sábado, 30 de março de 2019

A biblioteca que trocou os bibliotecários por um robô

A BIBLIOTECA NÃO TROCOU BIBLIOTECÁRIOS POR ROBÔS. ESSE TIPO DE TÍTULO IMPRECISO DE MATÉRIA É UM EXEMPLO SIMPLES DOS TIPOS DE FAKE NEWS PRODUZIDOS PELOS QUE DIZEM COMBATER TAL PRÁTICA. APESAR DISSO NÃO DEIXA DE SER UMA IMPORTANTE INFORMAÇÃO.

Sistema automatizado instalado em universidade americana leva livros a usuários em questão de minutos

Camilo Rocha | Nexo Jornal


CADA VÃO ENTRE AS PRATELEIRAS É OCUPADO POR UM ROBÔ QUE BUSCA OU DEVOLVE LIVROS   

Em questão de minutos, um livro pode ser escolhido no catálogo online da biblioteca James B. Hunt Jr., nos Estados Unidos, e entregue nas mãos do solicitante. É o que garante o site da instituição, ligada à Universidade da Carolina do Norte, em Raleigh. O segredo é que as mãos que buscam o livro no acervo não são humanas. 

O bookBot, ou robô de livro, em tradução livre, é um sistema automatizado de gerenciamento e armazenamento de livros. Construído especialmente para a biblioteca, ele tem capacidade de guardar até dois milhões de títulos em um ambiente climatizado. 

As obras são guardadas de modo otimizado e compacto, em cinco andares de gavetões metálicos, divididos por inúmeros vãos. Cada vão é ocupado por um robô que busca os livros por meio de dados fornecidos. O equipamento vai no lugar correto a partir das informações. Depois, o livro segue para um dos vários pontos onde os usuários podem solicitar os títulos. 

O sistema foi adaptado de estruturas equivalentes usadas nos setores automotivo e têxtil. Ele ocupa um nono do espaço que seria necessário em uma biblioteca convencional 

A economia de espaço possibilitada teve impacto no projeto do prédio da biblioteca, concluído em 2013. Realizado por uma empresa norueguesa de arquitetura, o projeto conta com materiais sustentáveis e incorporação da tecnologia em vários aspectos. O custo do prédio foi de US$ 150 milhões. 

O edifício de cinco andares tem mais de 21 mil metros quadrados e capacidade para atender até 1.700 estudantes. Segundo a instituição, o projeto teve de ser readequado financeiramente depois de um corte de orçamento de US$ 11 milhões, consequência da crise financeira de 2008. O obstáculo motivou a administração a perseguir eficiência no uso de materiais e uma área construída menor. 

A biblioteca mantém uma equipe de profissionais humanos, mas que não precisam mais procurar livros em estantes e podem se dedicar a tarefas como auxiliar estudantes em seus projetos de pesquisa e estudos. 

Robôs em bibliotecas 

Outras bibliotecas nos Estados Unidos já contam com sistemas robóticos para buscar e repor livros de suas coleções. Entre elas, está a biblioteca Mansueto, da Universidade de Chicago, e a biblioteca da Universidade de Santa Clara, na Califórnia. 

Em Cingapura, pesquisadores da agência científica estatal desenvolveram um robô que pode passear pelas prateleiras de uma biblioteca à noite e identificar livros que estejam fora do lugar certo. Quando encontra uma obra na posição errada, ela avisa o bibliotecário humano para que este a devolva para o local correto. Cada livro do acervo deve ter afixado um chip para que o robô possa identificá-lo.

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