe64

sexta-feira, 21 de março de 2014

Microsoft e Google estão ajudando os EUA a detectar mudanças climáticas

Fornecendo mais de 50 milhões de horas de rastreamento de nuvens, Google Earth pode ser uma importante ferramenta para os cientistas norte-americanos

Por Maximilian Rox | Tecmundo

O governo dos Estados Unidos anunciou que receberá o apoio de diversas empresas para desenvolver um extenso banco de dados sobre as mudanças climáticas no país, facilitando o acesso e o controle sobre o clima para o público e os cientistas. Microsoft e Google são apenas algumas das companhias que incentivarão a Iniciativa de Dados de Clima, fornecendo equipamentos avançados e uma grande quantia de leituras de satélite.

Todas as informações coletadas serão disponibilizadas para o portal climático do Data.gov, sendo inicialmente gerenciada pela NASA, a agência espacial estadunidense. O Google fará sua parte no projeto providenciando mais de 50 milhões de horas de movimentações climáticas computadas em alta definição pelo Google Earth, enquanto a Microsoft disponibilizará aos cientistas recursos computacionais e equipamentos de última geração para processar toda a grande massa de dados fornecida pelos satélites.

A proposta, segundo os representantes da Casa Branca, também visa criar ferramentas fáceis para a população se preparar para as mudanças climáticas do futuro. Embora a ideia seja exclusiva para o monitoramento do território dos Estados Unidos, algumas empresas parceiras do projeto estão desenvolvendo interessantes aplicativos para acompanhar os dados sobre o clima futuro – e quem sabe a ideia não se desenvolva por aqui também?

quinta-feira, 20 de março de 2014

Empresa japonesa digitalizará 15 mil manuscritos da Biblioteca do Vaticano


Acordo válido até 2018 constitui a primeira fase da colaboração. Biblioteca do Vaticano é única por sua variedade geográfica e antiguidade.

Da France Presse
via G1

A empresa japonesa NTT DATA irá digitalizar cerca de 3 mil manuscritos da Biblioteca do Vaticano num período de quatro anos, e 15 mil no total até 2018, no âmbito de um acordo inédito assinado nesta quinta-feira (20).

Durante uma coletiva de imprensa, o arquivista e bibliotecário do Vaticano, o francês Jean-Louis Bruguès, o prefeito da Biblioteca, o italiano Cesare Pasini, e o presidente e CEO da NTT DATA Corporation, Toshio Iwamoto, apresentaram o acordo no valor de 18 milhões de euros (US$ 22,6 milhões) e válido até 2018, que constitui apenas "a primeira fase da colaboração" entre as duas partes.

O bispo Casini explicou que o grande projeto para digitalizar todos os livros da Biblioteca começou há alguns anos e que o contrato com a NTT DATA vai possibilitar a digitalização de um total de 15 mil manuscritos até 2018.

"A NTT DATA e a Biblioteca Apostólica do Vaticano (BAV) assinaram um contrato inicial para a operação que digitalizará e preservará cerca de 80.000 volumes e 41 milhões de páginas, que podem ser consideradas patrimônio histórico da humanidade, escritas entre o II e o XX séculos", informou Iwamoto.

A Biblioteca do Vaticano é única em razão de sua variedade geográfica e antiguidade dos documentos. Dez manuscritos de valor histórico e artístico estão entre os 3.000 que serão digitalizados pela NTT DATA, segundo o Vaticano.

O bispo Bruguès ressaltou a vontade da Santa Sé "em disponibilizar este imenso tesouro que lhe foi confiado, oferecendo-o para livre consulta na web".

"Os manuscritos que serão digitalizadas vão da América pré-colombiana ao Extremo Oriente chinês e japonês, passando por todas as línguas e culturas que alimentaram a Europa", observou o prelado francês.

A missão da Biblioteca é "levar à periferia as mais diversas culturas", acrescentou, repetindo uma fórmula do Papa Francisco.

A NTT DATA Corporation, que fornece serviços em mais de 40 países, foi selecionada por ser especializada na preservação a longo prazo de manuscritos digitalizados.

Rede


"Nem tudo ou todos são globalizados, mas a rede mundial que estrutura o planeta afeta a tudo e a todos" 

Manuel Castells

terça-feira, 18 de março de 2014

Amazon fornece tecnologia de graça para conversão de livros didáticos no Brasil

A varejista online Amazon anunciou nesta terça-feira que uma tecnologia da companhia foi escolhida pelo Ministério da Educação (MEC) para conversão digital e distribuição de mais de 200 livros didáticos em tablets, serviço pelo qual não será paga, conforme proposta do governo que foi aberta a companhias interessadas.

Embora a tecnologia Whispercast utilize o formato Kindle, compatível com o leitor digital de mesmo nome da Amazon, ela também roda em PCs e em tablets com sistema operacional Android, utilizado pela Samsung, e IOS, da Apple. Nos Estados Unidos, ela já é usada em diversas escolas como ponto de acesso para compra e distribuição de livros e documentos para programas educacionais.

Sem precisar o tamanho do investimento da Amazon, o diretor geral da operação brasileira, Alex Szapiro, afirmou que a companhia apostou na investida para popularizar o uso de seu aplicativo, e, principalmente, fomentar o hábito de leitura em dispositivos digitais.

Com o aplicativo gratuito, os professores podem, por exemplo, realizar anotações e usar o dicionário diretamente nos livros didáticos.

"Pessoas com maior grau de leitura vão acabar consumindo mais livros. É um projeto de longuíssimo prazo", afirmou Szapiro à Reuters. Segundo dados da Câmara Brasileira do Livro, os livros didáticos respondem por 35 por cento do faturamento do setor como um todo, considerando tanto títulos físicos quanto digitais.

No âmbito do termo de cooperação com o governo, que tem vigência até fevereiro de 2015, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já está utilizando a tecnologia da Amazon para gerenciar e distribuir seu catálogo de livros didáticos digitais para professores do ensino médio de escolas públicas. Até o momento, mais de 40 milhões de títulos foram entregues.

Em 2012, o MEC anunciou a compra de cerca de 382 mil tablets voltados para esse público mediante um desembolso de 117 milhões de reais. Na época, as empresas nacionais Positivo e Digibrás venceram pregão eletrônico para fornecer os equipamentos, num processo do qual a Amazon não participou.

Atualmente, o tablet da companhia norte-americana, o Kindle Fire, não é vendido no Brasil - apenas os e-readers da marca são comercializados no país. No Congresso, tramita um projeto de lei para isentar equipamentos do tipo de impostos, para que passem a receber o mesmo tratamento dos livros de papel.

Segundo Szapiro, os e-readers poderiam ser de 40 a 50 por cento mais baratos sem a incidência de IPI, imposto de importação, ICMS e PIS/Cofins, desconto que a Amazon pretende repassar aos consumidores caso a companhia deixe de arcar com os encargos tributários. O Kindle é vendido no Brasil por 299 reais, com o modelo mais caro Paperwhite chegando a 699 reais.

Após pouco mais de um ano vendendo apenas livros digitais no país, a Amazon passou a ofertar o dispositivo eletrônico em seu site brasileiro no início de fevereiro.

via Reuters | Marcela Ayres; edição Juliana Schincariol

Unesco classifica manuscritos de Ernesto Nazareth como patrimônio cultural da humanidade

Decisão coloca obra do compositor brasileiro ao lado de criações como a 'Nona Sinfonia' de Beethoven e a 'Bíblia' de Gutenberg

Antonio Gonçalves Filho - O Estado de S. Paulo

O compositor Ernesto Nazareth - Reprodução

Os manuscritos de Ernesto Nazareth agora são patrimônio cultural da humanidade, integrando a categoria Memória do Mundo, da Unesco, à qual pertencem documentos raros e de grande importância, como a Bíblia de Gutenberg, a Nona Sinfonia de Beethoven, as partituras de Brahms e os textos filosóficos de Rousseau, além de outros manuscritos, negativos de filmes e registros discográficos históricos, totalizando 300 itens essenciais da produção cultural do mundo.

Os manuscritos já estão disponíveis em alta resolução no site da Biblioteca Nacional Digital. Além deles, o site Nazareth 150 anos, desenvolvido pelo Instituto Moreira Salles (IMS), traz a esperada pesquisa biográfica desenvolvida pelo especialista Luiz Antonio de Almeida, que passou 38 anos estudando a vida de Nazareth. Nos anos 1980, ele se aproximou de dois parentes do músico, tornando-se herdeiro do seu acervo, aos cuidados do IMS desde 2005.

O instituto promoveu uma ampla programação no ano passado para comemorar os 150 anos de nascimento de Ernesto Nazareth e realiza, na quinta-feira, no Rio, o evento Ernesto Nazareth 150+ 1, que inclui uma roda de choro nos jardins do IMS. O encontro musical faz uso de peças do repertório das 120 primeiras composições já catalogadas em seu site e disponíveis em dois volumes para download (o compositor deixou mais de 200 músicas). Ainda no dia 20 será lançada com exclusividade nesse mesmo site a citada biografia de Luiz Antonio de Almeida, que tem mais de 400 páginas e está editada de forma a facilitar a leitura por tópicos.

Outra novidade disponível a partir de quinta, no site do IMS, é a hemeroteca com 100 recortes de textos jornalísticos publicados até 1943, que inclui material da coleção particular do compositor, mantida pelo instituto, e a hemeroteca digital da Biblioteca Nacional. Entre os textos raros está uma reportagem sobre sua passagem pelo Teatro Municipal de São Paulo, em 1926, apresentado pelo escritor e também músico Mario de Andrade, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna. O site do IMs também publica agora o segundo volume das adaptações em formato de melodia e cifra de mais de 60 peças musicais de Nazareth.

Ernesto Nazareth foi um dos mais originais compositores brasileiros, nascido em 1863, no Rio. Filho de um despachante aduaneiro e de uma pianista amadora, começou a aprender música com a mãe, aos três anos. Após sua morte, o pai o proibiu de tocar, mas, escondido dele, continuou seus estudos e compôs sua primeira música aos 14 anos, a polca-lundu Você Bem Sabe. Foi em 1909 que Nazareth compôs seu maior sucesso, Odeon, cujo título faz referência ao cinema no qual Nazareth ganhava a vida acompanhando os filmes mudos lá exibidos. Ele morreu em 1934, afogado na represa próxima à Colônia Juliano Moreira, para tratamento de doentes mentais. 

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Ernesto Nazareth 150 Anos

Cravista lança portal sobre música erudita brasileira Rosana Lanzelotte

Portal disponibiliza partituras de músicas clássicas brasileiras


segunda-feira, 17 de março de 2014

Biblioteca digital do Senado: só Sarney por duas décadas

Material jornalístico dos anos 1970 até meados dos anos 1990 traz apenas reportagens que fazem referência ao político do Maranhão

Daniel Bramatti e João Domingos - O Estado de S.Paulo

A História é quase monotemática no acervo digital de jornais e revistas da Biblioteca do Senado. Quem pesquisar pela internet textos publicados em duas dezenas de órgãos de imprensa entre os anos 1970 e meados dos 1990 encontrará apenas e tão somente reportagens sobre um único político: José Sarney.

É como se, na avaliação do Senado, os fatos relativos ao maranhense fossem os únicos merecedores de atenção ao longo de mais de duas décadas. Os registros eletrônicos mostram que mais de 10 mil reportagens foram indexadas com o assunto "Sarney, José", e nada mais. Diversas imagens escaneadas dos recortes de jornais mostram o nome de Sarney como único termo sublinhado nos títulos das reportagens. O foco de quem organizou o arquivo foi a pessoa, não o contexto das notícias.

Quem navega pelos 10.677 textos encontra desde considerações de Sarney sobre política, diplomacia e economia até registros sobre a saúde da mãe dele, Dona Kiola. Também estão lá diversas referências a escândalos e denúncias no decorrer de sua trajetória política.

No pacote "Sarney, José" só não se encontram menções à Assembleia Constituinte de 1988. O motivo é a existência de outra coleção digital que concentra reportagens sobre a Carta Magna. Também nela, Sarney é a estrela: seu nome é citado em mais 19.847 textos - 58% dos quase 34 mil registros.

Informações de bastidores da biblioteca e da direção do Senado revelaram que foi Sarney, em sua primeira gestão como presidente da Casa, entre 2003 e 2005, quem deu a largada para a digitalização do noticiário referente à Constituinte e também de um projeto intitulado "Presidentes do Senado".

Encerrada a primeira tarefa, começou-se a produção do catálogo sobre os "Presidentes do Senado". Embora Sarney tenha sido o 62.º senador a ocupar o posto, o trabalho começou - e acabou - por ele. Renan Calheiros (PMDB-AL), seu sucessor, encerrou contratos com funcionários terceirizados e pôs fim ao projeto.