segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Com as próprias mãos
Aplicativos que usam os recursos de tablets e smartphones dão a qualquer pessoa a chance de fazer ciência em casa; veja alguns que selecionamos para despertar o cientista que há em você
Thiago Fernandes | Folha de S. Paulo
FAÇA VOCÊ MESMO
De planetário a jardim botânico portátil, estes aplicativos são indispensável para quem quer ir além dos livros
Leafsnap
Identifica espécies de árvores a partir de uma foto tirada como smartphone. O banco de dados ainda não é muito grande, contendo principalmente espécies norte-americanas
GRÁTIS
TreeSketch
Se não dá para encontrar todas as espécies no Leafsnap, você pode "construir" sua própria árvore virtual. No TreeSketch, é possível definir forma das folhas, o tipo de tronco e o padrão de crescimento do galhos
GRÁTIS
Pocket Universe
Usa a câmera e os sensores de orientação do aparelho para ajudar astrônomos amadores a encontrar os astros. Ao apontar o aparelho para o céu, é possível identificar centenas de corpos celestes
US$ 3
VideoScience
Traz uma coleção de vídeos de experiências de laboratório que podem ser reproduzidas em casa, priorizando materiais de baixo custo e fáceis de ser encontrados
GRÁTIS
CONECTE-SE
Para quem quer receber informações em primeira mão direto de cientistas e equipamentos de ponta, como as sondas da Nasa
Nasa
Tem vários aplicativos. O principal, chamado apenas Nasa, tem informações atualizadas sobre missões, projetos e outras iniciativas. Já o Nasa Visualization Explorer é focado em fotos e vídeos. Algumas iniciativas tem aplicativos específicos, como o GRAIL, que recentemente chegou à Lua
GRÁTIS
iNaturalist
Parte de um grande projeto de catalogação de espécies, permite a qualquer pessoa enviar fotos de seres vivos, que vão ajudar cientistas a entender melhor a distribuição das espécies pelo mundo
GRÁTIS
Exoplanet
Oferece contato direto à busca por planetas fora do sistema solar, avisando sempre que há novas descobertas. Traz detalhes sobre órbita, tamanho e localização de cada um deles
GRÁTIS
PARA SABER MAIS
Aplicativos que reúnem informações de referência sobre ciência, artigos e outros dados diretamente de universidades e laboratórios
Science Glossary
A interface é pobre, mas traz uma brangente glossário de termos científicos, fenômenos
naturais e personalidades históricas. Os termos são complementados com informações online GRÁTIS
PLoS Reader
Oferece acesso direto a milhares de artigos científicos publicados nas sete revistas acadêmicas do PLoS - Public LIbrary of Science, cujo objetivo é tornar de domínio público a literatura científica e médica
GRÁTIS
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
ONU lança banco de dados com casos bem sucedidos de sustentabilidade empresarial
O site da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) lançou na quinta-feira (26/1) um banco de dados com mais de 100 casos bem sucedidos de aumento dos lucros com uso mais eficiente de recursos.
“Ao mostrar as adaptações bem sucedidas do setor privado, nós buscamos ajudar comunidades e empresas a se tornarem mais resilientes quanto ao clima e a colocar os benefícios e o senso empresarial de adaptação na agenda do setor privado”, defendeu a Secretária Executiva da UNFCCC, Christiana Figueres.
Alguns exemplos de boas práticas são os esforços para tornar água potável; melhor segurança em países em desenvolvimento; os esforços para melhorar o rendimento de grãos de café em regiões que são particularmente vulneráveis às alterações climáticas; adoção de práticas e serviços não agressivos ao meio ambiente; e verificação climática de suprimentos das empresas.
Além disso, o novo banco de dados disponibiliza uma plataforma para mostrar casos bem sucedidos de parcerias público-privadas sobre sustentabilidade. O banco de dados é parte de um esforço mais amplo da UNFCCC após a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Durban, África do Sul, para priorizar os esforços de adaptação, bem como mitigação de desastres naturais.
Para conferir o banco de dados, clique aqui.
Fonte: ONU Brasil
Site Memória da Imprensa é reformulado
Serviço do Arquivo Público do Estado de São Paulo traz acervo digitalizado de revistas e jornais dos séculos 19 e 20 (reprodução)
Agência FAPESP – Para melhor divulgar seu acervo de jornais e revistas dos séculos 19 e 20, o Arquivo Público do Estado de São Paulo reformulou o site "Memória da Imprensa".
A página mostra a evolução da imprensa, especialmente a paulista, em pouco mais de um século. Para isso, os periódicos digitalizados foram divididos em diversas seções, como Cultura, Nacional, Gastronomia, Moda e Esportes.
A cada três meses será lançada uma nova edição que abordará notícias de uma época específica. Nesta primeira, o site mostra a cobertura sobre a Revolta da Chibata, a construção do Teatro Municipal de São Paulo e informações sobre a produção cafeeira paulista no início do século XX.
Traz ainda postais escritos à mão pelo poeta Olavo Bilac e publicados na revista A Lua, em 1910, e contos do escritor Eça de Queiroz publicados na revista Vida Moderna (1898). Ao clicar na notícia que lhe interessa, o internauta abre um arquivo com o periódico escolhido e busca a página em que a notícia foi publicada.
Outra novidade do site é a seção Colaborações, na qual serão publicados artigos sobre a História da Imprensa no Brasil, escritos por convidados. Esta primeira edição divulga o artigo “A Imprensa Oficial no Período Imperial na Província de São Paulo”, escrito por Julio Couto Filho, pesquisador e funcionário do Arquivo Público.
Entre os títulos digitalizados estão exemplares dos jornais Farol Paulistano (1829), Correio Paulistano (1867) e Jornal das Senhoras (1952) e das revistas Vida Paulista (1903), Moderna (1898), O Pharol (1908), Palco Ilustrado (1908) e Capital Paulista (1900).
A Hemeroteca do Arquivo Público é uma das maiores do Estado de São Paulo e possui atualmente 1.195 títulos de revistas e 1.369 títulos de jornais disponíveis para consulta. Além disso, o Arquivo Público é responsável, desde 2008, pela coleção de periódicos do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).
Mais informações: www.arquivoestado.sp.gov.br/memoriaimprensa.
Agência FAPESP – Para melhor divulgar seu acervo de jornais e revistas dos séculos 19 e 20, o Arquivo Público do Estado de São Paulo reformulou o site "Memória da Imprensa".
A página mostra a evolução da imprensa, especialmente a paulista, em pouco mais de um século. Para isso, os periódicos digitalizados foram divididos em diversas seções, como Cultura, Nacional, Gastronomia, Moda e Esportes.
A cada três meses será lançada uma nova edição que abordará notícias de uma época específica. Nesta primeira, o site mostra a cobertura sobre a Revolta da Chibata, a construção do Teatro Municipal de São Paulo e informações sobre a produção cafeeira paulista no início do século XX.
Traz ainda postais escritos à mão pelo poeta Olavo Bilac e publicados na revista A Lua, em 1910, e contos do escritor Eça de Queiroz publicados na revista Vida Moderna (1898). Ao clicar na notícia que lhe interessa, o internauta abre um arquivo com o periódico escolhido e busca a página em que a notícia foi publicada.
Outra novidade do site é a seção Colaborações, na qual serão publicados artigos sobre a História da Imprensa no Brasil, escritos por convidados. Esta primeira edição divulga o artigo “A Imprensa Oficial no Período Imperial na Província de São Paulo”, escrito por Julio Couto Filho, pesquisador e funcionário do Arquivo Público.
Entre os títulos digitalizados estão exemplares dos jornais Farol Paulistano (1829), Correio Paulistano (1867) e Jornal das Senhoras (1952) e das revistas Vida Paulista (1903), Moderna (1898), O Pharol (1908), Palco Ilustrado (1908) e Capital Paulista (1900).
A Hemeroteca do Arquivo Público é uma das maiores do Estado de São Paulo e possui atualmente 1.195 títulos de revistas e 1.369 títulos de jornais disponíveis para consulta. Além disso, o Arquivo Público é responsável, desde 2008, pela coleção de periódicos do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).
Mais informações: www.arquivoestado.sp.gov.br/memoriaimprensa.
Biblioteca de Brasília será 1ª do país com 100% de acervo digital, diz GDF
Governo espera que digitalização seja concluída até aniversário de Brasília. Parceria com ministério vai criar programa de registro digital.
Do G1 DF
A Biblioteca Nacional de Brasília, no Complexo Cultural da República, será a primeira do país a ter 100% do acervo digitalizado. Segundo o GDF, a digitalização deve ser concluída até o aniversário de Brasília, em 21 de abril, e todos os livros poderão ser consultados pela internet.
O GDF diz que deve assinar um acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) até o fim de fevereiro para possibilitar o desenvolvimento de um programa que registrará toda a obra da biblioteca em uma plataforma digital.
Atualmente, a Biblioteca Nacional recebe em média 470 visitantes por dia e tem 100 mil livros, dos quais 12 mil estão catalogados e devem ser digitalizados inicialmente. Eles estarão disponíveis em um site que ainda será criado.
A Biblioteca Nacional de Brasília fica ao lado do Museu da República, próximo à Rodoviária do Plano Piloto, na Esplanada dos Ministérios.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Pesquisa histórica na rede
Um manancial de fontes e estudos sobre pesquisas recentes em história no país. Isso é que se encontra nos anais eletrônicos do XXVI Simpósio Nacional da Anpuh (Associação Nacional de História), publicados recentemente na internet. O evento foi realizado no ano passado na Universidade de são Paulo e reuniu especialistas dos mais variados períodos períodos e temas. Todas as conferências e apresentações estão disponíveis agora na rede, na forma de arquivos consultáveis em formato PDF.
Os simpósios nacionais da Anpuh tornaram-se um referência do que há de mais recente nas descobertas e investigações históricas no Brasil. A entidade nascem em 1961, chamando-se Associação Nacional dos Professores Universitários de História. Ao longo dos anos, passou a agregar professores de ensino médio e fundamental, além de profissionais que atuam em arquivos e instituições de patrimônio e memória do páis. Desde 1993 chama-se Associação Nacional de História. Mas a sigla Anpuh foi mantida.
http://www.snh2011.anpuh.org/site/anaiscomplementares
Fonte: Graziella Beting - História Viva (Transcrição da edição n.100)
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Sair: Em livros e artigos, cresce no exterior o debate sobre os aspectos nocivos de viver o tempo todo conectado à internet
Nelson de Sá | Folha de S. Paulo
Há dois meses, falando a estudantes em Stanford, Mark Zuckerberg desabafou que, se voltasse no tempo para recomeçar o Facebook, ficaria em Boston, longe do Vale do Silício, dos fundos de "venture capital" e da "cultura de curto prazo". Ele tem um problema: a abertura de capital do Facebook se aproxima e a rede social dá sinais de, nos EUA, ter batido no teto.
As visitas cresceram 10% de outubro de 2010 ao mesmo mês de 2011, segundo a comScore, contra 56% de aumento no ano anterior.
Já se fala em "saturação social", como publicou o "New York Times". Segundo depoimento de David Carr, repórter e colunista da área cultural do "NYT", 2011 foi o primeiro ano em que ele viu sua produtividade cair por causa de seu consumo de mídia. E, para 2012, Carr diz estar diante da escolha entre cortar passeios de bicicleta ou "alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo".
Nas três primeiras semanas, nada. "Meu Twitter ainda está me comendo vivo, embora eu tenha tido certo sucesso em desligá-lo por um tempo", diz ele à Folha. "Na maior parte do tempo, porém, é como ter um cão amigável que quer ser sempre acariciado, levado para passear. Em outras palavras, continua me deixando louco."
MENOS INTERAÇÃO
Pouco a pouco, os americanos, bem como os europeus, restringem a interação on-line e se tornam "espectadores", segundo o relatório Adoção de Mídia Social em 2011, da Forrester Research. Só um terço dos americanos e europeus atualiza seus perfis em redes sociais, Twitter inclusive, toda semana.
Já nos emergentes, Brasil entre eles, dois terços dos internautas atualizam seus perfis semanalmente. Nos centros urbanos, três quartos.
O relatório visa ajudar em estratégias de negócios, alertando que "essas tendências apresentam um desafio para o Facebook, conforme se aproxima de seu IPO [oferta pública de ações]".
Aos estrategistas de marketing, Gina Sverdlov, da Forrester, escreve: "Se você tem como alvo usuários nos mercados ocidentais, priorize dar a eles conteúdo que possam simplesmente ler ou ver. Não espere muita interação dos consumidores ocidentais".
"SLOW" TUDO
A reação vai além das redes sociais. No final do ano, a revista "Travel + Leisure" publicou uma edição sobre "o futuro das viagens", ouvindo futuristas e proclamando que "o maior luxo do século 21 será escapar da rede" em "black hole resorts", refúgios buracos negros, com "total ausência de internet -até as paredes serão impenetráveis ao acesso sem fio".
Segundo Judith Kleine Holthaus, ex-Future Foundation, hoje responsável por estratégia e insight na McDonald's Corp., "sejam instalados no alto de montanhas ou em vilas exóticas, os buracos negros serão o ápice do movimento 'slow food' [a favor de produção camponesa], 'slow travel', 'slow' tudo -o máximo em se livrar de tudo".
Na mesma direção, espalham-se pela Ásia os centros de recuperação de viciados em internet. Na Coreia, já seriam 200. Na China, 300.
Ganham repercussão nos EUA os softwares criados por Fred Stutzman, da Universidade Carnegie Mellon, como o Freedom, um "software de produtividade" que restringe o acesso à web por um determinado número de horas.
ATAQUES À WEB
E no último ano e meio acumularam-se os livros com questionamentos aos efeitos da internet: ela mina a criatividade, escreve Jaron Lanier em "Gadget - Você Não É um Aplicativo" (ed. Saraiva); sufoca os momentos de quietude, segundo "Hamlet's Blackberry", de William Powers, inédito no Brasil; e afasta as pessoas com ferramentas que serviriam para aproximá-las, segundo "Alone Together", de Sherry Turkle, do MIT, também inédito por aqui.
O porta-bandeira nas críticas é Nicholas Carr, autor três anos atrás de um artigo de grande repercussão na revista "Atlantic", "Is Google Making Us Stoopid?" ("O Google está nos tornando burros?"), com argumentos que depois ampliou em "A Geração Artificial" (ed. Agir). Dele, na edição mais recente: "O que são os smartphones senão coleiras high-tech?".
FRASES
"Alguns desses hábitos digitais estão me comendo vivo"
DAVID CARR
repórter e colunista do "New York Times", sobre seu consumo de mídia
"O que são os smartphones senão coleiras high-tech?"
NICHOLAS CARR
autor de "A Geração Artificial" (ed. Agir)
Site traz banco de imagens sobre arte ocidental
A internet tem hoje uma proliferação de enciclopédias colaborativas, com informações nem sempre confiáveis ou com as fontes e referências necessárias. O site MARE (Museu de Arte para a Pesquisa e a Educação) pretende funcionar como um museu virtual ou uma enciclopédia de artes, por imagens.
Trata-se de um banco interativo de imagens e textos sobre os temas representados na arte ocidental desde a Antiguidade. O projeto já tem mais de um ano de funcionamento e reúne, atualmente, mais de 1.140 imagens. Todas as vertentes da história da arte estão representadas, como explica o coordenador do projeto, Luiz Marques, professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O acervo reúne mapas, plantas arquitetônicas, esculturas, pinturas, gravuras, desenhos, objetos de artes decorativas etc. Além da reprodução, o site traz uma ficha catalográfica da obra, um verbete explicativo, indicação bibliográfica e, em alguns casos, também um texto ensaístico. "Nossa meta estratégica é criar uma ferramenta concreta de subsídio e de intervenção na cultura visual, histórica e científica do páis", explica Marques.
http://wwww.mare.art.br
Fonte: Graziella Beting - História Viva (Transcrição da edição n. 100)
domingo, 22 de janeiro de 2012
Patrimônio: Viagem panorâmica pelo patrimônio nacional
Com os recursos oferecidos pela tecnologia digital e pela internet, dois historiadores e uma fotógrafa lançaram um projeto ambicioso: criar um site para documentar o patrimônio histórico, arqueológico, arquitetônico, paisagístico, artístico, turístico e ambiental brasileiro em 360 graus.
A ideia é registrar os sítios em imagens panorâmicas. A fotografia em 360 x 180 graus permite ao internauta fazer uma visita ao local e navegar pela tela do computador tendo a visão, para cima e para os lados, do ângulo que teria caso estivesse realmente lá.
A exemplo de outros sites estrangeiros que já oferecem imagens desse tipo, Rafael e Marília Vasconcellos e Mirza Pellicciotta, decidiram investir na divulgação do patrimônio nacional. O site já conta com vistas panorâmicas de locais como o Parque Nacional das Sete Cidades e da Serra da Capivara (Piauí), o Mosteiro de São Bento (Salvador), a praça de São Francisco (Sergipe), o edifício Martinelli (São Paulo) e casa-grande e a tulha de uma fazenda em Campinas. Todos são tombados, seja no âmbito mundial, nacional, estadual ou municipal. As imagens podem ser acessadas em www.hzoom.com.br e são acompanhadas de textos explicativos.
Fonte: Grazilla Beting - História Viva (Transcrito da edição n. 100)
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Digitalização: Novidades no Portal A França no Brasil
As Bibliotecas Nacionais da França e Brasil assinaram, nesta semana, acordo de cooperação para desenvolvimento de novos conteúdos no portal A França no Brasil. Galeno Amorim e Bruno Racine, presidentes das instituições brasileira e francesa, respectivamente, celebraram o acordo, durante visita de Galeno à França. O acordo prevê inclusão de textos inéditos e de coleções históricas a partir do século 16, para acesso gratuito na página. Com a parceria, mais de 1.300 manuscritos, mapas, desenhos, fotografias e outros impressos, em português e francês, serão publicados no portal.
Fonte: BN
Livro e site resgatam a história da divulgação científica brasileira
Versão digital da obra que narra a rotina de produção do antigo suplemento de ciência do Jornal do Commercio já está disponível
Agência FAPESP – A versão digital do livro Um gesto ameno para acordar o país – A ciência no Jornal do Commercio (1958-1962) já está disponível no site www.museudavida.fiocruz.br/
A obra de 74 páginas relembra a história da seção dominical de ciência do jornal carioca, criada em 1958. De sua equipe, participou o então estudante Leopoldo de Meis, hoje cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O livro foi organizado pelo próprio Meis, em parceria com as jornalistas Luisa Massarani e Claudia Jurberg. O time localizou a coleção quase completa do suplemento de ciência. O último exemplar encontrado foi de 12 de agosto de 1962.
Cinco textos integram a publicação. O primeiro, de Maurício Dinepi, diretor-presidente do Jornal do Commercio, traz um histórico do periódico. Em seguida, Meis conta detalhes da rotina de produção do suplemento em entrevista a Marina Verjovsky e Claudia Jurberg.
Bernardo Esteves enumera algumas das iniciativas de divulgação científica de que se tem notícia na imprensa brasileira entre a segunda metade da década de 1940 e o início dos anos 1960, com destaque para o suplemento dominical Ciência para Todos, publicado no jornal carioca A Manhã entre 1948 e 1953.
Ildeu de Castro Moreira e Luisa Massarani, por sua vez, analisam a página dominical do Jornal do Commercio à luz do contexto político da época. Marina Verjovsky, Tainá Rêgo e Claudia Jurberg dedicam-se a analisar todas as notícias de saúde publicadas pelo periódico nesse período.
No evento de lançamento do livro, realizado em novembro, também foi divulgado o site Brasiliana, que busca reconstruir a história da divulgação científica no Brasil e reunir as diversas iniciativas nesse campo desde o século 19 até os dias de hoje.
Agência FAPESP – A versão digital do livro Um gesto ameno para acordar o país – A ciência no Jornal do Commercio (1958-1962) já está disponível no site www.museudavida.fiocruz.br/
A obra de 74 páginas relembra a história da seção dominical de ciência do jornal carioca, criada em 1958. De sua equipe, participou o então estudante Leopoldo de Meis, hoje cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O livro foi organizado pelo próprio Meis, em parceria com as jornalistas Luisa Massarani e Claudia Jurberg. O time localizou a coleção quase completa do suplemento de ciência. O último exemplar encontrado foi de 12 de agosto de 1962.
Cinco textos integram a publicação. O primeiro, de Maurício Dinepi, diretor-presidente do Jornal do Commercio, traz um histórico do periódico. Em seguida, Meis conta detalhes da rotina de produção do suplemento em entrevista a Marina Verjovsky e Claudia Jurberg.
Bernardo Esteves enumera algumas das iniciativas de divulgação científica de que se tem notícia na imprensa brasileira entre a segunda metade da década de 1940 e o início dos anos 1960, com destaque para o suplemento dominical Ciência para Todos, publicado no jornal carioca A Manhã entre 1948 e 1953.
Ildeu de Castro Moreira e Luisa Massarani, por sua vez, analisam a página dominical do Jornal do Commercio à luz do contexto político da época. Marina Verjovsky, Tainá Rêgo e Claudia Jurberg dedicam-se a analisar todas as notícias de saúde publicadas pelo periódico nesse período.
No evento de lançamento do livro, realizado em novembro, também foi divulgado o site Brasiliana, que busca reconstruir a história da divulgação científica no Brasil e reunir as diversas iniciativas nesse campo desde o século 19 até os dias de hoje.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Leitores não acreditam que e-books superem os livros
Editores e organizadores de feiras de livros pelo mundo acreditam que e-books (livros eletrônicos) devem superar os livros até 2018. Apesar da aposta, não se acredita no fim definitivo do livro em papel. Afinal, sempre haverá leitores que jamais vão se desfazer do habito de folhear as paginas do seu livro favorito.
Trazendo a discussão para o blog, o Cidadão Repórter, por meio de uma enquete no portal A TARDE On Line, perguntou aos leitores: Você acredita que os e-books (livros digitais) irão superar os livros?
os 331 votos recebidos, 75,23% deles disseram que não, pois nada supera o prazer de folhear um livro. Já 13,6% concordam e acreditam que ascensão dos e-books é uma consequência da era digital. Outros 11,18% acham que pode ser que os e-books superem os livros, pois é uma maneira mais rápida e cômoda de ler.
Fonte: A Tarde Online
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Espanha lança base de dados inédita sobre arte românica
A fundação espanhola Santa María la Real deu a conhecer esta semana aquele que pretende ser o maior portal online do mundo sobre a arte românica, que reinou na Europa entre os séculos XI e XIII. Nesta fase inicial, estão disponíveis dados e fotografias de 4000 monumentos de Espanha e Portugal.
A Sé de Braga é um dos monumentos românicos portugueses (Paulo Ricca)
Os monumentos românicos da Península Ibérica, a sua história e os detalhes, a localização e os mapas, estão agora catalogados e disponíveis no site Románico Digital, que conta neste momento com 60 mil fotografias e informações de 4000 monumentos, dos quais 380 estão em Portugal. No prazo máximo de três anos, o objetivo é alcançar os 9000 monumentos e disponibilizar mais de 330 mil imagens de alta resolução.
Uma iniciativa da Fundação Santa María la Real, instituição de referência no âmbito da restauração da arte românica, o projeto foi apresentado na terça-feira pelo presidente da Fundação, José María Pérez González, que ambiciona alcançar o título do maior portal do mundo dedicado à arte românica.
Depois de completa a base de dados ibérica, a ideia é que o projeto se alargue a Itália e França, dois países europeus que têm inúmeros exemplares de arte românica e que carecem também de catalogação. “Na Internet está tudo: o bom e o mau. Há muita informação mas é preciso questionarmo-nos se há muito conhecimento”, disse Jaime Nuño, director do Centro de Estudos do Românico, citado pelo El País, na apresentação .
O site oferece diferentes tipos de pesquisa (nome, localidade, país, etc), permitindo que o utilizador acesso a dados sobre a história e as características arquitetônicas dos vários tipos de monumentos e vestígios, assim como a mapas com as coordenadas exactas, bem como várias imagens. Há ainda a possibilidade de aceder a textos de historiadores, especialistas e investigadores da arte românica.
Románico Digital é o resultado de um trabalho feito, majoritariamente por licenciados na área, ao longo dos últimos 15 anos. Como explicou José María Pérez González, tudo começou com o desejo de criar uma Enciclopédia do Românico, “uma verdadeira bíblia”. O trabalhou possibilitou ainda a publicação em papel destes resultados, divididos em 38 volumes.
Com o site agora aberto ao público, de registo gratuito, a Fundação Santa María la Real pretende ainda alertar para o perigo de degradação destes monumentos, apelando a um maior cuidado e atenção de todos e permitindo consequentemente um estudo maior deste estilo arquitetônico.
Fonte: Público - Portugal
A Sé de Braga é um dos monumentos românicos portugueses (Paulo Ricca)
Os monumentos românicos da Península Ibérica, a sua história e os detalhes, a localização e os mapas, estão agora catalogados e disponíveis no site Románico Digital, que conta neste momento com 60 mil fotografias e informações de 4000 monumentos, dos quais 380 estão em Portugal. No prazo máximo de três anos, o objetivo é alcançar os 9000 monumentos e disponibilizar mais de 330 mil imagens de alta resolução.
Uma iniciativa da Fundação Santa María la Real, instituição de referência no âmbito da restauração da arte românica, o projeto foi apresentado na terça-feira pelo presidente da Fundação, José María Pérez González, que ambiciona alcançar o título do maior portal do mundo dedicado à arte românica.
Depois de completa a base de dados ibérica, a ideia é que o projeto se alargue a Itália e França, dois países europeus que têm inúmeros exemplares de arte românica e que carecem também de catalogação. “Na Internet está tudo: o bom e o mau. Há muita informação mas é preciso questionarmo-nos se há muito conhecimento”, disse Jaime Nuño, director do Centro de Estudos do Românico, citado pelo El País, na apresentação .
O site oferece diferentes tipos de pesquisa (nome, localidade, país, etc), permitindo que o utilizador acesso a dados sobre a história e as características arquitetônicas dos vários tipos de monumentos e vestígios, assim como a mapas com as coordenadas exactas, bem como várias imagens. Há ainda a possibilidade de aceder a textos de historiadores, especialistas e investigadores da arte românica.
Románico Digital é o resultado de um trabalho feito, majoritariamente por licenciados na área, ao longo dos últimos 15 anos. Como explicou José María Pérez González, tudo começou com o desejo de criar uma Enciclopédia do Românico, “uma verdadeira bíblia”. O trabalhou possibilitou ainda a publicação em papel destes resultados, divididos em 38 volumes.
Com o site agora aberto ao público, de registo gratuito, a Fundação Santa María la Real pretende ainda alertar para o perigo de degradação destes monumentos, apelando a um maior cuidado e atenção de todos e permitindo consequentemente um estudo maior deste estilo arquitetônico.
Fonte: Público - Portugal
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Universidade alemã cria portal sobre Alzheimer
Uma equipe de engenheiros e cientistas da Universidade alemã de Siegen desenvolveu um portal destinado aos doentes de Alzheimer e aos seus familiares.
O objetivo deste portal é funcionar como meio de disseminação de informação sobre a doença, desde os sintomas que podem levar à sua detecção até aos tratamentos disponíveis. Uma outra componente do site é a possibilidade de partilha de experiência, tanto entre os doentes como entre os familiares destes entre si.
Através do site é ainda possível entrar em contacto com profissionais de saúde para tirar dúvidas ou pedir aconselhamento.
Segundo Madjid Fathi, Diretor do Instituto de Sistemas baseados no Conhecimento, do Departamento de Engenharia Electrónica e de Ciências da Computação, da Universidade de Siegen, é importante que os pacientes com esta doença tenham um rápido acesso à informação uma vez que isso «pode levar a uma busca mais rápida de tratamento, o que reduz o sofrimento dos doentes e leva, no final, a uma redução de custos para o próprio sistema de saúde».
Fonte: iGOV - Portugal
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Fórum na Grécia debate os desafios das universidades
Instituições de países ricos enfrentam problemas com fraudes e plágios; emergentes tentam subir em rankings
Nações atingidas em cheio pela crise econômica têm de lidar com corte no orçamento para pesquisa
Sabine Righetti
Enviada especial a Rodes
Folha de S. Paulo
Quem caminha por entre as salas com paredes pichadas e tinta descascando da Universidade de Aegean, em Rodes (Grécia), não consegue pensar em muita coisa além de falta de infraestrutura.
Mas foram essas salas que serviram de palco para o 5º Fórum Internacional de Universidades, um dos principais encontros mundiais na área, na semana passada.
O evento debate os principais temas do ensino superior da atualidade, que vão de ética científica a indicadores de produção acadêmica.
Neste ano, o fato de a conferência acontecer justamente na Grécia, país que está afundando em uma crise econômica, trouxe um tempero amargo à discussão.
Quase não havia especialistas gregos entre os cerca de 70 participantes de todo o mundo. "Não temos recursos. Os professores e o pessoal de apoio estão sendo mandados embora. Ninguém está seguro", disse Chryssi Vitsilaki, da Universidade Aegean.
De acordo com Vitsilaki, o país já cortou cerca de 40% do orçamento de ciência e do ensino superior desde o começo da crise grega, que entra no seu quinto aniversário. A maior parte dos cortes acontece nos salários.
Por causa disso, o sistema de ensino superior grego -tão elogiado pela alta participação de estudantes estrangeiros (cerca de 20% no total de matriculados) e por incluir quase a totalidade da população de 18 a 24 anos- beira um verdadeiro colapso.
Diante de relatos nos jornais locais de crianças desmaiando de fome nas escolas e do aumento da taxa de alcoolismo, o debate sobre "a universidade do século 21" pareceu supérfluo.
"Mas as universidades não podem ser um oásis. Precisamos reorganizá-las de maneira que estejam conectadas aos problemas locais", disse Antonio Nóvoa, presidente da Universidade de Lisboa.
As palavras do português deram um certo sentido ao debate conduzido no cenário da crise grega. Mas a desigualdade nas preocupações de cada país sobre ensino superior foi evidente.
ÉTICA E VISIBILIDADE
Os participantes dos EUA mergulharam nas discussões sobre ética na pesquisa científica -tema que ganhou força no Brasil em 2011, quando casos de fraude pipocaram em grandes universidades.
O que se discute é se a ética científica deve ser ensinada. Para Michael Friedman, da Universidade de Michigan, a ética deve ser uma disciplina obrigatória.
Já os representantes da China e da Índia se mostraram mais preocupados com os indicadores de produção das universidades, que servem para classificá-las em rankings internacionais.
Os indianos ainda não têm instituições na principal listagem universitária, a britânica Times Higher Education.
"Não estamos entre os melhores porque nossas universidades são ruins", conformou-se M. Rawat, da Universidade de Delhi.
Mas a China já tem instituições entre as 50 melhores do mundo e quer subir mais (do Brasil, só a USP aparece entre as 200 principais).
A estratégia chinesa é aumentar o número de pesquisas feitas em parceria internacional, o que dá mais visibilidade aos trabalhos e rende pontos nas classificações.
Nações atingidas em cheio pela crise econômica têm de lidar com corte no orçamento para pesquisa
Sabine Righetti
Enviada especial a Rodes
Folha de S. Paulo
Quem caminha por entre as salas com paredes pichadas e tinta descascando da Universidade de Aegean, em Rodes (Grécia), não consegue pensar em muita coisa além de falta de infraestrutura.
Mas foram essas salas que serviram de palco para o 5º Fórum Internacional de Universidades, um dos principais encontros mundiais na área, na semana passada.
O evento debate os principais temas do ensino superior da atualidade, que vão de ética científica a indicadores de produção acadêmica.
Neste ano, o fato de a conferência acontecer justamente na Grécia, país que está afundando em uma crise econômica, trouxe um tempero amargo à discussão.
Quase não havia especialistas gregos entre os cerca de 70 participantes de todo o mundo. "Não temos recursos. Os professores e o pessoal de apoio estão sendo mandados embora. Ninguém está seguro", disse Chryssi Vitsilaki, da Universidade Aegean.
De acordo com Vitsilaki, o país já cortou cerca de 40% do orçamento de ciência e do ensino superior desde o começo da crise grega, que entra no seu quinto aniversário. A maior parte dos cortes acontece nos salários.
Por causa disso, o sistema de ensino superior grego -tão elogiado pela alta participação de estudantes estrangeiros (cerca de 20% no total de matriculados) e por incluir quase a totalidade da população de 18 a 24 anos- beira um verdadeiro colapso.
Diante de relatos nos jornais locais de crianças desmaiando de fome nas escolas e do aumento da taxa de alcoolismo, o debate sobre "a universidade do século 21" pareceu supérfluo.
"Mas as universidades não podem ser um oásis. Precisamos reorganizá-las de maneira que estejam conectadas aos problemas locais", disse Antonio Nóvoa, presidente da Universidade de Lisboa.
As palavras do português deram um certo sentido ao debate conduzido no cenário da crise grega. Mas a desigualdade nas preocupações de cada país sobre ensino superior foi evidente.
ÉTICA E VISIBILIDADE
Os participantes dos EUA mergulharam nas discussões sobre ética na pesquisa científica -tema que ganhou força no Brasil em 2011, quando casos de fraude pipocaram em grandes universidades.
O que se discute é se a ética científica deve ser ensinada. Para Michael Friedman, da Universidade de Michigan, a ética deve ser uma disciplina obrigatória.
Já os representantes da China e da Índia se mostraram mais preocupados com os indicadores de produção das universidades, que servem para classificá-las em rankings internacionais.
Os indianos ainda não têm instituições na principal listagem universitária, a britânica Times Higher Education.
"Não estamos entre os melhores porque nossas universidades são ruins", conformou-se M. Rawat, da Universidade de Delhi.
Mas a China já tem instituições entre as 50 melhores do mundo e quer subir mais (do Brasil, só a USP aparece entre as 200 principais).
A estratégia chinesa é aumentar o número de pesquisas feitas em parceria internacional, o que dá mais visibilidade aos trabalhos e rende pontos nas classificações.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Rede social para cientistas tem mais de 1 milhão de usuários
Plataforma na internet criada para facilitar a troca de experiências entre pesquisadores tem cerca de 35 mil brasileiros
Agência FAPESP – Mais de 1,3 milhão de pesquisadores de diversos países – 35 mil só do Brasil – já se inscreveram na plataforma ResearchGate, uma espécie de Facebook dos cientistas. A proposta da rede social é facilitar a comunicação e a troca de experiências entre pessoas que atuam na mesma área de investigação.
Como outras redes, o ResearchGate conta com diversos grupos de discussão, nos quais os membros podem fazer e responder perguntas. Mas, diferentemente de outros sites do gênero, os perfis dos participantes são estruturados como se fossem um currículo científico, o que facilita a busca de usuários por área de atuação.
Além disso, os pesquisadores podem incluir um índice com suas publicações e um blog pessoal. Um calendário informa os participantes sobre eventos científicos em todo o mundo e uma bolsa de empregos oferece mais de 13 mil vagas nas diversas áreas da ciência.
A plataforma é gratuita e foi criada em 2008 pelo médico alemão Ijad Madisch, graduado em Hannover e pós-graduado em Harvard. Ele conta que teve a ideia quando fazia a pós nos Estados Unidos e deparou com um problema para o qual não achava resposta.
Madisch conheceu um colega que pesquisava o mesmo assunto e tentou manter contato com ele pela internet, mas sentiu que faltava uma ferramenta adequada para isso.
“Grande parte dos recursos gastos em uma pesquisa acaba cobrindo experiências malsucedidas, que não ganham espaço nas publicações”, disse.
Com o ResearchGate, segundo Madisch, os cientistas podem receber informações sobre os trabalhos de colegas do mundo inteiro, inclusive sobre as experiências que não deram certo. Isso evitaria repetir o que já se mostrou falho.
De acordo com os administradores do site, 30 brasileiros, em média, se registram diariamente.
Mais informações: www.researchgate.net
Agência FAPESP – Mais de 1,3 milhão de pesquisadores de diversos países – 35 mil só do Brasil – já se inscreveram na plataforma ResearchGate, uma espécie de Facebook dos cientistas. A proposta da rede social é facilitar a comunicação e a troca de experiências entre pessoas que atuam na mesma área de investigação.
Como outras redes, o ResearchGate conta com diversos grupos de discussão, nos quais os membros podem fazer e responder perguntas. Mas, diferentemente de outros sites do gênero, os perfis dos participantes são estruturados como se fossem um currículo científico, o que facilita a busca de usuários por área de atuação.
Além disso, os pesquisadores podem incluir um índice com suas publicações e um blog pessoal. Um calendário informa os participantes sobre eventos científicos em todo o mundo e uma bolsa de empregos oferece mais de 13 mil vagas nas diversas áreas da ciência.
A plataforma é gratuita e foi criada em 2008 pelo médico alemão Ijad Madisch, graduado em Hannover e pós-graduado em Harvard. Ele conta que teve a ideia quando fazia a pós nos Estados Unidos e deparou com um problema para o qual não achava resposta.
Madisch conheceu um colega que pesquisava o mesmo assunto e tentou manter contato com ele pela internet, mas sentiu que faltava uma ferramenta adequada para isso.
“Grande parte dos recursos gastos em uma pesquisa acaba cobrindo experiências malsucedidas, que não ganham espaço nas publicações”, disse.
Com o ResearchGate, segundo Madisch, os cientistas podem receber informações sobre os trabalhos de colegas do mundo inteiro, inclusive sobre as experiências que não deram certo. Isso evitaria repetir o que já se mostrou falho.
De acordo com os administradores do site, 30 brasileiros, em média, se registram diariamente.
Mais informações: www.researchgate.net
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Banco de dados de animais mumificados
Animalmummies.net é um banco de dados pesquisável de antigos animais mumificados no Egito. A prática de mumificação de animais era comum para oferendas em templos de deuses associados aos animais. Alguns eram feitos de maneira extravagante, com decorações e embalagens coloridas para serem vendidos a preços elevados nos templos.
Durantes diversas escavações no Egito, múmias de animais foram exumadas e descartasdas. Poucos exemplares foram salvos e envidos a museus. Múmias de animais podem fornecer informações importantes sobre a vida e a religião dos antigos egípcios durante um período crucial em sua História e merecem ser estudados em profundidade.
O site foi criado como um recurso para estudiosos e ao público interessado na esperança de que ele pode se tornar um projeto colaborativo para ajudar a reunir informações sobre múmias de animais.
As buscas podem ser feitas em qualquer um dos campos descritivos, bem como pesquisas avançadas, que combinam dois ou mais campos. Há também um modo de pesquisa que lista múmias por tipo de animal.
Nara Leão ganha acervo digital
Família da cantora reúne em site músicas, fotos e documentos da cantora. Se estivesse viva, Nara completaria 70 anos neste mês de janeiro
Danillo Casaletti / Época
A internet é a vilã e a mocinha dos artistas. Se por um lado a rede facilita a pirataria – pela qual cantores, compositores e músicos são lesados em seus direitos autorais-, por outro ela ajuda a manter viva e a divulgar a obra de um artista, por meio de fotos, vídeos, áudios, páginas informativas e troca de mensagens entre fãs. E contribui também cada vez mais para a venda de músicas.
No ano em que Nara Leão completaria 70 anos de idade (dia 19 de janeiro) e depois de 23 anos de sua morte, a família decidiu ‘oficializar’ as buscas pela cantora em um site oficial. A filha da cantora, a cineasta Isabel Diegues, afirma que o site começou a ser elaborado há três anos. “Queríamos reunir as informações sobre a carreira dela, mostrar às pessoas o que ela cantava e pensava”, diz Isabel que é filha de Nara com o cineasta Cacá Diegues. Além de Isabel, a cantora também é mãe do produtor Francisco Diegues.
O site naraleao.com.br reúne fotos, discografia e documentos da cantora. O leitor, ao navegar pelos discos que Nara lançou (foram 23), vai poder escutar todas as faixas gravadas por ela. Há coisas bastante interessantes, como, por exemplo, uma versão em espanhol de “Carcará”, sucesso do início da carreira de Nara, que entra como extra do disco O canto livre de Nara Leão, de 1965. Outra faixa curiosa é uma versão de “Bloco do Prazer”, conhecida na voz de Gal Costa, que na versão de Nara, no disco Romance Popular (1981) ganhou ares de forró.
A única música que ficou de fora foi “E que tudo mais vai pro inferno”, gravada por Nara em um disco dedicado ao repertório de Roberto e Erasmo Carlos. Como é sabido, Roberto, a partir da década de 1980, passou a implicar com a canção, sucesso dele na Jovem Guarda, parou de cantá-la e decidiu não autorizar mais gravações e reedições da música. Uma besteira. Nesse caso vale recorrer à “busca informal” e encontrar o arquivo na internet para conhecer a versão de Nara para a “música maldita”.
Para Isabel Diegues, Nara ficou marcada pela visão limitada de ‘musa da bossa nova’, estilo que abraçou no início de carreira. “É muito carinhoso, claro, mas a Nara foi mais que isso. Acho que esse site é um ponto de referência para quem quer conhecer as outras faces do trabalho dela”, diz Isabel.
De fato, Nara, que nasceu em Vitória (ES) e foi criada no Rio, apesar de ter cantado e ‘abrigado’ os músicos e compositores da Bossa Nova – que se reuniam em seu apartamento em Copacabana para ensaiar e fazer música – sempre olhou para o outro lado da cidade e, logo em seus primeiros discos, deu espaço aos sambas feitos nos morros cariocas. São de 1965 sucessos como “Opinião” e “Acender as velas”, ambas de Zé Kéti.
Em 1966, conseguiu um grande sucesso popular ao interpretar “A banda”, composição do então novato Chico Buarque, que se tornou um dos seus compositores prediletos. Ao longo de sua carreira, gravou nomes como Tom Jobim, Vinícius Moraes, Fagner, Fausto Nilo, Nelson Sargento, Francis Hime, João Donato e Paulinho da Viola. Nara morreu em 1989, aos 47 anos, vítima de câncer no cérebro.
Danillo Casaletti / Época
A internet é a vilã e a mocinha dos artistas. Se por um lado a rede facilita a pirataria – pela qual cantores, compositores e músicos são lesados em seus direitos autorais-, por outro ela ajuda a manter viva e a divulgar a obra de um artista, por meio de fotos, vídeos, áudios, páginas informativas e troca de mensagens entre fãs. E contribui também cada vez mais para a venda de músicas.
No ano em que Nara Leão completaria 70 anos de idade (dia 19 de janeiro) e depois de 23 anos de sua morte, a família decidiu ‘oficializar’ as buscas pela cantora em um site oficial. A filha da cantora, a cineasta Isabel Diegues, afirma que o site começou a ser elaborado há três anos. “Queríamos reunir as informações sobre a carreira dela, mostrar às pessoas o que ela cantava e pensava”, diz Isabel que é filha de Nara com o cineasta Cacá Diegues. Além de Isabel, a cantora também é mãe do produtor Francisco Diegues.
O site naraleao.com.br reúne fotos, discografia e documentos da cantora. O leitor, ao navegar pelos discos que Nara lançou (foram 23), vai poder escutar todas as faixas gravadas por ela. Há coisas bastante interessantes, como, por exemplo, uma versão em espanhol de “Carcará”, sucesso do início da carreira de Nara, que entra como extra do disco O canto livre de Nara Leão, de 1965. Outra faixa curiosa é uma versão de “Bloco do Prazer”, conhecida na voz de Gal Costa, que na versão de Nara, no disco Romance Popular (1981) ganhou ares de forró.
A única música que ficou de fora foi “E que tudo mais vai pro inferno”, gravada por Nara em um disco dedicado ao repertório de Roberto e Erasmo Carlos. Como é sabido, Roberto, a partir da década de 1980, passou a implicar com a canção, sucesso dele na Jovem Guarda, parou de cantá-la e decidiu não autorizar mais gravações e reedições da música. Uma besteira. Nesse caso vale recorrer à “busca informal” e encontrar o arquivo na internet para conhecer a versão de Nara para a “música maldita”.
Para Isabel Diegues, Nara ficou marcada pela visão limitada de ‘musa da bossa nova’, estilo que abraçou no início de carreira. “É muito carinhoso, claro, mas a Nara foi mais que isso. Acho que esse site é um ponto de referência para quem quer conhecer as outras faces do trabalho dela”, diz Isabel.
De fato, Nara, que nasceu em Vitória (ES) e foi criada no Rio, apesar de ter cantado e ‘abrigado’ os músicos e compositores da Bossa Nova – que se reuniam em seu apartamento em Copacabana para ensaiar e fazer música – sempre olhou para o outro lado da cidade e, logo em seus primeiros discos, deu espaço aos sambas feitos nos morros cariocas. São de 1965 sucessos como “Opinião” e “Acender as velas”, ambas de Zé Kéti.
Em 1966, conseguiu um grande sucesso popular ao interpretar “A banda”, composição do então novato Chico Buarque, que se tornou um dos seus compositores prediletos. Ao longo de sua carreira, gravou nomes como Tom Jobim, Vinícius Moraes, Fagner, Fausto Nilo, Nelson Sargento, Francis Hime, João Donato e Paulinho da Viola. Nara morreu em 1989, aos 47 anos, vítima de câncer no cérebro.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Twitter: mudança na busca do Google é ruim para a internet
Buscador mostrará resultados de pessoas que o usuário pode seguir no Google+
Foto: Divulgação
O Twitter mostrou "preocupação" com o novo recurso do Google que adiciona resultados com informações pessoais no buscador lançado nesta terça-feira. Em nota, a rede de microblogs afirmou que está preocupada que fique mais difícil encontrar a informação na internet com a alteração do buscador. "Achamos que é ruim para as pessoas, editoras, empresas jornalísticas e usuários do Twitter", afirmou a companhia. As informações são do site .
O Google anunciou nesta terça-feira uma atualização do buscador para incluir resultados com informações pessoais nas respostas às consultas realizadas pelos usuários. A ferramenta Search Plus Your World, de uso opcional, estará disponível de forma progressiva para internautas com contas Google que fizerem buscas em inglês. Ela poderá ser ativada e desativada através de um ícone situado no canto direito da tela.
O Twitter, porém, afirma que "durante anos, as pessoas têm contado com o Google para oferecer os resultados mais relevantes a qualquer hora que eles queiram encontrar algo na internet" e o "Twitter tem emergido como uma fonte vital de informações em tempo real". Para a rede de microblogs, como os usuários buscam na maioria das vezes eventos mundiais e notícias de última hora, "as contas de Twitter e os tweets são muitas vezes os resultados mais relevantes". Esses resultados, se o novo recurso do Google estiver ativado, vão priorizar resultados do Google+.
O conselheiro-geral do Twitter Alex Macgillivray, que já trabalhou no Google, afirmou por seu perfil na rede social que hoje foi "um dia ruim para a internet". "Posso imaginar o dissenso no Google pela pesquisa ser distorcida dessa forma", afirmou.
O novo sistema busca promover o Google+ (rede social do Google) no dia a dia dos milhões de usuários do buscador. A medida foi entendida pelos analistas como uma nova tentativa da empresa de conquistar terreno dominado pelo Facebook. Os resultados de consultas no modo Search Plus Your World refletirão informações sobre o usuário, como fotografias e publicações feitas no Google+ relativas à busca, além de sugerir pessoas e páginas para seguir na rede social.
Fonte: Terra
+ Google lança busca que compreende pessoas e suas relações
Foto: Divulgação
O Twitter mostrou "preocupação" com o novo recurso do Google que adiciona resultados com informações pessoais no buscador lançado nesta terça-feira. Em nota, a rede de microblogs afirmou que está preocupada que fique mais difícil encontrar a informação na internet com a alteração do buscador. "Achamos que é ruim para as pessoas, editoras, empresas jornalísticas e usuários do Twitter", afirmou a companhia. As informações são do site .
O Google anunciou nesta terça-feira uma atualização do buscador para incluir resultados com informações pessoais nas respostas às consultas realizadas pelos usuários. A ferramenta Search Plus Your World, de uso opcional, estará disponível de forma progressiva para internautas com contas Google que fizerem buscas em inglês. Ela poderá ser ativada e desativada através de um ícone situado no canto direito da tela.
O Twitter, porém, afirma que "durante anos, as pessoas têm contado com o Google para oferecer os resultados mais relevantes a qualquer hora que eles queiram encontrar algo na internet" e o "Twitter tem emergido como uma fonte vital de informações em tempo real". Para a rede de microblogs, como os usuários buscam na maioria das vezes eventos mundiais e notícias de última hora, "as contas de Twitter e os tweets são muitas vezes os resultados mais relevantes". Esses resultados, se o novo recurso do Google estiver ativado, vão priorizar resultados do Google+.
O conselheiro-geral do Twitter Alex Macgillivray, que já trabalhou no Google, afirmou por seu perfil na rede social que hoje foi "um dia ruim para a internet". "Posso imaginar o dissenso no Google pela pesquisa ser distorcida dessa forma", afirmou.
O novo sistema busca promover o Google+ (rede social do Google) no dia a dia dos milhões de usuários do buscador. A medida foi entendida pelos analistas como uma nova tentativa da empresa de conquistar terreno dominado pelo Facebook. Os resultados de consultas no modo Search Plus Your World refletirão informações sobre o usuário, como fotografias e publicações feitas no Google+ relativas à busca, além de sugerir pessoas e páginas para seguir na rede social.
Fonte: Terra
+ Google lança busca que compreende pessoas e suas relações
Projeto no Museu da Música de Mariana é reconhecido pela Unesco
Acervo de partituras de música sacra foi salvo da deterioração graças a projeto coordenado por professor da Unesp (Unesp)
Agência FAPESP – A importância do acervo do Museu da Música de Mariana (MG), que abriga mais de 2 mil partituras originais, foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) por meio do Diploma do Registro Regional para a América Latina e o Caribe.
O título foi concedido pelo Programa Memória do Mundo, cujo objetivo é identificar e certificar patrimônios documentais de relevância internacional, regional e nacional, facilitando assim sua preservação e acesso pelo público geral.
Segundo a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a coleção de música sacra manuscrita do Museu da Música de Mariana, considerada uma das mais importantes da América Latina, estava em condições precárias de conservação e foi recuperada graças ao projeto “Acervo da Música Brasileira”, coordenado pelo professor Paulo Castagna, do Instituto de Artes da Unesp.
Com financiamento da Petrobras, uma equipe de oito profissionais reorganizou, recondicionou e catalogou o acervo, além de fazer a edição, gravação e disponibilização na internet de 51 obras inéditas de compositores brasileiros dos séculos 18 e 19.
Todas as partituras podem ser baixadas no site do projeto, em www.mmmariana.com.br/index2.htm, ou no endereço http://paulocastagna.com/producao. Também estão disponibilizadas gravações em formato mp3.
O projeto revelou ainda peças inéditas de compositores como Lobo de Mesquita, José Maurício Nunes Garcia e João de Deus de Castro Lobo. Outros menos conhecidos, como Miguel Teodoro Ferreira, Frutuoso de Matos Couto e Manuel Dias de Oliveira, também começaram a ter sua memória resgatada.
Agência FAPESP – A importância do acervo do Museu da Música de Mariana (MG), que abriga mais de 2 mil partituras originais, foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) por meio do Diploma do Registro Regional para a América Latina e o Caribe.
O título foi concedido pelo Programa Memória do Mundo, cujo objetivo é identificar e certificar patrimônios documentais de relevância internacional, regional e nacional, facilitando assim sua preservação e acesso pelo público geral.
Segundo a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a coleção de música sacra manuscrita do Museu da Música de Mariana, considerada uma das mais importantes da América Latina, estava em condições precárias de conservação e foi recuperada graças ao projeto “Acervo da Música Brasileira”, coordenado pelo professor Paulo Castagna, do Instituto de Artes da Unesp.
Com financiamento da Petrobras, uma equipe de oito profissionais reorganizou, recondicionou e catalogou o acervo, além de fazer a edição, gravação e disponibilização na internet de 51 obras inéditas de compositores brasileiros dos séculos 18 e 19.
Todas as partituras podem ser baixadas no site do projeto, em www.mmmariana.com.br/index2.htm, ou no endereço http://paulocastagna.com/producao. Também estão disponibilizadas gravações em formato mp3.
O projeto revelou ainda peças inéditas de compositores como Lobo de Mesquita, José Maurício Nunes Garcia e João de Deus de Castro Lobo. Outros menos conhecidos, como Miguel Teodoro Ferreira, Frutuoso de Matos Couto e Manuel Dias de Oliveira, também começaram a ter sua memória resgatada.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Mais e-readers, mais resistência
Estudo mostra que metade dos consumidores americanos não quer comprar um leitor eletrônico no próximo ano
Uma pesquisa feita com 2,2, mil consumidores americanos sobre livros digitais e físicos aponta que pode dobrar o número de pessoas que têm e-readers no próximo ano. Conforme os dados compilados pela Verso Digital, 15,8% dos entrevistados já têm algum dispositivo de leitura, enquanto 6,4% vão “muito provavelmente” comprar um e 9,9% “provavelmente” farão o mesmo. Contudo, de acordo com uma reportagem publicada pelo Publishers Lunch, o dado mais surpreendente da pesquisa é que 51,8% das pessoas afirmaram que não estão nem um pouco dispostas a comprar e-readers no próximo ano. A conclusão é interessante: da mesma forma que os dispositivos ganharam rapidamente inúmeros adeptos, também cresceu a resistência à leitura digital. O levantamento, que já havia sido realizado em 2010 e 2009, sugere que as pessoas que antes estavam em dúvida sobre comprar ou não um leitor eletrônico estão se decidindo por uma das duas opções opostas: aderir à onda ou entrar para o grupo dos conservadores que não vão aposentar seus livros físicos tão cedo. A pesquisa mostra ainda que usuários de e-readers declaram comprar a mesma quantidade de títulos impressos e digitais.
Fonte: Publishnews
Uma pesquisa feita com 2,2, mil consumidores americanos sobre livros digitais e físicos aponta que pode dobrar o número de pessoas que têm e-readers no próximo ano. Conforme os dados compilados pela Verso Digital, 15,8% dos entrevistados já têm algum dispositivo de leitura, enquanto 6,4% vão “muito provavelmente” comprar um e 9,9% “provavelmente” farão o mesmo. Contudo, de acordo com uma reportagem publicada pelo Publishers Lunch, o dado mais surpreendente da pesquisa é que 51,8% das pessoas afirmaram que não estão nem um pouco dispostas a comprar e-readers no próximo ano. A conclusão é interessante: da mesma forma que os dispositivos ganharam rapidamente inúmeros adeptos, também cresceu a resistência à leitura digital. O levantamento, que já havia sido realizado em 2010 e 2009, sugere que as pessoas que antes estavam em dúvida sobre comprar ou não um leitor eletrônico estão se decidindo por uma das duas opções opostas: aderir à onda ou entrar para o grupo dos conservadores que não vão aposentar seus livros físicos tão cedo. A pesquisa mostra ainda que usuários de e-readers declaram comprar a mesma quantidade de títulos impressos e digitais.
Fonte: Publishnews
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