sexta-feira, 3 de maio de 2013

A sensualidade dos livros impressos




"O livro na tela não tem volume nem espessura. Pertenço a um mundo da sensualidade do tato, da carícia do livro. Ele possui um peso, um formato, é brochado ou encadernado, desbeiçado ou impecavelmente conservado...Essas páginas digitalizadas são sem cor e sem cheiro. E eu reivindico como um direito o prazer das páginas amareladas, manchadas mesmo, de papéis e de tintas de cores diferentes. A digitalização asseptiza o livro e lhe retira o sabor e odor, anula sua singularidade" 

Jean Marie Goulemot

2 comentários:

  1. Belas e sábias palavras. Interessante mencionar o charme e a curiosidade que impulsionam uma visita a um Sebo, onde estes mesmos livros, ou seus antepassados, de páginas amareladas aguardam silenciosamente por um cidadão curioso que os venham resgatar e adotar.
    Parabens pelo texto.
    Rui Natal

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  2. Não li descrição melhor sobre o relacionamento entre leitores e livros <3 Felicito-o!

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