sexta-feira, 27 de março de 2015

The Metropolitan Museum of Art, em Nova York, disponibiliza 422 livros de arte para download

Agora livros incríveis de arte também são free.

Andréa Martinelli | Brasil Post

E se você é fã de artistas como Caravaggio e Van Gogh, essa notícia é para você.

O The Metropolitan Museum of Art, em Nova York, um dos mais famosos museus do mundo, tem um catálogo chamado MetPublications que contém mais de 1.500 obras, entre livros, publicações on-line, boletins e revistas das últimas cinco décadas disponíveis para download. De graça!

Mas a novidade é que de tempos em tempos, este acervo cresce e agora mais 422 livros e catálogos de arte, em inglês estão disponíveis para download gratuito. Livros sobre Pablo Picasso, Salvador Dalí, Van Gogh, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rembrandt, Claude Monet, Rosa Bonheur, Georgia O’Keeffe, John Singer Sargent e Utagawa Hiroshige podem ser baixados no formato PDF ou lidos on-line.

O museu também disponibiliza para download, gratuitamente, mais de 400 000 imagens de obras de arte de seu acervo. Entre esculturas e peças antigas, estão quadros de artistas como Botticelli, Henri Matisse, Fernand Léger e Vincent van Gogh.

Mas é preciso fôlego. A coleção é gigante e o banco de dados exige transpiração e tempo dos amantes de história da arte. Algumas entre as obras disponíveis estão estudos sobre Da Vinci, Caravaggio, e outros:





Livro é de 1983, assinado por Kenneth D. Keele e Jane Roberts, especialistas no artista italiano. E traz desenhos feitos à mão por Da Vinci, que compuseram parte de sua obra.




Livro combina a história do pintor italiano e críticas através de quatro séculos de arte, com reproduções das grandes obras dele, e exemplos de suas influências no final do século XVI.






Van Gogh criou centenas desenhos entre uma pintura e outra e o livro traz alguns de seus desenhos mais famosos.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Museu da Imagem e do Som de SP lança guia e catálogo online de acervo


Público pode consultar gratuitamente materiais do acervo arquivístico da instituição

Comunique-se

O Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, lançou o guia eletrônico de fundos e coleções do acervo arquivístico e o catálogo seletivo eletrônico da série dossiês de eventos culturais. Ambas as publicações, de caráter técnico, podem ser acessadas gratuitamente na página do MIS e são instrumentos de auxílio para o público e para pesquisadores no conhecimento e localização de documentos que compõem o acervo da instituição.

O guia traz informações acerca dos diferentes fundos e coleções que compõem o Centro de Memória e Informação da instituição (Cemis). O catálogo apresenta informações organizadas cronologicamente de documentos de eventos realizados pelo próprio museu, como as recentes exposições sobre o cineasta Stanley Kubrick e a série ‘Castelo Rá-Tim-Bum’.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Twitter promove tour por museus ao redor do mundo


Que tal conhecer o Musée Du Louvre, em Paris, ou talvez o The Metropolitan Museum Of Art, em Nova York, sem sair de casa? Nesta semana o Twitter pode te proporcionar esta experiência.

Começou segunda-feira a #MuseumWeek, a ação permitirá que mais de dois mil museus e galerias pelo mundo (lista aqui) possam compartilhar bastidores e detalhes de seus acervos. Além disso, muitas dessas instituições estão promovendo ações para o MuseumWeek, como premiações aos visitantes com selfies criativas.

Todos os dias cada museu e usuários irão tweetar usando a hashtag do dia, categorizadas por temas como cultura, arquitetura e história.




Museu parisiense expondo a hashtag #MuseumWeek em tamanho gigante em sua entrada para incentivar a postagem dos visitantes.


No site do Museum Week você encontra mais informações sobre a semana cultural. Aos exploradores da era digital, basta acessar o Twitter e se divertir com a hashtag #museumweek.

Redação Adnews

terça-feira, 24 de março de 2015

Os e-books nas coleções de bibliotecas escolares: subsídios para elaboração da política de aquisição


Inf. Prof., Londrina, v. 3, n. 1/2, p. 42-65, jan./dez. 2014. 

Ivone Guerreiro Di Chiara, Elaine Cristina Liviero Tanzawa

Introdução: O documento eletrônico como novo suporte informacional tem exigido das bibliotecas mudanças em relação à política de aquisição bem como a necessidade de se colher subsídios para elaboração dessa política, o que motivou a realização desse estudo.
Objetivo: Estabelecer subsídios que auxiliem na elaboração da política de aquisição de e-books para bibliotecas escolares.
Metodologia: pesquisa bibliográfica tendo como fontes as bases de dados mais importantes da área da Ciência da Informação. Os textos selecionados foram artigos de periódicos, livros, teses, dissertações e trabalhos apresentados em eventos no período de 2000 a 2013.
Resultados: Foi possível identificar todos os cuidados que se deve ter quando da aquisição de e-coleções, principalmente nos contratos de licenciamento, os fornecedores e os modelos de negócios utilizados para aquisição desse tipo de material, principalmente e-books.
Conclusões: As informações apresentadas e analisadas poderão servir de subsídios para elaboração de uma política de aquisição de e-books, considerando-se que embora esse suporte tenha as suas próprias características, os procedimentos para aquisição dos materiais que compõem as e-coleções são similares.

Clique aqui para o texto completo [pdf/24p.]

segunda-feira, 23 de março de 2015

Cinema Pirata



E se de uma hora para outra você perde-se o acesso à internet? Fosse cortado das redes sociais? Nada mais de pagamentos online, transferências eletrônicas no conforto de casa...Pesquisa de preços, compras com descontos, consultas salvadoras, Google Maps?

Como continuar existindo num mundo onde a própria identidade depende de sua conexão?
Cinema Pirata entra no polêmico universo virtual dos downloads - ilegais e nem tanto - e das grandes corporações do entretenimento, e hackeia as ideias mais inovadoras sobre o assunto. 

Como um torrent megacompartilhado, a trama de Doctorow invade o leitor com a força da transformação. Aceite essa solicitação. Ou vai ficar de fora?


Resenha Por Ana Lucia Santana | Infoescola

Este livro segue por um caminho bem original. O autor foca no controvertido universo dos downloads, praticados ilicitamente ou talvez não tão ilegalmente na esfera da net. Em um tempo que poderia se tornar realidade brevemente, poderosas associações ligadas à indústria cultural ingressaram sutilmente nos órgãos governamentais. Aí instalados eles assumem uma ideia fixa, a lucratividade.

Visando alcançar este objetivo, as ações piratas passam a ser eliminadas com um fervor obstinado que beira a intolerância. Não há desculpas para o exercício desta atividade, considerada um crime nesta época. A punição para quem cair no erro pela terceira vez é a supressão da navegação pelo universo virtual por um ano não só para o criminoso, mas também para todos os seus familiares.

É o que acontece com Trent, um adolescente de 16 anos. Ele é louco por um ator, Seth Watson, e sua maior paixão é combinar várias imagens do intérprete através de passagens das produções cinematográficas das quais ele participou. Isso não seria possível se não investisse em incessantes downloads destes filmes.

Acusado de pirataria pela terceira vez, ele parte para Londres e na capital inglesa se alia a outros garotos que compreendem a prática dos downloads como uma nova expressão artística. O grupo empreende um movimento subversivo na tentativa de destruir as normas absolutistas de sua nação.

Este livro oferece uma leitura profunda e crítica, especialmente por enfocar o tema da pirataria virtual. Não se trata de uma narrativa como as demais, nem se encaixa nos gêneros literários em voga atualmente. Também não se enquadra nas histórias de ação. E mais, o autor aborda um assunto que precisa mais que nunca ser debatido.

Cory não priva seu leitor do vocabulário específico deste universo; mesmo porque ele pode ser compreendido com uma simples pesquisa no mundo virtual. Ele abusa igualmente dos palavrões e da linguagem bem informal. Quando se está percorrendo as páginas deste livro, tem-se a sensação de estar lidando com algo que poderia ocorrer a qualquer momento.

Cory Doctorow é um dos editores do blog Boing Boing, especializado em questões tecnológicas. Ele também foi um dos diretores da Eletronic Frontier Foundation da Europa, uma instituição que luta pela liberdade no universo virtual. O autor tem colunas fixas nos veículos Make, Information Week, Locus e na versão online do Guardian.

O escritor conquistou a premiação Locus por três vezes, foi nomeado para os prêmios Hugo e Nebula e recebeu o Campbell. A revista Forbes o elegeu como uma das vinte e cinco personalidades mais poderosas da rede.


Informação técnica

Título: Cinema Pirata
Autor: Cory Doctorow
Editora: Galera Record
Número de Páginas 432
ISBN 8501401137
Data: 2012

quinta-feira, 19 de março de 2015

Wikivoyage: O guia de viagens que todos podem editar


Inspirado no conceito da Wikipédia, o serviço Wikivoyage foca-se sobretudo nas pessoas que gostam de viajar e que têm pormenores para partilhar sobre as aventuras vividas.

Sapo Tek - Portugal

Especialistas em viagens, esta sugestão é para vocês: o Wikivoyage, uma plataforma para a qual podem colaborar, alimentando uma comunidade de internautas que apreciam visitar novos locais e novas nações. 

O projeto também pertence à Wikimedia Foundation, a entidade responsável pela maior enciclopédia online, a Wikipédia. 

O serviço destinado às viagens também não abriga qualquer publicidade e não tem um modelo de negócio definido: deverá apenas "desviar" algumas das receitas conseguidas aquando do peditório anual para apoio da Wikipédia. 

Quem pesquisar, por exemplo, por Lisboa, encontra referências ao clima da cidade, aos principais bairros históricos, às ligações que existem para a cidade e para fora dela, como destaca ainda dezenas de pontos de interesse. 

Este é apenas um exemplo da oportunidade que cidadãos, autarquias e outros organismos têm para promover as suas localidades e bens da região. 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Entrevista com William Gibson


O escritor fala sobre os 30 anos de 'Neuromancer' e o lançamento de seu último livro 'The Peripheral'

por Evandro Furoni | Galileu

Um homem invade uma base de dados virtual para descobrir informações secretas de grandes organizações e acaba perseguido por todo o sistema. Poderia ser a sinopse de um novo filme ou mesmo um boletim do Jornal Nacional (oi, Snowden), mas é, na verdade, a base da obra do escritor canadense William Gibson — especialmente de Neuromancer, clássico que já antecipava elementos da internet atual quando foi lançado em 1984. 

Considerado um dos autores mais influentes da ficção científica, Gibson lança no Brasil o livro que encerra a trilogia Blue Ant, História Zero, e conversa com Galileu sobre sua nova obra, The Peripheral, lançada em outubro do ano passado nos EUA e que deve chegar por aqui em 2016, pela Editora Aleph. E, apesar de evitar destacar o caráter visionário de sua obra, ele não esconde a alegria de ver mais uma das suas previsões virar realidade: o fato de que países emergentes, como o Brasil, se tornam cada vez mais importantes no cenário internacional.

P: Você já disse que o passado descrito pelas pessoas agora não reflete necessariamente como a sociedade se via na época. Qual é a diferença entre a sua visão de mundo hoje comparada com a que tinha quando escreveu Neuromancer?
Neuromancer é um produto do fim da Guerra Fria. Eu estava tentando imaginar um mundo que de algum modo tivesse conseguido evitar uma guerra nuclear que na época parecia inevitável. Hoje, a ameaça de uma guerra nuclear está praticamente esquecida, e a resolução foi muito simples se comparada com a complexidade sistêmica imposta pelo aquecimento global, por exemplo.

P: Incomoda ser chamado de visionário e pai do cyberpunk?
De fato eu tive algumas visões de algo vagamente parecido com o que a internet acabou se tornando, mas elas não estavam 100% corretas. Já o rótulo de “cyberpunk” não foi minha ideia, apesar de minhas ideias serem possivelmente muito cyberpunks. Na época, eu estava apenas procurando alternativas para revitalizar a ficção científica como algo pop.

P: Em um mundo em que WikiLeaks e Edward Snowden são debatidos constantemente, você acha que aumentou o interesse pelas histórias que você escreveu 30 anos atrás?
Eu gosto de pensar que contribuí de algum modo para construir uma literatura capaz de examinar essas tendências da nossa sociedade de modo um pouco mais realista.

P: Você acha que países como Brasil, Índia e China têm uma relação diferente com a ficção científica do que os Estados Unidos?
Sim, definitivamente, e eu fico muito feliz com isso. Um dos meus objetivos com Neuromancer era encorajar a publicação de ficções científicas em outros locais que não eram, por definição, os EUA.

P: Na sua obra, é comum que personagens e incidentes de histórias anteriores retornem. É mais difícil contar uma história em um universo que vai ficando mais complexo com o tempo?
Não, na verdade é mais fácil, já que minimiza o problema da “tela em branco”. As narrativas existentes parecem produzir mais narrativas por sua própria vontade.

P: Com a revolução tecnológica no início deste século, você vê um interesse na ficção científica semelhante ao visto nos anos 70 e 80?
Nos dois períodos, nós vemos a linguagem da imaginação científica como um elemento da cultura popular. Mas eu tenho dúvidas sobre o quanto esse interesse realmente recuou depois da Revolução Industrial. De fato, existem picos em vários momentos, mas tenho a sensação de que o interesse nunca desapareceu completamente. 

P: É um desafio para os escritores implementar nas narrativas as possibilidades das novas tecnologias de leitura, como os tablets?
Dada a ênfase que havia nos anos 80 sobre o futuro do hipertexto, eu acho notável, visto que vivemos agora em um mundo que consiste basicamente de hipertextos, que a maioria das histórias se mantenha no formato tradicional.

P: Você tinha abandonado a ficção científica na trilogia Blue Ant. Por quê? E o que fez você voltar para ela em sua nova obra, The Peripheral?
Eu há muito tempo assumi que quando estava escrevendo ficção científica, estava na verdade usando os mecanismos da ficção científica para entender e mostrar uma realidade contemporânea. Estas últimas três tentativas de livro são, digamos assim, “romances especulativos de um passado muito recente”, enquanto The Peripheral é um experimento um pouco mais tradicional: uma tentativa de escrever ficção científica no século 21.

ENTRE FILMES E VIDEOGAMES
Três obras de ficção científica influenciadas por William Gibson


terça-feira, 17 de março de 2015

Onde está o bibliotecário?


Mais do que entender e gostar de livros, este profissional precisa amar se comunicar com pessoas

por Bruna Bacalgini

Cruzeiro do Sul

No dia 12 de Março foi comemorado o dia do bibliotecário. O próprio nome bibliotecário já nos faz lembrar de biblioteca, mas será que este é o único local em que podemos encontrar um bibliotecário?

O bibliotecário é o profissional que trabalha com a gestão da informação, esteja a informação em qual suporte for, seja livros, sites, bases de dados, fotos, jornais, enfim, onde existir um conjunto de informações para organizar e pesquisar, lá o bibliotecário poderá atuar.

Em um mundo cada vez mais digital e com um mar de informações à disposição somente a alguns cliques, qual o papel do bibliotecário? Diante de tantos textos, imagens, links, posts e dados na web, como encontrar a informação de que realmente precisamos? Como saber se a informação disponível na internet tem credibilidade? O bibliotecário é o profissional que poderá auxiliar o cidadão a encontrar a informação que necessita utilizando conhecimentos, técnicas, ferramentas e sua experiência profissional para buscar fontes de informações seguras e precisas.

Para organizar um acervo, seja ele físico ou digital, o bibliotecário necessita conhecer o público que irá utilizá-lo. Organizar o acervo de acordo com as necessidades e perfis de seus usuários. Mais do que entender e gostar de livros, este profissional precisa amar se comunicar com pessoas. Pessoas precisam localizar informações e para localizá-las é preciso que estejam guardadas e organizadas. Assim, os usuários são a razão de ser dessa profissão.

Mais do que ser organizado, o bibliotecário precisa ser comunicativo. Interagir com pessoas e compreender o que elas buscam de informação é uma das principais atribuições do bibliotecário. Sem essa comunicação com o usuário, não é possível saber exatamente o que ele precisa e assim, encontrar a informação necessária. 

Este profissional sabe quão valiosa uma informação pode ser para uma pessoa, desta forma, o atendimento ao usuário não é somente entregar um livro ou um documento, mas sim buscar com determinação e persistência a informação que fará diferença no cotidiano de seus usuários. Ele lida com sonhos, desejos, necessidades, dúvidas e anseios das pessoas, então quem serão seus usuários? Alguém que presta um concurso público e busca material para estudo; um cientista que precisa de dados para sua pesquisa; um advogado que precisa encontrar a legislação pertinente para defender a causa de seu cliente; um empresário que quer fechar negócio, mas precisa de mais dados sobre um setor econômico; uma criança que quer histórias para ler; um músico que precisa de uma partitura; um jornalista que precisa de um dado histórico para apresentar na reportagem... Enfim, são tantos os anseios que um bibliotecário pode atender que ele é um profissional não só da informação, mas da comunicação: interação faz parte do seu dia a dia.

O bibliotecário é também um agente de transformação, sugere ideias, busca alternativas, auxilia na tomada de decisões e promove e incentiva a leitura. Ao gerir um acervo, sabe que a preservação e a organização possibilitam o acesso à informação, permitindo que o conhecimento chegue às pessoas. Sabemos que o conhecimento faz parte do progresso social, econômico, científico, tecnológico e cultural, desta maneira, atuar no compartilhamento e na socialização do conhecimento faz o bibliotecário ser um agente de transformação. 

Engana-se quem pensa que o serviço do bibliotecário é quieto e tranquilo: o profissional lida com o ruído das inquietações, das conversas de seus usuários apresentando dúvidas, das solicitações por pesquisas que surgem na tela de seus computadores a cada dia, das discussões em reuniões para conquistar melhorias em seus locais de trabalho, de respostas velozes para atender às demandas solicitadas com urgência, além de estar antenado com as novidades tecnológicas para melhor desenvolver seus serviços.

A missão do bibliotecário é estar onde for preciso para preservar, organizar e disponibilizar a informação, permitindo que as pessoas encontrem exatamente o que precisam.

Bruna Bacalgini, bibliotecária na Universidade Estadual Paulista (Unesp) Campus Sorocaba. E-mail: bruna@sorocaba.unesp.br .

Morador de rua que lia o mesmo livro dezenas de vezes ganha um Kindle de um estranho


Paul dorme nas ruas de Las Vegas e sempre amou ler. Desde que ganhou o Kindle, ele não se separa do aparelho.

Sociedade&Opinião

Um homem de San Diego estava em Las Vegas a trabalho e ao passar todos os dias pelo mesmo local, notou um morador de rua (Paul) lendo sempre o mesmo livro. Ele então resolveu parar para falar com ele e os dois tiveram uma boa conversa sobre o amor de ambos pela literatura.

Quando o estranho soube que sempre que Paul terminava o livro, ele começava o primeiro capítulo de novo, ele voltou no dia seguinte e deu a ele seu próprio Kindle com aproximadamente 200 livros, incluindo livros de George R.R. Martin, William Falkner, Cormac McCartthy, James Joyce e Ernest Hemmingway. Além disso, ele disse que voltaria no dia seguinte para entregá-lo o carregador (que ele poderia usar em algum café ou bar) e dar também seu endereço, para que Paul pudesse enviar o Kindle quando terminasse de ler os livros e precisasse de  novos. O senhor disse que se ele não conseguisse levar o carregador, isso não seria problema, pois ele tinha amigos que poderiam resolver isso pra ele.

Segundo o benfeitor, ele ganha muito bem e já passou por uma fase de má sorte, como Paul. Então, ele sempre tenta ajudar moradores de rua com doações que não sejam em dinheiro. "Eu não poderia apenas continuar com o aparelho em minha bolsa, sabendo que alguém poderia tirar muito mais proveito disso do que eu. Isto custa tão pouco. Eu nunca tinha visto alguém tão feliz por ter recebido algo. Vê-lo todo dia lendo me trouxe muita alegria. Gastar uma ou duas horas do meu salário para tornar a vida de alguém infinitamente mais suportável é o mínimo que posso fazer. E eu também queria uma desculpa para comprar o novo Kindle Voyage", disse ele.

No fim de janeiro, Paul estava lendo o que foi provavelmente sua primeira escolha no aparelho: 'A Guerra dos Tronos', primeiro livro da série 'As Crônicas de Gelo e Fogo';  e disse para o 'anônimo' que já ia ler seu segundo livro.

O estranho contou essa história usando seu username 'mjuad' no site Reddit e é um exemplo de que a leitura pode dar mais sentido à vida de uma pessoa. Ele não sabe se Paul sempre viveu em Las Vegas ou se estava de passagem. 

Em quais países as pessoas gastam mais tempo lendo?

De acordo com o Índice de Cultura Mundial, a Índia está em primeiro lugar. Cada um de seus leitores dedicam semanalmente 10.7 horas à leitura; em segundo vem a Thailândia, com 9.4 horas; em terceiro a China, com 8 horas e em vigésimo oitavo lugar o Brasil, com 5.2 horas semanais. Esses dados colocam o Brasil entre os cinco países em que as pessoas menos leem.  


sexta-feira, 13 de março de 2015

Quem tem medo do Netflix?


As séries, os documentários e os filmes que chegam à sua casa pela internet são apenas o começo de uma revolução digital que vai transformar para sempre a maneira como vemos TV - uma mudança que beneficia os espectadores e assusta os canais tradicionais

Depois de mudar para sempre a indústria da música, a revolução digital avança na sala da TV. Com a empresa americana Netflix à frente, a internet está oferecendo uma quantidade infinita de conteúdos - para alegria dos espectadores e apreensão das emissoras.

Em outras palavras, o Netflix pode não estar matando a TV como a conhecemos hoje, mas certamente está mudando para sempre a experiência de assistir à TV.


Revista Exame. #nasbancas

quarta-feira, 11 de março de 2015

Fiocruz reúne todas suas publicações científicas em novo Portal de Periódicos


A Fiocruz lançou nesta terça-feira (10/03) mais um espaço para a divulgação da Ciência: o Portal de Periódicos. No mesmo ambiente web, o público terá acesso aberto e gratuito aos artigos de todas as publicações científicas editadas na Fiocruz. Com a busca integrada em sete revistas, os leitores poderão ter uma visão ampliada do conhecimento em saúde, a partir de diferentes abordagens.

A Fiocruz, em 2014 implantou sua Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, na qual reafirma seu compromisso com a democratização do conhecimento e do acesso à informação científica. O Portal de Periódicos vem reforçar a importância da popularização da ciência, aproximando a sociedade dos temas científicos.

Para o editor da Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, Rodrigo Murtinho, “o Portal de Periódicos da Fiocruz chega em boa hora e será um instrumento importante para ampliar o acesso à produção científica na área da saúde, e consequentemente dar maior visibilidade às revistas científicas editadas pela Fiocruz em diferentes áreas”.

Essa diversidade nas revistas científicas da Fiocruz retrata as diferentes áreas do conhecimento e atuação a que se dedica a instituição, com temas importantes para a sociedade, dialogando tanto com o Sistema Único de Saúde como com o Sistema de C&T do país.

Comunicação: “cardápio variado de conteúdos”

Além de artigos, o novo canal traz informações em diversos formatos: notícias, entrevistas, vídeos e infográficos. Para João Canossa, à frente da Editora Fiocruz, este “cardápio variado de conteúdos”, permite que a sociedade se aproprie do vasto conhecimento gerado na instituição. “Assim, esta produção pode ser utilizada pelas pessoas de outros centros de pesquisa, universidades, no trabalho, em casa, neste ou em outros países. O Portal de Periódicos tem tudo para se tornar mais uma poderosa ferramenta nesse sentido”.

Editora da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Roberta Cardoso também comemora o potencial de comunicação e interação do novo veículo com o público: “A iniciativa é ótima e tornará a divulgação das edições mais dinâmica. Também facilitará a pesquisa dos leitores interessados nos temas que publicamos”, diz.

Este benefício também é apontado pelas editoras das revistas Fitos e Visa em Debate, respectivamente. “O Portal de Periódicos será um espaço importante para dar maior visibilidade, acesso e uso aos trabalhos publicados pela Revista Fitos, o que permitirá um aumento nos fatores de impacto do conteúdo intelectual produzido na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação em fitoterápicos, com a citação de estudos ou pesquisas em trabalhos de cientistas de outras instituições”, diz Rosane Abreu. “Nós, da Visa em Debate, acreditamos na concretização e sustentabilidade do acesso aberto às revistas científicas, ampliando visibilidade e impacto das publicações. Esta é uma importante contribuição do Portal de Periódicos da Fiocruz na democratização do conhecimento”, afirma Daniella Guimarães.

via Flávia Lobato e Fernanda Marques | Fiocruz

Não jogue fora os seus CDs - ainda


Quem ainda compra CD? No mês passado a rede de cafés Starbucks anunciou que não venderia mais discos. O anúncio parece banal e corriqueiro, ainda mais num 2015 em que carros e computadores já saem das fábricas sem leitores de CD e em muitos lares o único CD player é o home-theater comprado para ver filmes ou assistir TV. Mas há dez anos a franquia hipster de frappuccinos parecia vir salvar esta indústria, que vivia seus dias de pane. No mundo da música digital e da renascença do vinil (ainda como um mercado de nicho) o CD virou um objeto estranho, uma mídia pária que vende cada vez menos mas que ainda é o denominador comum nas grandes coleções de música existentes, virtuais ou não. E embora sua morte já vem sendo anunciada desde o início do século talvez não seja a hora de você se desfazer de sua coleção de CDs. Nem de cravar que o CD morrerá em poucos anos.

Você se lembra de 2005. O século digital mal havia começado quando, em 1999, o Napster ateou o fogo do compartilhamento gratuito de arquivos entre computadores que abriu uma torneira de downloads piratas. Todo mundo baixava tudo que podia ao mesmo tempo em que uploadava raridades, discos favoritos, registros inéditos de suas próprias coleções. Desacostumadas a perder dinheiro de tal forma, as gravadoras multinacionais partiram para o ataque. A música digital causou um revés considerável na venda de discos e em vez de adotar o Napster para suas engrenagens, as grandes gravadoras passaram a vilanizar a internet e processar engrenagens que facilitavam o download ilegal. Além de promover uma guerra de desinformação que dizia que os piratas estavam “matando a música”, quando o que estava morrendo, na verdade, era apenas o suporte. Mas as gravadoras faziam questão de misturar os dois conceitos para jogar com a culpa de quem baixava música de graça. Enquanto isso Steve Jobs percebia a lacuna no ar e transformava seu software iTunes em loja online e vendia iPods como se estivesse reinventado a roda (ou, melhor dizendo, o Walkman).

E por mais que as majors tivessem conseguido derrubar o Napster, ele foi só o primeiro. Pelos anos seguintes gravadoras acionaram departamentos jurídicos para aniquilar novas empresas criadas por jovens programadores para ocupar o vácuo deixado pelo primeiro software. As empresas eram batizadas com palavras inventadas, sufixos e prefixos grudados a palavras que poderiam instigar alguma curiosidade em novíssimos consumidores: Audiogalaxy, Edonkey, Limewire, Shareaza, Kazaa, Emule, Gnutella, Grokster, Demonoid, Sharereactor, Rapidshare, Bitorrent, Soulseek, Megaupload, Isohunt, Mininova, ThePirateBay. De certa forma, esses serviços acabaram antecipando a era das startups, a economia dos aplicativos e as redes sociais.

A crise no mercado fonográfico inevitavelmente mexeu primeiro com as lojas de discos, da mesma forma que o CD já havia mexido dez anos antes. Era o momento da falência de templos da música antes inabaláveis, como as megastores Virgin e Tower Records, que em outras eras foram responsáveis pelo fechamento das pequenas lojas de disco. E se as lojas pequenas haviam fechado nos anos 90 (com a ascensão do CD) e as grandes pareciam seguir o mesmo caminho, onde o artista não-digital conseguiria vender seu disco físico?

Foi quando a rede Starbucks surgiu como uma das luzes no fim deste túnel e em 2005 lançou seu primeiro projeto musical, o CD Live at the Gaslight 1962 que flagrava um jovem Bob Dylan tocando em um café (hehe) do Village, em Nova York. O disco foi lançado pela Columbia (a gravadora de Dylan), mas a rede de cafés tinha exclusividade na venda do título pelo primeiro ano. Vieram outros discos e projetos e em dois anos a própria rede de cafés estava lançando seus próprios álbuns, de coletâneas do Sonic Youth a discos inéditos de Paul McCartney, Elvis Costello, James Taylor, Cars, Sia e Carly Simon, entre outros.

Tempos estranhos aqueles em que as gravadoras pareciam não se importar com música, e outras empresas, que vendiam outros produtos que não tinham nada a ver com música (como os cafés Starbucks ou a Apple), começavam não só a faturar o dinheiro que antes era dos vendedores de disco como a se tornar referência do novo mercado e lançadoras de tendências. A primeira metade da década passada viu bandas e artistas procurando patrocinadores que pudessem lhes dar uma nova forma de contato com o público. Discos eram vendidos dentro de aparelhos celulares como se o fato de um disco vir com a íntegra digital de um CD da Ivete Sangalo ou do Killers pudesse fazer diferença para quem o compra. As redes sociais viriam a seguir criando uma nova classe de artistas que se estabelecia diretamente junto ao público, criando cultos em sites de relacionamentos, multiplicando visualizações online de clipes ou quantificando comentários e concordâncias (em forma de likes ou RT) pra justificar o próprio preço no novo mercado. E se antes contávamos os milhares de discos vendidos, hoje contamos cliques e views, números que normalmente enchem o bolso de empresas que pouco se importam com música.

Aconteceu que entendemos que a música não é mais um produto e sim um serviço que pode ser oferecido através de diferentes dispositivos – até mesmo em CD. A morte do compact disc, já anunciada há anos, não virá tão rapidamente quanto a “morte” do vinil, que já deixou de ser fabricado no Brasil e hoje vive dias de ouro impensáveis há dez anos. O formato físico digital vem sendo esvaziado junto com seus outros dois primos DVD e Blu-ray, que ainda encontram sobrevida graças ao vídeo. As vendas de compact disc caem anualmente à medida em que aumenta o consumo de música digital, seja através do download pago ou de serviços de assinatura. O fato da rede Starbucks parar de vender CDs é só mais um novo prego nesse caixão fechado em câmera lenta.

E bota lentidão nisso, pois a sobrevida do CD não depende apenas de sua obsolescência e sim de uma forma duradoura de reter arquivos digitais, sejam de música ou não. Os formatos de armazenamento digital são inúmeros e ainda não há uma padronização plena para arquivos eletrônicos. Sistemas operacionais e aparelhos que também tocam música são atualizados e trocados com uma constância tão ágil que não raro impossibilita o acesso a formatos digitais de anos anteriores – sem contar empresas que abrem e fecham deixando links quebrados, serviços órfãos, clientes a ver navios. O vinil é impraticável para relançamentos mais extensos, como caixas com sessões raras de gravações de clássicos ou discografias inteiras que ultrapassam dezenas de horas. Mesmo as dezenas de milhões de faixas oferecidas pelos serviços de streaming não incluem versões alternativas, remixes obscuros, acervos de gravadoras esquecidas pelo tempo ou canções originais dos Beatles. O CD ainda é o mais próximo que temos de um padrão universal aceito para arquivar músicas atualmente. Nenhuma mídia é tão segura e prática ao mesmo tempo.

Sem contar a imensa quantidade de música que só foi lançada neste formato – são praticamente 30 anos de uma produção musical que só foi registrada em discos prateados que, se não forem guardados do jeito certo, podem descascar, empenar, riscar ou perder todos seus registros. Não apresse-se para jogar sua coleção de CDs fora como muitos fizeram com suas coleções de vinil – ainda vamos entrar na fase ~vintage~ do CD e veremos edições lacradas de discos dos anos 80 ganharem altos lances no eBay e listas dos CDs mais caros e raros de todos os tempos.

Na verdade, a morte do CD nos expõe um problema grave na nossa realidade digital: como registrar o acervo de toda a história que acontecerá nos próximos anos? O meio eletrônico é novo o suficiente para não conhecermos suas limitações a longo prazo e todos nós já perdemos informações preciosas por culpa de um problema num disquete, pendrive, HD ou drive online. Nem mesmo CDs estão imunes às bombas sujas do futuro que, com pulsos eletromagnéticos, podem apagar servidores de dados inteiros.

E, de repente, nos lembramos que o papel, tão anacrônico, politicamente incorreto e cafona nos dias eletrônicos, é um dos poucos suportes que atravessou milênios, em alguns casos intactos. Mas isso é outro papo.

E você, ainda compra CD?


via Blog do Matias

segunda-feira, 9 de março de 2015

"NYT" estreia conta no Instagram em estratégia para combater a crise do impresso

O jornal norte-americano The New York Times "inaugurou" nesta segunda-feira (9/3) seu perfil no Instagram. A estreia da publicação na rede social de fotos faz parte da estrategia da nova gestão de reforçar sua presença na era digital como alternativa para a "crise" na mídia impressa.

Jornal aposta na rede social como alternativa para crise do impresso

O primeiro post do NYT no Instagram é uma imagem do fotógrafo Bryan Denton, mostrando famílias vítimas do ebola em Serra Leoa. "Para marcar nossa primeira semana no Instagram, vamos compartilhar projetos de sete fotógrafos ao redor do mundo, todos inspirados pela palavra 'começo'", diz a legenda, seguida pela hashtag #nytbeginnings.

Segundo o AdNews, o foco do NYT na web é uma das ações da nova editora de conteúdo, Alexandra MacCallum, que assumiu o cargo no ano passado. Graças a ela, o jornal viu um aumento de 150% em engajamento e audiência na internet. Além disso, a nova gestão tem investido na profissionalização de seu posicionamento digital, com análises de métricas, alertas móveis, newsletter, entre outras ferramentas para os leitores da web.

Portal Imprensa

Os 30 livros mais importantes da história

Nunca tantos livros foram publicados por ano. E, com e-readers e compras online, temos uma combinação rara de grande oferta de títulos com enorme facilidade de acesso. Se você sempre quis ler um livro em particular, esta é a melhor época na história da humanidade para encontrá-lo.  

O desafio virou outro: descobrir tempo para ler tudo o que se deseja. Se você tem esse problema, esta revista foi feita para você. sabemos como você se sente. Incentivar a leitura era o nosso principal objetivo com essa seleção. Mas havia uma segunda meta igualmente importante: explicar o que há de tão universal nessas obras para um público que talvez nunca encontre tempo para explorá-las. 

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#nasbancas

Geografia para todos



Mantido pelos professores Anselmo Lazaro Branco, Cláudio Mendonça e Elian Alabi Lucci, o site apresenta recursos e ferramentas interativas relacionadas a geografia geral e do Brasil para o ensino médio.